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Este blog foi criado em 2009 como um diário pessoal de reflexões e lamentações. Foi uma fase que eu passei e estava profundamente deprimido. Nesse período perdi 42kg, além de bons e nobres fios de cabelos - que hoje os tenho ralos, bem ralos. Não conseguia abstrair a angústia da separação, e a culpa me consumiu até 2012. Em 2010, mesmo já conseguindo ter maravilhosos insights de reflexões sobre relacionamentos - em que eu entendia todo o processo das falhas do meu casamento, que ocorreram desde o namoro. Com o tempo entendi que não fui de todo culpado, só até a 50% da relação. A outra metade teve a culpa exclusiva da ex-mulher e os requintes de crueldade ela colherá durante a vida, porque a vida é longa justamente para que a ficha cáia para todos e tenhamos a oportunidade de nos redimir perante aqueles que fizemos tão mal. Então há muitas reflexões, tem também críticas e pensamentos, filosofadas, tem anedotas da vida real neste blog, um diário que dá pra fazer um livro interessante, irreverente e inteligente. Não há comércio no blog, apenas uma doação num post sobre musculação, pois envio um arquivo detalhado do físico humano para quem quer malhar. Fora isso, tudo é grátis e acessível. Pode ser repassado adiante, desde que os créditos sejam mencionados a mim, por questões jurídicas, sei lá, vai que o blog diz que eu não sou autor do texto e eu digo que sou, mas por azar meu texto foi dito por alguém que assinou em seu nome.. aí ferrou tudo. Daí que tem gente sem o que fazer, pessoas mal amadas, revoltadas com a vida, emputecidas por serem pequenas e frustradas, pessoas ignorantes que não sabem ler o texto, fazem leitura dinâmica e sem digerir o conteúdo já vão em "Comentário" vomitar o podre que há dentro delas, na alma e na vida. Mas lamento informar que não adianta tentar fazer isso neste blog, porque a moderação, ou seja, euzinho aqui, vejo que é escárnio de gente que não presta e não permito que seja exposto às pessoas que vêm para se abastecer da reflexão, da inspiração e do conteúdo. Aqui é um lugar para pessoas que querem crescer, e não para gente limitada que só quer denigrir e ofender. Ninguém terá acesso para ofender outros que comentam aqui, nem aos textos nem a mim. Não adianta, nem tentem. Tem aqueles que também deixam nos "Comentários" mandingas, simpatias, orações. E volto a dizer, não adianta, vai tudo pro lixo! Ah sim, tem os oportunistas, que tentam deixar links de como ganhar dinheiro, carros, jóias ou drogas. Estes são engraçados, comentam sobre o texto, dão opiniões até convincentes, e mais lá no final do texto eles direcionam o contexto para o link de interesse. São corruptos diários, pessoas oportunistas, que acham que o "jeitinho" dá jeito em tudo, mas aqui não dá. Então é isso, recado dado aos desalmados. Estrangeiros que comentam terão espaço aqui com certeza, porque de alguma forma eu traduzo no Google Translator, como já fiz. Pessoas que descem o cacete também têm espaço aqui, desde que estejam comentando sobre o assunto e não sobre a minha pessoa ou qualquer outra pessoa que tenha feito seu comentário pessoal. É isso aí, valeu.

Publicado por Rodrih às 00:56 | Link do post

Um dia todas as pessoas conhecem o sentimento de paixão e amor, saudade e da alegria do reencontro. O abraço do perdão, a reconciliação. Um dia conhece a dor da partida e a felicidade de um encontro, o sorriso que vem no sorriso que vai. O sentimento de paixão dá sentido à vida, faz vitórias acontecerem, realiza milagres e gera vida nova. Ressuscita o moribundo descrente, cura o enfermo do coração ferido. É impressionante o quanto dá para viver bem estando com quem se deseja estar, nada é obstáculo, os desafios difíceis são suavizados pelo chamego e pelo carinho da parte amada. Nenhuma lágrima desce em vão, e nenhuma tristeza perdura desde então. Eu tive a sensação mais gostosa do planeta de sentir isso uma vez, muito embora possa estar me iludindo que realmente tive, mas se não tive, finjo pra mim. É meu direito. Quando se perde mais do que bens materiais, a dignidade, o orgulho e a vaidade, com tudo isso vão-se a boa autoestima, o amor próprio e a fé em si, nas pessoas, no mundo. É muito difícil chegar ao fundo do poço na solidão, porque é terrível experiência, poucos aguentam. Geralmente se busca alguma fuga, não dá para descer o poço da amargura sem nada, vício ou algum tipo de máscara. Eu busquei as máscaras no descer profundo do poço, da mina escura e triste o trem da minha vida. Sem ter com quem contar e muito menos a quem contar você sucumbe em seu silêncio e sua culpa, aliás, suas culpas, várias delas. A vergonha de ser você é a sua bandeira e tudo o que você poderia produzir já não é tão possível. É difícil se reerguer, muito, muito difícil. Com máscaras se pode reerguer, cantar, sorrir às gargalhadas, ser intelectual, forte e resistente, liderar, ser o melhor e até ser mais bonito. Mas é no momento em que se põe a cabeça no travesseiro que o tribunal é aberto, o juiz da verdade entra e você começa a ser julgado. A cabeça entra num estado de tristeza, melancolia e fraqueza tão profundas, que dificilmente consegue-se manter acordado  pelo peso que esmaga a consciência na fraqueza de não conseguir dar a volta por cima. Rezo uma curta oração a Deus pedindo saúde e vida para minha mãe, meu pai e minha família. Também peço para os amigos e pessoas que não me fizeram mal. E durmo. Faço isso a 2.920 dias, isto é, há 8 anos. Sou um dos que estão alienados, viciados na Solidão. Por mais desesperador que seja ou que se torne, estar sozinho é mais seguro. Não é a melhor coisa, mas é a pior que se torna mais leve, muito embora seja também tão pesado que não dá para suportar. Viciados em solidão não tem amor-próprio, a autoestima praticamente não existe e o que se busca é a redenção no ato de ajudar as pessoas, conhecidas ou desconhecidas. Isso torna o fardo mais leve e a noite mais gratificante. Não existe uma única noite que a solidão deixa de judiar de um viciado nela, mas não é um vício que se busca por suas doses e doses para manter a cabeça aérea longe de autocobranças e autoculpas, e sim um vício pela omissão de se acreditar na ressurreição. Estou abrindo essa reflexão para que se perceba os viciados na solidão, pessoas sozinhas demais, que não saem, não são vistas em lugar algum e estão sempre ajudando as outras de alguma maneira. Essas pessoas sofrem um sofrimento que não é possível mensurar sua dimensão. Mas é muito mais fácil se fazerem ser esquecidas, desviam o assunto, agradam demais, se doam, e estão sempre dispostos a ajudar. Tudo máscara de uma profunda solidão sem prazo para acabar. Geralmente são cinéfilas, daquelas que assistem filmes sozinhas; adoram cozinhar pratos saborosos para os outros, mas para si dispensa dizendo que adora cozinhar, mas não de comer as delícias que saem de suas mãos. Não tem amigos reais, só virtuais, e os reais são amigos online, aconselhados, direcionados ou ajudados. Eu nunca me imaginei me tornar um viciado na Solidão, usuário de máscaras no dia a dia e pensamentos explodindo numa frustração avassaladora na minha mente. Não há psicologia, não há remédios, não há orações ou cultos que cure um viciado na solidão. É a mesma coisa que um misógino, este não tem cura, não tem conserto, porque foi o tipo de homem que na infância e adolescência não foi acolhido pela mãe, foi excluído ou maltratado, perseguido pela mãe. Se torna um homem adulto agressivo e ofensivo à mulher que o ama. Esse tipo de homem não tem mais cura, não tem mais jeito. Os viciados na Solidão são pessoas muito sofridas, que superam dores profundas, que lidam amistosamente com chacotas de gente amiga imprudente. Geralmente os viciados na Solidão são pacíficos e pacifistas, são pessoas do bem e nunca irão fazer o mal a ninguém. São dedicadas, inteligentes, mas são sofridas e estão sem forças para tentar se erguer. Algumas começam a se mexer depois de três, cinco, oito anos vivendo em extremo isolamento e triste solidão, mas com máscaras diversas que ninguém consegue perceber o quanto está deteriorado aquele atrás do sorriso, da gargalhada ou do rosto seguro. Diga-se de passagem que as máscaras salvam vidas, recuperam pessoas tristes, recria, refaz, renova, oriente, indica, vigora, saúda, empodera e renova pessoas sofridas que ainda não entraram no processo de vício na Solidão. Desde dezembro de 2008 estou vivendo o vício na Solidão, já nem sei mais o que é uma namorada para se ver todos os dias, ligar para saber sei lá o que, ir na casa dela e brincar com o cachorrinho chato de estimação. Sinceramente não faço a menor ideia de como é isso e nem sei se tenho estrutura emocional para encarar isso de novo. Preciso entrar num período sabático para me reinventar, pegar as últimas forças que tenho para aplicar em mim, arrancar as máscaras que escondem minha cara e investir em mim, na minha saúde, na minha boa forma e no meu sobreviver. Quiçá encontro alguém que veria em mim um porto-seguro. Desde muito tempo fui apelidade de "cabeça de bacalhau", justamente porque nunca era visto em lugar algum e no ano sabático que pretendo ter, mesmo vivendo no mesmo lugar que estou, quero tentar mudar isso de verdade. Viciados na Solidão são pessoas que só assim o são porque sofreram profundas decepções, e perderam, literalmente, o rumo da volta à vida. Por mais difícil que seja para mim, exponho algo da máxima magnitude no quesito segredo pessoal para que outras pessoas possam ser resgatadas dessa sentença sem fim, que só piora e machuca apenas na hora de dormir. Antes de ferir alguém com suas decisões fulminantes, pense que você pode estar condenando essa pessoa a viver uma vida inteira numa cela dela mesma. Para que a Vida não lhe cobre no mesmo peso e na mesma medida no futuro, quer seja consigo, quer seja com um ente querido ou mesmo inocentes como filhos, netos etc, procure a melhor solução para o problema no relacionamento, ainda que tenha que se afastar, faça isso com amor e gratidão. (o autor)

Publicado por Rodrih às 03:53 | Link do post

Postado em 08.05.2011 / Revisado em 20.11.2015

Misandria é a repulsa, desprezo ou ódio contra o sexo masculino. Esta é uma forma de aversão patológica aos homens, enquanto gênero sexual, sendo considerada o oposto da misoginia, que é o sentimento de repulsa e ódio pelo sexo feminino. Etimologicamente, o termo "misandria" surgiu do grego misosandrosia, composto pela junção das partículas misos, que quer dizer "ódio", e andros que significa "homem". Atualmente, o termo "androfobia" também pode ser considerado sinônimo de misandria. Já o oposto, ou seja, a admiração e paixão pelo sexo masculino é conhecido por filandria. Muitas pessoas associam o feminismo como um propagador do discurso misândrico, no entanto, o feminismo, ao contrário do machismo é um movimento político, social e filosófico que defende a igualdade de direitos e deveres entre o sexo masculino e feminino. A misandria é propagada pelo chamado "feminismo radical", também conhecido por femismo, que é considerado o sinômino do machismo (ao mesmo tempo que é o seu oposto), pois trata-se de uma ideologia de superioridade da mulher sobre o homem. O femismo, assim como o machismo, prega a construção de uma sociedade hierarquizada a partir do gênero sexual; baseada em um regime matriarcal. Feminismo e femismo são conceitos completamente diferentes. A misoginia é o sentimento extremo de repulsa, desprezo e ódio contra às mulheres, enquanto que a misandria é o nome dado ao sentimento de raiva ou aversão praticado contra o sexo masculino. Existe um debate que questiona o posicionamento da misandria perante a misoginia, devido a importante carga histórica que carrega o preconceito sofrido pelas mulheres ao longo dos séculos. Algumas pessoas acreditam que a misandria surgiu como uma forma de "defesa" das mulheres atacadas por misóginos. Mas também possuem características misândricas, podendo desenvolver a misandria, mulheres no começo da idade madura, 28 anos, até a idade "da loba", 45 anos. Algumas características são: Falta de desejo sexual por motivos de que os homens não sabem valorizar a mulher que ela é. Necessidade de apontar o homem como a causa de sua exclusão social. Vitimismo constante. Gostar de textos, gravuras e charges que denotam o homem como ser grosseiro, infiel, desonesto ou mentiroso em comparação à mulher como ser decidido, fiel, delicado, honesto e verdadeiro. Dificuldade de se relacionar sem antes fazer uma sabatina na vida do pretendente (a sexo ou a relacionamento). Romantismo exagerado se pondo como a mais delicada das mulheres na Terra. Defender a ideia de que todos os homens são promíscuos. Geralmente, mulheres com misandria são sozinhas, muito embora se comuniquem normalmente com os homens passando uma impressão de serem resolvidas, interessantes e sexys, costumam atribuir toda sua infelicidade e a desgraça do mundo ao sexo masculino. Dissimulações, em que o homem passa a ser apontado por amigos e parentes como o responsável por seus dissabores. Se você está com uma mulher dessa na sua vida entenda que: 1. Você não terá sexo com ela (e prefira não ter, se não quiser amargar com uma cobradora na sua cola, com cobranças de mais presença, mais entrega, mais confiança etc). 2. Você não conseguirá convencê-la de que ela possui a misandria, e ela te odiará mais ainda depois que disser isso. 3. Evite estar perto dela, aliás, evite-a sempre que puder, pois é o tipo de mulher que não vale a pena o menor dos esforços para estar junto ou próximo.

Publicado por Rodrih às 15:20 | Link do post

 

Há muito tempo eu venho resistindo à ideia de redigitar muitos dos textos que eu monto oriundos de muitas reflexões, porém os textos antigos têm a interferência de mágoas e frustrações pessoais nos convívios dissaborosos com companheiras cruéis, que faziam do meu passado um livro de páginas duras e sofridas. Apesar do objetivo do blog ser praticamente um livro digital baseado nas minhas experiências pessoais, em que eu fazia minhas reflexões de meus erros (ou dos erros alheios) e ensaiava novos conceitos, reinventando os velhos paradigmas, eu notei que algumas coisas acontecidas depois que exprimia minhas reflexões, misturadas com minhas pávidas frustrações, nas experiências do passado observei que sempre uma reflexão era feita com  muita inspiração, muita energia emocional, mas estava calcada de experiências de um passado sofrido, na angústia das relações amorosas e dissaborosas que tive, ainda que tenha sobrevivido; e com isso sentia minha vida mais desconfortável. Esse desconforto provinha da sensação de que "havia feito justiça injustiçando alguém", é como se o meu "desabafo" me condenasse naquilo que não aprovo no outro, muito embora esteja também rejeitando o reflexo de mim. Se eu não gosto da forma como sou tratado não deveria gostar de julgar as pessoas que me fizeram tão mal. E ainda que eu sentisse a necessidade de alguma forma de justiça, esse reconhecimento não deverá vir de quem lê meus argúrios, e sim da Vida, de Deus. Se eu guardo minha dor para Deus, Ele deverá fazer a justiça certa no melhor tempo que aprouver. Se eu exalto minha dor para o mundo, todos lerão e dirão: "Coitado", mas nada acontecerá, porque ninguém tem o poder de curar aquilo que eu mesmo petrifico e impeço que mude dentro de mim, porque se eu não perdôo o mal que recebi estarei cimentando-o dentro de mim, como se eu estivesse cultivando um tumor e este vindo a eclodir se denuncia numa doença no meu organismo, me matando mais depressa. Entretanto, isso o que estou fazendo aqui é parte de um processo de libertação, porque até eu (e por que não eu?) mereço e quero ser feliz de novo, só que sei de uma grande verdade: preciso me perdoar e esquecer essas pessoas que me feriram ao longo da estrada da vida. Não é nada fácil. Isso tem acontecido porque eu permiti, pensei que conseguiria dominar esse escuro e pesado sentimento de sombras. Somos responsáveis por aquilo que cativamos, mesmo que sejam as pessoas devoradoras de nossa luz, nosso brilho e amor próprio, outrossim, nossa fé. Vou redigitar todos os meus posts antigos, enxarcados de dor e lágrimas, refazê-los um a um, relê-los, sem mudar o contexto, mas eliminando a sombra e encontrando um novo desfecho para o que eu preciso dizer, refletir e, quem sabe ajudar a quem realmente necessita de empoderamento. Mas sem a necessidade de apontamentos - o que será difícil em algumas circunstâncias, mas será um exercício de maturidade. E aquilo que não mais couber neste blog será descartado para nunca mais. Chamo de libertação, mas posso dizer também que se trata de maturidade. Queria, com este blog, vomitar minhas angústias e minhas decepções com o intuito de que as pessoas percebessem a maldade e a crueldade, principalmente das mulheres que amei e por elas me matei nas culpas e impotências que senti, assim as pessoas ficariam atentas para não cair no mesmo golpe da vida. Porém se o idealismo fosse interessante, a ideologia estaria errada, por mais que a intenção fosse mais ajudar do que desabafar, seria um risco que me faria sentir mais vazio e mais infeliz. Sim, porque eu mesmo releria minhas tristezas e esse veneno se renovaria dentro de mim constantemente, até que meu subconsciente aceitaria aquelas dores como um dogma para minha vida, me transformando num ímã que atrairia novas relações pequenas, vazias e limitadas de amor, infiéis e egoístas. Hoje eu vejo o quanto mal fiz a mim mesmo com esse blog do jeito que o comecei, mas agora posso refazer com um novo propósito: o de libertar outras pessoas, sobretudo a mim também. Sei que muitas pessoas já foram e continuam sendo guiadas positivamente por esse blog, muitas se permitem ser resgatadas de si mesmas e até já conseguiram melhorar, se libertar com minhas reflexões. Agora que posso ver, posso também apontar melhor para uma saída... a começar de mim mesmo.


Em: 1º de Maio 2014, 05:20:16
Revisado em: 16 de Fevereiro 2015, 20:49:12
De 16/02/2015 - Revisando.
De 20/11/2015 - Revendo e postando.

A difícil tarefa de começar um namoro depois dos quarenta anos

Pois´é, não é fácil. Quando você não tem experiência de vida, tampouco maturidade e conhecimento de causa a paixão fica difícil de ser trabalhada numa relação afetuosa e compartilhada com alguém, geralmente tão imaturo quanto você. Em tempos de uma vida jovem, aparentemente mais novo com bons cabelos na cabeça e um rosto macio se consegue não somente uma pessoa muito bela, mas também um relacionamento interessante. A família, a sociedade e o mundo ao seu redor aceita e apóia sua iniciativa. Mas o tempo para esses novatos passa e geralmente a relação, que começou quando a aparência jovial brilhava mais do que as atitudes maduras pudessem validar as atitudes vêm a confusão e o despertar para os erros. Ainda que eu apóie e acredite piamente na união de um homem de 40 anos com uma mulher de vinte e poucos anos - sabendo que me acharia suspeito demais, a mulher extremamente mais nova tem qualidades que com o passar do tempo vão se perdendo, a menos que ela mantenha o distanciamento de 20 anos de diferença entre ela e seu pretendente, seria quase ideal que as uniões fossem dessa forma, porque a partir dos 40 o homem está apto a exercer o papel de cúmplice de sua companheira, está num grau de maturidade plena, não convícta, em que a moça - que sempre amadurece mais cedo, conseguirá acompanhar sem dificuldades. Depois dos 40 anos temos mais paciência para muitos chiliques da amada, compreendemos sua TPM melhor do que os especialistas, somos mais gulosos e curiosos tanto quanto éramos na idade dela ou aos trinta. Temos mais interesse numa vida saudável, alimentação de qualidade e programas mais interessantes. Nosso diálogo se torna quase um momento único literário. Depois dos 40 anos estamos mais capacitados para cuidar de alguém, expressamos melhor nossos sentimentos e exigimos mais qualidade de relacionamento, principalmente com a família da moça. É depois dos 40 que deixamos a vontade de querer aparecer para a sociedade a fim de mostrar que somos os machões, queremos um relacionamento tranquilo e cheio de atitudes mais entre casal, do que entre amigos. Se a garota falar de casamento, união, juntar as escovas ou de assumir a relação, a reação é branda e sem alardes para não desmotivá-la, muito embora estejamos blefando para não gerar um conflito maior. E ela nem reage à flor da pele depois, porque sabe que é dela essa coisa de sonhar antecipadamente, mas que nós sempre pensaremos em nosso silêncio depois. Não temos vergonha de muita coisa, como tínhamos com vinte ou trinta. Se não aguentamos um certo pique, então falamos, e na próxima oportunidade surpreendemos bem preparados. As músicas passam a ter mais sentido e suas letras significados importantes, o romantismo é moderado à medid que ela for pedindo mais atenção. Ter uma Ferrari não é mais a máquina dos sonhos, mas ter duas bikes ou mesmo um play station para jogar com ela se torna muito mais convidativo... sempre ganhamos! No sexo somos campeões de fôlego e fome. Não fazemos como os garotos de vinte e trinta, que ficam pouco na boca, se dedicam um pouco no peito e botam todo o potencial trepando, como se o mundo fosse acabar nos próximos minutos. Depois dos 40 transamos com qualidade, sabendo o que buscamos e o que queremos, somos mais curiosos e muito mais safados. O gozo feminino é questão de honra e de alguma maneira ele será alcançado nela. Depois dos 40 queremos cozinhar para ela (e para nós principalmente, já que a fome não dá para esperar com que ela leia a receita, linha a linha, parágrafo. Sabemos os macetes de muitas comidas rápidas e se sai uma gororoba não sentimos acanhados, pelo contrário, nos deliciamos com o sabor, já que a beleza do prato deixou a desejar. E geralmente a companheira entra no jogo e se diverte com o prato estranho. É depois dos 40 que não medimos esforços para nada e se tiver ao alcance com facilidade, levantar de madrugada em meio à uma insônia da sua parceira e chamá-la para ir no mercado comprar besteiras é só uma questão de oportunidade. A vida começa para quem começa cedo, mas o casal novo e ainda imaturo perde o melhor de seus investimentos amorosos numa fase em que deveriam viver mais suas vidas pessoais, se divertirem mais, pois essa fase passa precocemente, quando se vê já aconteceu, passou. Ninguém precisa viver de uma aparência social politicamente correta. As moças se deixam levar na fantasia de uma relação conjugal mais ao pé da letra, sustentando projeções utópicas e lisonjeiras herdadas pela própria crença de uma família estacionada no tempo, com uma cultura engessada, onde a realização afetiva e pessoal estaria em segundo plano, já que antes desta a realização social, isto é, um casamento são e salvo, sólido e feliz acontecesse, o valor primordial seria que a união aparentasse felicidade e segurança financeira. Mas não é esse o valor que se tem depois dos 40. O objetivo é uma vida plena, tranquila, mesmo que turbulenta pelo trabalho e estudos. O que se busca é a minima puxação de saco de familiares sem noção, e a máxima alegria de viver com alguém legal e interessante. E realmente os opostos se atraem, a parte mais nova com a parte mais velha, madura. São partes que se completam, pois uma já descobriu o quanto a chuva pode molhar e com isso proteger a parte menos experiente e mais nova de muitas tempestades. Essa conclusão de que os opostos se atraem não tem nada a ver com gostos, nem com atrações. Obviamente não tem como a moça gostar de Code Play e querer que ela se adeque com um homem que goste de sertanejo universitário ou pagode, tampouco é possível que um homem inteligente e que goste de falar bem se envolva em harmonia com uma mulher que faz uso de gírias e diga um monte de palavrões. Isso é impossível, não tem como acontecer, não é esse oposto que atrai. Sendo a mulher bem mais jovem e o homem mais velho já há uma chance de a relação dar certo para ambos, porque se ela na jovialidade que possui se sentir segura e guiada na maturidade daquele, então ambos se completam e tem um no outro a juventude e a maturidade num só momento de vida, porque ela precisa de sua energia juvenil para viver suas descobertas, no entanto, também poderá viver melhor as novidades da vida com a maturidade dele. O homem necessita de sua maturidade pela idade que possui, uma idade maior do que a desta mulher, e terá em sua jovialidade a dose certa para que ele não envelheça mentalmente. Se mantendo jovem mentalmente, seu corpo e todo seu organismo rejuvenesce junto. Pode acontecer o contrário, de a mulher mais nova ser muito madura para sua idade dado ao meio em que foi criada e as exigências que lhe foram feitas na educação familiar, e o sujeito, ainda que mais velho, ser mais jovem, um tanto imaturo. São opostos que se atraem. Isso é tão claro, tão certo, tão óbvio, mas as pessoas, isto é, as famílias estão focadas nas aparências. Não é assim que a banda toca, é muito diferente disso. Não deveria ser culturalmente correto uma pessoa inexperiente casar-se com outra de igual imaturidade. Infelizmente o conceito atrofiado de gestão familiar demanda maior aceitação para que casais incompatíveis sejam formados, e não são só pelas aparências fisionômicas, mas também sociais, financeiras e familiares. Muita coisa muda no decorrer dos anos! Aquele jovem namorado novinho, saradinho se revela no futuro uma espécie de ogro, inchado e pesado, ou mesmo um galã de cabelos ousados e espetados se tornam calvos ou totalmente carecas. Um retrocesso daquilo que foi buscado primeiro, então diz-se que ama, quando muitas vezes tolera, suporta, se anula como se o casamento deixasse de ser algo intensamente saboroso e se tornasse um cálice de mel com fel diário. Tal qual o jovem galã se transforma em algo nada atraente, a sua companheira, descompensada daquilo que é imposta a aceitar dele, passa a se desleixar ficando um casal estranho. E ela se larga porque ele não pode falar nada, já que a iniciativa de ser largado partiria dele. E como já vi casais frustrados, dá até pena. Vi amigos da adolescência e juventude, que eram lindos, verdadeiros galãs de novela e dez, quinze anos depois mal os reconheci nos caminhos da vida. Uns cabeludos totalmente carecas, outros sarados imensamente pesados, meninas lindas numa juventude e imensas ou desgastadas na maturidade, muitas vezes fisicamente também. Casais que eram modelo de juventude para tantos e que, por mais que estejam juntos, hoje se toleram, nem digo que se amam, mas estão juntos mantendo em comum acordo aparências até para eles mesmos, pela total falta de coragem de se inovar, se reinventar. E não digo que devam se separar, não mesmo, mas que se recriem, ponham a mão na consciência e se esforcem juntos para trazer o colorido de volta. Claro que para tudo existem exceções, mas num universo de milhares pode-se tirar pouquíssimas dezenas, quase apenas unidades de casais que se formaram ambos novos, imaturos, mas que se desenvolveram física, intelectual e comportamental de modo que depois de um tempo se mantiveram como sempre foram. É uma raridade e cada vez mais difícil de encontrar. A relação conjugal tem que acontecer sem pressa de fazer tudo correndo, sem a neura da necessidade de ostentar uma grande cerimônia com uma festa de novela, ou mesmo a necessidade de que para assumir a vida a dois precisa mostrar que sua reputação se prova no fato de entrar na igreja solteira e sair casada, porque ninguém, em momento algum e em nenhum tempo futuro lembrará do valor disso nem da festa dada, tampouco das músicas ou da decoração escolhidas com tanto cuidado, pagas com tanto sacrifício. Pura pressa inútil e em vão. A união de amor deveria ser tanto da parte mais nova com a mais madura, como a união deveria acontecer primeiramente num juntar de escovas de dentes, depois um casamento civil, só a nível cartorial, sem festas, sem chamar a atenção, como já é feito no namoro - por isso namoros costumam dar mais certo do que noivados e casamentos, porque quando ninguém fica sabendo, o casal sofre menos atenção social e familiar, menos inveja e menos cobrança. Quando se noiva e sai mostrando pra todo mundo, a pressão aumenta, cria-se expectativa e a cobrança do tipo: "então, quando sai o casamento?", isso é desgastante e estraga muito da beleza do sentimento que está sendo construído. Depois que se casa no mesmo estilo do noivado, chamando pessoas e anunciando a novidades, a pressão aumenta novamente na legítima e insuportável pergunta: "então, quando vêm os filhos?". Mas se o casal tem uma postura de manter a relação discreta e estritamente voltada entre si evitam essa carga negativa e pesada. Uma relação para tornar um casamento realizado com cerimônia religiosa e social, com direito a festas e muita música deveria, na minha humilde experiência, acontecer depois que o casal morasse e convivesse entre si, juntos, por um ou dois anos e sem fazer filhos. Seria uma extensão do namoro, mas com foco no amadurecimento de sentimentos, no aprendizado dos dois com o respeito pelo espaço do outro, ao mesmo tempo a aceitação e aprimoramento da busca pelo melhor que cada um poderia dar. Cerimônias de casamento feitas para mostrar à sociedade uma aparência atrairá o mesmo tipo de gente que estará ali por aparência também, além de uma quantidade de pessoas estarem presentes para desejar que você seja muito infeliz na sua relação conjugal, porque a inveja é um mal destruidor. Não sou contra fazer uma linda festa, pomposa e bem farta. Sou contra fazer isso num momento em que não há a experiência de vida juntos. É muito vacilo fazer isso, é uma loteria cara e desnecessária. A sociedade está pouco se importando para as decisões do casal, suas brigas e acertos, separações e conciliações. Se ambos resolverem não fazer cerimônia nem festa, o mundo não acabará, nem a cara do casal sairá nos jornais no dia seguinte, tampouco deixarão de ser amigos, porque a sociedade é como aqueles colegas de faculdade, se você está na sala de aula conversa-se algum assunto e até dá risada, mas se você não estiver, nem falta fará. É assim a sociedade que vai à uma cerimônia de casamento. Vão para procurar defeitos e comentar depois. Vão para comer e beber de graça na festa. Hipocrisia de quem gasta bancando a situação, e de quem vai como se importasse de fato pela felicidade alheia. Findou a festa é cada um por si, além das despesas remanescentes para o casal, somente. E é depois dos 40 anos que o homem estará preparado para conduzir a amada pela vida plena de atitudes simples e inteligentes. Mas o que tenho visto é que a questão é cultural e a ilusão é grande, generalizada. As mulheres de vinte e poucos anos vivem batendo cabeça com garotões despreparados e imaturos, abrindo mão de oportunidades de uma verdadeira felicidade com um homem bem mais velho e solteiro. E o engraçado é que quando essas mesmas mulheres tão novas não a muito tempo já estão com 30, 35 anos. Sozinhas de tanto desperdiçar oportunidades e momentos iniciam uma correria contra o tempo e se permitem mais aos homens mais velhos. Daí acontece o óbvio, elas assustam e isso os repelem. Se tornam tão entregues na imensa vontade de encontrar alguém logo, pois já estão ficando pra titia acabam se envolvendo com caras indigestos e literalmente mal criados. Se tornam infelizes e ficam à mercê da sorte de um cara legal aceitar a ideia de se envolver com elas. O site Badoo está cheio de mulheres assim, e outros sites são seu reflexo. E as mais novas repetem o mesmo erros das que agora são mais velhas. E isso não pára, por pura falta de usar o cérebro para pensar e perceber a estratégia da vida. Biblicamente falando, José de Arimatéia com aproximadamente quarenta anos casou-se com Maria de Nazaré nos seus 14 a 16 anos, considerando que a expectativa de vida de um homem naquele tempo era de 55 anos. A humanidade sempre seguiu esse conceito, mas a modernidade ditou suas regras e não é de surpreender que atualmente há tantos divórcios. 

Publicado por Rodrih às 22:46 | Link do post
Estado de Espírito:

Com base no post que montei sobre acumuladores tive o depoimento de uma leitora do blog, que além de manifestar sua frustração pede, nas entre linhas, socorro. O desapego que ela tanto quer ter só vai ser possível quando ela parar de querer organizar as coisas e começar a eliminar. Eu sei, parece um insulto eu dizer isso, mas você precisa acreditar nisso. Mas não elimine tudo de uma vez, porque você não conseguirá fazer isso logo de cara, então faça assim: Coloque uma cartolina na parede, pregada com fita crepe, como esse modelo:

cartolina 1.png

Compre aquela caneta chamada "pincel atômico" preta e não mais do que uma. Compre uma lata de óleo de soja (ou garrafa plástica) e deixe-a perfurada na tampa ou abra o lacre do gargalo.

Agora você vai ler a cartolina: Não nasceu aqui: papel, plástico, papel metálico, caixas de papel, latas de metal, vidros e frascos. Ter espaço é lindo!

Deixe a cartolina na parede por um dia e encontre no meio das coisas uma caixa de papelão. Observe bem, não é caixa de plástico ou de metal, é de papelão. Se não tiver, então providencie uma caixa de papelão, mas é apenas uma e não mais que uma!

Agora coloque a caixa de papelão perto do cartaz de cartolina e deixe lá por mais um dia, não mexa nele.

No dia seguinte leia novamente o cartaz de cartolina e comece a se desapegar das coisas que só te faz sofrer. Se transforme em caçador e tudo que for material de papel você jogue dentro da caixa: guardanapos de restaurantes, cartão de visita, folder, panfleto, cupom fiscal de comprinhas pequenas, forro de bandeja de lanchonete, papel de presente usado, revista que você já leu, jornal, adesivo de papel, etiqueta de papel etc.

Pegue o recipiente de óleo de soja e derrame um fio desse óleo sobre os papéis que você jogou dentro da caixa fazendo um caracol com o óleo.

Pegue tudo o que for de papel, siga o que diz na cartolina: papel.

E quando terminar de jogar todos os papeis e ter feito um caracol com o fio de óleo de soja, então você vai na cartolina e escreve com o pincel atômico ao lado:

cartolina 2.png

 

 Minha casa está mais limpa! Escreva isso e risque a palavra papel. Em seguida, depois de eliminar todos os papéis e melar com óleo vegetal, você pegue a caixa de papelão cheio de papéis e melada de óleo de soja e jogue os restos de comida dentro dela. Depois que tiver razoavelmente suja e toda lascada, molhada e gordurosa, leve a caixa para a lixeira e deixe lá. Dê as costas e vá para sua casa.

Aguarde uma semana inteira e vá atrás de outra caixa de papelão escrita: plástico e faça a mesma coisa com ela, encha de plástico como: tampa de caneta, caneta promocional, sacos plásticos, copos descartáveis, frascos de produtos, capa de celular que não tem uso algum, teclado velho, cartão de pvc, talheres de plástico, enfim, tudo o que for material plástico. Depois derrame um filete fino de óleo de soja sobre tudo dentro da caixa, mas não jogue lixo orgânico, porque é material reciclável. E só leve para a lixeira quando o caminhão de lixo estiver passando. Caso você não saiba o horário que passará ou more em apartamento, leve essa caixa fechada e dentro de uma sacola plástica ou saco de lixo e jogue-a num contêiner de entulho ou de lixo num outro lugar. O objetivo é que você não se arrependa e volte para resgatar esse material.

Risque a palavra plástico na cartolina e escreva do lado: "Minha casa está mais leve."

Aguarde uma semana inteira e vá atrás de outra caixa de papelão escrita: papel metálico ou simplesmente metais e faça a mesma coisa com ela, encha de papel alumínio, latinhas de refrigerantes, cervejas dentre outras bebidas, papel alumínio de bombom, cereais, doces e salgados. E de novo passe o filete de óleo em todo ele. Feche essa caixa depois de ter a certeza que todo material de papel metálico esteja dentro da caixa. Repita a operação no descarte e escreva na cartolina: "Minha casa é toda minha."

Faça a mesma coisa para outras coisas e crie sua frase libertadora.

Quando você se der conta terá mais espaço e mais razão para convidar pessoas para sentir como você realmente está mais sociável e menos acumuladora.

Qualquer coisa me envie um e-mail: umavezildo@gmail.com

Mãos à obra!

 

 

Publicado por Rodrih às 20:37 | Link do post

Durante muitos anos eu venho notando uma coisa no mínimo cômica e por vezes trágica. São os bombados do meu tempo de juventude, em que eu ficava como expectador, já que as meninas gatíssimas os preferiam muito mais e prontamente do que garotos como eu, magros, e para piorar, mais altos. Era insuportável ser menos desejado ou indesejado pelas meninas lindas, principalmente quando os mais fortes estavam por perto. E não bastasse serem mais fortes, eram, geralmente, mais bonitos, tocavam algum instrumento, tinham um carro mais maneiro e todo mundo queria estar perto deles. Restava ser o palhaço da turma, se quisesse um lugar na turma, ainda que fosse como o bobo-da-côrte. Isso era um sofrimento diário, uma sina cruel, porque tinha que representar o bobo todos os dias, e só assim conseguisse-ia estar perto das mais bonitas meninas da turma, sentir seus perfumes e ganhar seus sorrisos, mesmo que fosse fazendo graça. Cresci com esse estigma e muitas vezes era um fardo pesado e cansativo. Ver belíssimas moças se envolvendo com os mais fortes era sofrível e destruidor, principalmente de coração. Convivi com as perdas desde adolescente, e chega um momento que você se acostuma com isso, que nem mais percebe a diferença de uma perda e um abandono. Casei-me com esse sentimento de que perderia um dia, e quando vieram as separações foi só uma confirmação do quanto eu estava certo. O tempo passou, e o engraçado foi rever alguns colegas do tempo de adolescência e juventude, rapazes que eram fortes, sarados, bombados e rodeados de meninas lindas apaixonadas numa apresentação que não queria estar no lugar deles. Ora como pai, arrastando a prole num mercado, gordo e careca, ora no estilo "forte" e pesado, pançudo, ainda que com cabelo, com a menina que era o suprassumo do momento, até bonita, barriga um tanto escorrida por sobre o botão e o zípper da calça. Rapazes que eram fortes e sarados, bombados e marombeiros e que lhos faltavam cabelos, e um corpo legal. "Rodrigão! Você não mudou! Você parece mais novo do que era!", disse um que me viu espantado. Alguns realmente ficaram uma aberração depois de 20, 25 anos. Algumas lindas misses se tornaram "plus size" e eu lá, diante do túnel do tempo, do jeito que estava (com mais cabelos, é claro) quando eu era invisível ante a beleza do casal e seus amigos, e recentemente passei a ser visível, reluzido e admirado pelos mesmos amigos. Hoje vejo essas meninas, essas moças, a maioria cultuando o corpo e se entregando de corpo e alma, principalmente de corpo para caras muito mais malhados, fortes, sarados e bombados do que a vinte anos atrás. Certamente terão neles parceiros gordos, pesados, muitos carecas e nenhuma referência de um tempo em que se tirava onda. Nem barriga tenho e se não estou com mais energia do que aquele tempo, devo estar com mais disposição. E eles? Ahhh... eles estão na dieta, enquanto eu posso ir à churrascaria comer sem culpa nem peso na consciência. Então você rapaz que pensa que é bonito ser sarado, bombado, lembre-se que seu corpo num dado momento se cansará, que nem ex-atletas (jogadores de futebol, volêi, natação, lutadores de box etc), chega um momento que o corpo não tem mais a mesma elasticidade e fibras para transformar. Eu tenho à minha disposição fibras modeláveis, a hora que eu quiser, apesar que por hora não quero muito.

Publicado por Rodrih às 20:05 | Link do post

Meu pai é um cara sábio, muito embora ele tenha cometido muitas falhas por extrema ausência de sabedoria, ainda assim, num contexto de vida ele bem que seguiu uma postura com sapiência e boa informação de opinião. Digo isso porque ele dizia para nós, seus filhos, que para resolver de fato um problema você tem que ir na origem desse problema e não na causa. Então, com os acontecimentos derradeiros do atentado em Paris, me perguntava o porquê de tanta selvageria, imbecilidade e covardia desse "Estado" Islâmico - a entender que de Estado não tem nada, senão uma facção ou um Bando de criminosos reunidos, senão uma Facção de loucos, que querem externar suas demências e frustrações, enfim, caras que não sabem o que é a representação do amor de Deus, de Alá em sua mais intensa sabedoria. Foi pela radicalidade que o mundo só conheceu a dor e a violência, e foi contra essa tirania e perversidade sanguinária que Alá se manifestou, Deus e todos os homens santos que vieram ao mundo para pregar a paz, o amor e o perdão. Infelizmente esses bárbaros só querem um motivo para se sentirem realizados em suas fúrias psicológicas e perversas. E a desculpa que esses assassinos organizados têm para justificar suas atrocidades pode ser entendida na origem da história entre cristãos e mulçumanos, ambos aproveitadores da fé para expandir suas fronteiras econômicas, sendo que deveria ser coisa do passado, mas que para uma fração doentia que, inclusive trata a mulher como escrava sexual e de afazeres domésticos, é somente um bom pretexto de vingança e reconhecimento (quando na verdade isso deveria ter ficado enterrado no passado). As Cruzadas foram expedições militares estimuladas pela Igreja Católica e organizadas pelos nobres cristãos no século XI, durante a crise do sistema feudal. Convocadas pelo Papa Urbano II em 1095, elas tinham como objetivo principal libertar a Terra Santa (Jerusalém) do domínio turco muçulmano e reerguer a unidade católica no oriente, que decaiu com a Cisma do Oriente em 1054. Entretanto, além do cunho religioso, outros fatores contribuíram para a eclosão desse momento histórico. O interesse econômico em algumas regiões do Oriente, a necessidade de exportar a miséria decorrente do crescimento populacional, a canalização do espírito guerreiro de nobres para o Oriente e, o principal, a peregrinação cristã. Esses argumentos sustentavam as Cruzadas (soldados usavam uma cruz bordada no uniforme como emblema). O conceito de Guerra Santa abriu prerrogativa para a Igreja legitimar o motivo da peregrinação. Após a convocação dos fiéis, muitos camponeses entraram no combate pela promessa de que receberiam reconhecimento espiritual e recompensas da Igreja. Houve também a participação dos três principais reinos da época: França, sob o comando de Felipe Augusto; Inglaterra, com Ricardo Coração de Leão; Reino Germânico, Frederico Barba Ruiva. Com a derrota da Primeira Cruzada, foi criada a Ordem dos Cavaleiros Templários com o objetivo de participação militar nos combates seguintes. Somente a sexta edição de oito confrontos (1228-1229) ocorreu de forma pacífica. O relacionamento religioso entre ocidente e oriente ficou desgastado e piorou no decorrer das batalhas. A ambição desenfreada entre católicos e muçulmanos durou aproximadamente, três séculos (XI ao XIV). Deixou milhares de mortos, incluindo crianças que participaram da guerra e ficou marcada pela intensa destruição. E nos últimos 20 anos algum louco do oriente resolveu reiniciar essa discórdia pelo simples prazer de sua incrível vontade de matar covardemente inocentes. A esses insanos, o Inferno Eterno. E quais foram as consequências das Cruzadas? As cruzadas não deram certo por razões como a quantidade de combatentes europeus, a cobiça dos líderes, a dificuldade de domínio da população nativa e a brutalidade com que os cristãos invadiam cidades e regiões. Mesmo que a distância e hostilidade entre os dois povos tenha aumentado, foi possível aumentar o comércio entre Ásia e Europa. Na Europa os reis saíram fortalecidos e ganharam mais notoriedade. Também aumentou a identidade cristã e levou costumes orientais ao ocidente. Os muçulmanos perderam espaço para a incompetência de seus governantes. Desde as Cruzadas, o relacionamento entre ocidentais e orientais tem relações conturbadas culminando em guerras e conflitos no decorrer dos séculos.

Publicado por Rodrih às 16:04 | Link do post

 

São amigas querendo te contar da vida de alguém, é o irmão que quer te falar da outra irmã, é o pai querendo só uma oportunidade a sós com você para lamuriar sobre alguém da família. O amigo de trabalho quer falar do chefe, o chefe quer dizer que viu a secretária dando mole para aquele funcionário casado. É você falando da sua prima e emendando a falar de sua mãe. A nossa vida está ocupada demais com tanto ti-ti-ti de coisas que são estritamente desnecessárias e fúteis. Estamos acercados de fofocas, notícias, mexericos, falatórios, discussões, disse-que-me-disse e por aí vai. E para quê? Por quê? O que é que este e aquele comentário nos trará de benefício? O que eu ganho com o que você me diz sobre alguém que não me condiz? Tenho orientado a célebre e maravilhosa frase que diz: “Isso não é da minha conta”, e para os que não se tocam, isto é, aquelas pessoas que não têm desconfiômetro existe a frase melhor ainda: “Isso não é da sua conta”. Parece que soa agressivo, mas não soa, porque a pessoa que se dá ao direito de falar de alguém (e geralmente são comentários que depreciam este alguém), em seu subconsciente está aberto a ser repelido automaticamente, ou seja, seu cérebro está auto-avisado de que poderá haver uma reação adversária. Na educação de uma criança que quer saber muito sobre o que compete somente à pessoa adulta (pai ou mãe, por exemplo), a melhor resposta é: "Filho, isso não é da sua conta. Aproveita e vai para seu quarto guardar seus brinquedos espalhados no chão". Esse ato, volto a dizer, parece ser grosseiro, mas não é, põe a criança no lugar dela como criança, tira dela o poder de cobrança (crianças não devem cobrar), e salva-a de ser a futuro próximo um adulto insuportavelmente carente, chato e controlador. Então a simples frase salvaria a criança no futuro? Sim, com toda certeza do mundo. O mesmo comportamento acontece a quem te pede dinheiro emprestado. Geralmente, somos nós quem ficamos constrangidos de negar o pedido, quando quem deveria ficar constrangido era o pedinte, mas sua mente está focada em testar seus limites e ver até onde você é capaz de sustentar um "não" e provavelmente você dirá "sim", por mais que você gema, murmure e faça caretas. A mente do pedinte está tão mais preparada para ouvir um sonoro "não", do que você imagina. Essa mente já tem 70% do seu "não" e você só tem que reforçar essa afirmativa em 30%. Acontece que você é pego de surpresa e na reação da pena espontânea você acaba validando os 100% com 30% de "sim". Outra coisa é se meter onde não é chamado e nisso eu tenho sido craque. Há dois dias estacionei meu carro na garagem do prédio onde tenho um escritório e lá estavam dois caras, dois três carros, sendo que dois estavam fazendo "chupeta" (que é a ação de emendar o cabo de força de uma bateria de um carro à bateria do outro carro). Vi que os dois homens não sabiam como lidar com a situação, e eu fiquei ansioso para me meter no cenário e até me destacar por ser sabido e tal. Pensei com meus botões: "Isso não é da minha conta" e continuei dizendo a mim mesmo: "Ninguém pediu minha ajuda", e subi ao escritório, onde fiquei por meia hora. Desci para a garagem e lá estavam eles do mesmo jeito. Geralmente, homens são solícitos uns com os outros e não custaria nada eu chegar e puxar papo com relação à partida do veículo. Mas é que eu faço isso sempre, perco meus horários, gasto meu tempo, e às vezes meu dinheiro. E novamente reforcei que isso não era da minha conta. Foi tenso, porque 70% de mim queria dar pitaco na vida dos caras, e 30% meu estava dizendo para eu cuidar da minha vida. Foi o que fiz, e por mais que eu tenha ido embora sofrendo por não estar sendo útil eu consegui superar essa carência de reconhecimento do outro em mim e segui minha vida.  Não é fácil fazer o exercício do "cuida da sua vida", mas é gratificante. Pense no quanto se viveria melhor se cada um cuidasse da sua própria vida, seria realmete impagável!

Publicado por Rodrih às 15:27 | Link do post

Tenho percebido em meus diálogos com as pessoas, em especial com as mulheres – com quem tenho mais facilidade de comunicação, a força que o medo que sentem. Medo de ficarem sozinhas, medo de serem traídas, medo de dependerem dos companheiros, medo de serem assaltadas, medo de todo tipo. Tem pessoa que vive pelo medo. Considera-se que o medo é algo bom até certo ponto, pois nos deixam alertas e nos previne de nos metermos em situações de risco físico, moral ou de vida. Considera-se também que o medo de ficar sozinha é, para a mulher, um medo coerente, já que à medida que o tempo passa suas perspectivas de atração e união diminuem, a menos que ela tenha algo a oferecer como beleza física, boa psicologia e/ou bom nível cultural/social. Ainda assim, o medo atrai exatamente o objeto desse medo. O medo de assalto fará com que sua mente seja direcionada para estar em algum lugar de risco. O medo de se envolver com homem infiel fará com que sua mente “cochile” na hora de selecionar um parceiro bem no instante que ele mostrar sua outra face de aventureiro. Então alimentar o medo dentro de si fará com que muitas coisas ocorram para sua própria infelicidade, justamente porque seu cérebro não saberá diferenciar o que é bom ou o que é ruim para você, simplesmente responde à demanda que mais lhe causar reações mentais. Tal qual se explica quando Cristo diz: “A tua fé te salvou”, dado que seria possível a autocura diante uma forte demanda neural, mental, em que o cérebro por um processo delicado conseguiria reverter a enfermidade alcançando a cura no corpo do indivíduo. A demanda, dependendo de sua força, toma a exclusividade na ação cerebral e ela seria a responsável pelos resultados bons ou ruins na vida da pessoa. Então não é bem que o medo atrai por si só, mas é que, como se descarrega forte demanda neural ao pensar no medo de alguma coisa, o cérebro conduz a pessoa para os campos minados da vida. Mas como uma pessoa adivinharia que em tal lugar teria uma assalto ou um assaltante, de modo que ela que tem medo de ser assaltada seria a próxima vítima (de novo) do bandido? Simples. A considerar que nossa mente está interligada com as outras mentes e que nossa cabeça funcionaria como uma antena parabólica emitindo e recebendo radiocomunicação entre si, podemos considerar que seria a junção da “fome com a vontade de comer”, isto é, o bandido dá a demanda maior de querer uma vítima e a vítima dá a demanda maior ao cérebro de assalto. Note que não disse que a vítima dá a demanda de que “quer ser assaltada”, e sim de simplesmente “assalto”, quase seguindo a máxima de que “para um bom entendedor meia palavra basta”, o cérebro não se atem à frase, mas à palavra que demanda maior energia, neste caso o “assalto”, o “bandido”. E é o que acontece; ambos vão de encontro um ao outro, ligados pela necessidade da demanda de suas mentes. Ao sustentar o medo de se envolver com uma pessoa infiel, não dará outra, ambos serão apresentados um ao outro, ambos se apaixonarão e ambos terão motivos para seguirem com suas queixas, a parte traída reclamará e se dirá sem sorte, sofredora e bla bla bla, e a parte infiel reclamará que foi estimulada a ser infiel porque não encontrou na parte amada tudo o que buscava e queria. Pronto, tá feito o emaranhado. Então quando você pensar em ficar dizendo para os sete cantos do mundo e todo o tempo, que tem medo, e mais medo, lembre-se que estará simplesmente enviando a mensagem para o cérebro da demanda na qual ele tem que propiciar o acontecimento, ou seja, o medo de se engasgar tomando água, a demanda é engasgar, logo sua epiglote mudará de posição e a água que deveria descer para seu esôfago irá para seu pulmão. Medo de brochar fará com que na hora H você se lembre do medo de falhar e pluft, já era. Medo de cair de patins, demanda: cair, então já sabe o que acontecerá. Se no lugar de alimentar com muita energia o medo das coisas você tentasse substituir a energia da demanda e dissesse que adora andar de patins e se cair, o que tem?! Levanta e vai patinar de novo. A demanda é de ação, “patinar e patinar”, uma confortável sensação de disponibilidade para o hábito de patinar. No medo de assalto, pode dizer, o mundo lá fora é perigoso, por isso presto muita atenção nos lugares que estou andando. A demanda é de “atenção”, então mesmo que você não esteja atenta seu cérebro estará e de repente você se assustará e conseguir desviar-se do caminho que lhe levaria ao encontro de um bandido, pois a demanda dele seria de “vítima” e a sua de “atenção”, ambas não se atraem, pois para ser vítima você precisaria estar desatenta. E é assim que a vida funciona.

Publicado por Rodrih às 18:20 | Link do post

Aos 44 anos de idade percebi algo que foi responsável por muitas de minhas angústias na vida: a realização. Foi orientando uma amiga que tive um insight, que me pararia no ar num pensamento longínquo de uma reflexão muito séria, e também muito importante: A minha realização está diretamente ligada a meus pais. E a frustração também. E vou discorrer aqui esse raciocínio para que possam acompanhar a experiência e repensar suas vidas com seus filhos, ditos problemáticos. Tudo tem a ver como a criança é exposta ao comodismo dos pais. Não importa se for mãe solteira ou pai solteiro, é como esta e aquele expõe à cria o referencial de busca e de sucesso. Um bom exemplo disso é a vida de um garoto nascido na família Real. O moleque, desde que é um menino, já é exposto à percepção de que ele será o sucessor de seu pai, o Rei. Seus pensamentos já se tornam depurados para a responsabilidade de dar continuidade aos valores de seu pai, de sua família e de todo o império. Bom, pareceu um exemplo fora da realidade? Então vamos falar daquelas pessoas que vivem na roça ou no sertão. O pai passa para o filho a incumbência de seus valores, que passa a gostar do ofício desde novo. Aqueles pais que têm a postura folclórica de danças seculares, religiosas ou simplesmente culturais, até mesmo os índios, por exemplo, os filhos são envolvidos num desejo de seguirem com a herança cultural ou sistêmica familiar. Vindo à cidade temos os filhos de policiais, bombeiros, paramédicos, militares que querem seguir a mesma carreira, simplesmente porque tomaram para si o encantamento da profissão dos pais. Mas não pára por aí, pois temos adolescentes que querem ser algo que os pais não são ou nunca foram, quer por condição financeira, cultural ou mesmo por opção de vida. Decidiram por alguma referência a que foram expostos em que seus desejos foram cativados pela nova possibilidade de vida, tanto no quesito conforto como no papel de importância social. Meus pais nos criou como puderam e souberam fazer. Nunca conheci a pobreza pela falta de roupas, alimentos, teto ou conforto, no entanto também nunca fui estimulado a ser nada. Quando paro para pensar sobre isso e volto ao meu passado não tenho nenhuma referência de busca. Lembro que eu queria ser bombeiro, como muitas crianças querem pela ideia de aventura e heroísmo, o reconhecimento social de servir ao próximo e ser o herói da história. Isso não me foi estimulado e em troca também não me foi dada nenhuma outra referência de sucesso ou de paixão social. Meu pai foi bancário por 35 anos, alcançou diversas posições sociais difíceis para a época. Minha mãe foi servidora pública, depois professora. Os dois não me falavam da beleza de suas profissões, eram apenas trabalho. Tanto no banco, quanto no MEC em que eu ia com meu pai ou minha mãe eu era posto para ficar quietinho e deixá-los trabalhar. Provavelmente um papel e uma caneta para ficar riscando num entretenimento meu com o meu imaginário, e só. Depois voltar pra casa. Era chato, cansativo e desconfortável esse universo de trabalho. Mas será que eu poderia ter sido mais bem conduzido nesse meio de adultos? E se meu pai me pusesse em sua cadeira diante sua mesa de chefe e me estimulasse a sentir a posição social de um bancário de sucesso, será que eu iria gostar da brincadeira? Será que isso instigaria minhas ambições e minha vontade de querer ser o melhor gerente de banco do melhor banco? Talvez me pai dissesse: “Então filho, já pensou você sentado nessa cadeira do papai? Todos vão querer ser seu amigo, vão te chamar para jogar bola, ir para as festas, já pensou filhão?”. Minha mente poderia viajar nos pensamentos desse status, já que para a capacidade de compreensão de um garoto ser convidado para festas, ter amigos me querendo por perto seria um bom reconhecimento. No passar do tempo os valores de status seriam modelados, não somente o cara mais bem quisto, mas também o que comprou o carro do ano primeiro tem a namorada mais bonita do banco e por aí vai. E nos estudos? Como eu seria nos estudos se fosse estimulado dessa maneira? Acredito que eu focaria mais em ser um bom aluno, tirar notas boas, pois eu teria um objetivo maior agora: ser o melhor gerente de banco do melhor banco. E meus pais poderiam me citar nas conversas com as visitas, como: “Digo, vem aqui um pouquinho. Filho, não é verdade que você está tirando notas boas para trabalhar no banco do papai? Esse garoto aqui vai ser um grande gerente de banco, né filho?!”. E por mais que eu respondesse timidamente, voltando a brincar no meu canto com os filhos dos amigos visitantes, na minha mente estaria um orgulho delicioso por ter sido referência entre os adultos como um futuro promissor, alguém que se destacaria por ser tão querido. É incrível o que se pode fazer para uma criança sentir o poder de ser alguém. Eu não tenho filhos, mas já observei muito o comportamento de crianças rebeldes ou dispersas, todas estão sem foco, não há um referencial para que possam se sentir estimuladas. Se durante os seriados de Chips, em que dois policiais faziam policiamento em grandes motos, eu tivesse o estímulo de ser um policial também, certamente eu seguiria essa estrela, e poderia até me incomodar quando assistisse “Os gatões”, que eram três adolescentes rebeldes pilotando um carro rebaixado e causando infrações de trânsito o tempo todo. Há filhos hoje em dia que são loucos por games e seus pais os rechaçam como vagabundos, no entanto, aqueles pais que estimularam os dons em seus filhos por games regozijam a alegria de serem pais dos mentores do Windows, Apple, Facebook etc. Até os garotos que ensinam com tutoriais de games no YouTube estão faturando dezenas de milhares com algo que gostam de fazer. E depois? Depois poderão se tornar engenheiros de sistemas, programadores etc. A menina que adora maquiagem e até manja de todas as técnicas de beleza pode vir a ser médica de cirurgias plásticas, poderá ser uma grande empresária da linha de cosméticos e para isso terá estudado absurdos para ser tão boa no que faz. Então é isso, você que é mãe, você que é pai não ouse dizer que o que seu filho escolheu ser é responsabilidade exclusiva dele, porque não é, pois se ele não for grande coisa saiba, primeiramente, que você deverá por a mão na consciência e assumir que falhou nesse mérito tão importante na criação de sua cópia-mirim. Fica a dica ou o puxão de orelhas para a mãe e o pai.

Publicado por Rodrih às 15:22 | Link do post
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Oi Bruno, eaê brow, situação complicada essa hein....
Dúvida muito pertinente :)
Eai irmão,Acontece comigo em meu trabalho, tenho n...
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No final, eu também não entendi o que você quis di...
No final embaralhou tudo, ficou tonto.
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