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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Desde 2008 - 716.000 visualizações em todo o mundo. Diário pessoal aberto, onde se pode ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, vislumbrar reflexões psicológicas, sociais e até pessoais.

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Companhias desagradáveis

10.02.21, Rodrigo Caldeira

Resultado de imagem para lobo mau e chapeuzinho vermelhor

A vida é para ser vivida com a intensidade da gratidão, e isso significa que é para ser uma boa coisa. Estar vivo já é, por si só, um grande motivo para se sentir bem, principalmente quando você não se opõe à vida, isto é, não comete atos ilegais, ilícitos, ruins a si mesmo e a outrem. Se viver sozinho é para ser vivido intensamente, se sentindo bem por fazer o que é bom, pensar no próximo antes de iniciar uma ação pessoal ou em conjunto e saber que nem sempre você terá direito de provocar, importunar, levar desconforto emocional ou físico a outras pessoas, devendo ter uma boa consciência para promover o bem estar a quem quer que seja; imagine então como a vida a dois precisa ser, senão uma vida plena e divertida?! Exatamente, muitos casais são formados, mas nem todos entendem "a regra do jogo da vida a dois". Há pessoas que jamais deveriam se unir à outra para formar um meio comum de vivência, e há aquelas que são uma mina de ouro para se conviver e viver ao lado. Muitas pessoas trazem consigo atrasos emocionais do histórico familiar, isso desgasta a relação entre os entes devido à infantilidade constante. Essas pessoas arrastam-se como lesmas na vida das outras, deixando a baba de seus rastros por onde passam, dificultando a circulação saudável pelos espaços, prendendo entulhos emocionais em locais que deveriam ser limpos, para permanecerem leves. Outras carregam fardos de um passado familiar, fardos paternos, maternos, entre si, do amigo de infância, da melhor amiga, dos primos, tios, avós etc., se tornando pessoas pesadas, que só se movimentam arrastando-se pela vida, sempre a depender dos outros e, o pior de tudo, pensam que todas as pessoas precisam carregá-la. São pessoas imóveis pela crença que não conseguem inovar, reestabelecer-se no caos, se tornando parte dessa desorganização, e ficam lá, entulhando o meio, deixando odor de mofo psicológico. Há também aquelas que acreditam na fantasia que suas mentes pregam, de que são mais importantes até mesmo do que aquela que lhe dá importância, se deixam levar pela ilusão de que são indispensáveis, são extremamente importantes e sem elas tudo ficará desajustado. Essas pessoas, geralente, são aquelas que sempre foram sofredoras, ignoradas, injustiçadas, e de repente encontram alguém que as valoriza e se importa, alguém que mantém injeções de ânimo, alta autoestima, alto astral, insentivo, apoio, poder de expressão e suporte de todas as maneiras (emocional, físico, estrutural etc). Então, acreditam que quem lhe trata tão bem deixa de ter o valor e o poder de participação, de opinião, de mudanças - lembrando que é justamente por causa desses poderes, que a vida passa a melhorar para a pessoa pesada emocionalmente. E acontece um fenômeno curioso, que é a inversão de entendimento, ou seja, a parte com mais força de transformação passa a ser vista e tratada como uma pessoa fraca, doente e até infantil, enquanto a que recebe todo apoio, sendo resgatada e erguida passa a se sentir melhor, mais centrada, com mais capacidade de decisões, e a parte mais forte. Nessa ilusão inglória, essa pessoa passa ser incrivelmente chata, crítica, um poço de reclamações e reinvindicações. Tudo passa a ser pouco do muito que essa pessoa acredita merecer receber, qualquer atitude passa a ser motivo de desordem e desconforto, a ilusão é tão convincente, que essa pessoa passa a acreditar que realmente está com o poder de transformação, e age com agressividade nas reinvindicações de sua autoridade. Esse tipo de pessoa já é, por si só, perdida no planeta, suas reclamações soam como ruídos incômodos, como alarmes de carros que disparam debaixo da janela, durante a madrugada, e ninguém aparece para desligá-lo. São pessoas pequenas, rasas, medíocres, que acreditam em suas fantasiosas crenças soberbas. Uma companhia chata é como tomar café frio pela manhã com pão-de-queijo amanhecido, não há felicidade numa relação com uma pessoa chata, não há alegria e muito menos tesão. Sim, o tesão é diretamente ligado nessa situação de chatisse e inconveniência, que, com o passar dos dias, a parte chata se torna uma personagem sem importância e até sem valor, e a relação vai morrendo. Sua presença passa a ser desconfortável, tudo nessa pessoa chata passa a incomodar, até que o rompimento acontece e a parte sufocada se sente livre, finalmente. Conviver com pessoas negativas, rancorosas, influenciáveis ou chatas é um pesadelo para qualquer pessoa que faça par, é, geralmente, difícil de se recuperar esse tipo de relação, senão separando para nunca mais. Pessoas com essa energia escura ficam mais legais e interessantes estando longe o bastante, a ponto que não possam conseguir voltar. Se você se viu em alguma dessas partes, entenda que estará correndo risco de ser permanentemente infeliz, comece a traçar seus caminhos mais individualmente e corresponder menos  à outra parte, para que, pelo menos, o rompimento seja minimamente desconfortável e mais racional. Vocês não darão certo juntos, acredite.