Tenho percebido que vivemos a vida de maneira tal, como se estivéssemos no meio das dunas de um deserto. Sem bússola, sem ventos, sem um referencial, uma direção que nos norteie para onde devemos seguir. Andando em círculos, vivendo o vivido nos instantes que se repetem de forma diferente. Falando as mesmas coisas, reclamando dos mesmos problemas, nos calando para as mesmas pessoas, apaixonando pelo mesmo tipo de sentimento autodestrutivo, ouvindo as mesmas músicas, com os mesmos hábitos alimentares, assistindo aos mesmos programas na TV, respondendo o whatsapp para o mesmo grupo, as mesmas dietas, os mesmos caminhos, as mesmas viagens etc. Reféns de um hábito dos primórdios da civilização, apego aos buracos nas montanhas, cavernas. Andamos em círculos e basta uma sensação nova ou um prazer diferente para nos acidentarmos. O gozo se for novo, não virá porque é desconhecido e o medo de senti-lo é maior do que a alegria de provocá-lo. Você não tem coragem de chegar no aeroporto e comprar a passagem aérea para o próximo destino aleatoriamente, nem de encher o tanque do carro e pegar a estrada para uma direção e parar somente quando o tanque secar. Você não arriscaria ler a Bíblia da página um até a sua última página sei lá qual seria. Não veria graça de tentar dominar algo indominável como andar de skate ou uma monocicleta. Talvez descer do carro ou do ônibus e pedir ao malabarista de semáforo para te ensinar como manter três bolinhas girando num círculo logo à sua frente. Nada disso, porque você está tão acostumado a olhar para seus rastros, que se esquece de olhar para frente ou para os lados. Teria vergonha, seria “pagar o mico”, o que as pessoas pensariam de você? Elas pensariam que você seria louco ou imaturo, talvez quisesse aparecer ou tirar onda com quem estivesse perto, olhando. Sim, é assim que pensa quem anda em círculos, ou... nem pensam mais; reagem. A vida tem uma complexidade imensa, oportunidades para que possamos ter um dia de cada vez num momento de cada vez, e o que fazemos é viver todos os dias de uma vez no dia de cada vez. Vivemos o passado mal resolvido no presente mal construído por um futuro mal entendido. Será que seria interessante reverter isso para vivermos um passado mal entendido no presente mal resolvido por um futuro mal construído? Isso mudaria tudo, porque o passado mal entendido não haveria outra coisa a fazer do que não entendê-lo mesmo. No presente mal resolvido nos motivaria resolver o que pudéssemos para minimizar o impacto na construção do futuro. Outra coisa que me chama a atenção é o quanto permitimos que pessoas andem em círculos dentro do nosso círculo, nos confundindo nossos rastros e nos fazendo andar em seus círculos. Isso não é viver o novo, mas é se perder no novo, porque ninguém vai a algum lugar sem saber para onde está indo e nem chega a um destino se não souber para onde quer ir, muito embora aconteçam desdobramentos que podem até tirar você desse deserto, ainda que te remeta a outro. E as pessoas morrem depois. Andam em círculo por toda a vida, e depois morrem. Penso que a vida nos pede mais, mas não muito, não o máximo, porém um pouco mais. Às vezes, não sempre, porque na ousadia de uma decisão pode-se mudar a rota dos rastros na areia e de repente se chega a algum lugar. Vi isso acontecer na vida de algumas pessoas das quais e de alguma forma influenciei. E observei os resultados, geralmente promissores ou inovadores, muito embora houvesse momentos de angústias, justamente porque tudo o que é novo incomoda e amedronta. Sair da zona de conforto é super desconfortável. Agora, depois de uma década observando comportamentos, vivenciando muitos deles eu posso assegurar que estamos todos andando em círculos. Mas quando saber que se está andando em linha reta ou saindo do círculo? É quando as coisas começam a fazer sentido, dar sentido, acontecer e realizar. É quando a vida muda e nessa mudança tudo muda, e passa a fazer sentido. Façamos, pois, sentido então!

 

Publicado por Rodrih às 02:18 | Link do post

Toda mulher se engana quanto ao espécime homem. E isso nunca chegará a um consenso, uma unanimidade. O homem diferencia amor de sexo, com a mesma facilidade que distingue coisas distintas. Não estou tentando justificar infidelidades masculinas, mas é importante que seja dito que ainda que haja, para o ser homem ele detem o mesmo entendimento de sentimentos, sem fazer correr riscos à mulher amada. Note bem, eu disse amada, e não à mulher com quem ele está "preso", "amarrado". Se chegar a acontecer um escape, este se dá por vários motivos, sendo um primordial o nível de estresse que está passando. Se na mulher o sexo é uma dádiva terapêutica que estimula a produção de hormônios para o seu bem estar, no homem, quando os níveis hormonais de estresse chegam ao extremo seu escape sexual se torna necessário, pois seu cérebro precisa de um estímulo tal que só algo muito potente e explosivo se torna capaz de queimar o excesso de hormônio em seu organismo. Se o homem chegou nesse ponto de limite é certo que ele sucumbirá ao apelo sexual facilmente. Os motivos podem ser diversos, mas um dos motivos maiores são as constantes cobranças da companheira, contas a pagar, responsabilidades sociais, e até mesmo frustrações pessoais. Enganam-se as mulheres que pensam que o homem é um elemento desonesto e egoísta. Muito pelo contrário, o sujeito homem é tão honesto com sua masculinidade em prol da mulher amada, que não aceita sua condição passiva ou meramente pacífica - que o coloque menos macho alfa em seu território de conquista e orgulho. Homem algum se sente bem chegar em casa destruído e não sentir desejos ou pique pela companheira. Em sua reação mental o homem precisa de vigor, poder, raça e domínio, coisas que ele encontrará num escape, e deste modo possa voltar para sua companheira revigorado, seguro e macho. Obviamente quem ganha mais com isso é a mulher, pois não terá um manso e pacato homem com ela. Entretanto, o ruim é quando o homem sente mais prazer e vigor fora do que em casa com a mulher que o espera. Nesse caso, este homem está perdendo mais do que a noção do limite e se tornando um cafajeste. Quando o homem se torna um cretino sexual, ele está consciente dos riscos, mas inconsciente dos danos. É nesse momento em que os amigos ou amigas devem interagir para conscientizá-lo dos danos, que geralmente são catastróficos. Mas há mulheres golpistas, aquelas que por desejarem que seus companheiros as traiam para que possam dar o flagrante, facilitam todo o contexto, dão oportunidades e até manipulam situações, justamente para que se passem de inocentes na hora da decisão de julgar e condenar o companheiro, saindo ilesas, livres e "perdoadas", vistas como coitadas, injustiçadas e humilhadas. Esses tipos de mulheres são a pior corja de humanos existentes na face da terra, são peso morto sobre o solo, ervas daninhas que sugam até matar a vida do outro. Há outra situação em que os homens reagem em prol de permitir à outra parte uma nova chance, um recomeço mais real e sólido, ainda que ele sinta as dores da culpa posteriormente, que são os homens que se envolvem com mulheres, cultivam um sentimento de muito desejo sexual, um tesão, uma química muito gostosa e de repente saem de cena, se afastam ou até somem do mapa. Quando isso acontece é porque o limite dele chegou até aquele momento, enquanto o dela nem chegou a ser abalado. Homens tem limites, e dificilmente abrem mão de seus planos. Os que não têm a atitude sagaz de se afastar e permitir à mulher a chance mais cedo de se recuperar e vir a se envolver com alguém mais seguro desenvolvem grande chance de se tornarem misóginos. Passam a desenvolver uma intolerância à companheira, em que tudo o que ela faça ou pense se torna motivo de zombaria e assédio moral por ele. É uma irritação constante que ele não consegue perceber e tampouco explicar. E tem muito sentido, pois no que ele não tem coragem de cessar a relação por pena da coitada apaixonada (ou acomodada), ele se condena a viver com alguém que não deveria esperar muito dele, e o pior disso é que se tornará uma pressão cobradora de evolução e novidades, quando ele mesmo já não tem mais energia para isso, seus hormônios masculinos de macho alfa vão diminuindo e ele vai morrendo por dentro. E estando quase-morto por dentro ele não poupará a companheira de também se tornar quase-morta, então suas chantagens e confusões mentais, suas atitudes nocivas, seu domínio agressivo começam a tornar a vida da mulher um pesadelo. Um sofrimento quase merecido, pois ambos optaram assim, a ter que recomeçar. Homens solitários são sofredores de muitos fardos em suas histórias, impossibilitados de acreditar em qualquer coisa novamente, principalmente que aponte para um relacionamento verdadeiro e duradouro. Também acontece com mulheres, que se focam em fugas justamente para viverem um dia de cada vez. E com isso o tempo passa, as rugas surgem e a vida ficou à mercê da autossabotagem.

Publicado por Rodrih às 01:53 | Link do post

É interessante como estamos sempre nos enrolando, geralmente presos a alguém ou alguma coisa. Somos dependentes de âncoras, como barquinhos à margem de algum lugar, precisamos estar presos em alguma coisa. Essa necessidade pode ser um referencial de segurança pessoal. Mas será isso mesmo? Tudo o que nos prende a uma dependência de vínculo é prejudicial. Conhecer, ficar e enrolar são palavras que definem bem o que fazemos com tudo o que nos rodeia - e às vezes nos odeia. Conhecer uma pessoa, ficar com ela e permanecer enrolada, ambas, num propósito que não tem propósito, simplesmente um deixa rolar pra ver até onde vai dar. E geralmente não dá em nada ou dá canseira. Se deu, já deu, mas não dará. Fazemos isso com coisas, com trabalho, com afazeres, hobbies, estudos. Fugas que sustentamos para que sejamos sustentados pela enrolação do tempo. Nos apegamos, até adoramos, o trabalho, mas na verdade nos iludimos. A fuga está no ato da ilusão. Tanto o trabalho, como um hobby ou mesmo um afazer, um estudo, que seja. Se nos concentramos em fazê-los a ponto de não nos permitirmos recriar os cenários, então estamos sempre nos focando na mesma coisa, aninhando em nossos pelos, cabelos, pedacinhos de papel, restos de algodão e poeira, como roedores de casas cheias de bagunça. Nos tornamos roedores escondidos em nossa zona de conforto, e também somos a casa cheia de bagunça que acoberta, protege e enrola o roedor em nós. Estamos sempre ficando com as coisas que conhecemos e nos enrolando com elas para não nos permitirmos o novo. O novo é assustador, muito embora seja transformador. Mas ninguém está muito a fim do novo, até porque nos obriga a fazer outra vez aquilo que deu muito trabalho pelo o que já foi feito. Dependemos de identificarmos o referencial que nos norteia, senão nos aprisione para que não nos libertemos para desbravar os desafios. E depois? O que vem depois do enrolar-se? Nos relacionamentos, o que vem depois do enrolar-se é o conflito. O que vem depois da última página do livro? Vem a obrigatoriedade de encontrar outro livro ou reler os capítulos no famoso andar em círculos. Sair da zona de conforto é um confronto, dá muito trabalho, é desgastante, é chato e irritante. Mas é por isso que a vida se torna interessante, porque estamos sempre com a possibilidade de aprender mais e mais. E esse aprendizado é para uma realização maior e mais coesa adiante. Não podemos desistir da ideia de nos reinventarmos, porque agir assim é autossabotagem. O livro nos obriga a mudarmos nossos paradigmas para iniciarmos nova leitura, num universo totalmente diferente, cenários diferentes, nomes e contextos outros. Conhecer alguém ou algo é maravilhoso, ficar é perfeito, mas que se enrole o mínimo possível. Se não tem certeza do que está buscando, então busque com opções de variedades, porque assim não se prende na enrolação que não definirá nada na sua vida. Leia mais que um livro, conheça mais que uma pessoa, faça mais que uma tarefa, se permita em mais que uma aventura, aprenda mais que uma receita, ajude mais que apenas um necessitado, viaje mais do que para um lugar, mude posições, mude conceitos, arrisque mais. Só assim você estará vivendo uma vida realmente sua, porque enquanto você não definir o que realmente quer ou o que está buscando estará desperdiçando seu tempo e a sua vida, vivendo apenas uma coisa de cada vez; principalmente porque ninguém ainda conseguiu prever o futuro, e sem saber que dia você partirá dessa vida, conhecer, ficar e enrolar aumentam consideravelmente as probabilidades de viver uma vida menos equilibrada e harmônica, com mais tropeços e amarras, âncoras. E a menos que ao se desvencilhar daquilo que tanto enrola você e te prende - fazendo com que se decida mudar, você possa se perceber o quão bom é acolher e viver os momentos com aquela pessoa ou coisa, de modo que possa viver em paz com suas decisões. Tomando novas decisões, independente de viver novos paradigmas ou se entregar mais para o que já vive atualmente estará, ao menos, saindo do estereótipo dos "enrolados" e pisando o solo dos mais conscientes, decididos - ainda que sua decisão seja outra daqui a algum tempo, porque conceitos mudam e os horizontes também, por mais que pareçam iguais.

Publicado por Rodrih às 13:08 | Link do post

Há muito tempo escuto que os acontecimentos oriundam das casualidades, que tudo o que nos ocorre é fruto de ações que nós mesmos fazemos, decisões e iniciativas que tomamos, e isso difere uns de outros. Mas será mesmo? Será que estamos vivendo uma vida pelo acaso das coisas acontecerem? Eu não sei se acredito no acaso. A cada dia que passa eu observo as coisas e elaboro minhas opiniões sobre o destino, que, mais precisamente eu denomino como "Destino de Dívidas". Não sei se vou conseguir expor meus pensamentos com a mesma originalidade que eu consigo refletir sobre isso, mas vou tentar. Não sei se eu mencionaria vidas passadas, mas menciono que de alguma forma não muito bem explicável vivemos uma vida baseada no destino de dívidas. Cientístas da física quântica dizem que há um "eu" meu chamado "duplo etérico", em algum lugar não sei onde, que está alguns segundos à minha frente (universo paralelo, ou multiverso), por outro lado há quem fale que em outra vida você pode ter feito algo que deixou dívida para esta vida, trazendo à tona a ideia de que o destino está ligado às reencarnações do indivíduo. Eu meio que defendo a ideia de que nem todos temos destinos concluídos e isso faz uma diferença entre o multiverso e a reencarnação, porque isso tira de lá do universo paralelo e daqui da reencarnação o poder desses dois pseudo-fenômenos, deixando a pessoa ter a vida simplesmente neutra, sem nada previsto para acontecer e sem dívida alguma para arcar. Já enquanto outras, geralmente as que têm tudo dando errado em suas vidas, estas estariam destinadas a viver assim por conta de dívidas feitas, senão por elas, quiçá por alguém da linhagem delas. É, eu acho uma injustiça, mas nem sei se o que estou dizendo faz realmente sentido, já que quando pensamos uma coisa temos um conceito, mas quando decidimos escrever, aí a coisa muda de figura e parecemos bobos ou loucos falando de algo que não tem o menor nexo. Mas tem, muito embora não vou me aprofundar muito, porque senão eu piro de vez, acho. Mas partindo do princípio que eu sendo cristão católico tenho a informação de que Cristo veio ao mundo destinado a morrer crucificado para a salvação dos pecadores... oras, se o Deus de minha fé e religião veio com o destino de ser morto na Terra, não seria viagem minha pensar que o destino de dívidas existe! Ou pelo menos o destino em si, senão Cristo não teria vindo para ser humilhado e tal. E Ele não teria dito "Está consumado" no momento de morrer na cruz. Nem Maria de Nazaré seria destinada a ser mãe de Cristo, já que ele poderia surgir e pluft, surgiu, tipo, plim "tô aqui". Nem José e por aí vai. O trem é cabuloso. Há pouco morre um cantor jovem chamado Cristiano Araújo, que do nada morre e ainda leva a menina que namorava, que a conheceu num churrasco na casa dele e a funcionária dele levou a amiga, e ele acabou a conhecendo e tchum, começaram a coisa toda. Ele, cantor, pegador e de repente se firma com a guria. Ela, novinha, morre junto com ele. Piração isso ou a coisa pede uma atenção maior? Pois'é... Enquanto a gente se arrisca nas estradas, quase bate o carro ou o ônibus de viagem quase sai da pista porque o motorista estava cochilando intermitentemente, mas todos chegam no destino e a vida continua, o cara morre assim, do nada, num carro luxuoso, com motorista e tudo o que pode-se imaginar de atenção. Isso é muito doido. Eu namorei uma garota de Maringá - PR. Eu era simplesmente louco apaixonado, virado do avesso e arreado nas quatro rodas por ela, ainda que sua família detestável me excluísse (coisa de gentinha pequena), então eu arriscava viagens de carro de Brasília ao Paraná, dezoito a vinte horas dirigindo sem descanso, eu só queria chegar, só queria estar com a garota. Foram diversas oportunidades que eu não chegaria à Maringá, e também nunca mais voltaria para Brasília por causa dos riscos que corri nas estradas, viajando de madrugada, com animais atravessando a estrada, acidentes acontecendo bem adiante do meu carro, e até mesmo minhas imprudências como cochilar na direção - pelo cansaço e teimosia de não querer parar e chegar logo. Escapei de seis acidentes, certamente fatais e de colisão frontal com carros ou caminhões. E derrapagens à parte, carro entrando no milharal, tudo por causa de uma garota que reconheceu meu valor aos beijos com um bombadinho de sua cidade. E eu não morri. Morri ao saber que tudo que fiz não valeu a pena. Então meu destino de dívida fosse sofrer perdas. E nisso eu sou PHD, posso dar aula em Universidade Federal. E mais do que perder, tenho que me manter calado. Hoje, aqui, foi uma exceção. E geralmente, essas pessoas que passam por situações assim são justamente aquelas que se ferram no dia a dia, quer nos relacionamentos, quer no status, quer no dinheiro. Por que assim? Enquanto o cantor prosperou e morreu, de que adiantou prosperar então? Eu, volta e meia falo porque tô observando as coisas, mas tá... eu falei que era complexo, deixemos isso pra lá, bora viver a vida que o destino já traçou nossos caminhos, com dívida ou não, destinados ou não, vivamos, pois.

Publicado por Rodrih às 23:20 | Link do post

Venho ao longo dos anos tendo cada vez mais entendimento de que não devo/devemos acreditar no amor. Partindo do princípio lógico de que por amor Deus criou a Terra e seu firmamento, e depois de um monte de blablabla ele criou Adão e Eva, que pisaram na bola e foram expulsos do paraíso, mas por amor Deus poupou aos dois e entram aí mais um monte história. Por amor uma porrada de gente morreu no dilúvio por amor aos inocentes, as Cruzadas matou muita gente senão por amor a Deus, certamente por amor a alguém, como Tristão e Izolda, Paris morre por Helena em Tróia, Romeu por Julieta etc. Cristo foi crucificado por amor à humanidade. O amor já tentaram explicá-lo em Lusíadas, mas Camões falou, falou e não concluiu nada. Em os Coríntios, alguém do timão bíblico falou um monte de coisa e no fim não disse coisa com coisa. Por amor a mulher dá a luz e sente as dores do parto. E como bem diz Nando Rosa, eu matei o amor por tantas vezes e o que será de mim? Busquei o amor em casamentos e não encontrei senão só a minha ignorância de amar quem não me amava, mas talvez as condições que eu proporcionava. Busquei o amor longe e a decepção veio do mesmo lugar desse porto (in)seguro. Tenho vivido o amor a prestações, ora febris, ora pálidos. Sonhei com o amor por quase toda a infância, passei a adolescência amando ninguém, simplesmente porque vislumbrava o sentimento de como seria maravilhoso amar alguém. Na juventude amei muito nos amores platônicos, mas nunca perdia o foco no amor. Meio adulto amei e amaram minhas condições propoentes. Amei tanto o amor que aos dezesseis anos vi o rosto da mulher amada numa meditação, justamente 24 anos depois a encontrei, a conquistei, fui de encontro à ela a 1600 km de distância e ela me traiu meses depois. kkkkkkkk e ainda dizem que o amor é lindo. Era engraçado isso. Tinha ocasiões na juventude, que eu sentia tanto amor que me apaixonava pelo amor em si. Simplesmente eu estava amando, mas amando quem? Ninguém sabia, e nem eu. O amor simplesmente não me suporta, e eu agora entendi isso. Também não tenho mais paciência com ele. Metido, orgulhoso, sacana - o amor se acha. Amei cada uma das mulheres que tive a parcela para mim - não foram muitas, é verdade, mas as que tive ora me feriram, ora me adoçaram a vida um pouco - meu olhar, meus gestos, minhas massagens, meus toques, meu tratamento, tudo o que fiz foi com um sentimento de amor intenso e direcionado, nada foi padronizado, nada foi calculado, muito embora tenha quem pense que sou estratégico. Perdi o medo da chuva, do bicho papão, papai noel ou mesmo de fantasma, na verdade nunca vi um, nem espírito, nem alma, nem nada com os olhos que tenho. Então estou estando. Tenho estado. Andei nuns pegas, vi que sou bom nisso, não só sexualmente mas psicologicamente, já que enquanto estou praticando, também estou trabalhando a psicologia do tantrismo e o psicológico da amada, algo que me levanta muitas reflexões durante minhas entregas. Uma amiga me disse que existe o lado ótimo disso tudo que eu falei e existe o lado "que saco, dá só pra curtir não?". É verdade, eu me comparo muito com o filme "entrevista com vampiro", em que  Lestat de Lioncourt (Tom Cruise) disse que na época em que a peste assolou a Europa, eles tiveram que substituir sangue humano por sangue de sapos. E é mais ou menos assim que me vejo, aliás, é assim que vejo muitas pessoas fazendo - não que o sapo seja visto pejorativamente, mas visto como um animal disponível na ocasião e livre da peste por estar nas lagoas e não nas cidades, e eu poderia me referir às cabras, coelhos, enfim, mas estes também estavam infectados. Ou seja, na ausência do amor pelo amor somente, à medida de minha inquietação, exigências, vontades, desejos e interesses, eu me alimento de paixões momentâneas, corriqueiras, gozos calculados, e agrego um espírito empreendedor, altruísta nisso para que não se torne tão monótono, já que quando tive a experiência de que a coisa se torna monótona eu deveras brochava. Talvez contasse nos dedos de uma só mão aquelas que vivenciei o momento intensamente, sem empreendedorismo, mas com muita entrega. Não que eu seja frio e calculista, nem que eu brinque com os sentimentos das pessoas, mas expresso algo verdadeiro, honesto e isso vai bater contra conceitos pré-formados para muitas pessoas. O nosso humano não foi preparado para a honestidade, estamos sempre nos cobrindo com véus, máscaras. Nos iludimos à medida que podemos, porque não queremos ver a verdade nua e crua, não aceitamos o óbvio e queremos vestir de beleza as coisas feias e nocivas para nós. E continuando a reflexão, não sou dado ao sexo pelo estímulo das putarias, sou romântico até nesse quesito. Às vezes me apaixono profundamente, e ironicamente as cobranças que me fazem também me convencem que me apaixonar é uma armadilha, um erro a ser evitado. Mas se é para sair comendo a torto e à direita, sinceramente, prefiro as punhetas. Estou no ápice de meu fetichismo masculino, numa espécie de Casanova com Don Juan, tenho prestado consultorias gratuitas a pessoas com deficiência nos relacionamentos, justamente porque se comportam extremamente mal, erradas com elas mesmas, erradas com a pessoa amada, não se entregam, mas negociam suas entregas, como se negociassem um refém. Aliás, são pessoas que se portam refém da relação e com isso passam a odiar seu possessor. Homens mentirosos, mulheres tolas. Sempre a mesma coisa, tudo igual, só muda o nome dessas pessoas e seus endereços. E isso também já está me cansando. Casar duas vezes foi a pior burrice que cometi em toda minha vida. Não tinha preparo físico porque não transava como transo hoje - apesar que já brochei duas ou três vezes por puro desinteresse de estar ali, simplesmente agindo pelo instinto bruto e ignorante do encontro, isto é, o sexo sem sentido, o sexo pelo sexo e nada mais, cumprindo metas masculinas de varão, e isso faz minha mente girar. Detesto esse tipo de conclusão sexual, não tem o menor sentido encontrar uma mulher para simplesmente comê-la sem sequer ter havido um convívio, um porquê, uma motivação maior do que a meramente sexual. Não é comigo esse comportamento irracional, por mais que deliciosa que seja a mulher, tem que haver algo mais inteligente do que simplesmente ficar pelado e trepar. Certamente há explicação para tudo.e em meu psicológico eu não estava apto para constituir família, mal tinha cabeça para cuidar de uma família de hamisters, o que dirá uma nova família para mim. Deus me assustava e muitas vezes me inibia sexual e até masculinamente. E despreparado namorei uma linda moça sem estar pronto para isso, fui meio que super protetor, e isso foi uma extensão do que também fui para as ex-mulheres. Hoje estaria pronto, talvez não veria graça nessas mulheres com quem me envolvi sentimentalmente, na verdade nunca estive tão pronto como estou hoje, mas por ironia do destino não há a disponibilidade na safra de minha horta à colheita de um fruto que eu realmente tomaria para mim. É engraçado isso, a vida brinca com a gente. No momento em que não temos condições de ser alguma coisa para alguém, mulheres interessantes surgem para nos provocar decisões, empregos ou oportunidades de grandes negócios caem do céu na nossa frente, justamente porque não temos a competência para agarrá-lo. E no momento em que estamos preparados só ouvimos o silêncio e os grilos e do vento que empurra o novelo de espinhos deserto a fora. Obviamente, que não acontece muita coisa na minha vida sentimental, justamente porque eu não me permito que aconteça. É tudo tão instável, tão momentâneo... Essa amiga me recomendou um psicólogo, pôxa, mais uma que acha que não sou normal... hahaha... (uma vez perguntaram não sei pra quem, acho que foi para o Lobão se ele era normal. E a resposta foi interessante: "De perto ninguém é normal") e eu não quis desfazer da tentativa dela, mas certamente ela perdeu o tesão de tentar me ajudar, ainda que não tivesse pedindo ajuda. Minha cabeça não precisa de tanto raciocínio para entender o que se passa comigo ou saber o que preciso fazer. Sei o que preciso e sei como fazer, só não tenho a condição ideal para isso, muito embora há dois pensamentos em mim: O primeiro de que mesmo não tendo oportunidades de me relacionar, já me dei por satisfeito dessa novela toda, logo não me incomoda o fato de não ter alguém, sinto falta às vezes, mas não é o fim. O segundo se dá pelo status social, o prestígio, já que em algum momento isso será corrigido em minha vida e não quero estar envolvido com qualquer pessoa que pegue carona na nova fase que viverei, posso estar sendo egoísta, mas se pararmos para refletir, geralmente a fase que você vive não é a mesma que a pessoa que está com você estará vibrando, daí geram os conflitos e a herança disso são tristeza e separação. Entretanto, também estou preparado para o que der e vier, já que tenho uma gama de opções nas mulheres que conheci e que gostaram de mim. E se elas lerem este post? Bom, serão justamente as que eu não precisarei mais contar para alguma coisa relacionada ao sentimento, mas quem se importa? É como a mosca na sopa, você mata uma e vem outra no lugar. Ninguém fica sozinho, se ficar é porque quer ou não sente falta. Ou é uma pessoa tão cheia de paranóias que consegue fazer com que as pessoas se afastem dela. Sempre se conhece alguma pessoa legal ou desesperada por alguém, e isso acontece desde que o mundo é mundo. Então essa amiga me indicou um psicólogo muito conceituado, encheu o cara de flores e plumas, quase pensei que estivesse falando de um super star, mas, sinceramente, este psicólogo é como outros que buscam alternativas mais convincentes, é tão comum quanto qualquer outro, ainda mais seguindo uma linha oriental, alternativa, porque na falta ou ausência de ferramentas ou mesmo de munições da ciência da psicologia tradicional ele fez um guizado misturando a ciência com as tradições. Tudo é válido, mas há para quem é válido, assim como tudo pode ser comido, mas depende quem vai comer e o quê. "Todo dinheiro é válido, depende se você está no país certo", e por aí vai. Para ser mais preciso, é que não há a terapia perfeita ou o terapeuta ideal, tudo está em você, e o profissional ou a pessoa que está na sua vibe só faz despertar isso. Não há segredo na vida, tanto que até o próprio Cristo dizia "a tua fé te salvou"... percebe o que estou dizendo? Se você não quiser mudar, não há Jung ou Freud que mude você. Em Star Wars o Jedi Mestre Yoda diz "em você a força está", Ghandi também se referia a força interior, Mahadeva Shiva traz em sua literatura o universo de benfeitorias que seu Eu disponibiliza para você. Em Matrix,  Thomas Anderson (Keanu Reeves) é um entre os milhões de seres humanos adormecidos, que resolve acordar para dentro de si e ver um mundo novo. Todos, o tempo todo, dizem as mesmas coisas, buscam no outro a solução para problemas que são gerados dentro de suas próprias mentes. Não há segredo! É tudo uma questão de observação do observador e do observado. A amiga bem disse que existe conhecimento no mundo que sequer conseguirei alcançar em sua totalidade nessa vida existe a percepção do outro, que está para além desses conhecimentos, conhece coisas das quais eu falo e desconhece outras tantas também. Continuou dizendo que acontece que eu tenho mesmo um conhecimento gigante, mas às vezes parece que eu me perco em coisas simples e pequenas que estão à minha frente e por isso a sugestão (não aceita) do psicólogo. E continuou dizendo que gostaria que eu me percebesse nessa simplicidade que eu me pareço me perder às vezes. Engraçado é que sim, concordo com ela, e o ato de me perder é como a fumaça do vapor acumulado da maria-fumaça, precisa ter um escape de fraqueza, senão a pessoa pira. Todos nós precisamos nos perder vez em quando, é um ato de purificação ou de renovação química neural, senão ficamos chatos, ranzinzas, frios e mecânicos. Levo comigo um segredo, na verdade é uma observação, um conceito meu, obviamente não é científico, até porque quem sou eu para servir de base na cadeia acadêmica: Três fatores deprimem o ser humano: ausência, excesso e frieza. Três fatores estabilizam o ser humano: beleza, status e desejos. Três fatores estragam o ser humano: ausência de beleza, ausência de status e ausência de desejos. Então com esses fatores se consegue fazer a matemática do perfil de uma pessoa. Não tem erro. Já testei e venho testando há mais de dez anos. É bingo sempre. Se a pessoa tem excesso de coisas, qual é a primeira coisa que vem à cabeça? Oras, que quem tem mais reparte com quem tem menos, é óbvio. Mas quando essa pessoa tem mais e se torna fria com o muito que tem, ela se deprime, pois seu poderio perde o sentido. E se ela não tem muito, ou quase nada? Qual é a primeira coisa que vem à mente? Que essa pessoa parta para conquistar as coisas. Mas quando essa pessoa tem pouco ou quase nada e se torna fria com o pouco que tem, ela se deprime, pois não terá nada a perder, e não tendo nada a perder, ela já perdeu e estará perdida. E sua estabilidade está na beleza, porque todas as pessoas tem um quê de vaidade, até índio tem vaidade! Está também no status, porque todas as pessoas do planeta ostentam alguma coisa, justamente porque o status gera reconhecimento, que gera respeito, e sim, até índio tem status. E está nos desejos, porque os desejos sexuais, materiais, mentais, físicos, alimentares dentre outros dignificam o ser humano e o faz sentir-se vivo. E o que estraga qualquer humano é a ausência desses três fatores: beleza, status e desejos. Qualquer pessoa que tiver um problema e quiser resolvê-lo estará com excesso ou ausência, e a frieza será identificada nessa cabeça. E qual é a resposta para essa pessoa? Seja bonita, tenha reconhecimento, isto é, status e pratique seus desejos. Pronto, está curada. E tudo isso foi para dizer que não será um psicólogo que me trará soluções para o que preciso, já que a solução acabei de dizer. Certamente quem ler este post até aqui me julgará indigesto, insensível e até imaturo. Não tem problema, esse texto é uma obra de arte agressiva sim, como são as pinturas de Frida Kalo, são surreais, como as pinturas de Salvador Dali ou mesmo dirão que são assombrosas, como as gravuras de Goya. É um grito, um desabafo, um pedido de socorro em mim, como diz a letra de Ney Matogrosso no Sangue Latino, principalmente porque jurei mentiras e sigo sozinho, e assumo os pecados. Eu sou indisfarçável, mas não sou farsante. E o amor? Bom, o amor é como a morte, um dia você dará de cara e não terá escapatória. Mas certo mesmo é a morte. 

Publicado por Rodrih às 09:43 | Link do post

Eu sempre trago comigo a esperança de poder fazer as coisas que eu sempre quis, mas nunca pude fazer, talvez por falta de oportunidade, coragem, estímulo, traumas ou mesmo porque o tempo foi mais rápido do que eu. Quanto a isso eu não ponho muita fé, que, muito embora eu tenha passado dos 40 ainda estou longe dos 50, e mesmo que estivesse perto ou passado dessa idade, nada pode me inibir ou me dizer que não devo viver minhas vontades. Vejo meu cunhado, o cara é novo - bom, pelo menos mais novo que eu uns seis anos, então tá numa idade top, e está lá ele casado, duas filhas e uma esposa de fazer um homem sentir orgulho sim, mas... está lá, não pode sair e fazer o que bem gostaria, até porque a mentalidade muda também, acho que de tanto se anular e ter que focar em levar o conforto, a educação e o bem estar à família o cara muda a cabeça. Eu, sinceramente, passei dessa fase e não consigo me ver nesse sacrifício todo. Não seria por egoísmo, mas essa fase altruísta em mim passou, e foi muito mal aproveitada, bem dizer desperediçada e até amaldiçoada. Então passou.. e bem que eu tentei. Não consigo me ver cuidando de cachorro, como muitos moradores aqui fazem andando com um saquinho plástico na mão e o pet na coleira, de prontidão para coletarem seus dejetos, não, isso não é pra mim, é muita falta do que fazer um ser humano se dar a esse ato. E olha que tem alguns que têm cachorro do tamanho de um criado-mudo, imagine o que seu dono se propõe a catar... AFF, pra mim isso é fora de questão. Como também não me vejo trocando fralda de nenem, aliás, nem me imagino como eu me vestiria para fazer isso, nesse caso confiaria à robótica um andróide que se desse a esse ato heróico. É, acho que de tanto me forçarem a não me realizar como esposo e nem como pai, hoje não me vejo nem numa situação nem noutra. Mas mesmo assim sonhos ficaram de lado, não vivi nada, só colecionei memórias. Ainda quero dominar pelo menos duas línguas estrangeiras, quero poder fazer trilhas continuamente, descer de rapel, pular de cachoeiras. Ainda quero ir numa festa rave e dançar até as pernas não aguentarem, mesmo que eu pareça ridículo, até porque ninguém fica ridículo numa rave. Viajar de jipe e chafurdar lama. Viajar de bicicleta e largar a bike onde eu cansar e voltar de ônibus. É, não sou apegado a coisa material. Fazer musculação até cansar de ver meu corpo crescer. Aprender a dançar qualquer coisa, quero pescar num rio desses e distribuir peixes pra quem tiver na frente. Tenho vontade de aprender a tocar o bendito violão, e isso vai ficar por último. Quero aprender a arte do grafite e grafitar algumas paredes com a arte que explode em meus pensamentos. Também quero aprender a fazer pelo menos um vaso de barro, então olaria também faz parte dos meus planos de realização. Quero ler pelo menos uns cem livros, um atrás do outro, e sei que isso ficará para depois de aprender a tocar violão. Eu poderei fazer tantas coisas sem proibição, sem obrigações acessórias, simplesmente porque assim quis o destino. Quero saltar de páraquedas e planar de ultraleve, também quero voar num paraglider com um motor preso nas minhas costas. Não almejo viajar para o exterior, ainda mais que o bicho está pegando para qualquer lugar fora daqui. Por fim, já lá pelos meus setenta anos quero ir morar num mosteiro... eu acho.

Publicado por Rodrih às 08:00 | Link do post

Conversando com uma amiga advogada que admiro e gosto, num pequeno "oi" no whatsapp recebi uma avalanche de opiniões, que sinceramente gostei muito e compartilho aqui no meu blog estendendo meu apoio nos pensamentos dessa inquietante pessoa.

Todos os direitos reservados. Permissão concedida.

Fico indignada com esse país. É uma hipocrisia achar que a solução do jovem meliante está na educação (entre os jovens de bem) e que reduzir a maioridade para 16 anos é contribuir para o aumento da criminalidade. O aumento da criminalidade vai ocorrer de qualquer forma, ante a impunidade de todo ato realizado de forma consciente pelo jovem. A nossa solução está na educação, porém deixar do jeito que está não vai contribuir para a diminuição do crime. Esse tipo de jovem não quer trabalhar e acredita que tudo pode - independente do respeito ao próximo, fazer para conseguir o que quer, para satisfazer qualquer tipo de desejo. A redução da maioridade penal não é a solução, mas a não redução também não é. Os presídios estão cheios de gente desocupada e se for essa a preocupação que se construam novos presídios. Ressocializar o menor infrator não depende da vontade do estado ou de terceiros, depende acima de tudo do menor e muitos não querem sair dessa vida de ganhos fáceis. Muito se diz sobre o perdão para que não seja aprovada a lei, mas será essa a solução? Claro que não, pois só há mudança se você buscar a mudança. Esse tema foi meu tema de especialização e quando comecei a escrever eu defendia a redução e ao estudar vários posicionamentos vi que não era isso devido ao sistema carcerário. Se passaram seis anos e nada mudou, seja sistema carcerário ou redução da criminalidade. Por isso hoje defendo a redução da maioridade, pois se queremos um país diferente temos que ter leis diferentes, tendo em vista que não houve mudanças benéficas e não haverá se não tivermos novas atitudes. Outra coisa também, muito questiono a mania que o brasileiro tem de elogiar outro país só nas coisas que lhes são favoráveis ao "marketing do momento", mas se analisassem de fato como é aplicada a lei em determinados países verificariam que a idade para a punição em muitos países e bem inferior a 16 anos e que o crime é realmente punido - sem recursos, como os tantos que há no Brasil. 

...Eu tô bem. Escutando os deputados falando tanta besteira.

Nossa fico vendo o povo apoiar com felicidade a não aprovação da PEC, achando lindo dizer não à redução. O nosso país é "não" pra tanta coisa. Tudo é o jeitinho brasileiro de ser. Não tem nada mais pra fazerem. Agora querem implantar igualdade de gênero. Isso não existe! 

- Qual sua opinião de fato?

...Minha opinião é redução para 12 anos.  Dezesseis ja foi há muitos anos. Punição através de prisão com trabalho na enxada. Escola no presídio. Obrigatoriedade de estudo. Punição através de prisão com trabalho na enxada. Escola no presídio. Obrigatoriedade de estudo.

- Tô com você nesse pensamento.

...Leitura obrigatória. Você acha que algum jovem que pensa na criminalidade quer estudar? Povo tá delirando! Achar que eles vão querer trabalhar pra ganhar nada, sendo que ganhar dinheiro com a droga é fácil. Roubar é fácil. Matar e estuprar também. A pessoa que quer vida fácil não vai querer estudar. Se não teve condições deve sim dar oportunidade. Mas tem que ser preso. E não é preso pra dormir e comer com nosso dinheiro. Mas preso pra levantar cedo ir pra escola do próprio presídio obter nota. Trabalhar em serviços braçais e assim ter direito ao sol. Eu acredito que passar a mão na cabeça de jovem - que é o que se tem feito está fazendo eles terem autonomia sobre os pais. Porque o Conselho Tutelar lhes dão essa autonomia. O filho tem que ir pra escola concordo. Mas se quer ser vagabundo tem que responder pelos seus atos para não achar que tem direito sobre tudo. Você vê o brasileiro apoiando os EUA só no que convém. Exemplo: casamento gay. E por que não imitam também na punição que é dada aos criminosos de lá? Fazem tanto alvoroço pela opção sexual do indivíduo, que isso é um problema para eles, mas não querem ser cópia de um país rígido e com leis? Então que adotem tudo! Esse Brasil tá ridículo. Mas eu moro nele e vou ser feliz nele. Entretanto, as pessoas têm que começar a enxergar que para as coisas funcionarem tem que haver mudanças radicais. Acho não, tenho certeza que os direitos humanos não é pra pessoas que trabalham. Palhaçada ler uma matéria onde se diz que após a PEC não ser aprovada tinha um monte de jovens lá fora aprovando (comemorando). Lógico! É porque eles não querem perder a liberdade de fazer o que sempre fazem. São os jovens olhando para o umbigo deles e com medo de se virem a cometer crimes serem responsabilizados e punidos. Ser pobre, sem condição financeira não é requisito para a pessoa não ser nada na vida. Conheço muitos que venceram assim. Claro que o meio influencia, a cultura e etc, mas a pessoa sempre pode ser melhor. É uma questão de opção de vida e não um destino imutável. Vou parando por aqui, que daqui a pouco começo outro tema que me deixa também furiosa, "p" da vida que é a cota para negros. Absurdo também. Cota é para quem não tem condições financeiras. Cor não é requisito de menos favorecido. A escravidão ja foi abolida a anos-luz e não justifica tal discriminação, até mesmo com a incapacidade de cada um. Nossa se eu fosse política te levaria pra trabalhar comigo.

- Deus não dá asa às cobras...

Publicado por Rodrih às 02:38 | Link do post
Pontos vermelhos = acessos no mundo!
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Oiii Rodrih das águas mais limpas de Brasília! Tud...
ENTENDI TUDOOOOOO!!!! Rô, muitíssimo obrigada pela...
Funciona  isso ai
Olá já li essa resposta umas três vezes e poderia ...
oi. vja soh eu sou cristao e a pastora faz todos o...
EU ERA UM IDIOTA UTILEU ACHAVA Q TAVA LUTANDO CONT...
Estou assustada como não conhecemos a pessoa com q...
Oi Flaviana, obrigado por comentar e trazer uma ex...
ola rodrigo, me chamo Flaviana. li o seu blog e go...
obrigado por emanar energia suficiente para minha ...
Oi gente! Obrigada pelas dicas. Eu não penso em vo...
Drika, Drika, que situação! Estou conversando com ...
Rodrigo, voltei. Aqui é a Drika, aquela que bagunç...
Sim! Vida nova numa nova vida! Mas sem se autossab...
ERA O QUE EU PRECISAVA. ALGUMAS COISAS JÁ ESTAVA C...
Rodrigo Caldeira obrigada pelo texto incrível e es...
Vanessa Xavier, eu quem agradeço seu carinhoso com...
"Divindade, limpe em mim as memórias que estão cau...
Gostei cara! tirou a ideia de budismo . tencnca é ...
Oi Eliana, sou muito grato por tê-la no blog e pri...
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