Há bom tempo, desde que me envolvi com a primeira mulher que viria entrar na minha vida, e ininterruptamente até a última com quem me relacionei entre tapas e beijos, não obstante e também com uma a quem prestei serviços (ou pelo menos tentei) têm, entre si, uma característica peculiar: O CONVÍVIO CORROSIVO. Me dei conta hoje, agora, para dizer a verdade, aqui às 03:39 horas da manhã, em que estou morrendo de sono, com febre e com a garganta inflamada. Sinto fome e minhas costas ardem muito. Poderia dormir, o que seria uma ideia maravilhosa, mas o insight me inquieta e me provoca a intenção de falar sobre esse monstro que corrói nossa vida, tirando a seiva da vida de nossa boa autoestima, adoecendo o amor próprio e minando o entusiasmo pelas relações saudáveis. E hoje, agora mesmo a minha ficha caiu. Na verdade, a ficha despencou e percebo que eu nunca tive uma experiência diferente da que sempre tive com todas as relações de amor ou afetivas, ou de tesão ou de trabalho. Certamente a responsabilidade disso ter acontecido é muito minha, porque eu permiti que acontecesse assim, pela minha baixa autoestima de décadas. E isso cansa a gente, deve cansar você que pode estar se identificando com esta reflexão aqui. Me recordo que em todas as relações que tive meu amor próprio é posto em segundo plano, minha dignidade é atropelada, estuprada e ignorada para prevalecer a boa relação, o sorriso na cara e pessoas satisfeitas de estarem comigo. Isso vem muito do meu pai, que suportou muitos prejuízos, desconfortáveis situações para ser "legal" no trabalho ou para alguém relativamente especial. Essa herança dele eu herdei e só me ferrei, porque automaticamente sou o camarada, ajudo todo mundo, trabalho covardemente desrespeitando meu espaço residencial, minha intimidade, meus compromissos pessoais e não ganhando nada por isso. Apenas mais usurpadores caras-de-pau, que se aproximam com sorrisos e tapinhas nas costas, exploram e vão embora para nunca mais. Hipócritas e oportunistas de toda natureza. Relacionamentos amorosos em que me permiti ser feito de otário para ser aceito no meio familiar da "amada", suportando comentários vazios, perguntas indiscretas, piadas de mau gosto e toda sorte de ordinários me olhando como se eu fosse cego e não percebesse a situação. Eu percebia, mas meu amor próprio era tão pequeno ou quase inexistente que eu permitia covardemente que me violassem a dignidade. Precisei passar por mais de 30 anos assim para entender o que a vida significou pra mim ao longo dessas décadas. E ninguém me orientou, ninguém me disse a verdade, só se aproximou de mim para rir e se divertir. Isso é foda. Não bastasse essas cruéis situações, também me condicionei a aceitar pagação de sapo, broncas, julgamentos, comparações, em que fui intimamente cobrado e depreciado em meus sentimentos de inferioridade, incapacidade e invisibilidade. Como pude deixar essas coisas acontecerem todos os anos? Como consegui sobreviver a tanta usurpação, coação e negação? Não sei. Recentemente fui, mais uma vez, julgado segundo a maldade e o egoísmo de outra pessoa a quem servi com lealdade e honestidade. Foi a gota d'água e com muito receio de ser apedrejado por quem nunca pecou. Mas reagi, e foi o meu primeiro passo na Lua, de tão lento que se tornou. Não admito mais que as pessoas me usem, me humilhem, me explorem, me julguem, me façam de otário e de bobo. Pode ser PHD, pode ser doutor, pode ser quem for, hoje termina a era da gentileza que gera exploração, da era do sorriso educado para ser aceito seja lá por quem for. É fato que quem tem o conhecimento tem o poder, mas não tem a permissão de me julgar e tampouco dizer quem sou ou como sou. Só eu sei quem eu sou e somente eu poderei mudar a minha vida. Quem não gostar que se adapte ou se afaste, preferencialmente se afaste. Nada acontece por acaso, porque existe um propósito por trás de todas as coisas, e o propósito dessa última cena indigna de ser relembrada aconteceu para que eu pudesse abrir minha mente e perceber que não é a beleza de alguém e nem o quanto essa pessoa seja estudiosa, ela não tem o direito sobre mim, e me deve respeito, da mesma maneira que respeito tanto quem está abaixo de mim, ou acima socialmente. E recomendo que você também resgate o seu amor-próprio, restaure a sua dignidade, enfrente seus medos e se orgulhe de conquistar seu espaço pelo o que você representa e não pelo personagem que você precisa representar. E essas pessoas têm que sumir, ou se adequar na minha dignidade que a partir de hoje precisa ser respeitada. Espero não falhar comigo novamente, porque por mais que eu consiga gritar de novo, quanto mais eu manifesto minhas reações, menos elas ecoam e convencem. Agora vou dormir, porque o amor próprio pede que meu corpo descanse, e minha dignidade me ordena que eu pare agora de digitar, salve este texto e vá dormir. Então... fui!

Publicado por Rodrih às 04:15 | Link do post
Pontos vermelhos = acessos no mundo!
VISTO POR
fast stats
Get Voip Service
Comentários
Faz sentido...
É incrível, mas vc "desenhou" a imagem dele. Ele é...
Cuidado com a autossabotagem. A mente humana é cra...
Olá! Sou separada e ultimamente tenho pensado muit...
Fiquei mega curiosa sobre esses métodos não conven...
OI DIGOOBRGADA TBEMNAO VOU FALAR MTO MAS OBRIGADA ...
Oiiiii Rodrigo! Qto tempo moço! Lembras de mim? So...
eu tambem faco em casa nunca fui em academia come...
Com misógino não tem que entender o que se passa o...
Pelo jeito de escrever deduzo que seja uma mulher,...
Não sei o que dizer, Michele, mas agradeço sua obs...
Estou buscando compreender meu pai, e vejo a vida ...
Tenho acompanhado seu blog e acho você é um cara m...
Sabe de uma coisa, eu fiquei imaginando você e por...
Acho q casei com um misogino ? O problema q moro f...
Olá Quésia, obrigado por deixar seu comentário e c...
Olá Daniela, obrigado por participar com sua opini...
Muito interessante, obrigada por compartilhar!
Quanto mais você ajuda e tenta mostrar o caminho, ...
Danielly, bem vinda e obrigado por visitar o blog!...
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar
 
Mensagens
Abril 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
SAPO Blogs