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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

QUEM COM BOLO FERE, COM BOLO SERÁ FERIDO

09.08.10, Rodrih

Não adianta. A vida realmente tem sua própria justiça. Há quem faça o mal para alguém e viva a sua vida numa boa, sem que nada de ruim lhe aconteça.  O mundo está cheio desse tipo de gente. Sim, é um tipo de gente, mas não chegam a ser gentes justamente porque não são aperfeiçoados para serem vistos como humanos sociáveis e interessantes. Existem aqueles que não se cansam de dar tombos em parentes, amigos e até no banco. Sempre encontram algo que justifique seus problemas e suas limitações.  Tem aquelas pessoas que falam demais quando não tem nada para dizer, realmente, Renato Russo estava certíssimo. Assim como existem as pessoas formadoras de opiniões, como eu, como você e muitas outras por aí, têm também os tipos de gente formadores de decepções, que são aquelas que até possuem um rosto bonito, um corpo bacana e são muito inteligentes, entretanto, são tipos desprezíveis e vazios. Foi como eu falei, são tipos de gente que se camuflam entre nós, pessoas de fato, para confundir e causar muitas desavenças sociais.

Muito embora somos parte de um só planeta e vamos todos em direção do mesmo destino, independente se um estudou em Haward e outro sequer sabe as vogais. No fim, todos vamos encerrar nossas carreiras e deixar nossos herdeiros – quer de sangue, quer de patrimônios – seguindo nosso destino, perpetuando-nos até o fim dos tempos, porém, todos vamos sucumbir ao desligamento e avohai.

Hoje eu fui chamado para refletir sobre a frase: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido.”. A frase serviu para mim. A carapuça me serviu como uma luva e eu aprendi a lição da Lei do Retorno.

A Lei do Retorno acontece gratuitamente, pois tudo o que você dá de bom coração, volta de bom coração. Se der com coração leviano, você está no sal. Se não der, não receberá. Tudo é um toma lá e dá cá, não há espaço para refutação nem questionamento. É pá, pum! Sem erro.

Então eu, que não tinha nada para fazer, resolvi fazer algo que é pior do que nada. Sou hiperativo, e isso me dá qualidades extras de criatividade. Tem momentos que crio coisas com tanta facilidade que um técnico ou profissional não conseguiria fazer em menos de três dias. Daí assei um bolo de côco para mim. Confesso que o gosto não era bem de um côco maduro, mas de qualquer coisa que lembrasse um bolo de morango.. AFF.

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No meu armário que é a dispensa e o armário de limpeza simultaneamente vi mais duas caixinhas de massa (pó) de bolo prontas para preparar e assar, assim como fiz com o bolo de côco. Então tive a idéia Tabajara de tirar uma com a minha irmã caçula, mãe da Júlia e da Ana Beatriz, esposa do meu cunhado dãããã, só que a indivídua havia viajado e eu precisava por meu plano diabólico em ação, mas com quem? Tcharãããnnnn!!! Minha adorável Mãe… Também havia prometido assar um bolo de laranja para meus vizinhos que tiveram neném a poucos meses, como cortesia pela política da boa vizinhança, já que o desejo pós-parto da dita nova mãe era comer bolo de laranja e bolo de milho dava gastura na nova mamãe do Rafael. E por outro lado, cá entre nós… é muita frescura minha irmã escolher ficar com o bolo de laranja, já que ela não estava com desejos e o bolo ainda estava saindo de graça.. Hunf!

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Com duas caixinhas de pó para bolo de sabor, abri com todo o cuidado a caixa do pó para bolo de milho e depois a caixa de pó para bolo de laranja.  Minha querida mãe queria fazer um bolo rápido de laranja para minha irmã e suas filhas, já que minha irmã não gosta muito do bolo de milho. Nem ela nem suas filhas de 3 e 6 aninhos. Realmente puxaram a mãe delas. Então eu retirei o saco com o pó para massa do bolo de laranja da caixa que anunciava tal sabor, e fiz o mesmo com a caixa do bolo de milho. Anotei qual era o sabor de laranja e separei para eu não me confundir depois. E troquei as caixas, sendo que o pó para bolo de milho pus dentro da caixa de bolo de laranja e o de laranja – devidamente anotado – guardei na caixa de bolo de milho.

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Fechei a caixa do bolo de laranja – que continha o de sabor milho – e levei para minha mãe, na casa dela. Ela ficou super contente pois não precisava sair para comprar. Eu só ficava pensando no telefonema e nas risadas que eu ia dar depois. Ia me acabar de rir! kkk

Fiquei um pouco para ver se minha mãe pegava logo e começava a fazer a massa do bolo, mas ela estava enrolada no telefone fofocando falando com a irmã dela, minha tia. Então saí, cansei a beleza e voltei pro meu apê, precisava ainda tomar um banho, preparar o bolo de laranja e sair para meu curso noturno – um que inventei de fazer. Não deu meia hora minha mãe aparece no meu apê – que fica numa distância de 3km da casa dela. Ela catou o carro e tentou me alcançar, mas como sou meio apressadinho, ela ficou pra trás e acabou decidindo passar no mercado – que fica no meio do caminho – para comprar leite e ovos. Inacreditável, mas o mercado não tinha ovos, só leite. Ela então desistiu e foi até meu apê, pois sabia que eu tinha ambos na geladeira – eu sempre falo o que tenho, justamente por conta dessas coisas, desses imprevistos.

Minha mãe liga e manifesta sua digníssima presença no apê, deixo a porta destrancada, os ovos e o leite sobre a mesa e vou pro banho.  A querida genitora e amada mãe chega rápido e sai rasteiro. Eu saí do banho e fui fazer o meu bolo de laranja. Fiz a massa e coloquei para assar. Confesso que o cheiro estava bom, familiar. Esfriou o bolo, desenformei e deixei com a empregada do vizinho para entregar para o casal. É claro que eu fiz isso porque estou disputando a cadeira de síndico gosto de manter o bom relacionamento no andar que moro e fui pro curso.

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Voltei cedo, ainda precisava coletar os agradecimentos dos vizinhos, já que eles são os mais fofoqueiros comunicativos do prédio todo e com certeza me apresentariam mais eleitores conhecidos e tal qual não foi minha surpresa ao ver o bolo inteiro, isto é, só uma fatia foi cortada e o maridão da moçoila tirando uma com minha cara, perguntando se milho agora virou laranja também. Eu não entendi nada. Boei.  Peguei uma parte do bolo e realmente, era de milho. Mil interrogações vieram à minha mente. Eu realmente não tinha entendido nada. Até peguei a caixinha e mostrei pra eles que era de sabor laranja e…

Aí parei… “-Péraí…” Pedi licensa, fui pra cozinha e eu parecia Sherlock Holmes.. Por um instante pensei que eu tinha ficado doido de vez. Mas depois vi um bilhete no chão da cozinha, era de minha digníssima mãe, que havia escrito:

” Rodrigo, deixei o bolo de laranja para você fazer pra seus vizinhos e levei o de milho mesmo. A sua irmã disse que as meninas comem  qualquer sabor de bolo. Deus te abençoe! Mamãe”

Minha mãe veio me dizer que Deus é muito bom pra ela, porque até a Indústria do bolo errou na embalagem (AFF) e ela pôde dar bolo de laranja para a minha irmã e suas netas… ah nemmmmmmmmm preferi ficar calado…

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