Reflexão extraída de um post feito em terça-feira, 07 de fevereiro de 2012, 14:23h - e ainda não tive tempo de relê-lo, talvez eu faça noutro momento.

TERÇA-FEIRA, 7 DE FEVEREIRO DE 2012

Estava dialogando com uma amigaça e falei com ela a respeito de uma situação na qual estava me pegando por refém. Disse à ela que, do nada, de repente, intensos pensamentos à ex estavam invadindo minha mente. Ela, por sua vez, disse-me que não valia a pena, que não deveria alimentar os monstros, que deveria apagar essa guria, remover, excluir da minha cabeça, lembrar que já não era mais problema meu, que ela já havia causado muita coisa ruim. Mas eu disse à ela que não eram pensamentos de saudades, e sim de frustrações, decepções, mágoas. Vários filmes, recapitulações do quanto me expus e do quanto fui sacaneado, não acreditando pelo o que passei e menos ainda pelo tanto que fiz por alguém que, como ela mesma disse (ela, a ex): "ser indigna de mim" - não que eu fosse uma divindade, mas que ela mesma sabia o quanto ela não foi legal comigo. Disse à minha amiga que isso é algo mental, mas que eu não entendia como funcionava esse processo de repensamento, mas sabia que se tratava de uma canalização sensorial dela em mim por muitas mágoas dela com ela mesma e de mim com ela também. Então minha amiga Antonielle, a amigaça, disse que eu precisava começar a trabalhar o perdão, que isso estaria ao meu alcance, que quando não perdoamos carregamos a pessoa nas costas. Entretanto, tive um insight que deu início à uma reflexão mais profunda sobre isso e estou desenvolvendo agora, enquanto digito aqui. Procurei no Google algo que pudesse me esclarecer um pouco o que eu preciso aprender ainda, mas não encontrei nada. Talvez não tenha feito uma busca completa, talvez não tenha realmente nada que elucide esse assunto, então estou introspectivo, desliguei o celular, estou em jejum - algo que me favorece refletir mais intensamente um propósito. Disse à amiga que havia uma observação interessante a ser feita, quanto à abordagem do ato de perdoar aquela pessoa que nos causou mágoas profundas. Veio à minha mente que sempre que faço minhas orações pessoais e nelas incluo a vontade de perdoá-la por todo o mal que ela me causou, sonhos destruídos, projetos rompidos e esperanças rompidas minha mente cria uma "Ponte de Luz Sensorial" até ela imediatamente. Essa ponte de luz sensorial é o que faz com que aconteça uma conexão entre mim e ela, dela comigo e a mente - que funciona como um radar, capta por sinais de mágoas mútuas, o que causa essa sinapse. A mente humana é muito poderosa e não importa a distância, a ponte de luz sensorial é criada com um simples pensar na pessoa, estando ela viva ou não. Algo que a física quântica ainda estuda, a psicologia também, mais precisamente com as Constelações Familiares. Entrei num site que refletia sobre como fazer para esquecer alguém a quem já se amou. Lá disse que o tempo não cura nada. Concordo com a autora. Assim está no site:

Fonte: Um Ombro Amigo 
O Tempo em si, não cura uma ferida, mas sim o que você faz com este tempo.

Considere o exemplo:  Se você passar meia hora pensando naquela pessoa, o tempo estará passando do mesmo jeito, e sua dor estará aumentando ou ficando na mesma, logo, o tempo não cura. Porém, se você passar meia hora se ocupando de alguma coisa que não seja pensar no amado, vai com certeza ter sentido menos dor neste momento.

Quando se ocupa a mente com outras coisas, vai estar minimizando a dor, porque seu cérebro irá "esquecer" um pouco da dor que você sentia, e logo, tudo aquilo que era ruim, vai ser uma lembrança, e não mais uma dor física.

Considere a dor da perda, como uma ferida que se abriu. Quando você se machuca, dói. Se ficar mexendo naquela ferida da paixão, pensando naquilo, cutucando a ferida, indo atrás da pessoa e falando com ela, vai doer. Quando fazemos alguma coisa como trabalhar por exemplo, sair com os amigos, focar nossos pensamentos em outras ações, estamos deixando que a ferida se feche naturalmente e fazendo curativos.

Eu costumo dizer que quando arranjamos um novo amor, fechamos essa ferida muito mais rápido.

Quanto maior a perda, o tamanho da dor, os sentimentos que tínhamos pela pessoa, maior pode ser o tempo que levaremos para superar, principalmente se temos contato diário com quem nos abandonou. Será inevitável que essa ferida seja tocada toda vez.
Nas minhas experiências de vida tive duas maneiras de aprender a lidar com a dor. Uma foi fazendo exatamente o que sugere o site e tive êxito até dado momento. Depois tudo o que me foi protelado, esquecido ou evitado aconteceu em dose dupla mais adiante. Com essa experiência aprendi que a dor não é algo abstrato e que o que causa esse sentimento desconfortável é benéfico para fortalecer o corpo, a mente e o espírito, e não um mal que precisa ser evitado. Se a dor existe é porque precisa ser sentida. Se você não sentisse uma dor, não saberia que tal organismo ou situação de sua vida estaria sofrendo um malefício. Simplesmente você continuaria a vida até que tal organismo lhe colocaria em coma numa U.T.I ou tal situação ficaria insustentável de encará-la. Se sentir a felicidade é bom, sentir a dor é melhor ainda, pois a felicidade camufla o entendimento, mas a dor revela a verdade. Os sentimentos são os mesmos. A contração do músculo do coração, a pressão do timo no peito, a taquicardia são as mesmas, o que muda é o sentimento em relação a isso. Outra experiência de vida que tive para lidar com a dor foi fazendo exatamente o contrário, isto é, sentindo a dor, cada mazela e miséria desse sentimento quase destrutivo. De certo não é o mais confortável nem o mais aceitável, mas segue a linha de raciocínio de um ditado japonês, que diz: "Se a comida, boca gosta. Corpo não gosta. Se a comida boca não gosta. Aí sim, corpo gosta.". Aprendi que viver  a dor (veja só, eu disse "viver" e não "encarar") faz com que eu sofra, obviamente, me causa angústia, pesar, mágoa, rancor, tristeza, choros, pânicos, desesperos, insônia, sonolência fora de hora, taquicardia, altera o tamanho e a pressão do meu timo, dentre outras aflições. Mas eu não protelo nada, deixo vir, me derrubar, se cansar de mim e ir embora. Em Jó, na Bíblia, está uma boa ilustração do que digo. A dor, representada pelo demônio, faz com que Jó se desmonte em frangalhos, mas chega um momento em que não cabe mais espaço para isso e essa dor perde força, e deixa a Jó finalmente. Assim é comigo, é com você também.  A dor vai jogar você no chão, mas não demora e já deixa você, porque você se torna uma pessoa infrutífera para alimentá-la. Então lhe deixa em paz para que siga seu caminho e se fortaleça, por isso ela não volta mais para te pegar de novo, a não ser que você seja um "kamikaze" de si mesma. A dor quando não sentida, ou seja, disfarçada, substituída com mais atividades, mais trabalho, mais tarefas faz com que você protele e duplique, triplique, quadruplique-a. Ou seja, quando você não estiver munida de distrações, tarefas, serviços e a dor bater à sua porta, trará com ela um talonário de outras situações proteladas e não vividas. Melhor sentir a dor em vida do que deixar para sentir depois em alma, pois não sabemos nada a respeito desse assunto espiritual e por isso não é inteligente deixar para "depois" o que você pode fazer hoje. Então, diante do exposto, eu reflito que a princípio não pode haver perdão. Perdoar é abrir o canal para uma ponte de luz sensorial ser formada até a pessoa que lhe causou a mágoa. Você precisa, simplesmente, viver a vida e a dor que nela já está contida. Essa dor já inclui a existência da pessoa que lhe fez mal, é como um pacote completo e você apenas terá uma preocupação para dar cabo. Mas se protelar a dor, ou seja, ocupar o seu tempo e ainda procurar perdoar a outra parte, você simplesmente está se iludindo com algo infértil, já que para perdoar você precisa amar a si mesma e depois amar a outra parte, pois perdoar é amar o outro que ofende você, entendê-lo e esquecê-lo. E desde quando dá pra fazer isso assim de cara? Jamais! "Não sois máquinas. Homens é que sois.", já dizia Charlin Chaplin, então se você é uma pessoa saberá que certas coisas precisam de um prazo, um tempo de absorção do impacto causado. Procurar ocupar a mente é bom, mas para seguir a vida e não para evitar o sofrimento, o pensamento e os devaneios. Mas esse "ocupar" é moderado, pacífico e resiliente. Observe e verá. Com essa observação eu aprendi mais uma coisa, que devo parar de incluir meu perdão para a pessoa que me causou mágoa, que destruiu meus sonhos e me traiu em tudo. O perdão só faz a ponte de luz ser conectada à outra parte e isso é pior do que esquecê-la. Mas quando se começa a fazer o que Cristo ensinou? Perdoar para ser perdoado? Simples, faça isso quando seu coração já estiver sido preenchido por outra pessoa, aí sim, você poderá lembrar a anterior, perdoá-la e esquecê-la. Pense nisso, pois farei o mesmo.

 

Publicado por Rodrih às 15:12 | Link do post
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Comentários
Faz sentido...
É incrível, mas vc "desenhou" a imagem dele. Ele é...
Cuidado com a autossabotagem. A mente humana é cra...
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OI DIGOOBRGADA TBEMNAO VOU FALAR MTO MAS OBRIGADA ...
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