Minha mente é inquientante e atrevida, não pára de me perguntar, "e se...?". Tantas coisas acontecem sem que a gente pare para se perguntar se estamos fazendo realmente o que é necessário fazer ou se fazemos aquilo que erroneamente queremos acreditar que é o mais certo a ser feito. E se tudo o que passamos na vida está sendo o resultado errado daquilo que deveríamos estar vivendo hoje, se mesmo que estejamos vivendo alegrias, estas seriam apenas um suspiro de uma grande infelicidade mais adiante? Simplesmente vivemos sem nos preocuparmos com os nossos antepassados, e tampouco nos atinamos para o futuro, estamos vivendo o presente e como porcos que recebem a lavagem por entre a lama chafurdamos aquilo que nos é posto no momento. Amanhã é outro dia para chafudarmos as lavagens do futuro. O que eu quero dizer com isso é que podemos estar nos condicionando e assim condicionando as outras pessoas e elas a seus filhos a sempre viver o momento sem melhorar o passado, nem tornar menos pior o futuro. As poucas pessoas que fazem isso também se perdem no meio do caminho. E se eu estiver certo nessa minha reflexão? E se tudo o que você julgar certo estiver errado? Um dia, quando estava vivendo de favores no convento de São Francisco de Lelis, em Águas Lindas, GO, depois de uma ruptura de um casamento no qual eu amava mais a esposa do que a mim mesmo e por franciscanos fui acolhido e tratado diante a loucura, pela qual fui refém por longos meses, estava com o padre Dom num sítio de Irmãs Claretianas dos Pés Descalços, que viviam isoladas em algum lugar que hoje nem faço ideia onde possa ser, e lá perguntei ao amigo "- Dom! Você interrompeu sua vida como estudante de Direito no CEUB para se ordenar padre franciscano, vindo de uma família socialmente bem estruturada, financeiramente harmoniosa, para viver como reles servidor de Deus, pregando e se dedicando aos leigos, estudando a Palavra, se privando dos prazeres da vida, a caminho do isolamento numa casinha de pedra no meio do cerrado, sem luz, sem água quente, sem conforto e apenas um genuflexório de madeira para você orar. Meu amigo, Dom, e se depois que você morrer, partir dessa vida perceber que estava totalmente errado? E se Deus não existir?". E isso me consome. Estou tão decepcionado com o amor que eu acreditava que era bom e me faria o homem mais feliz desse mundo, e se eu estiver liberto da mentira que é o amor que acreditamos ser bom? E se eu estiver no caminho certo? Mas se estivesse no caminho certo, por que eu me sinto tão triste? E se tudo isso for apenas o meu destino para que hoje eu digitasse e fizesse esse post agora? Ao mesmo tempo que eu acredito que tudo valerá a pena ter acontecido assim como aconteceu comigo e ainda me consome acontecendo dia a dia, também me pergunto qual seria o sentido disso tudo. E se minhas perguntas tiverem respostas? Somos tantos humanos perdidos sem respostas, que vivemos por medo de descobrir a verdade e buscamos nos iludir com qualquer coisa que nos empurram ou magicamente nos fazem acreditar, sem levar em consideração que o nosso cérebro pode muito mais do que imaginamos ser possível, nos fazendo aceitar condições humilhantes de nossa crença naquilo que somente nós criamos e dela nos servimos, como se como porcos nós mesmos jogássemos a lavagem para comermos no dia que acontece, sem percebermos que somos nós os nossos carcereiros e também nossos prisioneiros. Precisamos acreditar em algo que nos faça aceitar o quanto essa vida é passageira, chata e sem futuro. Que sentido tem estudarmos tanto, prosperarmos e procriarmos sempre, se para sempre estaremos morrendo, não nós, mas algo que se lembre (ou não) de nós, senão nosso dna? Se todos iremos morrer, por que precisamos viver lutando? Por que precisamos amar uns aos outros, sermos bons com o próximo e seguir a Palavra de Deus? Certamente, pode acontecer de que possa existir realmente algo além disso o que vivemos hoje, senão não faria sentido estudar, dialogar, conhecer, sentir prazer, agradecer, punir, redimir, perdoar e amar. Criamos o tempo, mas o tempo não existe. Nós criamos os horários para tomar café da manhã, almoçar e jantar, mas não há horas no mundo, esses períodos existem para nos manter ocupados, levados pela ilusão de que estamos vivendo. Mas será que estamos vivendo mesmo ou apenas estamos nos dando um sentido no tempo? E se eu amei as mulheres erradas e as certas eu não estou conseguindo amar? Mas por que assim, se tudo o que eu mais queria era viver o amor intenso e profundo? E se tudo isso nunca acabar? Os animais que caçam outros animais, que caçam outros e outros e mais outros, pra quê? Se todos morrerão de alguma maneira! Homens que matam homens, qual o sentido nisso? Mulheres que abandonam seus esposos ou maridos que traem suas mulheres, qual o sentido nisso? Sentir saudade, sentir falta de alguém, se abandonar dos seus planos e seus sonhos para seguir o sonho de alguém, sem saber se isso lhe dará segurança de uma vida plena e feliz, por que se faz isso? Comodismo? Preguiça de tentar? Tantas ofertas, tantas promoções, tantos convites para sermos mais interessantes e atraentes, e tantos por ques por essas coisas, será que não percebemos que estamos nos tornando cada vez mais artificiais conoscos mesmos? E por que não aceitamos o outro no seu auto-abandono de sua beleza em si, se não gostamos do sistema estabelecido para nosso viver? E se estamos fazendo tudo certo? E se estamos fazendo certo mesmo que as coisas pareçam ser erradas, quem nos julgará? Quem perguntará por mim no julgamento e me compreenderá senão eu mesmo por mim? E se não for Jesus quem nos aliviará o fardo da culpa, e se for Buda, Ghandi ou mesmo um amigo que sentiu compaixão por mim? Mas e se realmente for apenas Jesus? E se todos eles forem um só num só Deus? Eu sei perguntar, mas não sei responder. E se nunca houver respostas?

Publicado por Rodrih às 01:13 | Link do post
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Comentários
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É incrível, mas vc "desenhou" a imagem dele. Ele é...
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