O corredor paralímpico A.J. Digby durante um treino nos Estados Unidos

Hoje pela manhã, como de costume, pego o celular e já leio a manchete do dia da BBC - Brasil, que diz: "Rio corre contra relógio por "paralimpíada da superação". Já se fala há um bom tempo sobre a tímida participação dos atletas paralímpicos no Rio de Janeiro - cidade maravilha mutante... purgatório da beleza e do caos (parafraseando a bela e ex-vocalista de apoio da banda saudosa banda Blitz, Fernanda Abreu em sua música: Rio 40 graus). Não só o Rio de Janeiro está sob pressão com a eminente derrota de bilheteria e público com os jogos paralímpicos, mas o Brasil inteiro. Diferentemente das Paralimpíadas de Londres, o país é subcultural e toda opinião é formada - antes - pela mídia televisiva. E essa mídia está pouco se fodendo para os excluídos, porque são a parte feia da realidade brasileira. Deficientes físicos e mentais só têm uma utilidade: fomentar a benevolência e a santidade dos ditos normais, isto é, nós. São voluntariados, são visitações, doações, fotos e vídeos timidamentes feitos para divulgar o quão aquele artista, aquele rico, aquela sensação do momento merece ir para o céu. Obviamente não estou dizendo que as pessoas que se ocupam e se dão para os excluídos ou um pouco de si estão fazendo mídia com isso. Não todas elas, uma minoria, com certeza, mas não estou dizendo das que se preocupam com o próximo debilitado. O que estou dizendo é que essas pessoas não têm espaço definido na mídia televisiva - que é o veículo de comunicação mais incisivo mundial. Você vê vídeos na internet, pelo whatsapp, uma coisa aqui outra ali sobre superações do cara sem braços e nem pernas que surfa, por exemplo, com o intuito de vários intuitos ambíguos - como de estimular pouquíssimas pessoas a acreditar nos seus sonhos também, como promover uma depressão ainda maior em quem está com paralizia emocional, justamente porque o que pode ser interessante para você - que pode estar de bem com a vida - pode ser o gatilho para destruir o resto de amor-próprio naquela pessoa com quem você compartilha o tal vídeo, pois ela passa por um momento de profunda tristeza e paralizia de autoconfiança. Então, voltando ao assunto, a minha reflexão é sobre o espaço micro das pessoas que estão confinadas eternamente (enquanto fisicamente humanos) em suas limitadas condições físicas ou mentais na mídia brasileira e, consequentemente, em nossas mentes. Se Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, se as mídias televisivas - principalmente a Rede Globo - que é como o deputado Eduardo Cunha foi, um mal necessário, já que é a força da Rede Globo que repagina o conceito e as opiniões públicas - a ex-presidente da República Dilma Roussef quem diga - e se o próprio Governo Federal estivessem interessados em ter uma Paralimpíada tão boa, teriam feito do dever de casa antes, há pelo menos três anos atrás incluindo personagens paralímpicos em novelas, filmes e comerciais. Estiveram mais preocupados em incluir os homossexuais, os polígamos, os psicopatas, os assassinos, além dos filhinhos de papai mauricinhos, como as patricinhas mimadas - muitos sustentados com dinheiro público roubado ou por pai rico, que quer vê-los longe de seus negócios e pagam o que for preciso para ter tal sossego (pode-se ver isso claramente em Brasília, no Iate Club na hora do almoço, uma vitrine de mimados desocupados e ricos), enfim... Mas não se viu nada a respeito, o povo brasileiro - que não foge à luta e nem da frente da tevê, não foi preparado pela mídia para gostar de deficiente físico ou mental, essa é a verdade. Fato é que "Além da transformação do Centro Olímpico de Deodoro em arenas independentes, sem as áreas comuns, e da redução da força de trabalho nas instalações, o comitê organizador reduziu drasticamente a oferta de ingressos. A carga inicial de 3,1 milhões foi reduzida para 2,4", mas mesmo com 2.400.000 ingressos disponibilizados para a Paralimpíada foram vendidos apenas 300.000. Ou seja, 2.100.000 ingressos correrão o risco de serem vendidos à esmola de R$ 10,00 ou US$ 3,11. Há a possibilidade de oferecer entrada franca, na intenção de não ficar registrado na história dos jogos paralímpicos do Brasil a lembrança de que os brasileiros não têm o menor interesse de saber sobre a superação dos excluídos. Superação boa mesmo é de quem tem a saúde de ferro, com Michel Phelps, Usain Bolt, Neymar e cia. Ou de atletas de beleza midiática a ponto de estarem participando também da Olimpíada da Beleza, uma brilhante ideia da formadora de opiniões Rede Globo. Se a própria tevê não se interessa em promover marcas com excluídos, por que os brasileiros se interessariam? Há quem tentará me dizer que teve sim inclusão de atletas com deficiência na mídia. É, até que teve, como, por exemplo, da Terezinha Aparecida Guilhermina, corredora cega que, se você não souber que ela é deficiente visual não dirá, jamais, que seria cega - nem os olhos denunciariam. Se teve algum outro comercial televisivo que tenha destacado deficientes com paralisia cerebral ou que fossem visualmente difíceis de olhar, então me contem, porque eu nunca vi. Agora, e se as novelas mostrassem deficientes físicos e contassem histórias de superação, busca pelos esportes, ao invés de uma putaria homossexual sem fim ou dos psicopatas, malévolos e todo submundo cultural com certeza que as Paralimpíadas (ou paraolimpíadas) seria também bastante interessante. Se as Paralimpíadas viessem antes dos jogos olímpicos, isso também seria muito interessante. Mas gastar com excluídos é demais para todo mundo, essa é a verdade. O mais interessante é que todos nós, sem excessão estamos sujeitos a nos tornarmos paralímpicos de repente. Na pior das hipóteses podemos nos tornar excluídos também, porque perfeito que somos podemos acordar e nos ver sem alguma parte dos membros de nosso corpo (dedo, mão, braço, pé, perna) ou coisa pior, com paralisia cerebral, por exemplo. Daí que seríamos postos de lado, como bem aconteceu com Osmar Santos, comentarista esportivo da Rede Globo, após sofrer AVC. É isso, se quisermos ter nossa rendenção pessoal e formarmos opinões genuínas, isto é, nossas, sem a interferência das belas mídias televisivas - principalmente da Rede Globo, que me desculpem os anti-globais, mas essa emissora de tevê é quem dá as cartas na opinião pública brasileira e não há nada o que possa ser feito para mudar isso - então que acompanhemos os jogos paralímpicos e torçamos por todos os atletas, porque eles sim superam todas e quaisquer limitações do corpo e da mente. 

Para saber mais: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37146489

 

Publicado por Rodrih às 09:27 | Link do post

Janaina a 14 de Agosto de 2016 às 22:23
Em: Passado

boa noite Rodrigo. meu nome é Janaina e tenho 21 anos. Eu lei oseu blog muito muito mesmo e as vzs acho q vc é um genio outras vzs acho q é um louco (risos). Eu fico encantada c a sua cultura e a forma q desenvolve os raciocinios, as reflexões e como faz o fechamento dos pensamentos. Eu vi q vc tem momentos de inspiração profunda, e as vzs vc tava sem foco e fez um texto perdido. Eu gosto muito de buscar suas reflexões passadas, de meses e até anos. Obrigada por ter sofrido tanto e ainda acreditar que "amar pode dar certo" pq seu blog é prova de amor pela humanidade. Me admira sua maneira de agir e ser e estar sozinho, acho q a vida não foi sensata c vc. Eu falo assim pq apesar de nova já conheci alguns canalhas e sei o qto um cara tem uma essencia boa. Estou digitanto do celular e vai desculpando os erros. Eu tenho um namorado de 23 anos e vamos nos casar. Acontece q nós 2 não temos "expericencia de vida" se é q me entende. Eu ando confusa c algumas coisas sobre isso e precisava q me falasse seu pto de vista. 

Respondendo à Janaína (também pelo celular):

Janaína, bom dia! Obrigado por enviar um e-mail com sua experiência e suas observações. Sempre que quiser comentar e explanar suas ideias também poderá comentar diretamente no texto do blog. Isso fomenta novas discussões e outros comentários, tá bem?! Claro que pode me enviar e-mail! rs. Bom, obrigado pelo carinho e por acompanhar o blog. Às vezes me passa uma vontade de excluí-lo, talvez porque aqui tenho me exposto demasiadamente, entretanto, por tantos depoimentos e emails que recebo, isso me faz acreditar que o blog e o que escrevo não venha a ser tão ruim assim, muito embora também receba emails de gente me dando pedradas por coisas que falo e não gostam ou se sentem ameaçados, não sei. Bom, com relação a seu namoro, e seguindo o ponto de vista de falar abertamente, sem rodeios, vou respondê-la segundo como vejo as coisas. Vocês têm idades de 23 e 21 anos, são virgens e provavelmente são partícipes de algum movimento ou doutrina religiosa - ainda que não tenha externado isso. Supondo que sim, há algumas considerações a fazer, muito embora, independentemente de haver a religiosidade, vejo que a relação de vocês pode não dar certo. Não que não deseje que dê, mas em concórdia com o que você ressaltou agradecendo por eu ter sofrido tanto - e tenho certeza que há pessoas que sofreram o quanto eu sofri multiplicado por 100 ao quadrado - a vivência e malícia de vida que tenho me diz que o homem é um ser caçador - desde os primórdios da humanidade. Era o homem quem ia encarar os animais selvagens, também era ele que ia para os combates nas guerras. Era o homem que ia para o arado, pastoreio, longas viagens, explorações de novas terras, garimpo e enfrentamentos. Ao longo da história foi o homem quem se expôs às durezas da vida e por conseguinte foi quem iniciou a vida sexual primeiro. Por ser a flor das mãos de Deus, biblicamente a mulher veio depois do homem. Se fôssemos vislumbrar o porquê disso, suponho que Deus quis testar a vida humana primeiro e escolheu fazer o homem como "boneco de teste", sem tirar dele o mérito da vida. Vendo que o viver humano era bom, que o raciocínio e a desenvoltura humana era interessante sentiu segurança de trazer à vida a mulher. E ela chegou quando as coisas estavam mais organizadas e mapeadas pelo homem. Assim é a vida humana, desde os primórdios da humanidade a mulher foi poupada de ir à caça, digladiar-se com inimigos, explorar terras, garimpar, arar a terra etc., ficando com funções menos sacrificantes e que lhe poupassem mais a vida. Com o passar do tempo, homem e mulher foram desenvolvendo-se conforme seus genomas ancestrais. À mulher ficaram a beleza física, a sensualidade, a vaidade, a inteligência emocional, os sentimentos, maior resistência às dores, a paciência e a diplomacia. Ao homem ficaram a robustez, a integridade moral, a inteligência racional, os desejos, menor resistência às dores, a voluptuosidade e a hegemonia. Tudo no seu lugar pela natureza que possuíam a mulher e o homem. Naturalmente, o homem sempre será o cara que vai pra porrada e a mulher será sempre a causa do olho roxo na cara do homem. Então, com essa reflexão é correto pensar que enquanto o homem desenvolveu seus hormônios para as explosões internas de domínio, a mulher desenvolveu as explosões internas dominantes para produzir hormônios benéficos à sua existência. São hormônios como a oxitocina, endorfina, feromônio dentre outros que trazem à mulher benefícios vitais essenciais. Ao homem a endorfina, adrenalina e a testosterona. Entretanto, para a mulher produzir tais hormônios precisa da sexualidade do homem, da sua integridade hormonal, sua malícia e presença dominante. Daí você imagina que seu namorado não tenha experiência de nada, esteja imaturo de tudo e quando vocês forem se iniciar sexualmente as coisas não saiam como o esperado. Ferrou geral. Dependendo de como você pense sobre o casamento poderá viver uma vida em preto e branco. Sabendo-se que a mulher amadurece muito antes do que o homem, para sua idade o cara deveria ter a idade de 35 anos pra cima. O homem tem que viver experiências sexuais para poder dar à sua companheira firmeza, maturidade e segurança sexual. Já que ela terá mais maturidade do que ele na relação, então ela não precisará se dar à obrigatoriedade de ser experiente bem mais do que ele, já que será dele a responsabilidade de conduzir sua mulher e será dela a responsabilidade de modelar e consertar ele. Pode observar o tanto de mulheres que vivem solitárias porque desenvolveram-se contrário à essa naturalidade. As independentes em tudo incluíram em seus genes comportamentais o masculino junto do feminino, e com isso gera conflito de insatisfação versus carência constante. Idades muito próximas podem ser interessantes enquanto ambas as partes são novas, isto é, você tem 21 ele 23, até aí beleza. Agora vamos projetar isso lá pra frente, ele com 45 e você com 43 anos. Sua condição física, sua pele, até sua capacidade natural de ter filhos reduz consideravelmente. Ele ficará um tipão e você terá que correr atrás do prejuízo. Mas se você se envolvesse com um cara de 35 anos, ou seja, 14 anos de diferença no mínimo, quando ele estiver com 50, você estará com 36 anos. Olha só que idades interessantes! Você estará um mulherão, madura, segura de si e ele sempre atento a você. Essas coisas parecem ser machismo ou petulância minha, mas falando friamente são observações importantes e verdadeiras. Então, recapitulando, recomendo que namore bastante esse rapaz, mas se a sua insegurança permanecer, que não se case com ele - pelo menos por agora - e permita-o que viva a vida. Há um pensamento de um filósofo chamado Virosta, que diz assim: "Se pensa que algo te pertence, deixa-o escapar. Se voltar é porque sempre foi teu. Se não voltar é porque nunca o foi", e com isso você o deixa viver, tomar porradas da vida, se machucar com as experiências, ficar escaldado para que, quando se reencontrarem (e se isso acontecer de fato), ele esteja melhor preparado para lhe causar toda e qualquer nova produção hormonal constante. Eu faria isso, pela experiência de vida que hoje tenho. Você não precisaria desbravar o mundo, principalmente sexual, mas se ainda assim quiser fazer faça sem se expor, sempre cuidando do seu nome, da maneira como você é vista na sociedade, porque isso pesará enormemente no seu futuro. Para uma mulher, discrição social é tudo. Entenda que essa discrição é para com a sociedade, e a menos que o homem que você permitir na sua intimidade seja muito confiável, a ele se jogue e viva o melhor que a vida poderá lhe oferecer, e só se prenda ao sentimento de viver uma relação duradoura se você se sentir segura com o homem com quem estará vivendo seus momentos, mas do contrário, viva a intensidade de tudo e esteja sempre atenta às oportunidades paralelas, porque a pessoa da sua vida (parafraseando Jota Quest) pode estar do seu lado, no metrô, na fila do mercado ou mesmo sozinho na fila do cinema. Vá com calma, tem muita vida pela frente, e até seus 30 anos não tenha tanta pressa, desde que se cuide em sua beleza física, sua inteligência e cultura, e sua essência humanista.

Publicado por Rodrih às 09:06 | Link do post

Veja. Olhe para fora da janela dos seus olhos e veja. Percebe? O que enxerga? Olha o tamanho desse mundo, é imenso, não tem fim. O que vê? É muita informação. Olhe quantos seres vivos habitam o ecossistema, dos parasitas aos insetos, das aves aos plânctons nos oceanos, dos peixes aos cães. E nós, humanos. Há problemas por todos os lados. Vê? Dos parasitas aos cães, todos têm que lutar para a sobrevivência. Veja, entenda, nada batalha a própria aniquilação. É pela vida que se vive. Não importa como a porra da vida está, simplesmente viva. O que você tem que fazer para ficar vivo, faça! Não é tirando outra vida que a sua será garantida e não é perdendo a sua, que fará os seus problemas se resolverem. Você entendeu. Autocídio é o suicídio. Se matar pra quê? Seus problemas não serão resolvidos assim, simplesmente porque a ideia de se matar é gerar um novo problema para resolver, como se já não tivesse outros tantos e maiores. Escute. A merda da sua vida não significa nada pra merda de ninguém à sua volta, então se matar é uma merda de idéia e sua vida não se acaba assim. Nem pense que você irá para o inferno, porque você não vai. Sei lá pra onde você irá, só sei que seus olhos se fecharão e tudo ficará escuro. Sei porque é óbvio. Sua pele se enrugará de tanto frio e umidade e tudo que está dentro de você ficará podre. Então, se a sua consciência estiver intacta será o momento que você irá pensar: "Que porra de merda que eu fiz? Tô aqui dentro da merda de um caixão, numa escuridão escrota, tudo tá frio e úmido, e não faz 48 horas, e encontrei a porra da solução dos meus problemas". Sim, você terá feito uma grande merda pra não sentir o desconforto de alguns problemas, que a porra da sua mente encontrou uma boa saída 48 horas depois. E agora? Sua carne será consumida nesse escuro maldito, sua boca linda e gostosa de beijar estará azulada, sei lá, esverdeada, seu hálito num fedor desgraçado, seus dentes apodrecendo porque você não pensou em se dar um tempo por 48 horas. Enterrado nesse escuro solitário, em que as únicas coisas que sua mente ouvirá será o ranger das raízes abrindo a terra por debaixo da grama e os vermes se rastejando sobre sua pele para dentro de seus buracos. O que fazer depois de 48 horas que terá percebido a merda que você fez? Não se iluda, ninguém virá te dar uma segunda chance. A morte não tem graça nenhuma. O sorvete de baunilha com chocolate que você poderia estar tomando, o abraço a qualquer filho da puta que quisesse te abraçar, o barulho do vento ou o sabor da água fresca na boca seca nunca mais conseguirá ter pra você, porque teve a imbecilidade de uma cabeça cheia de merda de cometer o autocício. 48 horas é o tempo que você tem que esperar antes de tirar a própria vida. Faça tudo o que puder para valer a pena seus últimos momentos de vida.Mas se, de repente, estiver interessante sentir a vida no seu respirar, na boca cheia de saliva, no sono que sentir, então faça o que puder fazer para sair do meio em que está vivendo. Foda-se se acharem ruim. Foda-se se disserem que você é filho da puta, suma desse lugar, porque melhor do que estar morto e prisioneiro de um caixão meia-boca sob a terra, é deixar tudo pra trás e ir para outra cidade, outro estado ou país. Se vira se não tem dinheiro pra passagem, caminhe, pegue carona, afinal estará se dando uma deliciosa sensação nova de sentir o vento na cara, uma oportunidade diferente de tentar de novo. Pega o rumo, não se chateie, simplesmente vá embora, até porque você já ia embora mesmo, só que agora você continuará respirando e poderá encontrar respostas durante sua caminhada. Não há nada pior do que perder a própria vida, então perca os amigos, os familiares, o emprego, a namorada ou seja lá quem for. Apenas deixe o recado alto e claro: "Fui e não me espere pro jantar". Ou qualquer coisa que essa sua mente confusa queira escrever, só não sacaneie a pessoa que vai ler fazendo-a sentir seu desprezo e sua ignorância. Simplesmente saia deixando a sua vida ruim pra trás. Então vaze e caminhe sem parar. Melhor do que estar morto, é estar vivendo e buscando o autoconhecimento. Não se mate acreditando que a mão carinhosa de Deus virá em sua misericórdia, nem se iluda de que o capeta irá te levar pra longe. Você só ficará num lugar apertado, frio, úmido e fétido, sem poder se mexer nunca mais. Acredite nas 48 horas e se afaste à pé de onde você está vivendo, só não se meta em lugares perigosos, pois poderá encontrar com a morte por lá, o que será extremamente desagradável pra você. 

Publicado por Rodrih às 02:41 | Link do post

harém.jpgHarém, luxo e amigos... 

Sílvia a 26 de Julho de 2016 às 13:38
Em: Aos homens misóginos, a desesperança!
 
Estou pasma!!! Estou, melhor, estive 7 anos com um homem exatamente com esse perfil. Quando bebê foi adotado por uma família de etinia diferente. Hoje ele tem 38 anos, divorciado e estilista. Faz total questão de ter um harém e se vangloriar disso. Ostenta sem poder sustentar seu luxo com carros que nem pode pagar seguro e manutenção. Não luta por uma independência e futuro dignos. Rodeado de milhares de amigos de todas as classes sociais. Teve a audácia de largar sua esposa sozinha no hospital no dia de sua alta após uma internação de uma semana. Essas revelações foram declaradas pela irmã e mãe dele, das quais jogaram a toalha por não mais ter forças para possíveis soluções do desvio de condutas. Flagrei esse homem na cama com outra e, mesmo assim, disse que sou era a culpada por ir atrás dele sem prévio aviso. Tem mais, engravidou uma moça que sofre de leucemia e faz total descaso do estado dela. Fiquei sabendo de tudo na noite do flagrante onde amigos me passaram os infelizes fatos. Faço terapia há anos e por conta disso minha superação tem sido tranquila. Após o flagrante dei fortes pancadas no capô do carro dele com uma vassoura de madeira, mas foi uma ação de impulso sem planejar. Isso acarretou a ira dele. Enfim, o melhor é jamais contactá-lo e evitar ao máximo um encontro ou diálogo por tel. Muito bom eu ter lido essa consideração sobre misóginos.
 
Respondendo à Sílvia:
Obrigado por compartilhar sua experiência aqui neste blog e quanto mais acreditamos que já vimos de tudo, ainda conseguem nos surpreender. Você disse um detalhe curioso e que é a marca registrada de todas as mulheres que convivem com misóginos: sentir culpa por algo impossível de ter. Você se sentiu culpada de flagrá-lo com outra mulher na cama, quando na verdade você estava tendo sua dignidade, sua reputação e sua honra violadas. É como se sentir culpa de ter saído com o relógio de pulso falsificado e deixado o Rollex em casa na hora do assalto. Outro detalhe importante: Foi criado por outra família e como se não bastasse era de etnia diferente, o que pode ter causado aí - dependendo da maneira como ele foi criado - diversos traumas de convívio com a mãe e talvez com as irmãs principalmente. Fazer terapias é importante, porém não por tanto tempo assim, isto é, tire férias vez outra de ir na terapia para que possa saber o quanto você tem capacidade de superar e ver os monstros menores e inofensivos. Então, de vez em quando renuncie à bengala! Você se considere recém-solteira, e não separada, porque agora você se libertou, agora você enxerga o nada que esse cidadão representa e sempre representou para você, e siga em frente, melhore o que precisar ser melhorado em você fisicamente, tome sol, pegue uma cor, para começar a melhorar psicologicamente. Viva o melhor da sua liberdade, permita-se à uma nova experiência de vida, premita-se atravessar caminhos de outras pessoas e que elas também atravessem o seu, até porque ninguém se cruza por acaso. Boa sorte, e procure falar menos sobre isso para que não saibam de suas feridas e possam usar você mais facilmente e enquanto o amor não vem, cuide de você!
 
Publicado por Rodrih às 04:14 | Link do post

sado.jpg
 Há um certo quê masoquista na mulher que ama um misógino.

Antes de entender o que estou propondo nessa reflexão é preciso saber o que significa a palavra misoginia. Depois de ter conhecido a respeito disso e provavelmente até ter lido os comentários riquíssimos de detalhes (e muito interessantes), já se pode imaginar que esses tipos de homens são os vilões da história. Haja visto que em parte são sim, homens que não tiveram um bom relacionamento com suas mães e como reflexo descontam em suas companheiras todo ódio contido na matre criação. Só que não é bem assim. Observei nos muitos comentários que estão postados e nos e-mails ou mensagens de whatsapp que há muitas mulheres que sentem um certo prazer de estimular ou viver a misoginia de seus companheiros. De uma certa maneira, ainda que se sintam mal e sofridas há um certo conforto em se sentirem amordaçadas pela ignorância e açoitadas pela estupidez destes. É como se vivendo isso elas se sentissem percebidas, ainda que dessa maneira, mas recebessem a atenção de seus loucos e ogros amados. Não são todas, é claro, mas há uma quantidade considerável de mulheres que patrocinam, nutrem e despertam o ato agressivo e ignorante, humilhante e frustrante dos misóginos. É como se elas precisassem disso para se sentirem importantes para alguém. Tudo está ligado ao fator sexual proposto pelo misógino, que por ser um ogro, geralmente manda bem no domínio na cama. Algumas suportam pela condição financeira e social destes e se submetem a situações humilhantes. Há aquelas que viraram o mundo de ponta cabeça para o sujeito se estabilizar financeira e socialmente na vida, então o sujeito vendo que é bom ter dinheiro e status passa a minar a autoestima de sua companheira, tirando dela a fé em si mesma de superar obstáculos, cortando-lhe expectativas de sucesso profissional. O misógino é um tipo de ser orrendo que não deseja a felicidade alheia, tampouco a independência, justamente porque é um fraco e sabe que a companheira tem mais capacidade do que ele, então ele já ataca antes mesmo que ela perceba seu potencial. E mesmo assim há aquelas que acreditam que podem mudar o comportamento do misógino, se infiltram em seu seio familiar, se arriscam se expondo sobremaneira a pessoas que elas nem conhecem direito, como seus familiares que, certamente, escondem seus segredos. Essas mulheres deveriam se amar mais, se respeitar mais e tentarem nova vida longe desses loucos, mas não adianta falar, elas não ouvirão jamais tal coisa e só se mexerão quando a situação estiver totalmente fora do controle. Daí e então, já será tarde demais e o procedimento de libertação se torna praticamente inacessível. Portanto, mulheres que acreditam que misoginia tem cura, se depois de lerem os meus posts, lerem os depoimentos e ainda disserem que acreditam na cura do misógino é porque vocês realmente precisam chegar até o fundo do poço. Só assim para aprenderem a se amar e a se respeitar.

 

 Mais sobre o tema:

A mente não mente
Tropeços femininos
Aos homens misóginos, a desesperança
Sentimentos perdidos
Viciados na solidão
Ex é misógino e me persegue

Publicado por Rodrih às 17:11 | Link do post

 

madeira queimada ame mais.jpg

Dizem que o passado está gravado, mas não está. É fumaça, presa num lugar fechado, girando, mudando de forma o tempo todo. Torturada pelo passar dos anos não realizados, mas mesmo que nossa percepção mude, uma coisa permanece constante: o passado nunca pode ser completamente apagado, ele perdura, como odor de madeira queimada. O passado vai mudando de cara cada vez que amadurecemos, vai mudando de tamanho cada vez que esquecemos sua origem e vai mudando de força cada vez que nos tornamos mais fortes. Quem diz que não podemos mudar o passado está enganado, porque o passado se transforma do mesmo jeito que o futuro também. E tudo está no presente esse poder magnífico de recriação das coisas. Você pode mudar o passado e afetar o futuro ao mesmo tempo no momento presente. Nunca conseguirá voltar ao passado e jamais conseguirá se adiantar no futuro, mas poderá mudá-los ao mesmo tempo. São as escolhas que faz hoje que mudará o formato do passado, que refletirá nos acontecimentos do futuro. No passado pode ter sentimento de vingança, mas se no presente você escolher não se vingar estará tornando esse sentimento do passado morrer e um novo sentimento no futuro nascer. Ao se arrepender de algo que tenha feito no passado o tornará tão mais leve, que fará que seu futuro seja corrigido em paz. Quanto mais você acumula dores no passado, mais colherá dores no futuro fazendo escolhas erradas no presente. Você nunca conseguirá apagar o passado, ele existe para que você possa se libertar de alguma forma no presente, e fazer alguma coisa por si no futuro, tudo simultaneamente. Cada vez que penso no meu passado não me orgulho de nada, então no meu presente diário procuro tornar o passado menor e mais fraco. Bem verdade que às vezes não consigo fazer isso, e o passado faz o meu futuro ficar com o mesmo cheiro de madeira queimada, então passo a ter dois passados, sendo um pelo o que foi feito de ruim por mim, e o outro pelas escolhas ruins que fiz no presente. Quem faz escolhas ruins no presente está aumentando o poder de destruição do futuro no passado que fica marcado. Se você está se envolvendo com alguém que torna seu presente prejudicial como um vício, saiba que nesse presente você estará escolhendo tornar seu passado um monstro que irá devorar você no futuro um pouco mais à frente. Então não cultive escolhas ruins, não detone seu futuro colecionando passados inférteis, inúteis e arriscados. Seja seu próprio presente para seu futuro recriando seu passado.

Publicado por Rodrih às 06:14 | Link do post

Por: Andre a 22 de Julho de 2016 às 12:01

Caro Andre, estou seguindo a vertente de responder alguns comentários já gerando um novo post, pois apesar que os comentários são importantes, muitas pessoas deixam passar despercebidos que lá há conteúdos muito interessantes. Sendo assim, há um tempo tenho respondido em post aberto.

Ola meu nome é Andre e meu caso é quase um dos seus, estou com minha esposa a 16 anos e agora estou passando por um momento que esta tornando freqüente , na hora h broxo simplesmente porque eu fico pensando que ela vai ficar puta ( e realmente fica) achando que não tenho mais interesse, e dai so pioram as coisas.Eu ja falei pra ela uma vez mais ela é tao ciumenta que acha que não tenho interesse nela e que estou de olho em outras, e isso acaba me deixando mais nervoso ainda. E quando eu tento pensar eu outra coisa o corpo começa a ficar gelado e ai meu amigo tchau., O que posso fazer pra reverter isso? eu amo ela e fico muito triste de pensar que ela pode arrumar outro so por causa disso.
Respondendo:

Caro André, obrigado por visitar o blog e compartilhar aqui a sua experiência. A resposta que tenho para você será a que você possa estar esperando e, certamente, não esteja percebendo. Isto é, reinvente-se, meu amigo, e reinvente a transa de vocês. Pensa só comigo, se você está há 16 anos tendo sexo com uma mulher sem inventar moda, ousar, fazer algo diferente, realmente você vai brochar, justamente porque o homem é visual. Se os olhos não compram a ideia, o pau não responde e não corresponde às expectativas. Se a sua mulher está deixando a desejar como a gata que você queria ter na cama, chega na real e diz o que você precisa ter vindo da parte dela. Já que ela é ciumenta, então ela irá chiar no começo, mas vai ficar grilada com o que você pediu, ou seja, por exemplo, você gostaria que ela ficasse com a barriguinha mais sequinha, ou que aquelas madeixas que você via na época de namoro era muito excitantes, enfim, você vai passar a real pra ela. Também inove, se torne um cara mais 'porra-louca' do tipo que desenha no corpo da sua mulher. Isso mesmo, pegue canetinhas hidrocolor e treine desenhos do tipo tatuagens como hello kitty, corações, tribais, heras, flores, estrelas etc. Isso deixará você em contato e atenção com os detalhes da pele e do corpo dela, daí o tesão vem nos dois, porque gera expectativas. Noutra ocasião use tinta guache e faça uma obra de arte no corpo dela, use pincel e as pontas dos dedos. Fotografe e guarde usando o programa "camouflage" (se não conseguir me peça que te envio e te ensino como camuflar as fotos íntimas de vocês dois). E que se dane o lençol, não esqueça que você virou porra-louca e o lençol é só um tecido que vai pra máquina de lavar depois. Faça obras de arte com chocolate, chantilly, enfim busque dar aos seus olhos o estímulo que fará você ficar com tesão de devorar a patroa. Deixe ela encabulada, se perguntando se você é normal. Mulher gosta disso, de ser surpreendida. Mas também não exagere, seja PL com estilo e tenha limites, a menos que ela compre a ideia e daí o limite já era. Outra coisa que é importante fazer: Se reinvente fisicamente, tenha atividade física, porque isso aumenta o fluxo sanguíneo e com certeza irrigará melhor seu mecanismo sexual. Convido que dê uma olhadinha neste post e veja se tem algo que você possa aproveitar (http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt/como-frequentar-moteis-sem-brochar-137581). 

Boa sorte e depois volte aqui para validar as dicas, ok?!
Sucesso!
 

 

Publicado por Rodrih às 19:01 | Link do post

Por que as pessoas entram na sua vida? Pessoas entram na sua vida por uma "razão"...é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, lhe fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que elas estejam lá, então sem nenhuma atitude errada de sua parte ou em uma hora inconveniente esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim, às vezes essas pessoas morrem, às vezes elas simplesmente se vão, às vezes elas agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos, e o trabalho delas feito. As suas orações foram atendidas e agora é tempo de ir. Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "estação" é porque chegou a sua vez de dividir, crescer e aprender, elas trazem para você a experiência da paz ou fazem você sorrir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez, elas geralmente te dão uma quantidade enorme de prazer, acredite, é real! Mas somente por uma estação. Relacionamentos de uma "vida inteira" te ensinam lições para a vida inteira, coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar essa pessoa e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. O que fazer quando uma pessoa que entrou na sua vida, de repente sai dela sem ter se envolvido com você, quer tenha sido porque você nutria um sentimento limerente por ela e acabou tomando decisões precipitadas, quer você estava confortável com a situação e ela tomou uma decisão de repente?! Nada! Simplesmente foque na sua vida, já aconteceu e não acontecerá novamente. Leve-a no coração, mas não dê todos os espaços dele, senão uma gaveta ou uma caixinha dentro de uma gaveta pequenininha. Nesse espaço estarão todos os ensinamentos, todas as experiências, os valores e todos os aprendizados que lhe darão impulso para tocar em frente. A sua energia sensorial precisa avançar terras desconhecidas, tanto seu gênio caçador, quanto o pensador, o filósofo dentro de si precisam ser postos a prova no dia a dia. Não será nada fácil, mas se torna necessário e importante. Poderá aprender com os erros pelas lições que se distraiu e não aprendeu. Isso terá muito valor. Emane toda energia de gratidão e reconhecimento para quem surgiu em sua vida e já partiu ou está partindo, porque certamente essa pessoa precisará. São raras as pessoas de tal sensibilidade no mundo, que percebem suas necessidades urgentes, que surgem do nada e desaparecem sem deixar rastros, que entram na sua vida e fazem um terremoto de modificações, transformam seus conceitos, enriquecem suas experiências e fazem você realmente ser o seu melhor em si. Assim funciona o mecanismo do mundo, estamos todos conectados e se estivermos preparados saberemos gozar o melhor da vida, mas se não estivermos poderemos ter o azar de aprender isso com pessoas envenenadas e invejosas, que nos farão cair, tropeçar, perder a vontade de viver, ou então poderemos ter a sorte maravilhosa de conhecer esses anjos que do nada surgem, por nada nos fortalecem e sem nos cobrar nada desaparecem. A energia vital do planeta nos reserva essas surpresas, nos brinda com pessoas criadas simplesmente para nos empoderar e nos deixar melhores do que estávamos. Aproveite o máximo dessas pessoas e as deixe livres para seguir em frente. Da mesma forma que você ganhará sempre alguma coisa extraordinária, essas pessoas ganharão a alegria de ter o seu melhor em primeira mão para elas. Bem justo!

Fonte: Desconhecido/Adaptado por Rodrigo Caldeira

Publicado por Rodrih às 23:08 | Link do post

Desde muito tempo venho debatendo em mim e, principalmente, por ter sentido na pele o efeito "Aquário" nas relações que tive. Quando você vive dentro de um aquário sua privacidade e sua intimidade estão vulneráveis. Você não tem a menor chance de se proteger dos olhares e dos julgamentos alheios, que, muitas vezes, são de pessoas que querem saber da sua vida simplesmente para enxergar o quão estagnado e frustrado você se encontra. É uma forma de conseguir viver vingativamente bem, mesmo que esse sentimento seja inconsciente na pessoa. Tal fato se vê valer nos programas de tevê em que pessoas se expõe o tempo todo. Uma coisa é o produto que vende audiência para uma emissora de televisão, outra coisa é a sua vida no meio que vive. Se expor na TV pode lhe render complicações maiores, é claro, mas pode esclarecer coisas ocultas, e até render dinheiro ou fama. Entretanto, na sua vida particular você não contará com terceiros para contar sua história minuciosamente, nem para abafar seus deslizes, tampouco para justificar suas justificativas. A pessoa que vive uma vida dentro de um aquário está fadada a ser pega de surpresa sempre. Ontem conheci uma pessoa muito interessante, de uma inteligência marcante e uma compreensão dicotômica de si mesma, a Karen, que durante um discreto diálogo em que a prendia durante um atendimento, temendo prejudicá-la em seu trabalho, sobre uma expressão do coaching de que deveríamos parar de falar se quiséssemos encontrar o equilíbrio em nós. Discordei, como ela, de tal afirmação, até porque todos sabemos que falando não implodimos em nossos pensamentos. Mas isso não tem a ver diretamente com o aquário que vivemos. É preciso saber para quem falamos, para quem abrimos o peito e mostramos como o coração pulsa. Bem verdade que se fizermos isso para quaisquer pessoas estaremos correndo sérios riscos de julgamentos ou mesmo de prepararmos o inimigo para nos golpear no ponto mais fraco de nossas defesas. Não são todas as pessoas que julgamos ser interessantes, que nos julgam interessantes também. Geralmente e justamente o par que escolhemos ter é a pessoa a quem não deveríamos nos abrir tanto, enquanto não víssemos sua intimidade visceral antes. Falamos sobre isso também, sobre o retorno das coisas, os feedbacks. E aqui no blog eu tenho me exposto sobremaneira, numa busca frenética de aceitação. Uma aceitação de mim comigo mesmo. Há poucos dias postei um texto, uma reflexão em que eu anunciava uma libertação depois de tanto tempo aprisionado numa angústia, por um episódio que travou minha vida. Depois de conversar com a Karen senti que me expunha demais no post e não via a hora de retirá-lo do ar. Quem leu, leu... quem não leu, certamente lerá, mas revisto, cuidadosamente reestruturado, porque é minha missão sair do aquário, também não quero entrar num caixote, tampouco numa ostra. Quero liberdade. Ontem, na paz de um diálogo contido, ainda que prazerozo senti, pela primeira vez, vontade de andar pelo condomínio do apartamento que evitei sequer olhá-lo de longe por longos oito anos. Foi lá em que minha tragédia de vida começou e senti vontade de regressar, enfrentar o fantasma que lá ficou. Isso eu posso dizer aqui, pois há uma diferença entre me expor e contar um pouco da minha experiência, a menos que fosse uma carta para uma pessoa em que eu conhecesse pessoalmente e/ou confiasse imensamente, o que não seria o caso, pois o meu blog é visto em todas as localidades do mundo, por mais de 300 mil pessoas e meus textos são para os fortes, já que não são curtos e às vezes são complexos para compreensão, muito embora sejam profundos, cultos. Depois que mergulhei no escuro vale do medo e da dúvida, da culpa e da impotência pós casamento em 2008 sucumbi por oito anos de reflexões e uma busca incansável por entendimento do que aconteceu. Foram oito anos perdidos em que poderia ter feito muitas coisas, até mesmo me reerguido social e economicamente. E nesse ínterim abandonei tudo o que possuia, direta ou indiretamente, e com isso me expus perigosamente. Na ocasião morava sozinho no meu apartamento e onde eu era incrivelmente feliz. Tinha tudo sob controle e podia viver uma vida maravilhosa se não tivesse me dado de bandeja para uma estranha. De fato, ela entrou na minha vida e enferrujou todo o meu futuro. Existem pessoas que são assim, enferrujam sua vida, sugam suas energias, como aquelas plantas trepadeiras que sugam a seiva da árvore hospedeira, depois a sufoca e mata. Esse tipo de mulher, por mais bela que seja, não é para qualquer tipo de homem para suportá-las. E naquele tempo eu não tinha cinco por cento dos noventa por cento da malícia que detenho hoje, então dá pra ter uma ideia do quanto me arrisquei. E nisso abandonei meu apartamento, transtornado pelo teatro mambembe no qual vi meu casamento se desmoronar, na imprudência de não ter me protegido das manipulações fui o alvo perfeito. Desde então nunca mais sequer olhei para o prédio, quiçá passei na frente do condomínio tamanho era o pavor que sentia das lembranças que amargavam no meu consciente. Mesmo passando todos os dias na rua paralela ao condomínio meu cérebro literalmente havia apagado o lugar, que por mais que eu olhasse para a direita do volante no carro não o via, sequer percebia. O cérebro é incrível com os traumas. Entretanto, ontem eu fui lá no condomínio. O porteiro me cumprimentou respeitosamente me chamando pelo nome: "-Boa tarde, sr. Rodrigo. Seja bem vindo!". Anunciei minha intenção de passear pelos espaços do condomínio e ele disse: "-Que bom que o senhor está de volta, fique à vontade". Deus opera a cura em momentos mais improváveis na vida da gente. Jamais, em momento algum, senti vontade ou sequer pensei em fazer isso, mas numa singela e cautelosa conversa com uma pessoa interessante me despertou a vontade de voltar a morar no meu apartamento e recomeçar. Deveras me deu dor de cabeça passear por lá, mas foi bom, foi a primeira aproximação mais importante em oito anos de ostracismo. Agora é cuidar para recomeçar, com calma, e principalmente fora do aquário.

Publicado por Rodrih às 13:43 | Link do post

No quarto mês de meu Ano Sabático me sinto em harmonia pessoal para explorar meu ego e afirmar que estou sozinho de fato e de direito. Levo uma vida solitária desde a separação, que culminou em divórcio em dezembro de 2008, quando me vi encenando uma presepada bem articulada de uma acusação infame e de muito mal gosto. Me rendeu oito anos de um sentimento de culpa, cultivando traumas sociofóbicos num ostracismo interminável. Esse acontecimento mudou todo o curso de minha vida, me fez perder os melhores momentos de minha fase juvenil-adulta, em que se eu realmente tivesse culpa, a culpa que me foi imputada, jamais perderia tanto tempo refletindo os pormenores de cada dia de um casamento hostil, ensaiado por pessoas que hoje já lembro sem qualquer esboço de sentimentos e com profundo desprezo. Hoje, oito anos depois, estou convencido que fui vítima de um sistema doentio e psicótico para o qual não estava preparado, não tinha malícia e tampouco cultura para conviver com pessoas complicadas, de sistemas familiares totalmente diferentes do que fui criado. Hoje sei quem sou e o valor que eu tenho. Assim é a transgeracionalidade, que compreende o que acontece em ou que diz respeito a várias gerações¹, na repetição de padrões de eventos semelhantes dos antepassados, em que o indivíduo atual é acometido de reagir de igual maneira no estado de limerência, vividos por seus ancestrais. Uma trama em que estamos todos conectados a nosso tempo, até que possamos quebrar essa corrente repetitiva e prejudicial. Há poucos dias conversava indignado com minha mãe sobre o porquê de eu ter me casado, que hoje, na minha malícia de vida, no meu conceito de homem dificilmente teria me apaixonado por tais mulheres que devastaram minha vida. Se tivesse que pôr Deus no meio diria que o Criador foi misericordioso com essas duas em não me conhecer hoje, pois seus planos de me usar como degraus de ascenção social não iria acontecer, seria um fiasco. Não que eu trate assim as mulheres que conheço em geral, mas me sinto maduro e malicioso o suficiente para identificar o risco e antever-me dele o quanto antes. Esse risco não se dá pelo caráter em si somente, até porque naquele tempo eu não tive a prudência de me afastar ante dissimulações tão perceptíveis - hoje. A liberdade de expor um pouco minha vida assim tem o objetivo de materializar o entendimento conseguido a duras penas, por longos anos. Para aquela situação oportuna para tais ex, fui a peça elementar de seus fortalecimentos pessoais com benefícios incomuns. A carga de sofrimento e dor que rasgou minha alma foi, ao mesmo tempo de premiá-las, uma transmutação do indivíduo inocente e imprudente em mim para o homem que sou agora. A malícia pulsa em meu sangue, e isso me faz compreender coisas que há muito não conseguia enxergar. A mortificação de meus conceitos de amor e sonhos estraçalhados em minha alma, que me queimou no fogo do inferno por longos anos me fundiu num novo ser que admiro ter me tornado. O amor não é para os fortes, senão para os loucos. A paixão é para os fortes. Na loucura compreendi o valor do sentimento, o peso do perdão e o custo da justiça - tudo vem e virá a seu tempo, não há porque ter pressa e a conexão que temos dá o seu tempo de justiça. Depois desses pensamentos em que compartilhei com minha mãe, tive um insight sobre o que venho fazendo da minha vida, já que dei de bandeja oito extensos e preciosos anos dela para refletir, analisar, compreender e concluir as conexões dessas tragédias nas quais fui o único prejudicado. Enquanto minha memória não era destruída lentamente pela depressão e pelo Rivotril fui escrevendo todas as cenas que me senti violado, roubado, violentado e enganado nessas relações que vivi imprudentemente. Não passou um dia que eu não tenha refletido meus relacionamentos, prova disso é este blog. Então, dirigindo, conversando com meus botões fui pego de assalto de reflexões intensas. Na vida somos bombardeados por motivos para fazer tantas coisas, mas são os momentos que farão a nossa vida ter sentido. Meus motivos gritam para mim. Será que posso aprender inglês, francês e até japonês, por que não? Posso aprender a cantar, dançar e até tocar violão. Por que não? Posso saltar de páraquedas, voar de asa delta, mergulhar ou mesmo voltar a ganhar dinheiro, por que não? Posso fazer trilhas, escalar encostas, viajar o mundo ou mesmo competir por medalha, e por que não? Oito anos para perceber isso só agora, porque o trabalho psicopático foi muito bem feito. Perdi mais do que amigos, reputação, credibilidade. Perdi tempo, porque me perdi no tempo de minhas memórias e que jamais será recuperado. Então por que estou sem me pôr no limite de minha capacidade de transformação? Eu posso mais, eu sou mais. Em oito anos transformei mais de trinta pessoas lapidando-as de suas formas brutas em jóias resultantes de pessoas mais felizes, mais conscientes dos valores da vida, pessoas de sucesso, casamentos restaurados, filhos em ventres desacreditados pelos próprios maridos. Se eu tive poder para fazer isso tudo em oito anos de ostracismo, o que não poderei fazer pelos anos restantes de minha vida? Todos estamos conectados. Talvez eu precisasse ser estraçalhado por vis personagens para que eu pudesse renascer na consciência que tenho hoje. Se é dito que depois que morremos somente nossa consciência transcende à eternidade minha evolução deve ter começado ainda em vida. Todas as pessoas que pude ajudar de alguma maneira estavam conectadas à minha história e aguardavam o meu tempo de maturação para que também fossem resgatadas, orientadas e reinventadas. Hoje não vejo outra resposta diferente desta. Se eu não tivesse sofrido os horrores dos sentimentos doídos em meu coração, muito provavelmente não conseguiria ter discenimento para indicar o melhor conceito para problemas irresolutos. A conexão que me ligou às personagens de minha desgraça é a mesma que me leva à glória de meus valores e à libertação de meus temores. Você está conectado a mim por ler este texto e de alguma forma o seu eu intrapessoal poderá encontrar respostas a partir de uma palavra, uma frase ou parágrafo que leu aqui. No final, todos nós somos necessários uns nas vidas dos outros, porque o grande segredo da vida é que estejamos conscientes de nossas atitudes, porque o corpo perece, mas a memória é eterna. Faça o bem às pessoas conectadas a você, não somente para que seu corpo, que é matéria e como tal faz parte conexa aos elementos químicos deste planeta, então viva o hoje em harmonia, não só para que seus descendentes vivam a vida sem serem vítimas da transgeracionalidade, mas para que sua consciência viage pela eternidade em paz.

1."transgeracional", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/transgeracional [consultado em 12-07-2016].
Publicado por Rodrih às 03:11 | Link do post
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