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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Desde 2008 - 716.000 visualizações em todo o mundo. Diário pessoal aberto, onde se pode ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, vislumbrar reflexões psicológicas, sociais e até pessoais.

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46 dicas para você usar no seu dia-a-dia

26.01.15, Rodrigo Caldeira

Soluções inteligentes para os pequenos problemas na cozinha, construção, limpeza, o que quer que seja. Esta são algumas que você mesmo pode fazer uso o tempo todo!

Fonte: obuzz.co

1. Usar cabides de loja como prendedores de pacotes de salgados

20retail 20hangers Use%%%% 20AS 20chip% 20clips

2. Para o zíper que sempre abre

For% 20the%% 20always-falling 20zipper

3. Congelar uvas para esfriar o vinho branco sem deixá-lo aguado

4. Como colocar duas tigelas dentro de um micro-ondas pequeno

Fit 20bowls%%% 20two 20into% 20a% 20small% 20microwave

5. Uma ideia brilhante para o berço depois que as crianças ficam grande demais para ele

6. Usar um soprador de folhas e canos de PVC para limpar calhas sem precisar de escada

20Use%%% 20a% 20leaf 20PVC 20blower% 20and%%% 20to% 20pipes 20clean 20gutters%%% 20a% 20without 20ladder

7. O jeito mais fácil de fazer um sanduíche de sorvete

The% 20easiest% 20way% 20to% 20ice 20make% 20an%%% 20cream 20sandwich

8. Desentupir ralos sem produtos químicos caros

Unclog drains without expensive chemicals

Coloque meio copo de bicarbonato de sódio e um copo de vinagre dentro do ralo entupido. Quando parar de borbulhar, enxágue a pia e seu ralo estará limpo. Um jeito barato e amigável ao meio ambiente de desentupir uma pia!

9. Quando tiver que pendurar algo com buracos nos locais exatos, tire uma cópia do verso e use-a como modelo.

10. Colocar um sachê de chá dentro do tênis mal cheiroso; a bolsa de ginástica absorverá os maus odores.

11. Faça com que parem de pegar suas canetas no trabalho: coloque a carga de tinta azul numa caneta vermelha; ninguém pega uma caneta vermelha.

Stop% 20people% 20from% 20stealing 20your%%% 20at% 20pens 20work

12. Colocar seu celular no modo avião fará com que ele carregue duas vezes mais rápido.

20your 20Putting%%%% 20phone 20into 20airplane%%% 20will% 20mode 20charge% 20it% 20twice% 20AS% 20fast

13. Colocar jornal velho no fundo da lixeira para absorver o chorume.

14. Quando requentar comida, deixe um espaço vazio no meio do prato; a comida esquentará mais por igual

15. Como consertar a câmera embaçada do celular: coloque fita adesiva transparente sobre a lente da câmera para resolver problemas de foco e melhorar a qualidade da imagem

Fix% 20a% 20blurry% 20phone% 20camera

16. Embrulhar a cerveja com papel-toalha molhado e colocar no freezer para gelar por apenas dois minutos

Wrap%20a%20wet%20paper%20towel%20around%20beer%2C%20and%20put%20it%20in%20the%20freezer%20to%20cool%20in%20just%202%20minutes

17. Usar um pregador de roupas para segurar o prego enquanto martela.

18. Usar um abridor de latas em embalagens de plástico duro

20Use%%% 20a% 20can 20opener% 20on% 20obnoxious% 20plastic% 20packaging

19. Colocar um copo com um pouco de água no micro-ondas ao esquentar a pizza, para ela não ficar emborrachada.

20. Após estourar pipoca para micro-ondas, abra um pouco o pacote e sacuda-o na tigela ou na lixeira, a fim de tirar os grãos que não estouraram.

21. Esfregar uma noz nos móveis de madeira danificados para cobrir as partes gastas.

22. Criar uma luz brilhante em caso de necessidade

Create% 20a% 20light 20bright% 20in% 20a%% 20pinch

Quando estiver acampando ou quando precisar, um farol de bicicleta preso a um galão de água pode iluminar todo um cômodo ou barraca.

23. Usar um removedor de grampos para poupar as unhas ao acrescentar chaves ao chaveiro.

24. Para saber de que lado estará a rampa de saída da rodovia

 

25. Uma esponja cheia d’água, congelada num plástico, torna-se um pacote de gelo que não pinga por aí quando derrete

26. Caixas de comida chinesa foram feitas para se transformar em pratos quando desdobrados

Chinese 20containers% 20are%%% 20to% 20designed 20fold% 20out% 20into% 20plates

27. Afiar lâminas de barbear no jeans

Run% 20the% 20razor 20across% 20old%%% 20to% 20jeans 20resharpen% 20and% 20extend% 20life 20its%.

28. A melhor maneira de colocar fatias redondas no sanduíche

29. Limpe um pote vazio de creme e use-o para guardar celular, dinheiro e chaves de maneira mais segura na praia

30. Para desamassar uma camisa num instante: coloque-a numa secadora com alguns cubos de gelo

Unwrinkle% 20a% 20in% 20a% 20shirt% 20flash

31. Como cortar tomates-cereja perfeitamente ao mesmo tempo

Perfectly cut cherry tomatoes all at once

32. Como evitar que uma panela borbulhe até derramar

Keep 20pot% 20a% 20from%%% 20over 20bubbling

Colocar uma colher de pau sobre uma panela com água fervente impedirá que suas bolhas transbordem. A colher de pau estoura as bolhas.

33. Tampas de copos de refrigerante transformam-se em suporte para os copos

Soft-drink 20can%%% 20lids 20double% 20AS% 20coasters

Evite levar uma bronca de sua mãe por colocar sua bebida gelada na mesa de centro nova dela.

34. Puxar a ponta de uma banana é a maneira mais fácil de abri-la.

Pinching the end of a banana is a far Easier way to open it.

35. Colocar uma colher de chá de bicarbonato de cálcio ao ferver ovos fará com que a casca saia mais facilmente.

Adding%20a%20teaspoon%20of%20of%20baking%20soda%20when%20you%20boil%20eggs%20and%20the%20shell%20will%20come%20off%20easily.

36. Se não tiver bicarbonato, descasque um pequeno buraco na parte de cima e um maior na parte de baixo do ovo cozido. Depois, coloque sua boca no buraco pequeno e assopre.

If you do not have any baking soda, then a peel away a small hole at the top of the boiled egg and a large one on the bottom.  Finally, put the small hole close to your mouth and blow.

37. Arrumar as roupas verticalmente lado a lado no guarda-roupa para ganhar espaço

Stack%20clothes%20vertically%20side%20by%20side%20in%20the%20dresser%20to%20save%20a%20lot%20of%20room

38. Carregar o celular quando estiver em viagem

Charge 20phone%%% 20your 20while% 20traveling

Muitas TVs de hotel têm entradas USB na parte traseira.

39. Dobrar camisetas não precisa ser uma tarefa entediante!

Folding does not have any shirts to be a tedious chore.

40. Retirar os ossos da asa de frango o deixará mais fácil de comer. Basta torcer o osso e puxar.

Pulling out the bones of a chicken wing Makes it Easier to eat.  Just twist and pull the bone.

41. Coloque uma garrafa plástica sobre a gema do ovo e aperte a garrafa gentilmente para separar a gema da clara

Place%20a%20plastic%20bottle%20on%20top%20of%20a%20yoke%20and%20gently%20squeeze%20to%20separate%20egg%20yolks%20from%20egg%20whites

42. Ganhe espaço ao colocar uma muda extra de roupas na mochila.

Save 20when%%% 20space 20packing% 20a% 20spare% 20of% 20clothes 20change%.% 20

43. Alto-falante de iPhone rápido e fácil

44. Como usar pilhas AAA em dispositivos que requerem pilhas AA

20AAA 20batteries Use%%%% 20in% 20devices 20require% 20that% 20AA

Preencha os espaços entre as pilhas e os conectores com papel alumínio. Não durarão tanto como as pilhas AA, mas já serão uma ajuda em caso de emergência!

45. Para Evitar os Trolls do Elevador: se alguém apertar todos os botões, aperte cada botão novamente duas vezes para evitar parar em cada andar.

Avoid 20Elevator%% 20Pranksters

46. Jogar jogos sem propagandas.Play% 20games% 20ads 20without%.

Colocar seu celular no modo avião enquanto estiver jogando fará com que os anúncios irritantes parem de aparecer!

Boa sorte! Sua vida nunca mais será a mesma de novo…

Tropeços femininos

18.01.15, Rodrigo Caldeira

Aqui neste blog eu fiz dois (2) posts falando do homem misógino. A repercursão foi intensa e tive muitos comentários, além de e-mails, ora me parabenizando (inclusive por homens), ora me massacrando até com ameaça de ter uma bomba no meu carro. Nesse caso respondi que meu carro tem tanta bomba... bomba de óleo, bomba de gasolina, bomba de injeção d'água do limpador... então uma bomba a mais será uma entre tantas. Mas hoje estou apto para falar da mulher que odeia os homens. Procurei qual é o termo para isso e não encontrei, mas se alguém souber me conte, pois é uma situação crítica e que precisa de atenção. Vi aqui um site de "mulheres que odeiam os homens", incitam o extermínio e a morte de todos os homens, e culpam os homens de tornarem o mundo um lugar ruim de viver. Isso é preocupante, porque para elas virem ao mundo foi preciso a fecundação do óvulo com um espermatozóide, e com certeza o espermatozóide veio de um homem. Essas mulheres cultuam mais do que o ódio ao masculino. Cultuam a morte contra a própria vida. O distúrbio é tão profundo que elas não conseguem enxergar a péssima contribuição que deixam ao mundo, um material autodestrutivo e que incita a violência. São mulheres tristes, frustradas, traumatizadas e violentas, com intimidade peculiar com a morte, a maldade e a violência sanguinária. Mas elas não são assim porque escolheram, e certamente porque viveram experiências traumáticas com homens misóginos. O ruim disso é que elas generalizaram e se tornaram monstros humanos, dadas ao ódio e à hipocrisia, projetando para o externo suas insanidades e doenças psicológicas, enfim, dignas de pena. Mas não é desse tipo de mulher (se é que pode referí-las como tal) que quero refletir o que venho notando mais frequentemente. Desde 2005 estou percebendo que há mulheres que se agarram aos traumas que sofreram para justificarem suas atitudes de repelência aos homens. Mulheres que quanto mais vivem uma vida de conforto e beleza, mais se permitem mergulhar em traumas ou experiências negativas. Oras bolas, experiências negativas todo ser humano tem. E os animais também. Entretanto, atribuir aos traumas suas qualidades de mulheres fracas e nocivas não justifica nada. Conheço mulheres que sofreram de tudo o que se pode imaginar, mas continuam semeando a paz e a doçura. Por que umas conseguem e outras não? Uma das hipóteses que lanço se faz a nível socioeconomico. Quanto melhor situada socialmente, menos se esforça para se tornar uma mulher melhor e mais se destaca como mulher traumatizada, que aponta para os traumas a razão pelo qual vive uma vida medíocre, sexualmente frustrada, socialmente bem vista, familiarmente excluída, e espiritualmente confusa. A mulher que não gosta do homem é diferente da mulher que não gosta de homem. A primeira não se relaciona bem com o masculino, está sempre envolvida por homens de menor poder aquisitivo ou situação social do que ela e quando está entre homens mais poderosos, simplesmente ela se torna um bichinho de estimação, humilde e pacata. São mulheres que se automutilam psicologicamente, fazendo das frustrações suas bandeiras de batalha. Essas mulheres donas da razão, carentes de que briguem por elas, a ponto de, se pudessem, pediriam uma champanhe enquanto assistisse homens se digladiarem por suas raras atenções. Isso é diferente daquela mulher que sabem ser dona, sabe persuadir, conquistar, se tornar desejada e até mesmo assistir homens digladiarem-se por ela. Esse tipo de mulher é um tesouro difícil de encontrar, justamente porque ela pensa como mulher para ser feminina e deliciosamente interessante, mas também entende a linguagem masculina, fazendo uso de ações eficazes para desarmá-los e devorá-los, quer com amor, quer com desejo simplesmente. Eu mesmo já reinventei cerca de 23 mulheres, 8 viviam suas vidas pequenas e limítrofes, e as tornei Donas, femininas e com poder de seleção na palma de suas mãos. Algumas viviam invisíveis e se tornaram mulheres incríveis. Mas das 29 que tentei reinventar, 6 não alcançaram o objetivo por serem resistentes demais, orgulhosas o bastante. E outras 37 mulheres, dentre mocinhas, moçoilas, lobas e leoas que ouviram ou conversaram, mas que criaram tantos impecilhos com gozações ou chacotas, que sem perceberem escolheram continuar sendo limitadas e frustradas. E isso me leva a crer que algumas mulheres que se envolveram com homens misóginos são patrocinadoras da misogenia que seus homens nutrem contra elas. Não que esses dementes sejam inocentes, mas que elas acabam fomentando mais ações contra si próprias, aumentando suas incapacitades, tornando-se mais coitadas e culpando o mundo por suas vidas ser uma grande confusão. Percebi que não há guerra dos sexos, e sim guerra interna de gêneros masculino e feminino, porque se cada um carrega um pouco do outro em si, isto é, todo homem tem um viés feminino em seu interior, e toda mulher tem sua dosagem de testosterona, logo, ambos entram em curtocircuito exatamente com seu oposto pelo qual se vê nele e ele se vê nela, repelindo-se ambos. A mulher que muito aponta no homem seus defeitos, está, na verdade, evitando ver em si mesma o quanto dos defeitos dele ela tem. Isso a torna refém de sua mediocridade, porque ela nem se cura do mal que tem, e ainda deprecia o valor do outro tornando-o sabotador dela também. Há terapias de curas como ho'oponopono, emdr, eft, heiki, constelações familiares sistêmicas, microfisioterapia, florais etc, mas a mulher que sofre e vivifica seus traumas nunca alcançará o limite zero de sua essência e sempre estará andando para trás na trajetória de uma vida que caminha para o sentido oposto. E para que tudo passe a dar mais certo precisa, a mulher que busca a felicidade mental, sexual, física, espiritual e comportamental precisa abrir mão de suas vaidades e se permitir aprimorar suas habilidades construtivas, principalmente com os homens de boa vontade.

Respeitável público! O circo chegou!!! a 2011-09-20 02:36:09

12.01.15, Rodrigo Caldeira
em 22 de Março 2014, 03:21:27
O texto a seguir é um manifesto de reflexões para que as pessoas tenham mais consciência sobre a importância das relações. Minhas expressões, muito embora agressivas para alguns, são provocantes, intrigantes e tem a pretensão de causar certo incômodo a quem lê e que esteja precisando de "um toque". Já que nada acontece por acaso e que existe um propósito por trás de todas as coisas, quem sabe se um texto desses seja exatamente aquilo que precisa ser dito? Sem a pretensão de definir o futuro, meus textos podem mudar a vida... para melhor. Vai saber?...

 

Tal como um circo o casamento tem se tornado um de igual teor e forma. 

No namoro vivem enchendo o saco das famílias com um comportamento rebelde por causa do desejo, do tesão e da vontade de se ver. É óbvio que ambos não convivem sob mesmo teto e quando se encontram é para saciar o desejo contido por semanas, dias ou horas distantes um do outro. Então se noivam e vivem enchendo o saco com um falso desejo, um querendo provar para o outro seu valor na relação, sua importância na vida do outro e o quanto se é insubstituível. Continuam como namorados, só que agora cada um carrega o status de desfilar com um baita anel de ouro num dedo. Então se casam e como um circo montam as tendas da ilusão, entra a menina florista espalhando pétalas de rosas para a malabarista conhecida como noiva pisotear com seus sapatos alugados da loja de roupas de noiva. A daminha entra levando o mesmo anel, agora com o significado que a própria menina não faz idéia qual é. O picadeiro está cheio de feras maliciosas e selvagens domesticadas pelo aroma doce da ilusão que se faz presente diante dos olhos de cada um. Só os anjos não se atrevem a rondar o espetáculo, porque sabem que tudo é uma representação e que nesse palco fingir é o segredo do sucesso. O noivo finge que tá adorando pagar mico lá na frente para uma multidão de amigas e primas gostosas na platéia. A noiva finge que está confortável naquele vestido mega apertado que a camufla tornando sua aparência cotidiana apática numa fada de contos encantados. A calcinha entrando na bunda e ela não tem como puxar a maldita pra fora. O noivo doido pra coçar o saco e tem que disfarçar que vai ajustar a roupa no corpo para passar o dedo perto da virilha e assim vai coçando à conta gotas. O circo chegou e a palhaçada vai começar quando o casal perceber que entrou numa roubada quando apenas representavam seus papéis no maior espetáculo da terra.

 

Marido e mulher entram para dentro do cafofo e começam a tirar suas máscaras. Cada um dá ao outro aquilo que recebe e as ações mesquinhas começam a fazer a relação de ambos ter um mísero sentido real. Quão lindo é dizer que estão casados e que ambos usam o mesmo banheiro, mesmo que um dos dois tenha acabado de fazer suas necessidades fisiológicas deixando o local empestiado com o odor da morte súbita. A privacidade parece ter fim até para isso. E todo desejo cheio de tesão com a vontade de se verem vai dando lugar para pensamentos ardilosos, egoístas e hipócritas. Sim, o casamento de meia tijela começou, o casal tira a fantasia de suas nobres roupas alugadas e vestem-se com seus uniformes de bobos da côrte para nunca mais mudarem sequer a cor da indumentária nupcial. Esquecem dos planos de conquistar o mundo e das juras de amar até sabe lá quando. Até a grana acabar ou um dos dois começar a ser menos atento.

 

Atenção é tudo num casamento, mais até do que no namoro e noivado. É no casamento que a mulher deveria ser fogosa e safada para o marido e não tanto no namoro. Na relação conjugal que o marido deveria encher a esposa de beijinhos e conforto depois de gozar e não só no namoro e olhe lá. Ambos entram no casamento achando que estão brincando de casinha ou fazendo novela. A realidade assusta os inexperientes e se torna a educadora dos desavisados. Depois vêm as discussões, dizem que é adaptacional, mas na verdade são os primeiros sintomas de que tudo está fora do lugar e o casamento está perto de acabar. Discutir é a prova de que falta humildade para pedir perdão ou desculpa, quando entre o casal a insensibilidade fala mais alto do que a voz do entendimento, da compreensão, da sensibilidade, da inteligência e da sabedoria. Ao invés de não poupar palavras para os elogios e os incentivos, são cobrados bem mais os defeitos, os deslizes, as malidicências e as infelicidades do outro. Um quer falar em tom de voz mais alto do que o outro, sem saber que é com moderção, calma e paciência que se mantém o equilíbrio e o casamento cada vez mais amadurecido, fortalecido e enriquecido. Os bilhetes que antes eram constantes, os recados e gestos que demonstrem provas de amor, carinho, consideração e companheirismo são ignorados e no lugar acumulam-se palavras afiadas ditas ou faladas, desavenças, infantilidades e dissabores para serem acertados depois. E bem mais do que assuntos e surpresas agradáveis, chegam sempre um falando para o outro de problemas, dificuldades, incertezas e questões quase insolúveis, esquecendo ou ignorando os meios carinhosos convincentes, sinceros e verdadeiros para um conquistar cada vez mais o outro.

 

O que era para ser um casal, na verdade se tornam uma dupla de sexo diário. O consentimento de violação dos direitos humanos é dado dia após dia, e um se sente mais dono do outro do que do próprio cachorro que come migalhas debaixo da mesa. Começa a podação, a castração moral, a exploração sexual, a desvalorização da cultura do outro e a obrigatoriedade no cumprimentos dos deveres. Ambos se tornam hipócritas e passam a sentir medo de dizer a verdade, desabafar suas lamúrias para o cônjuge a fim de expressar seus sentimentos e tentarem começar cada novo dia andando no mesmo caminho, no mesmo rumo e na mesma direção, cada um quer mesmo é seguir seu destino sozinho e muito pouco ou nada é feito, quando um precisa da solidariedade, da compreensão, da gentileza e do companheirismo do outro. E bem mais do que com compromisso e responsabilidade, passam a ver o relacionamento simplesmente como um mero e arriscado jogo de aventura. Bem mais do que aumentar e duplicar a confiança, passam a existir frequentemente dúvidas e mais dúvidas, incertezas e mais incertezas entre os dois, tornando escassos o interesse de se tornarem cada vez mais interessantes visualmente e com comportamentos mais lascivos entre si. As carícias e os gestos acolhedores, oportunos e inteligentes que deveriam ser divididos e multiplicados a cada dia, passam a ser diminuídos a cada hora, a cada minuto e a cada momento, porque ao invés de se amar e busca cada vez mais o entendimento, o discernimento e a compreensão, criam indiferenças, empencilhos e barreiras entre si, arrumando desculpas para tentar justificar a falta de diálogo, a falta de oração e acima de tudo a falta de Deus na vida do casal.

 

Quando namoravam, ambos tinha um certo "quê" interessante, que despertou o interesse um do outro, mas o casamento se tornou um testamento de alforria, como se manter-se interessante fosse algo sacrificante e escravista. A mulher começa sua metamorfose se transformando num outro ser que o seu companheiro jamais imaginou vê-la tão feia. E o engraçado é que a desculpa que ambos usam para se convencerem de que tudo está bem é a de que "se há amor, há aceitação". Pelo amor de Deus! Quanta hipocrisia! O mundo está cheio de opções melhores e mais interessantes, ninguém precisa sucumbir ao abismo da aceitação só porque a outra parte resolveu fazer o caminho contrário da metamorfose, deixando de ser borboleta para se transformar numa suculenta lagarta rastejante. O homem não deixa barato e esquece que ele é quem domina o interesse da sua companheira em se cuidar e se preservar mais bonita e interessante. Então o sujeito começa a ter a "gravidez psicológica" e o que antes era uma barriga politicamente aceitável se torna uma bola, típica de uma gravidez. E não fica só nisso. Certos homens também fazem o percurso contrário do que seria aceitável e admissível como sentir o direito de urinar de porta aberta e acertando o jato de mijo bem no meio da poça d'água da privada, quando tudo está em silêncio, a parceira na cama e aquele barulho interminável de xixi explodindo na água quebrando a harmonia e a paz do ambiente. Muitas vezes passa a emitir barulhos estranhos como arrotos e fratulências (peidos) que fazem a mulher pensar estar condenada pelo resto da vida pelo crime de ter sido menos atenta com relação ao sujeito estranho que está com ela. Sem ficar para trás, as lingeries de rendinha e florzinha são substituídas por peças da cor da pele e esteticamente horrorosas. A mulher começa também a voltar à pré-história se sentindo no direito de resposta. O homem usa as cuecas de tanga achando que as cuecas box são para os solteiros e é justamente para eles que sua mulher vai se inspirar. Ambos começam uma guerra silenciosa para ver quem é mais repugnante do que o outro, mais repelente e desinteressante. Sutis como rinocerontes, homem e mulher fazem do casamento um picadeiro de feras domesticadas e perdidas numa consciência limitada de suas naturezas e essências. Passam a preferir viver cada vez mais distantes um do outro ao invés de sairem cada vez mais juntos. E por que será? Porque um passa a causar vergonha no outro. Essa é a verdade. Há casais que são lindas borboletas quando se conhecem e se transformam em lagartas asquerosas depois que se casam. O processo inverso é uma realidade atual e quando uma das partes - geralmente aquela parte que está minimamente um pouco menos chocante que a outra - limpa dos seus olhos a catarata que embaçava a visão óbvia da vida e dos sentidos, e resolve dar um basta no espetáculo de horrores que sua vida se tornou, a outra parte entra em pânico e começa a semear desespero. Percebe que perdeu tanto tempo se transformando em lagarta que mal tem tempo para reconstruir-se na leveza da borboleta que era há muito tempo atrás. O mundo oferece variedades maravilhosas e atraentes, ninguém nunca vai ficar sozinho, a menos que queira. É por isso que nos dias de hoje é muito importante que o casal esteja comprometido com a individualidade um do outro, tanto o homem pelo melhor de sua mulher, como ela pelo melhor dele.

 

A tecnologia aproxima as pessoas. Assim foi desde a troca do cavalo pelo primeiro veículo a vapor; que fez com que as pessoas pudessem elas mesmas se deslocar com mais agilidade e independência. O telefone aproximou ainda mais, dispensando a necessidade de estar até o local para simplesmente falar algumas palavras. A televisão fez com que os povos se vissem e soubessem que existe vida além de suas fronteiras. Depois veio a internet que, aprimorada, tornou o mundo uma só cidade, um só lugar. Antes da internet as pessoas se limitavam na cultura de que não havia outras pessoas, então se cerceavam de conceitos como tolerância e adaptação. Com a Era da Informação, a que vivemos hoje, bem diferente da Era Industrial (Revolução Industrial), temos conhecimentos aguçados e de uma inteligência emocional avançada se compararmos nossos comportamentos atuais com os de dez, vinte ou cinquenta anos. As pessoas se multiplicaram e as possibilidades se tornaram infinitas.  Há de considerar que muitos adultos, principalmente homens de cinquenta anos acima vivem relações extraconjugais, justamente porque eles eram de uma época em que a tolerância e a adaptação eram o conceito que tinham de aceitar. Viram suas esposas incharem e se transformar para pior, com a justificativa que a vinda de filhos as mudara. Mas hoje percebem que existem aquelas mulheres que por mais filhos que viessem a ter se anteveram a cuidar de si por dois motivos, sendo um terceiro ainda maior: saúde, beleza e atração. Mulheres saudáveis são bonitas e com isso atraem mais, e se essa atração for para os companheiros a quem elas amam, então elas terão uma vida melhor do que a maioria. Não dá para negar isso, por mais que insistam, essa verdade será sempre uma assombração para as pessoas mais acomodadas.

 

Muita gente me dirá que aparência não é tudo. Eu digo que é. E provo! Não há nada que possa seduzir ou agradar uma pessoa se a aparência de algo não lhe conquistar a vontade de ter, conquistar e sentir. É hipócrita e preguiçosa a pessoa que se defende com conceitos de que bem mais do que a aparência, o que vale é o sentimento. Se fosse assim a pessoa não se interessaria de ter uma vida melhor com mais conforto, já que até para se ter conforto necessita-se melhoria de aparências. A tevê mudou de modelo, antes era um caixote e hoje todos querem as que parecem um quadro de pintura de tão mais bonita e de tecnologia melhor. O carro, as roupas, tudo é bem quisto por causa da aparência. Assim também é a pessoa com quem se convive. Acreditar que é bonito ser feio torna a pessoa insana e repleta de baixa auto-estima. E não é a ditadura da magreza ou da beleza que está ditando as regras de consciência nas pessoas. Não. A própria natureza capricha nesse conceito e permite-nos perceber que só os mais atraentes fecundam e perpetuam a espécie. É fato e não hipótese. Mas parte dessa aparência está o comportamento. Ficar atentos com a maneira como agir diante da vida do outro também interfere em sua aparência. Criar hábitos saudáveis, se esforçar para manter-se nas metas relevantes que criam esses hábitos sempre vai gerar resultados positivos e estimulantes na relação. O casal não precisa viver gastando para sair sempre, mas pode inovar com passeios simples como caminhadas no parque e bem mais do que apenas fazer aquelas chatas e cansativas caminhadas podem estender uma toalha sobre a relva para sentarem juntos, conversarem e curtir a vista gratuita que a natureza oferece. Estimular a outra parte para ir à missa, culto ou professar a fé num determinado ambiente a fim de não só cultuar o Deus em que se acredita existir, mas também para criar vínculos de amizades e oportunidades com outras pessoas corroborando com o aumento do leque de amizades interessantes. Programar e seguir com determinação um jantar fora ou lanchar a dois uma vez por semana, mesmo que esteja caindo um temporal ou chovendo canivetes. São atitudes que renovam o espírito de namoro no casamento e torna a vida mais aceitável a dois. Não obstante, tem o comportamento íntimo, as provocações que despertam a libido a todo instante. O ser humano vive pelo tesão que sente e esse tesão sexual se reflete no desejo de ver um bom filme, comer uma comida apetitosa, falar coisas novas, diferentes e ousadas, e até provocar a outra parte com discrição e muita malícia; como encarar os olhos da pessoa amada e transmiti-la desejos só com o olhar, um toque sutil, um sarrinho discreto, uma palavra apimentada no cantinho do ouvido, uma sutil expressão lasciva num local politicamente incorreto, coisas que provocam inquietação, certo desconforto positivo ou admiração pela ousadia discreta. Há companheira que doma seu amado enquanto ele dirige o carro, momento em que ela demonstra seu recado tocando-o sem ele nada poder fazer para revidar. Tem companheiro que beija diferente do trivial a sua amada e ainda lhe dá uma mordida sacana na nuca deixando-a arrepiada até a alma, segundos antes dela abrir a porta para receber a visita dos pais em sua casa. Coisas assim que fazem a pessoa com quem se convive pensar que não encontrará alguém melhor nas inúmeras opções lá fora. Inovar também é necessário. Viver com a mentalidade limítrofe é o mesmo que vestir uniforme para trabalhar, a pessoa simplesmente não oferece novidade, é aquilo e pronto. Reinventar-se sexualmente é muito bom. Se permitir experimentar, querer gostar de fazer ou receber, valorizar coisas que na sua hipócrita consciência limitada, acomodada e desisteressada jamais permitiria ousar. Tudo isso renovará as vontades e permitirá com que a relação seja sempre uma novidade gostosa de sentir devido à confiança que passa a existir entre o casal. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia Fernando Pessoa.