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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

Homens, sejam homens antes de tudo.

27.09.18, Rodrih

Narciso
"Homens, sejam homens antes de tudo" significa que sejam responsáveis, honestos, inteligentes e interessantes. Homens serem homens antes de tudo não significa que ele seja macho, opressor, comedor e sacana. Que não seja irresponsável, promíscuo e infiel a qualquer pessoa (sócio, relação amorosa, na família etc). Na carta abaixo, que encontrei por acaso no facebook, é de um grupo católico apostólico romano, de uma mulher de pseudônimo #ElayneMoura (que não faço ideia quem seja, já procurei e não tem um perfil real), cujo texto me incomodou pela condição indutiva aos homens católicos, repreendendo-os de manifestarem-se nas paqueras, simplesmente como homens naturais. Em seguida ao texto de #ElayneMoura segui com meu pensamento sobre seu texto e minha reflexão. Achei muito audacioso uma mulher escrever um texto ensinando como o homem deve ser homem nas relações. Nota-se claramente sua postura repressora, feminista e controladora. Procurei ser o mais cauteloso possível, controlando e escolhendo as palavras, já que se trata de um grupo cristão-católico que, acredito eu, seja seguido por seguidores devotos. Não fosse a referência cristã-católica, meu manifesto seria natural do homem que sou diante uma castração geral, da qual repudio. O conselho final é agradável aos olhos sociais, é coerente, é correto e vai de encontro à fé, e nisso não entro em detalhes, até porque cada doutrina tem seu ensinamento benevolente.

CONSELHO AOS MOÇOS CATÓLICOS.

Analisando a galerinha que participa dos grupos de ''busca de namoro católico no Facebook'': o rapaz que se diz um bom católico entra no grupo, seleciona de 4 a 5 perfis de moças católicas que lá estão e começa a cantar cada uma delas e o que vier para ele será ''lucro'' , para todas ele diz que visitou o perfil, se apaixonou, viu nela a ''mulher que ele pediu em oração''. Enfim, age igual aos homens mundanos que entram em salas de bate papo em busca de alguma mulher para ele '' passar o tempo''.

Rapazes, não façam isto. Se vocês são realmente católicos, devem saber que o namoro católico não vem de uma ''cantada barata'', ele inicia com uma oração, uma boa amizade e, se houver compatibilidade, esta amizade tornar-se - a um namoro e enfim, um casamento mas, tudo é processo e questão de tempo, discernimento, oração, temperança.

Reveja seus comportamentos nas redes sociais pois, de nada adianta na vida real usar a máscara de um rapaz de oração, que assiste as missas, estuda o catecismo, reza o Rosário mas, no mundo virtual banca o '' galanteador boêmio'' . Isto é dar um falso testemunho da fé que professa.

#ElayneMoura

 

Oi Elayne Moura, bom dia. Respeitosamente me manifesto sobre seu texto um tanto opressor, no qual, se me permitir, gostaria de elencar alguns fatores importantes sobre este assunto. Antes que me tolha por não constar foto neste meu perfil, posso fornecê-lhe meu perfil no qual migrei as amizades reais, do dia a dia, sem problemas. 
Primeiro, antes de abordar o que realmente quero, o teor do seu texto me faz lembrar uma observação, quase uma denúncia, de uma repórter dinamarquesa sobre os homens europeus, que estão ficando afeminados, medrosos e perdendo o teor masculino deixando as mulheres em perigo. Se procurar na internet encontrará a entrevista. Isso foi causado pela força feminista, que castra os homens de sua natureza masculina, não de opressão, mas de posicionamento social. Pois bem, quando em seu texto se vê uma repreensão como: "e começa a cantar cada uma delas e o que vier para ele será ''lucro'' [sic], como também "age igual aos homens mundanos que entram em salas de bate papo em busca de alguma mulher para ele '' passar o tempo'' [sic] e "Se vocês são realmente católicos, devem saber que o namoro católico não vem de uma ''cantada barata'' [sic] percebo uma repressão feminista perigosa, na qual precisamos ter o devido cuidado sobre o que se pretende com esse texto. Desde os primórdios da humanidade, Elayne Moura, na Pré-história os homens foram homens por natureza. Eles caçavam e as mulheres colhiam frutos, cuidavam dos filhos e da criação. Muitos morriam durante as caças. Depois da descoberta do ferro veio a Era Antiga e os homens guerreavam entre si e não havia guerreiros mulheres, em 476 a.C. Com isso a morte de homens era numerosa e inevitável. Na Era Cristã havia os gladiadores, todos homens. Na Idade Média havia os Templários, também homens. Na Era Moderna tivemos as revoluções e as descobertas de novas terras, todas feitas por homens, que morriam ou em batalhas ou doenças. Veio a Era Contemporânea e depois a Revolução Industrial, sempre com o homem batendo de frente com sua natureza masculina, para que hoje os homens atuais pudessem existir. Esse aconselhamento permeia dois tipos de situações, a meu ver, repressoras e que pode refletir no homem do futuro, tal qual está sendo refletido nos homens da Europa atual. Não condeno o ato de rezar, pelo contrário, o homem sem Deus não é nada senão um ser vivente sem direção na vida. Contudo, um homem tolhido de sua masculinidade natural perde sua essência de conquista e capacidade de escolha. Não é sensato usar dessas expressões castradoras aos homens de boa vontade, pois são homens antes de tudo, e agem como homens. Ninguém sabe quem é de fato a "alma gêmea" de si, a "cara-metade", portanto, entre rapazes e moças há sim a necessidade da conquista, do despertar de paixões, do diálogo e também do rompimento de relacionamento. Isso faz com que rapazes e moças se conheçam, despertem em si suas habilidades de sedução (no sentido honesto da palavra), desperta o interesse, a dúvida, a vontade de conversar mais, e desenvolver a paixão. Na mitologia grega (1.100 a.C), já se fazia a referência dos sátiros, que eram rapazes travessos e namoradores. Em toda história, nunca se teve uma repressão do homem para que deixasse de agir como tal. E as moças preferem conhecer aquele que se mostra inteligente, sensato, que saiba conversar e se torna interessante. Sendo assim, já pedindo desculpas pelo tamanho do texto, se em sua contextualização houvesse ponderações, ao invés de repressões, certamente seria benéfico e coerente para ser seguido pelos homens católicos, levantando neles não só o interesse de paquerar e conquistar, como também a responsabilidade de cuidar da paixão decidida. Pense nisso, afinal não queremos meninos se envolvendo com mulheres, já que as meninas amadurecem emancipadamente, isto é, primeiro que os homens. Atenciosamente,
Rodrigo M Caldeira - Brasília - DF

Como estreitar relações.

22.09.18, Rodrih

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Uma das coisas que mais tem me abalado e me entristecido, foi saber o que pensa de fato as pessoas de minhas relações. Umas eu já sabia por elas se posicionarem de tal maneira, ainda que, na minha opinião, fosse um posicionamento antiético. Já outras, que tanto eu prezava, admirava e gostava se revelaram defender um pensamento vil, que me tirou o chão dos pés e me fez sentir sozinho. Estamos passando por uma fase incomum no país, tudo está um caos, estamos à beira de um colapso social, econômico e moral em que pese nessa eleição do dia 07 de outubro de 2018 o marco para dar um basta nesse retrocesso político que vimos tendo desde 1985, quando a esquerda tomou o poder do país, tirando o regime militar da administração pública. Trinta e três anos implantando na memória dos brasileiros de 1980 até os tempos atuais que o que aconteceu foi uma ditadura - o que é uma inverdade. O que houve naquela época é o que está acontecendo hoje em dia, com essa selvageria e promiscuidade comunista em todas as esferas da sociedade. As crianças daquele tempo se tornaram adultos crentes dessa afirmação de que houve uma ditadura no Brasil, mas não houve. O que aconteceu foi um combate constante de comunistas envolvendo cidadãos comuns no jogo de fake news, fazendo com que o Estado se confundisse entre joio e trigo entre a população. Se hoje sabemos que um fake news causa um estrago danado, imagine naquela época em que a Direita não estava preparada para a malícia destrutiva da Esquerda, fazendo-os com que tomassem medidas além da barbárie para localizar e neutralizar os comunistas. Hoje se vê que as pessoas de Direita não se manifestam como os nocivos de Esquerda, porque os esquerdistas de hoje trazem em seu DNA a agressividade, o combate corpo-a-corpo, o enfrentamento, a discórdia, a anarquia e todo barulho que a Direita evita. Não se vê (ainda) pessoas da Direita partindo para o ataque, não se tem notícias de gente da Direita combatendo, porque são pessoas cultas, pensantes, que se posicionam pela intelectualidade e são pacíficos. É onde a Esquerda ganha vantagem e conquista espaço no grito, na agressividade, na subversividade. Mas isso está se nivelando, a Direita não está mais tolerando os afrontamentos e uma nova guerra poderá estourar, do jeito que a Esquerda gosta, principalmente guerra de fake news, apontando para a Direita como ofensiva e agressora, confundindo e enfraquecendo grupos. Lenin, autor do socialismo deixou clara sua posição e conceituação sobre "idiotas úteis" do ocidente, e nem deixando isso escrito os brasileiros esquerdopatas param para refletir e se posicionar de maneira diferente. Então aí entra outra questão, isto é, a ausência do bom caráter, a valorização do assistencialismo público, a preguiça moral e a letargia funcional, a vitimização social e o coitadismo pessoal. Ninguém do Brasil sabe o que é viver em ditadura, mas não precisa se preocupar, basta ir até a Venezuela e se instalar em algum lugar para experimentar o que é estar sob o poder de um só. Para os mais ousados existe a possibilidade de ira à Coréia do Norte e se instalar num quadrado para viver a experiência que lá oferece. Ao regressar ao Brasil (se conseguir sair desses lugares ainda vivo), entenderá que nunca houve ditadura, e vai entender que o comunismo está matando este país gradativamente. Então eu fico sem conseguir encontrar explicação para a mentalidade das pessoas com quem me relacionei por anos, e se manifestam com a ideologia da Esquerda, mesmo vendo o país se afundando numa lama de corrupção, devassidão moral, insegurança total, degradação da educação, da saúde, da cultura em todas as esferas. Há quem diga que tem interesses particulares como a garantia de seu emprego fácil, bem pago, desde que o PT assumiu o controle do país. Há quem se entitula feminista, mesmo sabendo que é uma organização inescrupulosa e imoral. Há quem se decepcione comigo, porque penso e defendo a retomada do país para o crescimento sem corrupção, a educação escolar definitivamente para educar, a valorização da família, a punição impiedosa contra criminosos dentre outros valores em prol de um país melhor, com custo de vida menor. Essas pessoas me causam vergonha e me confundem por causa de eu ter gostado tanto delas, por ter acreditado em suas capacidades intelectuais e por ter me sentido um cara sortudo de tê-las em minha vida. Mas, olha só que frustrante! Há mais esquerdopatas em minhas relações, do que pessoas que pensam como eu penso, acreditam e olham para a realidade do país, e não só para seus próprios umbigos. Sou sapiossexual, pessoas inteligentes me atraem, não só a beleza física, e deparar com essas mentes egoístas me entristece sobremaneira. Então, para justificar o título deste post, estou repensando fazer um upgrade em minhas relações, fazer como os esquerdopatas fazem: radicalizar - com a diferença de não usar do vitimismo para interpelar por uma discussão de autopiedade, porque ninguém é santo, nem o santo em si. Para estreitar relações reflito que terei que me atentar em três fatores básicos: Como é a visão moral, ética, social, econômica e política. Nesse primeiro fator já elimino de manter relações ao perceber que a mente é esquerdopata. Esse tipo de gente não me interessa e quero distância considerável. Como é a visão espiritual, familiar e pessoal. Nesse ponto já percebo se a pessoa é confiável, se tem princípios semelhantes ou próximos dos meus. E como a pessoa reage nos bate-papos. Assim saberei se estou lidando com pessoas de mente expandida, acessível, divertida e flexível. Eu já mantenho poucas amizades, como se não bastasse sou surpreendido com esquerdopatas dentre essas poucas pessoas que me aproximo. Isso é desgastante, não vale a pena nutrir amizade por tantos anos e deparar com essa queda de máscaras depois de tanto tempo. É sofrível, machuca e tornam os dias em tons de cinza. Depois dessas eleições não sei como olharei para essas pessoas novamente com o mesmo respeito e a mesma admiração. Se a Esquerda fosse boa, as escolas seriam para ensinar e aprender com moralidade. Não haveria tantos adolescentes se prostituindo na internet, o público homossexual não cresceria absurdamente nesses últimos anos, a insegurança, a saúde abandonada e o desemprego não seriam a referência desse país tão imenso. O que se vê é tudo o que não se deseja querer para seu filho viver, mesmo assim essa gente só enxerga o próprio umbigo. 

 

Quando a cumplicidade acaba..

22.09.18, Rodrih

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Quando a cumplicidade acaba você não tem muito o que fazer na relação que está com a pessoa querida. Quando você percebe que não há mais cumplicidade, significa que isso já aconteceu há mais tempo e você só está se dando conta agora. Quando sua relação desmorona, é porque ela já estava ruindo há semanas e você não percebeu porque estava com medo de enxergar a verdade dos fatos, que se percebe bem no comportamento de enfrentamento da outra parte nas pequenas coisas que você comenta. Pare de se iludir alimentando-se das migalhas de um sentimento barato e pequeno, porque nem o sexo sobrevive à essa traição. Quando a outra parte chega a tocar no assunto de que a relação não está legal, acredite, essa pessoa agiu em silêncio por muito mais tempo, o quanto você poderá imaginar. Já matutava, enquanto você sorria sinceramente, ainda que um sorriso sofrido ou cansado, porque a atuação da outra pessoa emana uma energia pesada, que suga a sua e deposita em você o pior dela. Tudo isso sem você saber de nada, só consumindo o veneno energético dado silenciosamente para você inalar, engolir, digerir. Quando a cumplicidade acaba, o desejo se abala, o coração se fecha, a cabeça raciocina e o corpo fica letárgico. São sinais para você perceber que algo está errado ou caminhando para um fim irreversível. Quando a cumplicidade acaba, a outra parte é seu opositor em tudo, e não há nada o que você fale ou defenda que vá convencer de que sua opinião está certa, porque essas pessoas são letais em seus julgamentos e em suas mentes não cabe mais a parceria nem o querer compreender você. Sua razão nada vale, suas experiências de vida, sua opinião, sua capacidade intelectual, sua inteligência e sua maturidade. Nada disso tem peso e disso nada se aproveita, porque a outra parte já destruiu a gôndola de cristal que protegia vocês. Quando a cumplicidade acaba, a relação já acabou há um certo tempo, resta apenas o desejo de atribuir culpas e fazer apontamentos. A hipocrisia está naquela parte que se diz ser calma e não estar proferindo palavras cruéis, nem que está sendo agressiva ou nervosa, que fala baixo e não esboça revolta, não agride nem ofende. É lógico, isso já é de se esperar, porque essa pessoa teve tempo para refletir com calma, agir sorrateiramente, enquanto você a acolhia em seus braços, em seu beijos e em seu colo. Então é normal que, quando você se dá conta da cilada armada, sua reação não seja diferente, que sua resposta seja repulsiva, que a raiva transpareça, que a voz se altere e que a alma se incendeie, se revolte. Você pode, pois não teve tempo para refletir, não pôde pensar sorrateira e silenciosamente, recebeu o baque da situação e ainda tem que bancar a parte isenta de sentimentos e reações para manter o nível. Não, você pode sim explodir, pode sim falar alto, pode sim xingar e vomitar toda sua raiva. Você pode, porque você não é a parte desonesta, capciosa que espreita nas sombras das colunas da casa te observando em sua covardia. Quando a cumplicidade acaba, vai junto a parceria, a amizade, o bem querer e todos os seus projetos, vão as surpresas que não aconteceram e os pensamentos de futuro. Não há outra alternativa, pois essa parte já traiu sua confiança, não merece sua consideração e tampouco seus sentimentos. Age por conta própria, não se aconselha mais com você, ignora sua importância e pouco se importa com suas palavras. Quando você se exaltar com indignação, a outra parte dirá calmamente que fez isso pensando em te poupar, evitando outros aborrecimentos, no seu cinismo destrutivo como se você fosse a parte maluca, que estivesse agindo com devaneio. Não se iluda, quando a cumplicidade acaba, você já está refém da hipocrisia, da dissimulação e da falta de vergonha na cara da outra parte. Se posicione, mostre sua capacidade de percepção, mas não seja covarde se humilhando ou fingindo que não está te atingindo, se afaste, se determine parar ali mesmo e não venda sua alma para quem não a merece ter para zelar por ela, pois já não zelou uma vez, já não zelou outras vezes, não zelará agora principalmente. Quando a cumplicidade acaba, com ela se vão os momentos alegres, as experiências feitas, as opiniões construídas e toda a matemática de vocês. A paixão é souvenir, a consideração é pinduricalho, nada mais tem valor, então se honre, derrube o pilar central da tenda e deixe a lona vir ao chão. Deixe que o tempo limpe, purifique, equalize, amenize e organize o depois. Confie no tempo, se permita nele e não olhe para trás. Não fique esperando as condolências da outra parte, não alimente com sua energia quem não merece sua atenção. Encoraje-se e saia, derrube a ponte que ficar para trás e siga em frente, porque melhor do que estar com alguém que tráia em pensamentos, é andar só em seus silêncios de cada dia. Quando a cumplicidade acaba, acaba consigo tudo o que foi bom, e ficam somente as lembranças, que nunca mais voltarão a acontecer. 

O bom-senso da ajuda.

20.09.18, Rodrih

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Uma das coisas que mais tem me consumido energia pessoal, tem sido o meu instinto altruísta em querer ajudar pessoas desfavorecidas. Eu, profissional e dominante de uma criatividade natural, também de criação de imagens gráficas, na boa intenção de querer ajudar gratuitamente pessoas amigas, que, em suas limitações pessoais financeiras e até criativas, me deparava com a mesma situação por diversas vezes: a falta de malícia da pessoa assistida. Na tentativa de promover o melhor relacionamento, a fim de deixar a parte confortável na criação e elaboração, montagem e finalização da arte, eis que acontecia um fenômeno um tanto desconfortável pra mim, que era o de perder o lugar como mentor e passar a ocupar o lugar de monitorado. Não há sensação mais incômoda para quem se dá para ajudar, do que a de sentir que "a escada que trouxe para ajudar não serve, muito embora sirva, e a parte ajudada faz com que você tenha que sair procurando uma outra escada". É como se você dissesse que vai dar carona à pessoa que, no horário e local marcados, não aparece, o fazendo esperar, sendo que a parte beneficiada deveria estar antecipada, e não o contrário, já que você é quem está com o veículo e a direção dele. Tipo isso. As pessoas perdem a noção do sentido da ajuda, simplesmente abusam na "liberdade" sugerida. Sim, a liberdade é sugerida, porque não há uma liberdade propriamente dita, já que se trata de ajuda e não uma prestação de serviços, ou de um produto pelo qual se paga por atender aos desejos do comprador. A famosa frase que diz: "Cavalo dado não se olha os dentes" vale para todas as situações. Eu mesmo, nas raras vezes que sou ajudado, procuro causar o mínimo desconforto a quem me estende a mão, tenho em mente que estou sendo beneficiado e que, por mais liberdade que a parte mentora me proporcione, sei que não devo usar de todo o crédito. O conforto para quem estende a mão deve ser maior, do que para quem é acolhido em sua escassez. Querer usufruir de toda a liberdade é imprudente e pode causar muito desconforto a quem ajuda. Com essas experiências, e ainda que já saiba disso e peque com vacilos repetindo padrões, tenho preferido vender ou trocar serviços ou produtos com quem, antes, eu ajudaria gratuitamente. Às vezes, ainda me pego ajudando e sendo sugado pela liberdade consentida, que não deveria ser exaurida, mas é. Quem é ajudado tem que ter em mente que, a parte que ajuda, não tem a obrigação de ajudar, nem de parar seus afazeres para tal. É o ajudado quem tem que se adequar a quem ajuda, e não o contrário, a menos que essa ajuda venha a ser uma espécie de venda fiada à outra parte, o que é desvantajoso a quem aceita esse tipo de oferta. Aí ocorre uma má-fé da parte que estende a mão, que ajuda, porque se isso acontecer, a parte ajudada está correndo sério risco de ser explorada. Nesse caso, a melhor coisa que a parte carente possa fazer é não aceitar a "ajuda" e procurar se guarnecer para poder pagar pelo serviço, não deixando para "o futuro" ou para situação próxima "e oportuna" a pendência em aberto, pois isso custará mais caro do que a própria ajuda recebida. Se há quem ajude, o bom senso deverá ser igual para quem recebe a ajuda, isto é, incomodar o mínimo possível, ser grato a cada ato atendido, aliás, ser incansavelmente grato por cada ação, isso pode parecer cansativo, mas não é para quem estende a mão e oferece ajuda, pelo contrário, ser agradecido a cada ato seu suaviza e dá mais prazer em ajudar a parte carente, por simplesmente perceber que a pessoa está sendo humilde, reconhecedora da importância do ato altruísta e valorizadora da boa intenção de quem ajuda. Não paga pelo serviço ou pelo produto, mas o reconhecimento é uma moeda que abre portas e aumenta a afeição entre as partes. No caso de uma carona, por exemplo, estando o beneficiado no local de encontro, já aguardando quem lho estendeu a mão oferecendo carona, com seu veículo, seu combustível (ou não), seu tempo, enfim, mais seu do que do outro, é justo que o carona o deixe muito à vontade, primeiramente agradecendo-o por tê-lo buscado, já dentro do veículo agradecê-lo por ser tão gentil. Ao que o ajudador diga para ficar à vontade, não significa que o carona possa tirar o sapato e descansar os pés no console do veículo, nem mudar a estação de rádio, aumentar ou diminuir o volume, pegar o chiclete que está no porta-treco - principalmente se perceber que há apenas uma unidade, pedir para passar ali ou acolá, a menos que sugira e pague pelo consumo de seu ajudador. Ficar à vontade, significa, na verdade, que relaxe e curta a viagem, que seja companhia agradável, que tenha uma energia positiva e faça daquele momento uma experiência gratificante. Se o ajudador disser que precisa passar num local, antes de seguir viagem, que o carona aceite prontamente a situação, ainda que isso o atrase em seu outro compromisso, e se for atrasar muito, que saiba se desvencilhar de seu ajudador com classe, antecipando-se com outro meio de transporte e comunicando-o que conseguiu uma outra carona (por mais que tenha chamado o Uber, por exemplo) e que seu ajudador poderá ficar mais relaxado para resolver sua situação, sem problema algum. Essa expertise favorece a amizade, e também minimiza o impacto entre as partes, que, nesse caso, pode ser um divisor de águas para a parte mais prejudicada, em não vir a aceitar ou oferecer-se à outra em nova ocasião de demanda. Ou seja, sendo o carona prejudicado pelo ajudador, por este estrapolar de sua liberdade com quem está ajudando e se distraindo nesse novo local de desvio, então o carona poderá entender que não deverá aceitar nova proposta de ser ajudado por este, que é uma pessoa abusiva na liberdade que recebe. Ser grato não significa ser conivente com a falta de bom senso.

O Amor é uma mentira (Love Hurts)

09.09.18, Rodrih

Para comparar a voz da Gabriela Gunčíková com a do vocalista original da banda Nazareth Dan McCafferty. Qualquer semelhança é mera coincidência! 

Gabriela Gunčíková


Dan McCafferty - Nazareth (Oficial 1976)