Tenho percebido em meus diálogos com as pessoas, em especial com as mulheres – com quem tenho mais facilidade de comunicação, a força que o medo que sentem. Medo de ficarem sozinhas, medo de serem traídas, medo de dependerem dos companheiros, medo de serem assaltadas, medo de todo tipo. Tem pessoa que vive pelo medo. Considera-se que o medo é algo bom até certo ponto, pois nos deixam alertas e nos previne de nos metermos em situações de risco físico, moral ou de vida. Considera-se também que o medo de ficar sozinha é, para a mulher, um medo coerente, já que à medida que o tempo passa suas perspectivas de atração e união diminuem, a menos que ela tenha algo a oferecer como beleza física, boa psicologia e/ou bom nível cultural/social. Ainda assim, o medo atrai exatamente o objeto desse medo. O medo de assalto fará com que sua mente seja direcionada para estar em algum lugar de risco. O medo de se envolver com homem infiel fará com que sua mente “cochile” na hora de selecionar um parceiro bem no instante que ele mostrar sua outra face de aventureiro. Então alimentar o medo dentro de si fará com que muitas coisas ocorram para sua própria infelicidade, justamente porque seu cérebro não saberá diferenciar o que é bom ou o que é ruim para você, simplesmente responde à demanda que mais lhe causar reações mentais. Tal qual se explica quando Cristo diz: “A tua fé te salvou”, dado que seria possível a autocura diante uma forte demanda neural, mental, em que o cérebro por um processo delicado conseguiria reverter a enfermidade alcançando a cura no corpo do indivíduo. A demanda, dependendo de sua força, toma a exclusividade na ação cerebral e ela seria a responsável pelos resultados bons ou ruins na vida da pessoa. Então não é bem que o medo atrai por si só, mas é que, como se descarrega forte demanda neural ao pensar no medo de alguma coisa, o cérebro conduz a pessoa para os campos minados da vida. Mas como uma pessoa adivinharia que em tal lugar teria uma assalto ou um assaltante, de modo que ela que tem medo de ser assaltada seria a próxima vítima (de novo) do bandido? Simples. A considerar que nossa mente está interligada com as outras mentes e que nossa cabeça funcionaria como uma antena parabólica emitindo e recebendo radiocomunicação entre si, podemos considerar que seria a junção da “fome com a vontade de comer”, isto é, o bandido dá a demanda maior de querer uma vítima e a vítima dá a demanda maior ao cérebro de assalto. Note que não disse que a vítima dá a demanda de que “quer ser assaltada”, e sim de simplesmente “assalto”, quase seguindo a máxima de que “para um bom entendedor meia palavra basta”, o cérebro não se atem à frase, mas à palavra que demanda maior energia, neste caso o “assalto”, o “bandido”. E é o que acontece; ambos vão de encontro um ao outro, ligados pela necessidade da demanda de suas mentes. Ao sustentar o medo de se envolver com uma pessoa infiel, não dará outra, ambos serão apresentados um ao outro, ambos se apaixonarão e ambos terão motivos para seguirem com suas queixas, a parte traída reclamará e se dirá sem sorte, sofredora e bla bla bla, e a parte infiel reclamará que foi estimulada a ser infiel porque não encontrou na parte amada tudo o que buscava e queria. Pronto, tá feito o emaranhado. Então quando você pensar em ficar dizendo para os sete cantos do mundo e todo o tempo, que tem medo, e mais medo, lembre-se que estará simplesmente enviando a mensagem para o cérebro da demanda na qual ele tem que propiciar o acontecimento, ou seja, o medo de se engasgar tomando água, a demanda é engasgar, logo sua epiglote mudará de posição e a água que deveria descer para seu esôfago irá para seu pulmão. Medo de brochar fará com que na hora H você se lembre do medo de falhar e pluft, já era. Medo de cair de patins, demanda: cair, então já sabe o que acontecerá. Se no lugar de alimentar com muita energia o medo das coisas você tentasse substituir a energia da demanda e dissesse que adora andar de patins e se cair, o que tem?! Levanta e vai patinar de novo. A demanda é de ação, “patinar e patinar”, uma confortável sensação de disponibilidade para o hábito de patinar. No medo de assalto, pode dizer, o mundo lá fora é perigoso, por isso presto muita atenção nos lugares que estou andando. A demanda é de “atenção”, então mesmo que você não esteja atenta seu cérebro estará e de repente você se assustará e conseguir desviar-se do caminho que lhe levaria ao encontro de um bandido, pois a demanda dele seria de “vítima” e a sua de “atenção”, ambas não se atraem, pois para ser vítima você precisaria estar desatenta. E é assim que a vida funciona.

Publicado por Rodrih às 18:20 | Link do post
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Comentários
Ma ra vi lho so! Td q eu precisava. Grata!
Faz sentido...
É incrível, mas vc "desenhou" a imagem dele. Ele é...
Cuidado com a autossabotagem. A mente humana é cra...
Olá! Sou separada e ultimamente tenho pensado muit...
Fiquei mega curiosa sobre esses métodos não conven...
OI DIGOOBRGADA TBEMNAO VOU FALAR MTO MAS OBRIGADA ...
Oiiiii Rodrigo! Qto tempo moço! Lembras de mim? So...
eu tambem faco em casa nunca fui em academia come...
Com misógino não tem que entender o que se passa o...
Pelo jeito de escrever deduzo que seja uma mulher,...
Não sei o que dizer, Michele, mas agradeço sua obs...
Estou buscando compreender meu pai, e vejo a vida ...
Tenho acompanhado seu blog e acho você é um cara m...
Sabe de uma coisa, eu fiquei imaginando você e por...
Acho q casei com um misogino ? O problema q moro f...
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