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Uma das coisas que mais tenho visto, nesse tempo em que me atirei de cabeça no observar constante das pessoas, foi o poder da influência. Há uma necessidade de sobrevida do ser humano de ser influenciado por alguém, quer seja direta ou indiretamente. Parece que está inerente ao ser humano ter a influência externa na formação de suas opiniões e isso define o credo, as preferências, os valores e até interfere nos princípios pessoais de cada um. O que mais me intriga é o por quê dessa necessidade de ser influenciado. Eu mesmo vivi décadas necessitando da influência daqueles que eu julgava serem saudáveis para minha subsistência, mas todos eles, todas essas pessoas me traíram de alguma maneira que me prejudicou imensa e profundamente. Mas, na verdade, fui eu quem me traí ao me permitir ser influenciado por suas opiniões, cujos resultados detonaram minha vida. Notei que pessoas de sucesso geralmente têm mais fãs que se permitam ser influenciados pelo ídolo. E são os que menos ganham com isso, porque subestimam seus "heróis" e superestimam suas capacidades de julgamento, então já começa errado e certamente terminará mal. A necessidade de viver à influência de alguém é latente, porque as pessoas confiam menos em suas sensibilidades, se acomodando na fantástica e mágica vida do outro, tomando para si a fantasia, vivendo assim uma ilusão. O black friday é um ótimo exemplo de influência sobre as pessoas, em que milhares se lançam ao consumismo desenfreado simplesmente para ter coisas. As novelas influenciam o comportamento pessoal, familiar, social e até os princípios de fé das pessoas que se permitem ser influenciadas pelos conceitos e valores - muitas vezes promíscuos, como o que está acontecendo com a Rede Globo. O mundo faz suas notícias através da influência da informação, então está tudo conectado, tudo é um grande emaranhado que se organiza na rede complexa e artificial da vida de todos. As pregações dos pastores nas igrejas protestantes (e entenda-se que incluem todas como as que usam o apelido bonito de evangélicas, adventistas, jeovás, quadrangulares etc), ou do médiuns nos centros espíritas, ou dos padres católicos, ou do orador massônico, ou rotariano enfim, todos influenciam uma grande massa de ouvintes ávidos para serem influenciados. É muito poder dado a um só humano nesses lugares. A ideologia de gênero é a influência agressiva do segmento de minorias homossexuais sobre a esmagadora maioria heterossexual. Os mangás e os animes influenciam muitas cabeças juvenis e isso faz com que seus adeptos fujam da realidade para viverem num mundo paralelo de fantasia e poder, mas que nem sempre a vida real tem tantas luzes, flashs e explosões cósmicas. O banditismo influencia as pessoas de bem a cometerem delitos de corrupção no dia-a-dia. Tudo está conectado e o desdobramento desse emaranhado repuxa as entranhas do que é simples e coerente na vida de cada pessoa. Estão livres da influência direta desse sistema aqueles que vivem na roça, os loucos livres e os mendigos. Os que vivem dentro de um meio social podem relutar contra o sistema influenciador, mas ora ou outra estará recebendo e agindo em prol ou reagindo juntamente à influência soprada em seus pensamentos. Eu procuro me abster de influências, e quando sou solicitado a influenciar nas opiniões, nos conceitos e valores de alguém procuro fazer com que essa pessoa usufrua do que melhor atenderá para si e para os que estão a seu redor. Sim, isso é cansativo, mas enquanto tenho energia para administrar sem me afetar tanto - muito embora sinta o impacto mutas vezes. Ser influenciado não pede cuidado nem zelo, mas influenciar requer todos os cuidados possíveis, pois o menor sinal mal compreendido ou mal interpretado pode mudar todo um futuro de alguém. Geralmente percebo que as mulheres precisam e buscam ser influenciadas por homens formadores de opiniões, principalmente quando dominam o conhecimento em diversas áreas do comportamento humano. Elas preferem assim, pois sabem que do jeito como têm feito não tem dado certo, então se permitem fazer diferente e, se dão sorte poderão contar cegamente a um influenciador bem intencionado. Mas há muitas mulheres, principalmente as mais novas, que são terrivelmente influenciadas por homens desajustados, manipuladores, fúteis, vazios, desonestos, incautos e misóginos. Essas mulheres se tornam vítimas de cabeças maldosas, e aprendem com essas referências como ser o pior de si mesmas, mudando todo o brilho da luz à sua volta, afetando diretamente entes queridos. Se para influenciar pessoas este assume uma responsabilidade imensa, ser influenciado requer que se ouça mais a voz interna do que a que se produz pela fala, que é justamente aquela gerada pelo raciocínio, que sempre se permitirá blefar. Ao perceber que a refência influenciadora é destemida, este é um bom sinal para acontecer um afastamento, mudar os ares, conhecer pessoas fora do seu ciclo social e se permitir observar, ser observado para só então tomar para si novos aprendizados, muitos até corretivos, para que se permitam influenciar e viver melhor os novos conceitos. 

Publicado por Rodrih às 14:14 | Link do post

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Desde que fui inventar de trocar de celular, um A5/2016 por um A7/2017, devolvendo uma diferença de quase dois mil reais na própria loja Samsung, aprendi muitas coisas com essa aventura. A primeira, e que é a mais forte de todas, se trata do entendimento que estar dentro de uma loja oficial da Samsung, ou estar debaixo de uma lona de banca de feira, o risco de você receber um aparelho defeituoso é o mesmo. A diferença estará no atendimento, pois o vendedor da banca será mais atencioso e menos corruptor, não depreciará o seu aparelho e não tentará te fazer de bobo - o que não acontecerá na loja oficial da Samsung. A segunda coisa é que o fato de estar numa loja oficial da Samsung não significa que você estará em boas mãos, pelo contrário, as chances de você sair de dentro dela carregando um problema são bem grandes. Tudo é marketing, uma grande porcaria de marketing em que se vende aparelhos com panes pré-programadas para infernizar sua vida em pouco tempo. A Samsung entrou no hall das coisas que eu não quero ter mais nunca na minha vida, pelo menos no quesito celular (mobile). Assim como nunca mais na minha vida quero adquirir um veículo 1.0, por mais bonito e mais em conta que seja. Então celulares da Samsung e carros 1.0 são dois trastes que não voltarão a ser usados por mim. Lembrei da outra coisa que quero a distância mais distante do planeta: a operadora Vivo. Essa maldição quero que vá para os quintos do inferno, muito embora eu saiba que em algum momento da vida vou ter que aceitá-lo porque o Brasil tem a pior rede de transmissão telefônica do mundo, principalmente em se tratando da Tim e da Claro. Passei duas semanas sem o aparelho A7/2017 por conta de bugs, problemas de toda natureza que, somente depois de entrar com reclamação no PROCON-DF foi que comecei a receber atenção desses cretinos. Minha frustração com a Samsung é tamanha que recebi o celular num desprezo que, se não tivesse custado mais de dois mil reais teria retirado o chip e jogado-o pela janela em movimento do meu carro, sem o menor sofrimento na consciência. Quem me conhece sabe que faria isso sem pensar muito. Então vou tratar de vendê-lo, está revisado, está novo como de fábrica. Antes irei comprar uma réplica e ver qual é desses aparelhos baratos, como da marca Orro, Blu, Lenovo ou um chingling. E por que? Oras, simples! Porque não vale a pena pagar um absurdo de dinheiro nessas porcarias que não duram nem um ano. Melhor comprar uma réplica sabendo que assim que der pau você terá perdido pouca coisa, pois manter a Samsung e a Apple dando dinheiro para manterem seus nomes no auge é burrice. Acabei de comprar um Orro J7 réplica da Samsung, por 290 reais, câmera de 13 megapixels frontal, sistema octa e outras coisas que não sei bem o que é, mas os técnicos no youtube disseram que se surpreenderam. Então tá, comprei e vou pagar em 12 vezes sem juros e com frete grátis pelo Mercado Livre. E assim vou aprendendo a ser mais esperto, valorizar meu dinheiro e gastá-lo com coisas mais práticas, úteis e interessantes, já que celular é mais descartável do que que o chinelo que estou usando agora. Não bastasse tanto aborrecimento, ainda perdi todo histórico de anos e anos que levava comigo no aparelho. Tudo porque a besta do atendente da Samsung resetou meu celular porque estava demorando muito para fazer o backup. Resultado, perdi tudo, inclusive novos contatos que nem sei como revê-los. A Samsung, em Brasília, é tão absurdamente incompetente, que mantém apenas e somente uma única loja como suporte técnico, com um atendimento desprezível, em que você tem que se segurar para não esbofetear a cara da sujeita (tem mais mulheres atendendo do que homens), que te trata como se estivesse fazendo um favor a você. Há quem entre e se porte como um cliente-coitado, são pessoas pacatas, que toleram todo abuso e nada fazem, principalmente em Brasília, lugar de gente acomodada até para lutar por seus direitos. É incrível como a cultura social dessa cidade é um atraso de vida para quem já viveu em grandes (e civilizadas) metrópoles, e isso aqui não muda, principalmente nas cidades do entorno da capital, povo acomodado, preguiçoso que suporta todo desaforo calado, murmuram reclamações entre eles na fila, mas não tem coragem de ir pra cima exigindo atendimento rápido e funcional. Se idoso pegar fila, ninguém se pronuncia pelo direito do velhinho. Já eu não deixo barato, tiro o idoso lá do meio da fila e coloco lá na frente, e ainda dou uma ensaboada na atendente que vê o idoso chegando e se faz de morta para não chamá-lo. Enfim, o assunto é o celular, então é isso, vou testar esse Orro e ver qual é, afinal tem tantas funções no celular que não preciso, que pagar uma fortuna num aparelho descartável é, no mínimo, insanidade mental.

Publicado por Rodrih às 22:41 | Link do post

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Há um bom tempo venho refletindo às duras penas sobre ser um resgatador em minha vida, e percebi o quanto isso é nocivo e se torna um atraso de vida absurdo para quem se permite carregar essa sina. Antes de tudo vamos entender o que significa ser resgatador e depois discorrerei essa reflexão. Ser resgatador é se tornar aquela pessoa 100% atenta em compreender e se antecipar em socorrer, atender, ajudar, auxiliar, prestar assistência a outrem, sem que o socorrido mal tenha solicitado seu socorro, porém - e geralmente, costuma colar em seu salvador sugando-o o máximo de sua energia gratuita e altruísta. Para entender o quanto ser um resgatador é uma sina maldita se não for dosada com cautela, haja visto que prestar socorro ou assistência não é de todo ruim, mas fazer disso uma bandeira de sua existência no planeta é mais do que burrice, é masoquismo ou uma tremenda falta de amor-próprio, sem falar que é um grande conflito interno não resolvido. Um típico exemplo de resgatador que conhecemos é o salva-vidas, principalmente daqueles de praia. Pois bem, vamos explorar esse exemplo para visualizar o quão ser um resgatador é um risco muito grande e precisa ser evitado. Um salva-vidas de praia está lá em sua cadeira observando que praia linda, sol lindo, mar lindo, pessoas por todo canto, mulheres lindas e tá beleza. Tudo na paz. Daí ele olha um pouco mais concentrado para um sujeito que avança contra as ondas, e de repente o infeliz desaparece na quebrada de uma onda, em que somente seu braço se vê pedindo socorro. Rapidamente e sem pensar muito (o que é uma reação de todo resgatador) o salva-vidas salta de sua cadeira, pega sua prancha e parte em direção do infeliz que está se afogando. Ao chegar perto do sujeito sem noção, que já está desesperado na luta de tentar respirar e não afundar, o salva-vidas tem que se lançar em direção do cara desesperado para salvá-lo. É aí onde começa a saga do salva-vidas para que ele, principalmente ele, não morra afogado, porque o sujeito que está se debatendo sozinho, ao sentir um corpo firme por perto - neste caso será o corpo do salva-vidas, inconscientemente e irracionalmente tentará usá-lo como apoio para emergir-se da água e respirar aliviado de seu afogamento. Mas acontece que o salva-vidas não tem nada para se apoiar sob seus pés, está tão ferrado na situação quanto o cara imbecil que está se afogando, e tem que fazer dois salvamentos agora, isto é, salvar o banhista sem noção que está se afogando e salvar-se a si mesmo, lutando corpo a corpo contra o desesperado banhista que se debate para se apoiar sobre o salva-vidas para se manter respirando. Na mente do banhista durante o afogamento é que só ele tem pulmão para encher de ar e o salva-vidas é um apoio apenas. Na mente do salva-vidas o banhista não está de todo errado, mas não está certo e menos ainda racional de suas ideias, pois está desesperado e vai tentar se agarrar nele fazendo-o afundar sem conseguir voltar à superfície para respirar também. Então são duas vidas a serem salvas. Ao dominar o banhista Zé Roela, o salva-vidas vai conduzi-lo até à margem onde prestará os primeiros socorros, ou seja, além de tirar o sujeito de um afogamento em que ele também poderia estar se afogando pelo desespero alheio, tem que salvá-lo prestando os primeiros socorros - como se ele não estivesse cansado e botando os bofes pra fora também, já que é uma vida leiga (e tapada) que está em risco e em choque psicológico estirado na areia. Bom, depois de reanimar o banhista e salvá-lo de uma morte bem aguada, o banhista segue a vida e o salva-vidas volta para sua cadeira em seu posto de observação. O que ganhou o banhista? A sua vida de volta. O que ganhou o salva-vidas? Absolutamente nada, no máximo um obrigado, tapinha nas costas e até mais nunca. Assim somos nós, quando nos tornamos resgatadores de um monte de gente por aí. E isso tem me tirado do sério absurdamente, justamente porque eu sempre fui resgatador em todas as fases de minha vida. Isso dá para mensurar que eu tenho sido brutalmente sugado de minhas energias, e nada de bom veio de retorno pra mim. Ser resgatador gasta dinheiro - e muito! Gasta seu tempo, arrebenta seus compromissos, te expõe ao ridículo e acaba com seu sono também. Hoje eu vivenciei o olho do furacão formado a partir dos meus resgates, que poderiam ter sido evitados se eu me amasse mais ou se eu respeitasse meus limites. Já comecei o dia atolado de coisas pra fazer, entretanto já estava desgastado dos resgates que tenho feito há dias, em que não houve trégua nem no final de semana para que, assim como o salva-vidas, eu pudesse também respirar e me poupar de sucumbir nos salvamentos. Meu dia ficou atolado porque fiquei resgatando uma pá de gente por todos os lados, sendo que eu poderia me calar e deixar com que essa ou aquela pessoa se virasse para conseguir resolver seus problemas, mas não, lá estava eu, o super-herói solitário me oferecendo para resolver mais um problema que não era da minha conta e nem poderia dar conta, já que começava a anular minhas obrigações e atividades para o problema ou deficiência ou incapacidade dessas outras pessoas terem mais atenção e espaço em minha vida, minha agenda, meu relógio e até em minha respiração. Já comecei errado. Meu pai, muito embora não consiga uma linha tênue de uma boa comunicação com ele, não por eu não ter tentado - sempre tento e engulo meu orgulho quando consigo, disse-me uma vez que para resolver um problema tem-se que identificar sua origem, então tudo passará a se tornar mais lógico e mais "resolvível". Uma racionalidade que faz todo sentido, quando se tem diante de si um problema que só piora. Então eu assumi um compromisso de consultoria em marketing de algumas clientes conhecidas, mas por algum motivo resgatador não me posicionei profissionalmente, montando um contrato de prestação de serviços, termo de responsabilidade e confidencialidade só para começar. O que dá raiva é que sei de tudo isso, mas... enfim... não fiz nada disso por me achar melhor do que elas (clientes) e deixá-las desenvolver as decisões, leigas e sem experiência. Deveria também montar um cronograma para que tudo fosse feito no seu devido tempo, para que no dia do evento delas tudo pudesse ser feito sem correria. Então resgatei-as como se grande coisa eu fosse e passados alguns dias os afazeres se encavalaram e formou-se um tufão de necessidades, que veio voraz para cima de mim. Já na ultra-mega correria meu celular que é novo, novinho em folha, deu pau, já tinha dado pau antes, já tinha sido levado para a assistência técnica e até entrei no Procon contra a Samsung e tal. Demorei outros tantos dias para levar o celular para a assistência técnica, agora sob uma reclamação aberta a um órgão oficial de denúncias, o Procon. Indo para a origem do problema, poderia ter feito isso quando estava mais tranquilo, mas não, deixei para fazer justamente hoje, o dia em que eu estava ensandecido, louco, correndo desesperado para dar conta dos compromissos acumulados, já que eu estava resgatando que nem precisava tanto assim de mim. Mesmo sem tempo sobrando, lá fui eu para a assistência técnica entregar o aparelho para análise. Nisso me dei conta que um tablet que levei comigo, num modelo antigo, não tinha nada configurado para eu continuar usando a internet, o telefone e outros aplicativos. Na origem do problema eu deveria ter feito isso quando estava coçando o saco em casa, à toa no domingo. Mas não, deixei para fazer em cima da hora, porque estava resgatando pessoas em algum lugar e nessa semana. Sem acreditar que o que já estava ruim poderia piorar, me liga uma amiga linda me cobrando a ajuda que prometi atendê-la, ou seja, resgatá-la, de um evento que ela estaria fazendo para uma comunidade infantil carente, sei lá, e no meu desespero disse que depositaria o dinheiro como doação e estaria tudo resolvido. Mas não, a moçoila resolve apostar no meu ímpeto salva-vidas e me pede para comprar coisas ao invés de doar. Eu, no meu tesão resgatador aceitei a contra-oferta e lá estava eu atolado até a testa de obrigações me gritando pedindo urgência, desviando meu carro para ir até uma atacadista comprar as benditas sobremesas. Tive que estacionar o carro, correr para encher o carrinho das sobremesas, pegar fila, passar no caixa, carregar o carro e ainda levar até ela - que não tem culpa de eu ser uma besta resgatadora. Estava indo para a direita do planeta e tive que encarar um mega-engarrafamento para ira à esquerda entregá-la as compras. Enlouquecido com o tempo estourado, lembrando que indo para a origem, seu eu dissesse me posicionando que iria depositar o dinheiro, evitando esse estresse, teria resolvido rapidamente e conseguido concluir outras obrigações. Saí de lá desesperado, quando poderia nem precisar ter ido às compras para doar. Minha agenda ficou incompleta, perdi tempo, perdi compromissos, tudo por ter sido resgatador. Se isso bastasse estava bom, mas satanás me escolheu para me infernizar, não bastasse o calor infernal que essa cidade está fazendo, resolvi pegar uma mega-fila para abastecer o meu carro num posto de combustíveis barato. Trocentos carros na minha frente e mais adiante vejo pelo retrovisor duas senhoras já de idade empurrando o carro em que estavam. Era falta de bateria. Engraçado que ontem passei pelo mesmo problema e ninguém se dispôs em me ajudar, ou me resgatar. Tive que largar o carro aberto num determinado local, sob um sol desgraçado, uma sede absurda, com gente trabalhando num galpão de leilões, como se eu fosse invisível, não me prestaram socorro ou perguntaram se eu precisava de ajuda. Chamei o Uber, fui até uma loja comprar um cabo para fazer extenção da bateria de um carro em funcionamento, para a bateria do carro em que eu estava, conhecida pela famosa "chupeta", em que um carro passa a energia de 12 volts para a bateria morta, ressuscitando-a. Tive que me virar sozinho para resolver um problema técnico igual dessas duas senhoras no posto de gasolina. De tanto resgatá-las o tempo foi passando, a bateria do celular substituto foi findando e lá estava eu solicitando um Uber para que as senhoras pudessem voltar pra casa em segurança. Meu ego estava me fazendo sentir um super-heroi, mas na verdade eu estava mais ferrado do que caberia nesse blog. Daí o compromisso que eu tinha às 22h foi-se para o espaço, já que eram 21:57h e eu ainda estava com as duas senhoras, que aceitaram meu resgate completo. Então tenho percebido que não adianta se você é do bem, altruísta e boa gente. O certo é se posicionar, não assumir pesos que você não tem capacidade de carregar, respeitar seus limites, seus horários, seus compromissos e saber dizer "não", sem a necessidade de ser hostil com os outros. Mas que bom que digito sobre isso e reflito ao mesmo tempo, estou cansado de ser resgatador e já vou repensar meus conceitos, valores e princípios. Se você identificou-se nesse post, faça o mesmo, repense seus conceitos e pise no freio de seu ímpeto resgatador, lhe garanto que sua vida será muito melhor. 

Publicado por Rodrih às 23:40 | Link do post

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Do post: Mulheres vítimas de misóginos, reajam!, em: 23/06/2017 - 00:03h

Capri L.D

Oi Rodrigo, boa noite. Estou escrevendo aqui super down pq sinto um vazio imenso na minha alma e contraditoriamente estou com mais um dentro de mim. Eu e meu namorado nos dávamos tão bem que acabou acontecendo uma gravidez. Tomei todos os cuidados possíveis com pílula e mesmo assim aconteceu. Nunca faltei com isso, e mesmo assim aconteceu. Fiquei em estado de choque por um tempo e acho que ainda estou em estado de choque duplo, pq meu namorado assim que soube desapareceu, então eu olho no espelho meu corpo está igual ao que sempre esteve e isso será uma questão de tempo para mudar também. Minha cabeça não cansa de perguntar pq pq pq pq pq???? Fiz tudo certo, tomeri o anticonceptivo diariamente, colei cartela e o que pode ter havido de errado eu não sei. Estou me sentindo perdida, acho que minha ficha não caiu por completo, ou deve ter uma segunda ficha pra cair, não sei. Qualquer coisa que vc disser eu preciso. Obrigada. Capri.

Em: 14/10/2017 - 07h

Capri, meu lamentar pelo o que você está passando não te ajudará em nada. O que eu disser também não. Mas eu posso dizer para outras moças e rapazes que transam à revelia da segurança pelo capricho do prazer e da sorte. A gravidez inesperada é, por si só, indesejada também. O humano que há de vir não tem culpa do vacilo de vocês, pois a natureza é essa e não há outra maneira de ser, senão assim. Formar casal para namorar e transar é uma grande jogada, mas gozar dentro confiando na sorte ou nas promessas de um contraceptivo é mais do que uma aventura, é um jogo de azar - em que, geralmente, o azar sempre acontece. O impacto de uma notícia de gravidez para um cara que não espera uma notícia dessas causa um estrago emocional, mental, psicológico e físico de tal magnitude, que se ele pudesse escolher tomar um chute no saco todos os dias pela manhã, certamente ele se adaptaria à tal tortura, tamanho é o desespero que isso se reflete na mente do sujeito. Esvaem-se entre os dedos de sua vida sua liberdade pessoal e sexual, principalmente sexual, como também seu dinheiro para seus gastos pessoais. Seu futuro ficará ligado a duas vidas: dele com a mulher e mais o rebento advindo. Se ele pretendia ficar transando com sua bela namorada por muitos anos, então isso cái por terra. Pior será se em sua mente secreta seus planos fossem o de sair fora dessa relação e se mergulhar no mar de mulheres carentes e desamparadas disponíveis mundo a fora. De repente ouviu seus amigos dizerem que estão comendo a torto e à direita das novinhas às maduras, pois a quantidade de gays espalhados por aí cresceu e as mulheres se vêem desamparadas, a demanda é maior do que o que os remanescentes da casta masculina heterossexual consegue dar conta. Então, por mais que adore transar com sua namorada fiel, leal, linda e gostosa, seus planos sórdidos de pular a cerca ou findar a relação vão por água abaixo e ele se vê definitivamente pai. As pernas amolecem, os braços pesam, os pensamentos se misturam entre "estou sonhando, acorde! Acorde!" e "MEU DEUS!!! MEEEEEUUUUU DEUS!!!!!". Outros pensamentos o faz rir e ficar sério ao mesmo tempo, fazendo-o parecer um louco. Ele começa a falar sozinho, conversar com um Eu imaginário e a ouvi-lo dizendo sarcasmos de si. Ele olha para seus DVDs, pendrive de músicas, seu tênis, seu notebook, tantos contatos de mulheres no whatsapp e sente como se fosse morrer em algumas horas. Tudo perdido. Num momento de lucidez ele lembra que terá que contar à sua família, então começa tudo outra vez, e o cara entra em parafuso dobrado, ensaia várias caras para representar-se diante dos familiares, sua alma já está gelada e seus pensamentos parecem letárgicos. Seus olhos enxergam tudo em câmera lenta, igualmente seu raciocínio e sua audição. Quando o chamam, seus ouvidos ouvem: "Fuuuuu....laaaannoooo, veeeeeemmmmm aaaa....quiiiiiiiii" e em seguida a repetição de forma natural "Fulano, vem aqui", como se ele estivesse andando na lua, feito um astronauta (se é que alguem de fato foi à lua, enfim). Sexo é uma palavra que ele não quer ouvir de jeito nenhum, nem se lembra que tem um pênis - que nessas horas tá retraído fisicamente e menor do que nunca viu igual na vida (em que realmente se acredita que ele (o pinto) tem vida própria e a cabeça de baixo realmente pensa independente da de cima). Esse impacto irá demorar de sete a quinze dias, e se a adorável e belíssima namorada não se manifestar (que é o que geralmente acontece), isso poderá se estender para trinta dia a três meses ou mais. A mulher, por sua vez, não tem muito o que fazer, suas emoções são várias bombas atômicas caindo por minuto na sua mente, até o momento em que ela se autoanestesia, e de tão zen começa a ver a nova realidade com mais calma, numa reação de proteção ao ser que está se formando dentro dela. Enquanto o viril namorado está em queda livre em seus pensamentos insanos e desesperados, ela, por sua vez, está levitando num poder de defesa pela vida, em que não importa o mundo à sua volta, as guerras, os conflitos, as dívidas ou mesmo as consequências dessa gravidez inesperada. Até porque ela nada poderá fazer, a menos que tenha um ímpeto egoísta e frio o suficiente para eliminar o conjunto de moléculas e átomos que se juntam para formar o ser. Sendo assim, meu conselho é para que tenham consciência e transem com camisinha, preservativo, condom, seja lá o nome que for. Existe no mercado preservativos tão finos que parece que não se está usando nada, além de preservativos feitos à base de outros materiais antialérgicos, orgânicos. Ou pelo menos fiquem de olho no período fértil, mesmo que estejam tomando anticonceptivos, nessa fase usem os preservativos, se não quiserem dar asas à imaginação como futuros pais. E entendam, Deus não tem nada a ver com isso, não será castigo, nem lição de moral. A função de Deus é gerar a vida, pois Deus é Vida, ele construiu o mecanismo do ser vivo para procriar e preservar as espécies, sendo assim, a natureza das coisas segue seu curso sem domínio humano sobre ela, então tenham consciência de que as chances de haver uma gravidez inesperada são de 90% em qualquer fase do namoro, por menos sério que seja o ideal da relação. A menos que o homem seja maduro o suficiente e esteja muito envolvido com sua parceira, em que uma gravidez o deixará tranquilo de assumir o papel que lho caberá muito bem, conviver em beijos e transas sem o devido cuidado anticonceptivo é um jogo masoquista e extremamente irresponsável. Então, Capri, dê a ele um tempo para passar por esse impacto indesejado e inesperado, mas não deixe de conscientizá-lo, depois de uma ou duas semanas de que vocês dois têm uma responsabilidade a ser assumida, independentemente que o tesão tenha acabado. Depois de algumas semanas você perceber que ele não deu as caras, bom, é hora de enviar uma carta para seus pais explicando a situação e dizendo que independente do que pensarem, você estará fazendo sua parte nessa responsabilidade, e espera que ele assuma a parte dele, quer seja presencial, quer seja financeiramente. E não se preocupe, a família dele te culpará, ainda que não haja culpados únicos, nem mesmo culpa, e sim a fatalidade de advir uma natalidade.

 

Publicado por Rodrih às 10:47 | Link do post

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Uma das coisas mais assustadoras que tem numa relação amorosa é a total falta de previsão entre as partes. Já havia dito aqui sobre o quanto a mulher é a parte que se arrebenta quando uma relação desmorona depois de muitos anos com a parte amada. No meu post "A demora que se vive na pressa que se tem" eu disse o quanto a mulher sai descompensada das relações amorosas demoradas. Os homens convivem com a parte amada, bombardeiam-na com seus costumes, devaneios, ciúme, irracionalidade, machismo e toda porcaria que só os homens conseguem fazer na vida de suas mulheres. Certamente eles não têm 100% da culpa, justamente porque elas patrocinam parte disso tudo, o que é normal, muito embora seja algo feito inconscientemente na maior parte das vezes. Então estava pensando aqui com meus botões nessa madrugada de segunda feira, sobre ter uma relação previsível poderá salvar muitas pessoas de uma vida sem futuro ao lado da outra. Eu, por exemplo, que estou só há quase dez anos desde que aconteceu meu divórcio, acredito que encontrei uma maneira de parar de perder tempo com outra pessoa numa relação com ela.Não tenho me envolvido, justamente porque não conseguia pensar que teria que viver e conviver a eternidade com a mulher, mesmo que me frustrasse em minhas expectativas com ela. Hoje tive um insight sobre isso e irei compartilhar uma postura, senão salvadora, talvez então libertadora. É lógico que tudo que envolve sexo e intimidade torna mais difícil de refazer o projeto de vida com a outra parte, mas este conceito que trago aqui é para as pessoas que estão extremamente desgastadas com relacionamentos difíceis, ou pessoas que já apanharam muito na vida amorosa, ou mesmo pessoas que perderam tempo demais ao lado de alguém sem futudo para elas. Ter uma relação previsível é determinar um dia para fazer um balanço da relação e a partir de seus resultados, aliás, da métrica estabelecida passa-se a tomar decisões libertadoras, a fim de não se perder mais tempo e ter tempo de encontrar alguém no mesmo objetivo que se tem. Há mulheres que se vêem sem rumo depois de relações de cinco, oito, dez anos e, de repente, estão sozinhas, solteiras e... mais velhas, totalmente adestradas pelas manias de seus relacionados e, consequentemente, enfraquecidas, talvez com outra forma física, outra aparência e, com certeza, frustradas, tristes e com autoestima baixa. Com isso, a outra parte, masculina, ainda que esteja mais velho e com suas formas irregulares conseguem mais rapidamente um novo relacionamento, não sentindo o mesmo impacto que sentem as mulheres nessa situação. Ter uma relação previsível significa que se possa prever seu andamento até o casamento ou a união consumada civil e socialmente. É conversar nos primeiros dias da relação os parâmetros para que se possa se relacionar minimizando o risco do impacto de uma relação demorada e sem resultados. Primeiramente não apresente a pessoa para sua família até que a relação tenha completado quatro meses. Estabeleça datas e horários futuros para uma reavaliação da relação. Marque e agende uma data de meio de semana, fora de casa, preferivelmente num restaurante ou numa praça de alimentação de um shopping, para que nem um e nem outro esteja em sua zona de conforto como casa, carro ou outro local particular. E pontue o tema de avaliação deste encontro. Por exemplo, Luísa conhece Alfredo e os dois resolvem ter uma relação amorosa. Luísa alinha e combina com Alfredo que ambos se encontrarão na praça de alimentação do shopping "Tal" para avaliarem a relação em seu sentido de "projeto de vida" na data X daqui a quatro meses. A pergunta base é: "Como estamos um com o outro, o que já crescemos  até aqui, estamos com olhos voltados para vivermos juntos, daqui a quanto tempo exatamente, tem algo que precisa ser ajustado no comportamento ou forma de se relacionarem?". Então, se dentre a resposta tiver algo como "não sei", ou "estamos nos conhecendo e precisamos de mais tempo", ou "tenho uns projetos pessoais para alcançar antes de poder te responder", então encha o peito de ar e encerre a relação, pois terá identificado um relacionamento oco, gorado, natimorto, sem futuro. Sexo pelo sexo se encontra aos montes, mas alguém com projeto de vida que inclua a parte relacionada, isso tem que ser harmônico entre as partes. Após essa conversa Luísa ouve do namorado - que ainda não foi apresentado à familia, muito embora todos saibam quem ele é, já o viram, até trocaram um cumprimento, mas nada dele jantar com os familiares dela, nem participar de eventos, festas familiares etc. - que ele está interessado em montar um projeto a dois com ela, que precisam por na ponta do lápis o papel de cada um para que tudo dê certo, as dificuldades que cada um possui na execução desse projeto e fazer uma previsão supositiva para daqui há quatro meses, para novo diálogo, num outro local de encontro. Em seguida Luísa combina com sua família e Alfredo combina com a família dele que ambos apresentarão a parte relacionada. Não necessariamente necessite que famílias se conheçam, mas que um começe a frequentar o recinto familiar do outro para absorver seus costumes, tratamento entre eles, até mesmo o comportamento do pet de estimação. Suas manias, seus valores familiares, pessoais e espirituais, etc.. Quatro meses depois se encontram com a mesma pergunta base e definem até o próximo encontro os resultados do projeto, ou, simplesmente, munido de força e muito amor-próprio encerra-se a relação para ter tempo de se curar emocional e psicologicamente do fiasco que estava se metendo, e partir para novas oportunidades futuras. Parece que é fácil, mas não é, entretanto, quando se trata de não perder tempo e tampouco não se tornar vítima de si mesmo, ter conversas francas e com a cabeça de cima poderá fazer toda a diferença. Isso é parte de um compotamenteEntão fica a observação que seguirei e recomendo que tente também, principalmente porque a vida é breve e ficar à mercê de quem não desempata nem sai do lugar é uma tremenda autossabotagem com requintes de burrice. Não tenha medo de encerrar a relação assim que perceber que não terá definições nos próximos quatro meses, dos oito meses que já se passaram, pode acreditar. E você terá perdido apenas doze meses, ou seja, um ano, sem se iludir nem se autossabotar ao lado de alguém sem perspecitiva de futuro com você. 

Publicado por Rodrih às 09:04 | Link do post
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Comentários
Funciona  isso ai
Olá já li essa resposta umas três vezes e poderia ...
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