Essa cena é impressionante. Um cavalo amarrado à uma cadeira de plástico, quieto, sem iniciativa, sem vontade própria, inteiramente entregue ao condicionamento de sua mediocridade e aceitação. Fraco, sem noção nem visão clara da realidade, acomodado em sua zona de conforto. Há outra foto de um cavalo amarrado numa cadeira debaixo de chuva forte, a poucos metros uma cobertura, ração no coxo e abrigo com palha. E lá o cavalo na chuva, cabisbaixo, sem expressão nem reação, sem amor próprio.

 

Quantos de nós somos condicionados ao meio em que vivemos? Aceitamos o pouquinho de nada que nos é dado e ainda assim nos acomodamos com tão pouco, porque acreditamos que não temos capacidade de mudar a cena inútil de nossas vidas? O cavalo, com apenas o levantar da cabeça, poderia andar, ir embora, se abrigar. mesmo que tivesse que levar a cadeira consigo. Pessoas que vivem em zona de conforto sem coragem para se reinventar, desbravar fronteiras, conhecer o novo, crescer são como um cavalo amarrado à uma cadeira. Vão viver sempre naquele nível e não sairão de onde estão, dispensarão oportunidades, estagnarão e ficarão para trás sem sequer se incomodar. Quando perceberem o quanto foi perdido, como um cavalo amarrado à cadeira ficarão inertes, sem reação e conformados com a vida acomodada que sempre tiveram.

 

É muito triste saber que existem pessoas amarradas em cadeiras, em roupas, em panelas e até em vassouras. Como velhos que todos os dias varrem suas calçadas e no dia seguinte suja-se de folhas novamente, assim são essas pessoas que não saem do lugar. Até as lesmas migram! Meu pai dizia uma vez, que saiu da cidade de Paracatu, viveu a vida, desbravou fronteiras e quando voltou à cidade natal, lá estavam alguns de seus amigos de infância, do mesmo jeito, com a mesma cara de paisagem, aposentados, acomodados e sem experiência de vida lá fora. Essas pessoas não fazem a diferença, porque elas deixaram de existir com o tempo. 

 

No seu dia a dia, quem é o cavalo e quem é a cadeira? Está aí uma reflexão para fazer você se ligar para o que a vida oferece de oportunidades. Mas a oportunidade é como um cavalo, só que ao contrário, com crinas na testa e a nuca limpa, pelada. Porque quando esse cavalo passa, só passará correndo por você e rapidamente você precisará agarrar-se à crina que está na testa, porque se esse cavalo - o cavalo da oportunidade passar por você sem que tenha conseguido agarrá-lo a crina na testa, jamais conseguirar segurá-lo tentando pegar na nuca pelada.

 

Fica aí a reflexão para você. 

Publicado por Rodrih às 20:33 | Link do post
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