Estou digitando este post do celular no Aeroporto do Galeão no RJ, onde permaneço de castigo desde ontem 16h, resfriado e muuto puto com o site Viajanet, que me vendeu duas passagens - que era para ser uma viagem de vinda ao Rio no dia 29/11 e outra de volta no dia seguinte. Mas o que fizeram foi me vender a volta para o dia 30/12... isso mesmo, para daqui um mês! E o número de telefone para contato não atendia, já que o horário ia até às 16h - horário que cheguei ao aeroporto para pegar o vôo das 18:58h e nem sonhava que ia pernoitar pelos corredores do aeroporto Galeão, do outro lado da cidade e com menos $378,00 na conta, pois teria e tive que comprar outra passagem para hoje somente às 18:30h, ou seja, são 6:28h da manhã, e estou parecendo um morador de rua, com a diferença que aqui me tornei morador do aeroporto, juntamente com alguns outros passageiros que por algum motivo particular tiveram que pernoitar como morador do aeroporto também. Pois bem, nesta vinda ao Rio de Janeiro tive vários insights sobre muitas coisas, que venho compartilhar aqui, enquanto minha bunda fica dormente nos bancos azuis-petróleo com cinza deste gélido aeroporto. O que entendi é algo sui generis ao próprio Rio de Janeiro, muito embora sirva para todos os lugares, pois em todos lugares existem o mesmo conceito. Mundos! É incrível e inegável que vivemos um mundo doente, como já bem dizia Renato Russo, em Índios, e é bem por aí, "tentei chorar, mas não consegui". Fiquei hospedado na Lapa, um inferno noturno à parte, onde tem-se os Arcos da Lapa, que impressionantemente é um divisor de águas da boemia carioca. De um lado a miséria, a desesperança, a prostituição, o abandono, o nojo e o fedor com toda sorte de odores possíveis e inimagináveis. Neste lugar, Deus está morto, não há esperança, não há sonhos e menos ainda há alguma piedade. Do outro lado está a burguesia, pessoas que vivem a realidade que estamos acostumados a viver. Mas qual é realmente a realidade? Talvez a realidade esteja do lado dos Arcos fétido, onde os ratos são aceitos como os pombos que voam de dia. Mas uma cois não se pode negar, que é a alegria estampada nas cara dos condenados daquela prisão. Somos todos prisioneiros de nossas realidades, nos enganamos segundo a ilusão mais confortável, buscamos nosso Deus onde encontramos o melhor referencial da fé, que tanto pode estar dentro de uma igreja, como pode estar no som de alguma banda dos pubs ou, e muito certamente, pode estar nas cervejas e cachaças dos becos lotados de (indi) gente (s), que vêem a vida passar lentamente nos copos etílicos, das caixas de som ao ritmo da salsa, rap e charme no meio da rua tudo junto e misturado harmoniosamente. Descobri que as favelas são a materialização do vazio de nossas almas, e que repelimos por não sabermos como aceitar nossa mediocridade. Sim, somos todos iguais, hipócritas e desonestos com a verdade que está estampada à vista de nossas caras, mas tal qual vivem os nômades da fé dos becos sujos e asquerosos da Lapa, nós vivemos conforme o que nos deixa menos sentimento de culpa, afinal não somos responsáveis pela desgraça alheia, apenas mijamos para baixo e quem estiver embaixo, que se acostume com a uréia daqueles que estão em cima os abençoando com o melhor que têm pra dar. E desde que o mundo é mundo sempre houve e haverá esse consumo desenfreado de diferenças, semlre morrem os desalmados e sempre surgem os que urinam nos debaixo. O ferro é duro, porém enferruja e cede, e mesmo antes que despenque, outro ferro novinho substritui o anterior e ninguém percebeu o risco que correu. Tudo está escancarado, mas só vemos aquilo que nos é tolerável, desde que possamos assistir sentados em nosso sofá de dentro de casa, nos restando somente a opção de desligar a TV e irmos nos deitar para repetirmos nossa fé no dia seguinte . E tudo o que eu estou dizendo não fará a menor diferença na sua vida.

Publicado por Rodrih às 07:14 | Link do post
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