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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Martinho Lutero reconhece Maria como Virgem Mãe de Deus

21.01.10, Rodrih

 

 

 

"Que são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria, que, nascida de descendência real (descendente do Rei Daví) é, além disso,mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é na Cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade"

 

 

(Martinho Lutero, Comentário ao Magnificat, apud M. Basilea Schlink, - autora protestante - in revista Jesus Vive e é o Senhor).

 

 

Comentários colhidos na Internet:

 

>> Por Achiles:

 

Quando falamos em protestantismo, temos que dividi-lo em 2: O protestantismo classico ou historico, e o protestantismo novo (pentecostal). O protestantismo classico inclui as igrejas fundadas na Reforma Protestantes, a muito tempo, dentre elas temos: Luteranos, Anglicanos, Calvinistas, Metodistas, entre outras. Estas igrejas, juntamente com a ICAR, sempre desenvolvem trabalhos sociais e de evangelização juntas.

 
O interessante é notar que as Igrejas Protestantes Clássicas tem um respeito e uma veneração muito grande por Maria. mãe de Jesus. Algumas, como a Anglicana possuem até mesmo santos veneráveis. Lutero, que nunca quiz se separar da Igreja Catolica, mas sim reforma-la, mas teve que se separar por causa da perseguição que sofreu, nunca deixou de ser devoto da Virgem Maria. 


Quanto ao "novos" protestantes, a questão é outra, eles são protestantes contra a ICAR e contra o protestantismo histórico. Não tem base teologicas e se afastaram do verdadeiro sentido que Lutero e demais reformadores queriam para a Reforma.

 


NOTAS:

 

  ''Ao ler estas palavras de Martinho Lutero [em ''Comentário do Magnificat''], que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: 'Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau'.

 

     O racionalismo ignorou por completo o mistério da santidade. O que é santo, é bem diferente do resto; diante do que é santo, só nos podemos quedar em admiração, adorar e prostrar-nos no pó. O que é santo, não é possível compreendê-lo. Diante da exortação, de Martinho Lutero, de que Maria nunca pode ser suficientemente honrada na cristandade, como a mulher suprema, como a jóia mais preciosa depois de Cristo, e sou obrigada a me confessar adepta daqueles que durante muitos anos de sua vida não seguiram esta admoestação de exaltá-la e assim também não cumpriram a exortação da Sagrada Escritura segundo a qual as gerações considerariam Maria bem-aventurada (Lucas 1,48). Eu não entrei na fila destas gerações. É verdade que também li na Sagrada Escritura como Isabel, mulher agraciada por Deus, falando pelo Espírito Santo e denominando Maria 'a mãe do meu Senhor', lhe prestou a maior homenagem, ao lhe dizer como prima mais idosa: 'Donde me vem a honra de tu entrares em minha casa?!' Eu, de fato, poderia ter aprendido o procedimento correto com Isabel. Mas eu não prestei homenagem a Maria com pensamento algum, com nenhum sentimento do coração, com palavra alguma, nem com algum canto. E muito menos eu a louvava sem fim, deixando de seguir a orientação de Lutero, quando escreve que jamais chegaríamos a exaltá-la o suficiente. 

 

     Minha intenção, ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus. E isto, à medida que, pela Sagrada Escritura, me ia aprofundando no conhecimento de sua vida e dos seus cainhos. Minha sincera intenção, ao escrever este livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador.  

 

     Com gratidão gostaria de confessar aqui quanto o testemunho de sua obediência, de sua entrega total de disponibilidade para andar todos os seus penosos caminhos, me foram uma bênção. Pois ela viveu e andou o caminho da humilhação, numa atitude que - no dizer de Lutero, quando escreve a introdução ao Magnificat - nos pode servir de exemplo: 'A delicada mãe de Cristo sabe ensinar melhor do que ninguém - pelo exemplo de sua prática - como devemos conhecer, louvar e amar a Deus...'  

 

     Quanto amor nós, os evangélicos, dedicamos aos apóstolos Paulo e Pedro! Muitas vezes até encontramo-nos num relacionamento individual e espiritual com eles. Nós os honramos e lhe agradecemos por terem andado este caminho de discípulos de Cristo. Agradecemos ao apóstolo Paulo, porque sabemos que, sem ele, a mensagem de Jesus não teria chegado até nós, os gentios. Exaltamos, cheios de gratidão, os mártires de nossa Igreja, cujo sangue foi semente da qual a Igreja tira vida. E nos esquecemos muitas vezes de agradecer a Maria, a mãe de nosso Senhor.  

 

     Não está ela inserida na 'nuvem de testemunhas' que nos circundam (cf. Hebreus 12,1) e cujo testemunho nos deve fortalecer para a luta que temos a sustentar?  Se honramos apóstolos e arcanjos e deles esperamos que sejam nossos guias no caminho, usando seus nomes para denominar comunidades e igrejas nossas, então, como é que poderíamos excluir Maria, que está ligada a Jesus como a primeira e mais íntima e que andou com Ele o caminho da cruz?  

 

     A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor, receando com isto reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que acontece é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com Sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado.  

 

     É intenção nossa - como Irmandade de Maria - contribuir, em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: 'Bem-aventurada a que creu!'  

 

      Jesus espera de nós que a honremos e amemos. É isto que nos é proposto pela Palavra de Deus e é, portanto, Sua vontade. E somente os que guardam Sua palavra, são os que amam a Jesus de verdade (João 14,23).'' 

 

(M. Basilea Schlink, escritora evangélica que escreveu, em 1960, o livro ''Maria - o Caminho da Mãe do Senhor'' e fundadora da Irmandade Evangélica de Maria, em Darmstadt, Alemanha; fonte: revista ''Pergunte e Responderemos'', nº 429).

 


 

Comentários colhidos no Yahoo!Respostas:

 

>> Por John Lucas:

 

Muitos protestantes sérios estão revendo suas posições:


"Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições. Cristãos Evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a opor-lhes recusa e indiferença? Temos o direito de examinar tais fatos. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus que fala ao mundo, pela mediação de Maria, e dar-lhe as costas, unicamente, porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica. 

No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica, tal profecia caiu em tão grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma." 


("Manifesto de Dresden" (Maio/1982) Teólogos Luteranos Alemães)

 

>> Por Silvio Biker:  

 

Caro amigo, Tive oportunidade de ler esses documentos que você citou. 
Estranho seria, se Lutero, monge, com uma formação tão aprofundada em teologia e, tendo durante toda sua vida monástica, desenvolvido em si, no íntimo de sua alma, um profundo amor pela virgem Maria, como aliás ocorre com qualquer outro monge, agisse de modo diferente.


Às vezes, me ponho a meditar sobre essa estranha antipatia que os neo-protestantes tem pelo nome da mãe de Deus, na dificuldade que eles tem em aceitar que ela deve sim ser proclamada "a bem aventurada" como diz o evangelho de Lucas, que sem querer acabo fazendo um paralelo com a mulher que vai combater o dragão conforme está relatado no livro do Apocalipse.


Tenho observado que os neo-protestantes tambem, com frequencia citam o antigo testamento, as cartas dos apóstolos e trechos dos evangelhos, mas me digam com toda sinceridade, ja viram algum discorrer sobre o capítulo 1 do evangelho de Lucas . . . ele é todo escrito sobre Maria, desde a aclamação que o anjo Gabriel lhe dedica, até a saudação de Isabel sua prima, que cheia do Espirito Santo, lhe pergunta " donde me vem a honra de vir a mim a mãe do meu Senhor" .


E depois disso, somos obrigados a assistir na TV ha alguns anos atrás, um idiota qualquer chutando uma imagem de Maria. Curioso, que ele nao fez isso com uma imagem de Satanas ! nunca ouvi ninguém fazer tal questionamento.
 

 

>> Por Júlio Cézar:    

É uma maioria esmagadora de Cristão, até mesmo protestantes e mulçumanos que veneram a bem-aventurada virgem Maria! Nunca colocamos Maria acima de Cristo, pois, sem o Cristo não há Maria! O catecismo da Igreja Católica é bem claro quando se refere a Maria:

Veneração e não adoração de Maria

971 "Toda as gerações me chamarão de Bem-Aventurada" (Lc 1, 48). A piedade da igreja com a Virgem Maria é intríseca ao culto cristão.A Virgem Maria é legitimamente honrada com culto de veneração (culto de homenagem, adoração só para Deus) pela Igreja. Com efeito, desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob título de " Mãe de Deus", sob cuja proteção aos fiéis suplicantes(pedem intercessão, isto é, pedem pela providência Divina, não pela graça, porque Maria não santifica nada, só Deus que santifica (1tm 1, 1-4))... esse culto de homenagem... embora inteiramente singular, difere essencialmente do CULTO DE ADORAÇÃO que se presta ao Verbo Encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece, este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, tal como o Santo Rosário, " resumo de todo Evangelho". (Papa João Paulo II, Catecismo da Igreja Católica, 1998)
Certo que existe ainda muitas pessoas exageradas ou fanáticas que não entende realmente como deve si deferir as coisas, acabam caindo num erro terrível, por isso é recomendavél a leitura do livro catecismo da Igreja Católica, para melhor entender o ensinamento sobre Maria e os outros santos.
Irmão Daniel vc fez interpretação errada, creio que foi retirada de 1° Timoteo 2, 5... que diz que Jesus é nosso único mediador entre Deus e homem! É verdade, mas, Jesus é o mediador entre Deus e o homem, pois, foi quem fez uma aliança fortemente espiritual entre o homem e a graça de Deus através da Cruz, Cristo é o mediador da Graça! Já no caso de Maria ela é mediadora, porque seria ilógico Jesus não levar sua mãe para o céu junto da glória de Deus. E Maria intercede por nós, assim como intercedeu no episódio das Bodas de Caná... Maria foi a intercessora daquele milagre. (Jo 2, 1-10) Em vária passagens bíblicas é exortada a intercessão! No livro do Apocalipse, João fala sobre a oração dos Santos: “Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos” (Ap 5,8). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.” (Ap 8,4). 

Fonte(s):
Catecismo da Igreja Católica
Bíblia Sagrada

 

>> Por John Wesley, fundador da Igreja Metodista, em carta dirigida a um católico em 18.07.1749:

   

''Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.''


>> Dentre outros:

 

''Maria é digna de suprema honra na maior medida. ''

 

(''Apologia da Confissão de Fé de Augsburg'', art. IX).

 


''Um só Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria.''

  

(idem)


''Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.''

  

(João Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)


''Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra. ''

  

(Zwinglio, em ''Corpus Reformatorum'')



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