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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Misoginia versus Feminicídio

25.01.19, Rodrih
Prezado Rodrigo, bom dia
O que pensar do homem misógino em relação ao número de assassinato de mulheres (feminicídio)? O que você poderia refletir, segundo suas observações? Obrigada.
Fernanda Caetano a 25 de Janeiro de 2019 às 06:37
 
Olá, Rodrigo! 
Com tantos fatos envolvendo pessoas (homens e mulheres) em misoginia, procurei algo a respeito, buscando conhecer melhor o termo misoginia. Para mim, uma coisa leva à outra (misoginia pode levar ao feminicídio). Achei muito pertinente seu texto; obrigada e parabéns!
Izabel S. da Rocha a 9 de Janeiro de 2019 às 16:04
 

Olá Fernanda, olá Izabel,
Tomei a liberdade de expor em forma de post a reflexão de vocês e refletir sobre o assunto, já que houve duas questões semelhantes para o mesmo conteúdo. Izabel, me desculpe por não responder a tempo. Creio que feminicídio não esteja concatenado à misoginia, muito embora sejam agressões à mulher. Seria como dizer que homicídio tenha relação à misandria, que é o mesmo sentimento e tratamento misógino, só que, neste caso, é da mulher contra o homem, ou mulheres que odeiam homens. A misoginia é o assassinato lento e gradual do psicológico feminino, no qual a mulher não morre de morte matada, mas morre aos poucos por dentro, perdendo as forças, a boa autoestima, a fé em si mesma, a coragem de enfrentar e a energia de se preservar. Ela vai definhando e aceitando a condição de enfraquecimento. Enquanto os homens doentios, com algum grau patológico em seu psicológico adulto provindo de traumas de infância, geralmente familiares, no qual sua representação masculina no universo feminino se torna uma ameaça de competitividade, em que este mina a resistência da mulher em sua vida, o homem que comete o assassinato da mulher tem um grau patológico psicopático, em que seu psicológico adulto provindo de traumas vividos ou mesmo pelo próprio distúrbio neural (físico) comete o crime ceifando literalmente a vida da mulher. Não consigo juntar as duas coisas, apesar que ambas provem de uma patologia psicológica e agem agressiva e friamente contra a mulher. Ao doente misógino a denúncia por assédio moral, que é o crime cometido por esse tipo de cretino, porém, ao doente assassino o melhor seria sua própria morte como sentença justa, mas por hora sua prisão que, se perpétua pudesse, seria ótimo, mas não podendo, serve sua prisão máxima. Ao misógino o afastamento, a denúncia, as medidas protetivas policiais, o processo judicial, o enfrentamento e seu enfraquecimento social, já que, geralmente, o misógino é covarde, um espécime desprezível, um farsante que se diverte fingindo ser forte e valente, mas é um estelionatário do sentimento alheio. Na maioria das vezes, o misógino só age quando está socialmente acima do status de sua companheira, isto é, quando ele tem maiores condições financeiras do que ela. E se ela for muito bonita e atraente, quiçá mais inteligente ou se sua casta familiar tiver status maior, então os atos de vandalismo moral familiar deste patife serão postos em prática, afim de garantir seu domínio territorial sobre sua mulher apenas, torando-a refém do medo de perdê-lo ou do pavor de reagir e ficar sozinha no mundo - como se o traste significasse alguma coisa que prestasse. Mas há mulheres que têm uma queda por cretinos e se lançam na aventura de viver essa experiência, como a síndrome da "Chapeuzinho Vermelho" que, mesmo sabendo existir um lobo faminto na floresta, ela parte indefesa a seu encontro, destemida e vulnerável, sem esboçar preocupação de se proteger, simplesmente porque o sentimento pelo medo é mais atraente do que o conforto da segurança. E nesse caso temos a vovó, que é outra desocupada aventureira, que vive sozinha, distante da comunidade, no meio da floresta arriscando ser devorada pelo lobo. Assim existem mulheres desmioladas, desocupadas e imprudentes, que percebem o buraco em que estão se enfiando, mas se acomodam sem chutar o pau da barraca, ainda nos primeiros manifestos de misoginia, porque é mais confortável para essas sem-futuro bancarem as coitadas. Se para cada pé existe o seu sapato, para a mulher acomodada há um misógino pronto para ceifá-la a alegria de viver.

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