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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

O LEITOR (the reader)

17.07.09, Rodrih

 

 

 

 

 

A sociedade acredita que é guiada pela moralidade mas isto não é verdade. O premiado diretor de As Horas, Stephen Daldry, mostra novamente toda sua força nesta história de medos e segredos escondidos pelo tempo. Hanna (Kate Winslet) foi uma mulher solitária durante grande parte da vida. Quando se envolve amorosamente com o adolescente Michael (Ralph Finnes)não imagina que um caso de verão irá marcar suas vidas para sempre.

 

O LEITOR foi um filme que me incomodou muito, deixou-me até estressado, numa frustração imensa e também mexeu com meu sofrimento atual.

 

Todo esse desconforto se dá pelo fato de haver uma verdade em que a sociedade que margea Hanna (Kate Winslet) acredita, como a própria Hanna sustenta em detrimento pessoal, a fim de causar o menor estandarlhaço possível.

 

Essa sustentação de Hanna se faz porque ela é triste, solitária, verdadeira e honesta. E ela é julgada, culpada e sofre as consequências dessa verdade, que na verdade não passa de meia verdade ou quase uma mentira.

 

Na minha vida também escondo um segredo que me atormenta e a sociedade que permea a minha vida só enxerga a verdade que na verdade não passa de meia verdade ou quase uma mentira, mas não tenho como sustentar a verdade completa ou acusar a mentira criada, porque como Hanna também sou triste, solitário, verdadeiro e honesto e não quero mais causar polêmica de algo que prejudicará a pessoa que amei.

 

Tanto como Hanna, quanto como Michael (Ralph Finens) acho que vou morrer com a verdade que eu sei que existe e a pessoa que amei sabe que existe, mas ela não assume e prefere viver na bolha de suas fantasias acreditando que suas ações foram inimputáveis e inocentes.

 

Se tudo é o que parece ser, quem é que se importa?