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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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16.06.11, Rodrih

 

Hoje é um dia como todo dia é. Um dia que acontece segundo minhas escolhas. Escolhi sofrer menos do que amanhã e para que isso fosse possível precisei tomar uma decisão nessa escolha. Eu não gosto de sofrer, detesto a tristeza e não tenho resistência à perda, mas ainda assim escolhi sofrer menos do que amanhã. Eu não sei se vou sofrer menos amanhã. Meu peito se contrai e minha garganta dói, estou respirando menos do que respiro normalmente. Tudo isso para sofrer menos e provocar-me uma queda de pressão mais rápida. Ao fazer isso meus olhos pesam e uma sonolência estranha vem me jogar num sono profundo e anestésico.

 

Não, eu não choro mais. Talvez eu chore, mas evito. Se não choro, não chorar se torna um fardo maior porque não desabafo em lágrimas e meu peito parece que ganha mais ar e se contrai com mais força. É uma sensação que me incomoda e é praticamente inevitável sentir. E já estou sonolento demais, isso é bom para mim, é isso que preciso sentir, sono.

 

Pela primeira vez estou consciente de tudo e por mais que meu cérebro queira me penalizar, cobrar ou me julgar, há um lado de mim que diz: "-Não! Alto lá! Dessa vez o Rodrigo não fez por merecer." Mas eu penso que talvez eu tenha feito por merecer ao acreditar em alguém que ainda está descobrindo o mundo sedutor e envolvente. E logo eu que estava tão atento a não acreditar. Tenho tentado ajudar muitas pessoas em seus relacionamentos, sido o mais liberal possível, porque estava fortalecido e centrado no amor por alguém, mas saber que só eu estava sentindo segurança e vontade tem sido um baque muito forte. Inúmeros cadeados destranquei pouco a pouco, me permiti a coisas maravilhosas até que me desarmei por completo e me desnudei totalmente para dar e receber um fluxo de energia rejuvenescedora. E para que? 

 

Estou velho, me sinto velho, quase um inútil. Minha fé - que já era pouca, agora está quase deixando de existir. Eu realmente não gosto do sofrimento. 

 

Eu também tenho consciência das coisas, ainda tenho, e por mais vontade que eu tivesse pela carência ou necessidade de fazer, não fiz, não busquei, não me expus e nem experimentei. Agora eu não quero mais nada, apesar que sei que tudo pode ser esquecido um dia e a vida se renova. Só não entendo por que isso aconteceu de novo comigo.

 

Falo como se já pressentisse o futuro, como se tudo já estivesse consumado, mas pudera não fosse isso. Quem dera eu estivesse totalmente errado. 

 

Jogar no lixo toda a esperança de uma vida feliz ao lado de alguém é imprudência, quase uma auto-negligência, mas a escolha não foi minha, há 3 semanas já estava sendo tramada sem meu conhecimento, então eu não pude fazer nada para remediar ou mesmo fazer manutenção. 

 

E hoje estou triste, ainda que resiliente, mesmo assim estou triste quase já sabendo que em pouco ou breve tempo terei uma má notícia. Mas.. paciência..

 

Eu fiz o meu melhor. E eu preciso ter o melhor de alguém em minha vida.

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