Hola Rodrigo! Me gusta mucho su sitio web personal y estoy pensando que es más interesante cuando se contesta mensajes de correo electrónico o comentarios en el mismo sitio web personal al igual que una información posterior o la observación personal. Quiero ver que hacer esto siempre, sobre todo esta mi declaración a usted. Quiero que me diga cómo se siente tener una relación conyugal terminado por una separación que culminó en divorcio. Si usted y diga. Gracias. Laila Carrilo Perrone (Mexico).

Oi Rodrigo! Eu gosto muito do seu site pessoal e estou pensando ser mais interessante quando você responde mensagens de email ou comentários no mesmo sitio web personal exatamente como um post de informação ou observação pessoal. Quero dar opinião de que faça isso sempre, principalmente este meu comunicado para você. Quero que diga para mim como é a sensação de ter uma relação conjugal finalizada por um separação que culminou em divórcio. Se quiser, bem dizer. Obrigado. Laila Carrilo Perrone (México)

Oi Laila, obrigado por enviar um e-mail com essa sugestão. De fato é interessante quando respondo assim, mas não é para todos os comentários. São mais para aqueles que ainda não há um post, isto é, um texto ou reflexão a respeito, como este aqui, neste caso, sua sugestão, pergunta. Vou responder sim, mas farei outro dia, pois estou com muito sono agora (30/05/2016 01:31h am), ainda mais porque comi um bom queijo gorgonzola acompanhado de um vinho tinto chileno da qualidade carbenet sauvignon. Eu que sou uma negação para bebidas alcoólicas já estou zonzo com menos de 80ml na taça. Antes havia tomado um Torsilax, para uma dor nas costas por ter feito esforço físico durante o dia inteiro (trabalho braçal - que não é meu forte) e ainda fui pedalar à noite, já de volta para meu cafofo (pequeno apartamento) para um bom banho e um descanso merecido. Então estou realmente sonolento e tonto. Volto amanhã, certamente! (ou não... rsrsrs (jejeje)). Até breve!

10/06/2016 - 02:50h

Oi Laila, bom dia. Não esqueci do seu questionamento, na verdade estava adiando respondê-la, pois esse assunto me incomoda tanto quanto gostaria. Mas vou procurar jogar limpo com você aqui e sanar sua reflexão. Sobre a sua pergunta vou responder pelo lado de quem sofreu cada separação que passou, pois se eu respondesse aos olhos de quem pedisse o divórcio, talvez não tivesse tanto a acrescentar, senão mais do que dizer que tivesse me sentido aliviado e com uma vida nova renascendo diante dos meus olhos. Responder como quem tomou o susto da decisão da outra parte é o que minha sina reservou pra mim aqui, e então vou fazer o possível para ser o mais detalhista que puder. Há duas partes na relação: aquela que vai matar o amor e a outra que chorará seu luto. A parte que pede a separação e consequentemente o divórcio está abortando vidas, tanto atuais como futuras, obviamente, pois não terá os filhos sonhados um dia com a parte companheira. Quem toma a iniciativa não faz isso do nada, e sim vem agindo em traição espiritual e moral há meses antes, ou seja, dentro de si vem matando o amor pouco a pouco, apagando a chama da paixão e cada beijo, cada transa, cada gozo, cada abraço, cada sorriso é tudo pura encenação até ter o momento certo de dar o golpe e descarregar sobre a parte inocente - e entenda-se que inocente refiro àquela parte que nutre sentimentos, sonhos, sorri de verdade, beija de verdade, transa e goza de verdade, planeja de verdade. A parte inocente, simplesmente, recebe uma bomba de mil megatons com o anúncio de separação, pedido de divórcio. É terrível! É uma das sensações mais chocantes e traumáticas que existe na vida de uma pessoa. Desestrutura o psicológico, desencadeia uma série de descontroles do organismo, como dor de barriga, ânsia de vômito, tontura, ataque de riso, sudoreze, falta de ar, dores das costas, tremores nas pernas, sensação de braços pesados, aumento de pressão sanguínea e diminuição simultânea de batimentos cardíacos. A vista vê tudo em câmera lenta e borrado. O som ambiente meio que desaparece, sem desaparecer, é como se perdesse o significado, como por exemplo o telefone tocando nesse momento é audível, mas não se consegue entender o significado desse barulho e nem dá para perceber de onde está vindo. Vez outra seu cérebro volta à realidade, você fica sóbrio e fala coisas com sentido, mas logo em seguida parece que o cérebro se silencia e você consegue ouvir seu coração batendo. É como se os ouvidos tampassem e você estivesse dentro do seu corpo ouvindo a saliva que você engole, e sua voz "surda", camuflada, abafada. São sensações de quem estava vivendo o sentimento de confiança e de paixão na relação, achando a outra parte sua melhor escolha, perdoando-a de seus erros e se perdoando também dos seus, e de repente a bomba de mil megatons explodindo tudo, caindo exatamente sobre sua cabeça. Uma sensação quase inexplicável. Depois de alguns minutos nesse paradoxo emocional você volta a sentir as pernas, passa a enxergar em tempo real, sua mente já tomou consciência do que realmente está acontecendo, e vem uma vontade de fazer xixi no lugar que você se encontra, pois as pernas ainda estão duras, muito embora se possa senti-las. Algumas horas depois vem o sentimento de vergonha social, familiar, de si mesmo. Você ainda não entende o que está acontecendo, mas é como a cena do capotamento no filme "se beber não case 2" (ou 1, não lembro), na condição de quem está dormindo durante o acidente. Nos dias seguintes você depende de algum remédio forte para dormir, senão é impossível conseguir dormir. Enxaquecas são constantes, de hora em hora, mas são dores de cabeça que parece que o cérebro irá explodir de verdade. Sua audição aumenta tanto que o som ambiente incomoda extremamente. O apetite vai embora, a sede vem, mas tomar água parece que está engolindo pregos, que rasgam as mucosas contraídas do esôfago até o estômago. A sonolência é constante e dormir lhe permite sair da realidade o quanto antes. Durante vários dias, quando se acorda, vem o sentimento, a sensação física de estar com as pernas entrelaçadas com a parte amada - parte lançadora da bomba atômica. A sensação é até confortante, mas quanto você abre os olhos e vê que era um daqueles sonhos realísticos você percebe que tudo é real e não um sonho, ainda que você durma acreditando que é um pesadelo, e você acordará ao lado da pessoa amada e contará que teve um dos seus piores pesadelos. Ficar sem tomar banho, que para os costumes brasileiros que é, geralmente, de um banho diário, se torna algo comum e aceitável. Os órgãos genitais diminuem de tamanho, a pessoa simplesmente está perdendo a vitalidade. Dependendo da pessoa, o sofrimento pode ser de curta duração ou de longa duração. Se não tiver amigos verdadeiros (e não aqueles que ficam noticiando que viu seu ex-cônjuge aqui e ali - desses você tem que se afastar definitivamente), então seu luto será duradouro. O meu durou oito anos. A culpa pelo o que você não deve e pelo o que você deve sobrecai sobre sua cabeça e sentir culpa é pior do que ser açoitado e chutado, porque a culpa é como um ácido que vai corroendo suas defesas imunológicas, sua consciência, seus sentimentos, sua vontade de viver e sua fé. Sempre, depois que passei pela separação e divórcio derradeiros tenho tomado o cuidado de antecipar à parte que está comigo de que sou uma nuvem passageira. Eu era um cara que me apaixonava fácil, me envolvia mais fácil ainda, o romantismo era minha marca registrada, eu era energia pura quando o assunto era paixão. Hoje devo ser dez por cento de tudo o que eu era. Quando não é o pavor de pensar em me relacionar, sempre acontece algum "sinal" que me faz recuar e não seguir adiante com qualquer intenção. Uma separação que culmina em divórcio feita de supetão arrebenta a vida da parte desavisada por muitos anos, quase uma década ou um pouco mais que isso, senão por toda a vida enquanto não entra alguém que ocupe o rombo no peito e restaure a alma estraçalhada. É possível, depois de um ou dois anos sorrir um pouco, fazer um pouco de palhaçada, contar piadas, flertar, dar uns pegas por aí, até conquistar corações desavisados, mas não passa disso, porque a parte sofrida se torna tão seletiva, ou mais do que isso, se fecha tanto, que mal entra luz, o que dirá os sentimentos bem intencionados de outra pessoa. O melhor a fazer é praticar esportes livres, como pedalar, caminhar, nadar, pescar, fazer trilhas, em que você fique só consigo mesmo e possa sentir a regeneração do coração e do espírito com as belezas da vida, como o vento no rosto, a água que sustenta o peso do seu corpo no barco, as árvores, a vida ao seu redor. É uma cura lenta e compassiva. Forçar algo para obter resultados rápidos é vacilo, o jeito é respeitar o seu tempo e torcer para que a pessoa que detém a chave que destranca sua armadura te encontre ainda antes de você envelhecer. É isso, Laila, espero tê-la respondido sobre sua curiosidade e pedi-la que se tiver que anunciar a separação, sempre tenha um diálogo aberto com a outra parte e jogue limpo sobre seus sentimentos - mesmo que seja um começo de desconforto, para que a outra parte também dê seu feedback e se vocês tiverem que se separar, que seja de comum acordo, sem sustos, sem julgamentos e muito menos sem nenhum sentenciar o outro à uma vida dissoborosa de sofrimento futuro. É o único conselho que posso dar a todo casal. Seja feliz e escolha seu cônjuge com sabedoria e sem pressa. Ame-se antes de ser amada e de sentir amor por alguém. E tenha atenção quanto a reciprocidade. É isso.

Publicado por Rodrih às 18:38 | Link do post
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Comentários
Faz sentido...
É incrível, mas vc "desenhou" a imagem dele. Ele é...
Cuidado com a autossabotagem. A mente humana é cra...
Olá! Sou separada e ultimamente tenho pensado muit...
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OI DIGOOBRGADA TBEMNAO VOU FALAR MTO MAS OBRIGADA ...
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