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Por e-mail em 28/03/2017 - Excluindo todas as referências do remetente, a pedidos.

Bom dia!
 
Li algumas publicações no seu site e me identifiquei com algumas delas. Conheci meu marido em 2009, com 20 anos de idade, ele com 30. Morava no interior, ele em São Paulo. No começo foi uma paixão avassaladora, aquelas que te deixam sem condições de "racionalizar". No início era lindo, presentes, gentilezas, elogios. Ele sempre dizia essa frase: Você é uma jóia que precisa ser lapidada! E eu, comprei o discurso e tentei me tornar minha melhor versão. Ele sempre foi crítico, principalmente com o meu corpo. Dizia que eu deveria melhorar minha forma física, reduzir gordura, ser mais "seca". Com o tempo, me mudei pra São Paulo e isso foi se tornando cada vez mais intenso. Me cobrava um corpo magro, um cuidado diário com alimentação e exercício físico. Fora as vezes que não conseguia ir na academia e isso se tornava um martírio. Com o tempo de namoro, moramos juntos, casamos. Passei por muitas coisas, adoecimento do meu pai, da minha sobrinha, fiquei mal, comecei a ter crises de ansiedade. Só para constar: Trabalha na área da saúde, especificamente: Saúde mental. A cada vez que deixava de fazer o que ele considerava saudável, era mais brigas, mais discussões. Me dizia que engordei, que não sou determinada, que iria ficar como minhas irmãs: Gordas! A cada ofensa, minha autoestima se afundava mais. Comecei a fazer tratamento para ansiedade, tomar medicação e isso contribuiu para um ganho de peso. Fui dos 60kg ( que era meu peso máximo até hoje), para 68kg, (meu peso atual). Voltei pra terapia há meses e a cada dia percebo mais o quanto ele é paranóico com isso. Me trata mal, diz que estou "grande", com a "circunferência abdominal grande", que preciso ter senso de urgência e emagrecer! Voltei a malhar, fazer dieta, mas TODOS os dias ele pergunta como cheguei a esse ponto, como me descuidei tanto. Chega a ser grosso, hostil, me trata com frieza. É bizarro! Sempre soube que isso era algo importante pra ele, mas está de um jeito patológico. Trabalho fora, cuido da casa, cozinho, faço mercado, outras coisas de rotina e SOZINHA! Ele mal tira o copo do lugar e é super desorganizado. Sinto que nada do que sou ou faço é o suficiente. Me critica todos os dias por estar fora de forma.  Estou repensando minha vida, não aguento mais ser tratada como objeto. Imagina conviver com um homem que sabe mais do seu percentual de gordura que você?! Que critica seu corpo o tempo todo?! Sou saudável, mantenho uma boa alimentação, digo que sou até regrada, sempre me preocupei com a minha forma física. Sou atraente, mas sinto que ele suga todas as minhas qualidades e foca apenas no meu peso. Me trata como se não tivesse respeito e empatia. Gostaria que analisasse o meu desabafo! Talvez eu esteja exagerando, não sei. Mas nao acho "natural" um homem de 38 anos de idade valorizar apenas o meu corpo e sufocar o resto. Assim me sinto: Sufocada, ansiosa e sem esperanças! Obrigada!
NOME RETIRADO A PEDIDOS Por favor, não divulgue o meu nome! Grata! 
 
Em 30/03/2017 - 09:03h - Respondendo ao e-mail:
 
Oi NOME RETIRADO, bom dia. Sobre sua questão, bom, ele é misógino, isso é fato. Vejo aí uma situação de conivência entre vocês: Uma é que você se permitiu a isso sem ponderar seus limites nem cultivar a cumplicidade. O seu agradar constante parte de uma carência sua em algum momento da infância ou pré-adolescência, em que você se sentiu excluída. Então na ocasião de ver nesse cidadão a oportunidade de inclusão, você simplesmente deleta ou ignora sua persona, isto é, seu psique, sua personalidade e deixa-se aflorar da necessidade do outro, que nutria sua necessidade de reconhecimento. Só que esqueceu-se de cultivar sua importância como pessoa, alguém pensante, conselheira, interessante pelo o que raciocina, sua malícia (tanto pessoal/social como sexual/íntima), e viveu a vida no embalo do espelho e da fita métrica. Todo homem é movido pelo tesão, NOME RETIRADO, não tem essa de o amor move o homem, não.. o que move é se ela é bonita e gostosa. Uma amiga, de quem sou mentor e estou a reinventando há meses, isto é, "desmontei" a moça de todos os seus conceitos e valores deturpados e enganosos, inclusive o sexual, e estou remontando com conceitos e valores reais, fundamentados numa lógica coerente para que ela possa superar suas dificuldades de aceitação. Uma mulher que tem dificuldade de auto-aceitação é brinquedo de todo homem. Então essa amiga, que tem dificuldade de entender o propósito do que explico me fez a seguinte pergunta: Homens têm sentimento ou só tesão? Então eu respondi: Olha, se a mulher for bonita e gostosa, homens têm sentimento e tesão. Se a mulher for gostosa, homens tem tesão. Se a mulher for só bonita, homens tem apenas sentimento ou tolerância, porque de certa forma a apenas bonita dá um certo status. O papel dele é confuso para ele, porque ele gosta da sua barriguinha, da bundinha e os peitos nos seus devidos lugares, e esqueceu de ver seu conteúdo, sua bondade, seu carinho, seus valores, sua fé e sua inteligência. Ter inchado por causa do remédio é natural, se incha, desincha, isso é normal. Mas se você não se posiciona com malícia vai acontecer que nunca terá opinião para ele. O que você precisa fazer é se justificar menos ou se justificar com malícia, isto é, num limite que vocês têm entre si, já que se deu a ele sob esse propósito e mudar racicalmente seria um enfrentamento, deve olhar mais no OLHO ESQUERDO dele, sempre, e falar o estritamente necessário. Passe a procurar algo que ele não consiga manter esteticamente e comece a cobrar melhorias de lanternagem, ou seja, dê a ele o mesmo peso da cobrança que ele faz. Se não tiver muito o que cobrar, cobre depilações, no orifício anal também, só para que ele se atente que você também gosta e necessita ter um príncipe 24h por dia. Isso o fará desacelerar, porque entre depilar o furico e abrir mão de algumas cobranças, mil vezes ele preferirá abrir mão. E... sinceramente, se de tudo isso não bastar para se posicionar, procure sair fora dessa relação, pois você está dentro da jaula do leão - com ele dentro.
Publicado por Rodrih às 13:12 | Link do post

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Estou cansado, cansado de gente estúpida, prepotente, que pensa que o mundo gira no seu único e próprio umbigo. Cansado de gente vazia que não sabe o que diz, o que faz, de onde vem e pra onde vai se é que vai. Cansado de gente falsa, hipócrita, cuidam dos amigos com redomas e são todos inimigos dentro de uma mesma trincheira. Cansado de gente que ri de tudo e de todos o dia todo e, durante a noite, dorme, deixando toda merda que fez pra que seja limpa pelos que tem insônia e passam madrugadas de angústias e depressões não entendendo do que essa gente tanto se diverte. Cansado dessa gente que se diverte às custas dos outros, que esquece dos outros, que rouba o sonho dos outros, que não diz obrigado, que não dá licença, que não permite, que invade, que atrapalha. Gente que ofende, que não sabe discordar sem acordar a fúria que dorme disfarçada de lobo traiçoeiro, feito cobra venenosa que rasteja pronta para o bote. Cansado de ver toda essa gente que caminha parada no mesmo lugar e ocupa espaço, mas não preenche nada, e não anda, mas acha que manda e faz e desfaz o que bem quer, sem saber o que significa o bem querer. Cansado de gente que só sabe e conhece um único verbo e só faz uso dele em um único tempo, o presente, e passa o tempo todo colhendo, e desconhece toda e qualquer arte de semear, plantar, cuidar e preservar. Estou cansado dessa espécie que infelizmente não entra em extinção, ao contrário, prolifera a cada dia. Estou cansado de gente fraca que não tem opinião e que muda de opinião sem ao menos ter opinião. Cansado de gente que não pensa, de gente que sabe mais da vida dos outros do que do próprio nariz, cansado de gente que não respeita, aqueles que a cada noite, chegam em casa com as mãos, os pés e o coração estraçalhados de sentir na própria pele e na própria alma a dor e sofrimento por não fazer parte dessa gente que eu digo que estou cansado. Amanhã quero acordar, ver o sol na janela, sentir calor, dizer bom dia para as pessoas de bem, e ao som de uma música, embalar meu sonho de criança de jamais cansar de mim mesmo.

Por Vilmar Becker

Publicado por Rodrih às 14:06 | Link do post

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Meus sonhos, geralmente, são intensos, ricos de cores, detalhes e movimentos. Ouço todos os diálogos, tenho todas as sensações como as provindas do clima, do sentimento, paladares e até olfato. Tem começo, meio e fim, como um filme completo. Para alguns eu vou para outro plano de vida real, uma realidade paralela, para outros sou apenas criativo.E nesse sono de ontem para hoje tive uma experiência muito intensa, em que eu participava da constituição judiciária do Brasil, em que o país estava num caos sem controle. A corrupção estava generalizada na política e fora dela, muita violência de toda espécie, bandidos, traficantes, estupradores, estelionatários, cafetões, pedófilos, golpistas, cônjuges assassinos, enfim, havia uma orda de malfeitores sem prescendentes. Havia uma população recuada, pacífica, passiva por não acreditar mais no sistema, nem na polícia tampouco na justiça ou nos governantes. Então juntou-se num grupo de magistrados anciãos, e algumas pessoas inabalavelmente corretas da sociedade para instituir no país a lei pétrea da palmatória. Uma punição que reduzia o tempo de estadia na cadeia pelo cumprimento da sentença à escolha do sentenciado. O nome "penitenciária" é por si um local em que só se entra quem precisar alcançar sua penitência, não para ficar preso aos banhos de sol, marmita com até 2.000 Kcal diárias, e toda essa frustrante mordomia que se vê hoje em todas as penitenciárias do país. Então, eu estava sentado entre as pessoas desse grupo de anciãos e pessoas corretas montando o crivo de penitências em palmatórias. Para saber o que é a palmatória, consultei o Wikipédia na internet e tive essa informação: "A palmatória por vezes também chamada férula, é um artefato geralmente de madeira formado por um círculo e uma haste. Foi muito utilizada no passado nas escolas pelos professores a fim de castigar alunos, golpeando-a na palma da mão do aluno castigado. Algumas palmatórias podem conter furos no círculo, a fim de aumentar a sensação dolorosa. Os furos servem para vencer a resistência do ar e aumentar a velocidade do golpe, aumentando assim a dor e vestígio deixado na pele por cada golpe. Antigamente, nas festas de formatura, no Brasil, era costume os alunos presentearem seus professores com palmatórias, como sinal de submissão à autoridade. Atualmente, seu uso é considerado crime na maioria dos países ocidentais, entre eles Portugal e Brasil, bem como qualquer castigo físico infligido a estudantes. O último país ocidental a abolir o uso da palmatória foi a Inglaterra, em 1989. Recentemente, contudo, o parlamento inglês voltou a debater a legitimidade do uso dos castigos físicos como medida educacional corretiva em crianças, gerando grandes discussões. No Brasil, a palmatória passou a chamar a atenção no final dos anos 60, por conta de campanhas contra a violência infantil, e foi transformada em crime no final dos anos 70". Então percebe-se que a coisa funcionava como correção educativa. E foi criada a Penitenciária de Palmatória, localizada em Pernambuco, com capacidade para 100 mil penitentes que se vestiam com uniformes de diversas cores, identificando seus estágios de penitência. Me vi sentado em diversos julgamentos e as sentenças se davam conforme a gravidade do delito ou infração. Algumas me despertou a curiosidade. Esteve no julgamento popular um indivíduo que, por dirigir embreagado, atropelou e matou mãe, pai, dois filhos menores e a avó que estavam sentados num ponto de ônibus num domingo pela manhã, quando a família voltada de um culto da igreja pentecostal. Por dirigir embreagado a sentença começou o cálculo de sua penitência de 700 palmatórias nas mãos, por matar adultos, 2.000 palmatórias nas mãos e 2.000 nos glúteos. Por matar crianças, 4.000 palmatórias nas mãos e 600 no rosto. No total esse indivíduo deveria receber 14.000 palmatórias nas mãos, 6.000 palmatórias na bunda e 1.200 palmatórias no rosto. Pensei, murmurando com uma pessoa ao lado, vai morrer antes mesmo de chegar a vinte. Então me surpreendi com uma condição do tribunal, em que o condenado entraria numa sala com seus advogados e oficiais de justiça, um escrivão e policiais para que ele determinasse o período em que ficaria recluso, a fim de cumprir sua pena. Para que ele pudesse entender como seria sua penitência julgada e determinada no tribunal, pelo juri popular, ele receberia 7 palmadas nas mãos com o instrumento da palmatória, para que ele mesmo dissesse quanto tempo gostaria de passar recluso, preso na Penitenciária de Palmatória. Quando ele voltou do recesso, extremamente desconsolado pedindo milhões de perdão para os entes queridos da família exterminada por seu ato ediondo e implorando por piedade, pois se deu conta que a dor de uma palmatória, se tivesse recebido algum dia em sua juventude jamais teria pego no volante sequer com uma única dose de uísque, o que dirá sair totalmente embreadago com sua Range Rover a 180km/h pelas ruas da capital gaúcha. O penitente com idade aparente de 38 anos, optou em receber a quantidade de palmatória mínima que poderia optar, mas poderia sugerir quantas receberia para sair logo da penitenciária. A quantidade mínima instituída pelo Estado era de 5 palmatórias por dia, e estabeleceu-se 11 anos, 9 meses, 1 dia, 1 hora e 4 minutos matematicamente calculados, considerando que o sentenciado não receberia as palmadas nos finais de semana, quando teria seu descanso, por ter trabalhado a semana inteira na confecção de uniformes, construção e manutenção de móveis, plantio e cultivo de alimentos da Penitenciária. Lembro que o juiz orientou o sentenciado de que brigas entre sentenciados gera multa de 300 palmatórias nas mãos com pena mínima de 7 palmadas por dia, somadas às que ele já cumpriria. Valeria para rebeliões e qualquer confusão dentro da Penitenciária de Palmatória. No meu sonho havia-se dito também que ficaria recluso por 11 anos, mas aqui fiz o cálculo para ilustrar como seria isso no cenário que vi. Outras sentenças de estelionatários, traficantes, assassinos, corruptos aconteciam a todo vapor. Vi rapidamente um julgamento de um estuprador serial, que receberia em sua sentença tantas palmatórias em seus órgãos genitais, além dos glúteos, mamilos, mãos, antebraços, interior das coxas e rosto. Todos os locais que ele fez abuso nas mulheres, meninas e crianças que atacou. Estando caminhando pela Lapa, no Rio de Janeiro, era bem tarde da noite, já que o local é boêmio, vi belas senhoras e senhores bem vestidos, com jóias adornadas no pescoço saindo do teatro, numa noite agradável sem riscos de arrastão, assaltos, sequestro relâmpago. Via mais longe uma moça passeando com um carrinho de bebê e uma outra criança próxima dela. Nos jornais estampados numa banca de revistas aberta até aquela hora tarde da noite estava na primeira página o enunciado gigante, que dizia: 728 dias sem corrupção na política, o país se estabiliza, taxa de desemprego está em 0,23%, criminalidade despencou em 500% em todos os estados brasileiros, PIB em alta, o país cresce, tecnologia robótica dos alunos do SENAI desenvolve casa inteligente para idosos. E acordei às 5:50h da manhã de hoje, nem tomei meu desjejum para não esquecer qualquer detalhe deste sonho, no mínimo, curioso. 

Publicado por Rodrih às 06:31 | Link do post

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Vejo muitas pessoas dizerem sobre o quanto se sentem sozinhas. Constantemente tem alguém murmurando que vive em solidão a anos, triste, isolado, desmotivado. Uns buscam nas drogas ou nas bebidas alcoólicas o entorpecimento de seus cérebros, a fim de que parem de enxergar suas mazelas pessoais, porque dói demais ser seu próprio inimigo e não ter coragem de sair de sua zona de conforto para mudar esse cenário. Eu mesmo tenho feito isso comigo por longos anos. Eu mesmo menti pra mim. O ruim disso é que não bebo nem me drogo, então minha mente metralha meu ego e me põe espelhos por todo lado que eu me vire. Prefiro assim, jamais usei artifícios para minha mente viajar e eu fugir dos impactos de minhas escolhas ruins, porque a pessoa viaja com entorpecentes e bebidas alcoólicas, mas num momento adiante volta à realidade - que sempre esteve lá - e muitas vezes encontra o cenário pior do que deixou a poucas horas antes. Eu tenho o conceito de que estamos vivendo num mundo de propaganda, aliás, sempre vivemos este conceito, desde a mitologia grega, o tempo todo nos salta aos olhos essa verdade. Ninguém compra nem ideia nem um par de sapatos num lugar feio, com alguém feio, tampouco um sapato feio. Tudo precisa estar agradável aos olhos primeiro. Nos primórdios da fé, penso que João Batista seria um homem que andava esculhambado, pois seus valores não eram materiais, e sim espirituais. Mas hoje não se vê homens da fé aos moldes desse João, que anunciou a vinda de Cristo. A beleza é vendida em tudo, nos animais, na fachada da casa, na roupa que se veste, no penteado do cabelo, na maquiagem, no cargo num trabalho, em tudo se busca a beleza, até no alimento que se põe no prato. E não penso que seja errado, pois é o rumo que a humanidade sempre seguiu: a aparência. A natureza se perpetua dessa forma, os animais chamam atenção pela beleza que possuem, as flores, tudo o que há tem seu ajuste de beleza. Estamos em busca do que é belo pra gente, mas dizemos que nos aceitem como somos. A vida não permite esse tipo de desajuste. Ainda que se aceite o feio, algo de atraente e belo tem em sua aparência. Vê-se em rostos feios, e corpos bonitos, e vice-versa. Sempre terá alguma singela beleza latente ou discreta na parte aceita. Geralmente, as pessoas que levantam a bandeira do conceito de que elas devem ser aceitas como são, porque se não for assim o sentimento não é verdadeiro é, com certeza, um blefe dos menos honrosos possíveis que usam, como um jogo de cartas, blefam mentindo sobre si mesmas e querem que acreditem nisso. Pessoas que fazem uso dessa justificativa são aquelas que se dizem não ser interesseiras e nem exigentes, mas esquecem de que deveriam ser, antes de qualquer coisa, interesseiras e exigentes com elas mesmas. Pessoas seletivas se dividem em duas características: as que sabem porque selecionam e as que não fazem ideia que estão se autossabotando. As que sabem porque selecionam são aquelas que exigem de si para dar o seu melhor e querem, por direito de conquista, o melhor para si também. Uma troca justa: "-Eu exijo de mim por interesse de ser aparentemente melhor e atraente, e é justo que quem me quiser terá que ser exigente e interesseiro consigo mesmo". Já as que não fazem ideia do porquê são seletivas, são as que se autossabotam com o conceito: "-Eu exijo que aquela pessoa bonita goste de mim como sou, porque se não for assim não será com sentimento verdadeiro", então vivem se alimentando de uma ilusão, uma incoerência. Não exigem de si e nem têm interesse de arrancar de suas entranhas preguiçosas a força que precisam para sair da zona de conforto. Preferem se vitimar, sentir pena de si mesmas e ficar alí, estacionadas enquanto o mundo evolui e se desenvolve freneticamente. O tempo passa, os anos passam, e aquelas pessoas que sustetam o conceito autossabotador de serem aceitas como são continuam como sempre estiveram: sozinhas, frustradas, conformadas e amarguradas. Não conseguiram abrir mão da autopiedade e tampouco se deram conta de que precisam mudar o velho e nocivo conceito. Há quem transfira seu esforço de beleza pessoal nas cifras de seu patrimônio, acreditando que se há quem queira comprar, há quem queira se vender. São duas partes inimigas de si mesmas, mas conformadas de suas mediocridades. Eu mesmo sou um desses que está cansado de insistir no erro de buscar o belo sem dar em troca o belo em mim. É por isso que escrevo essa reflexão, porque sinto enorme necessidade de exigir da outra parte o melhor dela, pois terei dado o melhor de mim, ainda que isso custasse um sacrificante e doído recomeço, porque sair da zona de conforto, antes de tudo, dói. Dói primeiramente no orgulho, no pensamento de que era uma coisa que deveria ter sido feita há anos. Depois dói, e dói muito mesmo, o corpo, os ossos, a pele. Mas não existe mudança sem dor. Mudar de casa dói ter que dessarrumar e arrumar novamente toda bagunha. Até para o dente nascer a criança sente dor. A mudança precisa doer, e por isso se torna uma pessoa interesseira de si mesma, por querer buscar o melhor de si, e exigente com quem se coloca para conquistar a pessoa de seu interesse. É isso, quem quiser começar a mudar, que faça agora, ou resmungue para sempre.

Publicado por Rodrih às 03:18 | Link do post

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Paula a 26 de Fevereiro de 2017 às 19:28

Em: Prisioneira de si mesma 

Oi Rodrigo Caldeira, boa noite. Primeiramente preciso dizer algo que você já sabe, que seu blog é imensamente interessante! Sou sua fã, adoro seus pensamentos, suas reflexões, às vezes, seus devaneios. Já cheguei a ler por cerca de horas seus textos, como um livro que a gente não quer largar, me alimentando do seu conhecimento, seus sofrimentos, suas palavras inchadas de dor e amor, mesmo que estejam recheadas de mágoas. Você não deve ser deste planeta, pode ser um viajante do tempo convivendo entre nós, humanos, aprendendo e se apaixonando por nossa espécie. /risos e muitos risos/ Mas é verdade, às vezes penso que só essa explicação para pensar na sua existência. Cheguei a me apaixonar por você muitas vezes, mas como um Christian Grey milionário de inteligência e sagacidade. Talvez você seja um espírito que está se concluindo nesta vida, não sei, mas você tem algo intrigante e ao mesmo tempo fascinante. Um Prisioneiro de si mesmo! /risos/ Você escreve textos que muitas vezes parecem mais um pedido de socorro, a mão estendida, a boca que não grita gritando no silêncio para que alguém descubra você. Essas "esposas" que passaram na sua vida esmagaram a sua pureza, te deixaram traumas profundos e marcas difíceis de cicatrizar. Eu te entendo em cada parágrafo seu, apesar que seus benditos textos não têm parágrafos./risos/ Não se iluda, não sou pra você, sou casada, tenho filhos adolescentes e se você prestou atenção eu disse "um" Christian Grey /risosss/. Mesmo sabendo que não postará meu e-mail senti que precisava enviá-lo esses meus pensamentos. Uma pena que você não consiga sua alforria de si mesmo, e se libertar para amar de novo. Sinto o seu coração pulsante de amor pela humanidade, mas incrédulo de que possa ser amado ou amar alguém novamente. Nesse ponto você deixa de ser um Grey e se torna o Conde Drácula, escondido nos escombros de suas feridas. Sou da mesma cidade que você, para sua surpresa, mas não adianta me procurar, porque a única pessoa que se expõe aqui, mesmo em textos codificados, é você. Se eu tivesse uma irmã alta, magra e bonita (do jeito que você gosta) apresentava a você e já teria feito a cabeça dela. /risos, muitos risos/ Mas eu não tenho. Viu só como o conheço muito bem? /rsrsrs/ Eu e toda a torcida do Corinthias (sou Corinthiana, me desculpe rsrs). Então, Rodrigo, quando pretende sair das masmorras de suas mágoas, iluminar a escuridão da mina escura e funda, o trem da sua vida? Pode me responder por e-mail, não precisa postar rsrsrs

Respondendo à Paula em 02/03/17 - 03:47h

Oi Paula, bom dia! Obrigado por ler o blog e enviar seu e-mail um tanto provocativo. Sim, postei aqui seu e-mail, e como você já bem disse me exponho sobremaneira. Sobre a leitura que fez de mim, bom, agora não vou-la responder por dois motivos, fiquei um tanto incomodado com sua ousadia de fazer uma leitura de mim - pode ser uma verdade, pode não ser nas coisas que disse. E segundo, porque estou com sono, e só liguei o computador porque estou esperando o arroz integral cozinhar, não sei o que me deu de inventar de fazer isso logo agora à essa hora. Li seu e-mail passando a mão na barba pensativo, agora consigo entender o que os cowboys estavam pensando nos filmes de faroeste, quando ficavam passando a mão na barba (antes de sacar suas pistolas) hehe... Bom, também notei que escreve/digita com muito domínio, tem a pegada nas palavras e sabe deixar uma pessoa em saia justa. Coitado do seu marido, rs. Bom, o arroz está cozendo, o cheiro até que é bom, cheiro de coisa integral, enfim, deu até vontade de comer um pouco assim que a panela elétrica miniatura - que comprei para essa proeza, saiu da caixa. Vou começar a sair de minha "prisão domiciliar" e ver essa panela por 49,90 no Extra do SIA-DF foi um incentivo. Lá mesmo comprei o arroz integral e carnes como fígado, patinho, bisteca, filé de peito de frango e filé de tilápia, em porções pequenas para não ter desperdício. Vou me adaptar à ideia de me alimentar de duas em duas horas, já que tenho estado almoçando uma ou duas vezes por semana, e comendo pizzas antes de dormir. É que queimo tanto miolo, que o que consumo vai para o raciocínio e tal. Depois (e se) volto para falar do seu e-mail indigesto, porém agradável e instigante. Cordialmente, Eu!

Ensaios em 11/03/17 - 08:17h

rsrs Agitadora, Paula, bom dia. Nietzsche disse que o homem precisa daquilo que em si há de pior, se pretende alcançar o que nele existe de melhor. Então, eu acredito que estou seguindo esse conceito de transmutação de mim. No pior de mim busquei (e ainda busco) reconhecer algo que me diga que há o melhor a ser resgatado, não sei, muitas vezes me sinto vencido pelo cansaço da busca, ou pela busca de respostas de perguntas tão emaranhadas nas entranhas de meus sentimentos, que muitas vezes entro e me perco, sem conseguir voltar, até porque entrar e sair do limbo depende apenas de mim, por mais que se tenha alguém ou alguma coisa para me puxar pra fora. Confuso né?! rs.. E nesse deserto que atravesso vou aprendendo a viver e sobreviver nele, despindo-me de feridas e cobrindo-me com malícia. Um dia eu chego nalgum lugar e será um lugar maravilhoso.

Publicado por Rodrih às 04:06 | Link do post
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Funciona  isso ai
Olá já li essa resposta umas três vezes e poderia ...
oi. vja soh eu sou cristao e a pastora faz todos o...
EU ERA UM IDIOTA UTILEU ACHAVA Q TAVA LUTANDO CONT...
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