RELACÕES AMOROSAS TUMULTUADAS: SERÁ QUE VOCÊ CONVIVE COM UM MISÓGINO? 

 

casal-brigando-300x218O termo grego "misógino" é utilizado pelos psicólogos para designar a pessoa que odeia mulheres: miso = odiar e gyne = mulher. Isso, teoricamente falando, porque, na vida real, nem sempre é fácil reconhecer um misógino. Antigamente a palavra que dava o significado de "incomodar" ou "angustiar" era interpretada como "odiar". Tal como "I love you" tanto pode significar "Eu amo você", como "Eu gosto de você" ou "I miss you", que pode ser "Eu preciso de você", como "Eu sinto saudade de você". Não necessariamente o termo "pessoa que odeia mulher" deva ser levado ao pé da letra, mas pode ser entendido como "pessoa que sente angústia com o convívio com a mulher".
 
À primeira vista, ele é muito educado, gentil; e, em geral, considerado um gentleman. Tem muita facilidade em conquistar a mulher por quem está interessado, pois age de maneira extremamente amorosa, o que o torna quase irresistível.
 
Sua atitude demonstra um apaixonamento e uma dedicação tão intensos que, com o decorrer do tempo, fica cada vez mais difícil para a mulher estabelecer limites seguros e ser capaz de atribuir-lhe quaisquer responsabilidades na eventual geração de conflitos ou turbulências no relacionamento.
 
Na verdade, estabelece-se um contrato tácito (sem palavras, mas compreendido por ambos), no qual o homem vai, imperceptivelmente avançando nos limites, a fim de tomar pé de até onde pode ir com seu estilo manipulador e altamente controlador. A mulher, por sua vez, a fim de "preservar" a relação", tenta ser boa todo o tempo e evita confrontá-lo. Com isso, evidentemente, o relacionamento fica assimétrico e ela, naturalmente, fragiliza-se cada vez mais.
 
Esse controle do misógino vai avançando de tal maneira que chega a alcançar as áreas financeira e íntima, prejudicando a sexualidade do casal. Ainda que a mulher faça tudo para evitar desentendimentos, ele acaba sempre convencendo-a de que ela sempre está errada. Com o tempo, ela passa a medir cada palavra que pronuncia, uma vez que, confusa e cada vez mais perplexa, teme que tudo “desmorone” de uma hora para outra. À essa altura, ela já está irreconhecível e a sua auto-estima se encontra totalmente minada. Torna-se difícil tomar qualquer atitude, uma vez que o homem utiliza argumentos que lhe soam tão lógicos para o bem da relação, que ela passa a chafurdar-se num mar de lodo emocional.
 
A única coisa que ele deseja é sentir que ela lhe dê mostras de seu amor incondicional por ele, através de muita compreensão e do atendimento de suas mínimas necessidades, sem demonstrar qualquer tipo de aborrecimento. Algumas vezes, ele estoura e, em seguida se arrepende, voltando a ser o homem maravilhoso do princípio...até que novo estouro aconteça. Vale ressaltar que, a despeito dessa descrição avassaladora da atitude de um misógino, ele está totalmente inconsciente dela e sequer tem noção da dor que sua atitude produz no outro. Seu comportamento é, na verdade, um subproduto de sua história de vida na família de origem, que lhe causou um sofrimento psicológico, o qual não pôde ser evitado. Geralmente, ele é oriundo de um relacionamento conturbado entre seus pais, com o qual aprendeu que oprimir a mulher é a única maneira de controlá-la.
 
Como adulto, ele “atualiza” a vivência sofrida no passado, buscando desesperadamente ser amado, ainda que de uma maneira totalmente deturpada. Pode ter acontecido que este homem passou por mais de uma relação amorosa na qual ele foi alvo de situações humilhantes e constrangedoras, vindas de suas ex-amadas. Essas situações do passado podem salientar ainda mais o problema.
 
Já em relação à mulher que tende a relacionar-se com um misógino; o mais provável é que ela tenha sido infantilizada pela sua família pregressa e, por essa razão, tenta encontrar no parceiro, suporte, apoio e amor, como forma de compensação. Assim sendo, embora pareça que o misógino seja o carrasco e a mulher seja a vítima, a verdade é que existe um conluio entre eles. De uma forma doentia, precisam um do outro.

A solução para esse problema é um dos dois sair do círculo vicioso e começar a agir de uma maneira nova. Geralmente, quando isso acontece, existem três possibilidades:

1. A mulher mantém-se submissa, para conservar consigo o seu homem.
2. Ela prefere separar-se dele.
3. Ela decide investir numa nova relação com o mesmo homem.

As que optam pela última opção terão que elaborar a reconstrução de sua auto-estima, estabelecer limites claros, ser firmes perante o parceiro e assumir o seu lugar dentro da relação. Para isso, com toda probabilidade, elas necessitarão de ajuda terapêutica.
 
O resultado dessa atitude provocará uma solução do problema que provavelmente será: ou o seu misógino desistirá de ser o algoz para ficar a seu lado, ou desistirá da relação. De qualquer forma, ela terá conquistado o resgate de sua auto-estima.
 
Adicional do autor do blog:
 
Após muitos anos acompanhando o sofrimento de mulheres com seus misóginos entendi que o livro Homens que odeiam mulheres & Mulheres que os amam é um livro de nível informativo para profissionais da área de saúde mental, porém, para leigos, este livro é um perigo, pois pode ser interpretado erroneamente e expor a mulher à uma ilusão incorrigível, com um futuro intensamente dominado pelo medo. (26/06/2016)
 

Antônio Tadeu Ayres
Baseado no livro: “Homens que odeiam mulheres & mulheres que os amam “, de Susan Forward e Joan

Bate papo com Rodrigo Caldeira através de rodrigocaldeira.blog@gmail.com (bobagens não serão respondidas)
 

 

Publicado por Rodrih às 16:47 | Link do post
Estado de Espírito:
Sei e sinto na pele o que é ter conviver com um misógino.
Fabiana a 13 de Agosto de 2012 às 23:57
Fabiana, sinto muito pelo que você passa. Talvez não seria momento de você dar um "pause" em tudo e rever suas prioridades? Talvez seu auto-amor? Quando você pára de questionar é sinal que você está aceitando a condição em que está vivendo e quando parar de sentir frustração será porque esqueceu o significado da palavra "liberdade". Liberte-se Fabiana! Enquanto ainda sente.

Felicidades, é o que desejo para você.

Rodrih a 18 de Agosto de 2012 às 05:46
Boa Tarde:
Estou vivendo um problema desse, meu marido quando o conheci era encantador, me tratava como uma rainha, fez com que eu vivesse os melhores momentos da minha vida ao lado dele, parecia um sonho! Hoje vivo um pesadelo, dependo integralmente dele financeiramente, tenho duas filhas, ele me humilha, me ofende, me trata como um lixo, Usa adjetivos como, inútil, incapaz, burra, zero á esquerda, peso morto! Estou com minha auto estima lá embaixo, sempre fui uma mulher que lutei pelo que sonhava, hoje me sinto sem forças até para sair de casa, nem ao mercado vou, ele que faz tudo. Quero me separar, mas temo passar necessidade financeira com minhas filhas, pois elas estudam em uma boa escola e possuem um bom padrão de vida, se formos embora, elas perderão tudo isso e poderá afetar o futuro delas.
Por outro lado penso que viver nesse inferno é impagável, não somos felizes, ele grita, ofende, meu Deus como me livrar desse dilema? Por favor me ajude, estou perdida, me sinto sozinha, moro longe dos meus familiares, eles também julgam que isso é frescura da minha parte, eu queria trabalhar, reconstruir a minha vida, mas estou sem direção!

Cristina, boa noite (apesar dos pesares)...
Você já leu as respostas dadas para a Luanna, e outras moças, mulheres que aqui deixaram seus depoimentos? Se não leu, por favor, leia, pois são respostas interessantes e que podem servir para te ajudar de alguma maneira.
Uma coisa que tenho percebido é que as mulheres agredidas por um misógino são, geralmente, aliás, não são mais como eram quando conheceram seus companheiros (?) na sua forma física principalmente. Tenho notado que algumas ou muitas se largaram, se abandonaram, deixaram de se cuidar, simplesmente se esqueceram, não progrediram, não se atualizaram, sequer tentaram se instruir de mais conhecimentos. A maior parte dos homens são sinestésicos visuais, e isso implica que eles são atraídos pelo o que vêem, tanto quanto pela importância da mulher na vida deles. No entanto, eles não conseguem se expressar, não sabem como conduzir ou nem se sentem na liberdade de dizer que estão insatisfeitos com a aparência de suas parceiras, ou mesmo com a vida "acomodada" que elas se põem para viver. Eles querem que elas estejam atentas, ativas, sexys, sensuais, interessantes e com iniciativas impressionantes. Fazem assim porque são todos burros, um bando de "machos-alfa" imbecis, retardados, tapados e atrasados mentalmente. Vivem na era da colonização do Brasil, totalmente fora do ar.
Então o que fazer nesses casos? Pôxa, mulheres, vocês precisam querer se mexer, não dependam desses babacas para serem melhores, ainda que vocês precisem das condições desses estúpidos, se mexam, façam caminhadas, entrem na internet e acessem no Google sites de cursos grátis com certificado (FGV, UnB, USP, e outros sites ainda que particulares oferecem cursos), se atualizem, parem de assistir novela, BBB, Casos de Família etc. Isso não é cultura, mas é prisão cultural, se permitam viver desafios, se olhem, se produzam, façam a depilação total para se sentirem gostosas, mas não para o imbecil que está ao seu lado, porém para você simplesmente. Vá brincar ou interagir com seus filhos, crie um universo só de vocês, deixe o ET do pai das crianças de fora da brincadeira. E quando esses escrotos chamarem vocês de burras e outras ofensas, reajam, não se calem, não engulam as ofensas. Se eles levantarem a mão para agredir, enfrentem! A mesma porrada que o homem se sente capaz de dar, dê de volta com a panela, e denuncie o imbecil para a polícia (há a delegacia da mulher, há a lei Maria da Penha), bota pra lascar em cima dessas bestas, reajam!!! E se a família disser que é frescura sua, então não comente mais nada para os familiares, deixe-os totalmente sem notícias suas. Se perguntarem por que você não mais comenta nada, diga que não vale a pena, porque você não precisa e nem quer saber que o agressor do companheiro (se é que é companheiro mesmo) tem o apoio de sua própria família para te agredir e tirar sua vida aos poucos. Mas, Cristina, reaja! Os mesmos braços que ele tem para te assustar, você também tem, a mesma boca que ele tem para gritar com você, você também tem, e se ele se separar de você, então mete um processo nesse filho da puta de danos morais, cárcere privado, assédio moral, agressão contra a mulher, calúnia e coação, além da própria separação/divórcio e deixe os advogados seus raparem o tacho desse babaca. Será tanto processo que esse inútil vai querer se converter a ser um homem bom e amoroso, mas daí você aproveita e lasca com a raça desse moleque pedindo ao juiz que ele se mantenha longe de você por 300 metros, no mínimo. Pronto, daí você poderá dizer pra ele: "Perdeu, playboy!"
Bjo e acredite mais na sua capacidade de transformar o seu mundo em sua vida!
Nossa era tudo que eu estava precisando ouvir! Era bonita quando o conheci, independente, loirassa, e me tornei um balão, gorda, cozinheira dele, mãe e dona de casa. E peguei em seu histórico filme pornô.
Agora aos poucos estou voltando, comecei academia, estou fazendo reeducação alimentar, e procurando cuidar de mim porque nunca tive problemas com auto estima, e depois que o conheci comecei absorver todas essas críticas. Mas foram ótimos seus conselhos!
Muito obrigada pelo tempo que disponibilizou para me escrever essas palavras, pode ter certeza que foram de grande valia na minha vida.
Ainda esse ano te retorno um email contando que mudei radicalmente de vida!!!

Obrigada e um grande abraço:

Simone
Ótimo, Simone! Viu como uma coisa se justifica noutra? A gente se vitima por esquecer que nós nos desmerecemos. Muito embora que seu companheiro tem sido um imbecil por deixar você se perder em seu comodismo e ainda por cima humilhá-la constantemente, você tem parte dessa responsabilidade. Mas agora você se viu, agora você se emputeceu com sua aparência física e está partindo para recuperar sua fisionomia de antes. Bacana isso. Mas cuidado com a autossabotagem! Não vá com muita sede ao pote, seja comedida e paciente. Não perca só dois ou cinco quilos, mas o suficiente que deixe você gostosa e atraente. E quando você tiver controle da situação em sua vida, verá que poderá trocar de marido, buscar alguém que mereça tê-la sem ofendê-la. Sucesso Simone.
Rodrih a 29 de Maio de 2014 às 08:25
Muito Bom conselho! Show! Li o livro a que te referes: Homens que odeiam mulheres e mulheres que os amam, da Drª Foster. Quando cheguei até o livro já havia decidido a centrar-me mais em mim, nas minhas buscas e meus projetos. Isso não o demoveu do costume de me agredir, desconstruir, diminuir na frente dos filhos (meus enteados). Fiz isso por amor a mim mesma, devolver-me a mim mesma na frente do espelho: ficar bonita pra mim, maquiar-me pra mim. Aprender a gostar de mim! Tive que lidar com crises de ciúme, com ameaças, agressões físicas - aliás, decidi que não seria mais um dado de estatística de violência doméstica quando isso aconteceu. Preparei-me para dar o troco à altura, legítima defesa. Mas na medida em que passei a me curtir mais, isto decorre do fato de eu centrar-me mais em mim agora, os ataques de visível fobia ao feminino se resumem numa só expressão (da parte dele): eu quero o divórcio. Ok...vou pensar nisso amanhã. Agora, estou meio ocupada aqui com meus botões!
Deixo aqui uma singela contribuição artística. Um convite pra visitares meu blog http://moendacultural.blogspot.com.br/ e um abraço.
Ig -no -mí -nia
Seria necessário o máximo de paciência para aturar um mínimo de obscurantismo gratuito, grosseiro, gravíssimo - e porção extra de decência para não resvalar na lama dos vocábulos torpes (esses que se pronuncia por entre os dentes). Longe de pedantismo: isso é a mais pura indignação! Passa longe de todo esse brilhantismo beatificante e belicoso das ideologias de esquerda... Aliás, onde a esquerda mesmo? Ademais, não é este um discurso do tipo rosaluxemburguês.
Ignomínia
Que não me venham com rótulos reducionistas, porque, no meio da agonia, quem foi abatida e mesmo assim se levantou no campo ignorado da misoginia, tem nome e sobrenome. Este é, pois o grito do centro do meu peito de mulher, esmagado com a dor de tantas outras que viveram (e morreram) antes que eu pudesse despertar com o alerta. Que não tardio vem. Não tardio vem.
Ignomínia
E chega traspassado dessa dor de só ser do gênero que o respirar já é ofensa a este que agride. Covardia! Por medo: ele agride, e cerceia, e vasculha, e escolhe mil palavras brutas, e grita “vadia” querendo dizer outra, e rebaixa, distorce e humilha – sem sentir o efeito daquilo que provoca na legítima companheira. Esta, que a despeito de tanta fúria, pondera, espera, ora, se revigora. Para se ver novamente cercada de flores e favores. Eu sou do meu amado, diz ela. Mas, no fundo, esses são só vetores por onde se recompõe o amante – que é amado, mas nunca jamais a amará. Porque disso é incapaz. Dentro dele há um tirano, um déspota a odiar continuamente.
Ignomínia
Na proporção que esta mulher se levanta do pó da própria ruína, este homem a quer devastada, terra arrasada, com ódio consumidor. Mas ela é fonte que não seca. É água que contorna a pedra. Ela é feita de amor e um ventre. Aí reside toda a sua força. Foi assim que eu fui feita. É, pois do centro do meu peito que sai esse fogo. Que apaga toda a dor.

Cris Cases
Cris a 27 de Setembro de 2014 às 22:33
Olha, Não adianta ter um padrão de vida bom e se maltratar. Aconteceu o mesmo durante 20 anos com a minha família. Meu pai é exatamente desse jeito com a minha mãe e o pior: ela não tem estudo algum. Está procurando empregos em hoteis pra então poder se separar. Foram 20 anos vivendo bem e eu e meu irmão estudamos em colégios muito bom ao longo desse tempo. Moral da história: Meu irmão tem sérios problemas de comportamento hoje em dia. Não consegue se relacionar com ninguém, nem pra amizade. Vive sozinho e passou a ficar dentro de um quarto dia inteiro em um computador buscando fugir do que acontecia. Hoje eu sofro tentando fazer ele voltar e se interessar pelas coisas e conversar com as pessoas. São erros que os filhos percebem conforme vão crescendo e tomam como exemplo de vida e sem culpa acabam arruinando a própria vida. Tudo tem uma consequência, não adianta. Tem uma vida boa mas acaba estragando todo o resto e a consequência vem com o tempo e de uma vez só. Minha mãe se questiona até os dias de hoje se valeu a pena, se sente acabada, levará vários anos para se recompor. Em relação á familiares: todos criticam porque temos uma vida boa e ela não teria motivos para reclamar. Mas não sabem o que ela passa dentro de casa. Infelizmente tem pessoas que acham que princípios devem ser jogados fora por causa do dinheiro. Eu sempre tive dinheiro pra tudo, fui mimada por um tempo, acordei pra vida faz tempo.. mas hoje eu não quero nada a não ser uma casa pequena, uma família unida e o principal: respeito. Nada melhor do que acordar e olhar ao seu redor e perceber que existe respeito e amor. Nunca a minha vida boa e luxuosa me mostrou isso. Enfim, dinheiro demais é bonito pra quem não tem. Fica a dica.
Anônimo(a) a 14 de Dezembro de 2015 às 23:59
Oi, dá uma olhada nessa definição: http://educacao.umcomo.com.br/articulo/o-que-e-misoginia-18889.html
Rodrigo a 27 de Julho de 2015 às 10:52
Legal, Rodrigo, vi lá e é uma abordagem plausível. Quem quiser se aprofundar no assunto poderá visitar o link sugerido! Valeu por participar!!
Rodrih a 27 de Julho de 2015 às 16:34
Sim,sei e da pior maneira possìvel,ou seja convivendo com um.É realmente transtornante o convívio.Perdi a noção do que falar,pensar,parecia que ele estava sempre certo e eu culpada por td de errado na humanidade.Mas com a ajuda de Deus e minha família consegui sair dessa relação conturbada
maria aparecida a 31 de Outubro de 2012 às 04:16
Tenho 21 anos e acabo de sair de um relacionamento com um homem de 32, ele já foi casado, e em uma de nossas conversas ele disse que já chegou a chamar a ex de vagabunda e que ela se sentia humilhada por ele, eu estava tão apaixonada que não dei muita importância. Mas eu estava cega, ele já estava me humilhando e eu deixava pra lá. Ele me chamava de burra quando tinha opinião diferente da dele, brigavamos toda vez que saiamos dizia que eu estava olhando pra outros caras. Uma vez passou dos limites, estávamos em um supermercado lotado e eu resolvi esperar do lado de fora e ele ao sair não quis falar uma só palavra comigo. Eu sem saber o que estava acontecendo resolvir voltar pra casa já que ele não queria falar comigo, ao acordar ele me ligou dizendo que eu estava olhando pra outro cara por isso tinha saído da vista dele. Por eu reclamar e dizer que aquilo era doença, ele mandou eu ir dar ao cara. Ele costumava me humilhar me chamou de burra, imbecil, mandou eu ir a merda, chegou a dizer que vestia feito uma velha e que estava feia. Já me deixou constrangida na frente dos amigos. Gritava muito comigo quando eu reclamava de algo. Sempre a culpa era minha. Eu sempre tentei agradar mais ele nunca tava satisfeito. Dizia que minha comida não prestava, reclamava se eu usasse short curto, não deixava falar com ninguém que ele não queria. Eu suportáva muita coisa, ele já tinha um filho e morava em outro estado, só me via no fds mas tinha que dividir o tempo com isso que mora aqui. eu tinha que passar o fds na casa da mãe dele que me odiava, dizia que eu tomava o tempo que era pro filho dele. Por eu reclamar dizer que preferia ver ele só no tempo livre dele, ele disse que queria que eu ficasse no ap dele, que estava fechado a muito tempo e só iria me buscar quando ele tivesse tempo. Ele não queria que eu ficasse em minha casa tinha ciúmes demais. Além de ser humilhada ele falava de outras mulheres na minha cara. Me fazia chorar com seus comentários. Depois disso ele parecia que era outro me tratava bem. Já cheguei a ser deixada, pra ele tentar ficar com outra , mas ele por achar que não ia dar certo com ela pois era mais rica que ele resolveu voltar comigo. Brigavamos muito, mas sempre a culpa era colocada pra mim. E depois de um ano de namoro eu comecei a me revoltar e não aceitar tanta coisa, que nem deu pra eu escrever aqui. Depois de uma briga onde fazia dois fds que a gente não ficava juntos, e no dia que ele tinha um tempo livre ele resolveu voltar pra o estado que morava pra ir a academia. Por eu reclamar, ele começou a dizer que a academia era muito importante e que não deixaria de ir. Fiquei mal e falei que queria voltar pra casa, estava me sentindo muito deixada de lado. Ele com raiva me gritou muito e acabou o namoro. Mas uma vez me humilhou mandando eu ir dar aos caras do meu bairro e tomar no c*. Me sinto um lixo, e ele parece não ligar. Por último ele jogou na minha cara que deixava de passar todo tempo com o filho pra dividir comigo, e que deixou de ficar uma mulher rica, médica, gata pra ficar comigo. E que perante a sociedade ela é melhor que eu. Chorei muito, ainda gosto mas não suportei mais isso. Acho que ele é doente. Ninguém trata assim alguém que diz que ama. ;-(
Luanna a 24 de Março de 2013 às 14:05

Luanna, eu lamento por sua triste história. Lamento pelo cara ser um misógeno de carteirinha e lamento mais ainda porque você se permitiu receber tanto assédio moral de um crápula. Um homem que não sabe cuidar de uma mulher, nunca soube ser filho que prestasse e tampouco será um pai de verdade. Então, aproveite essa oportunidade para sair fora, deixar esse animal vagar para lá, liberte-se menina! Deus dá o LIVRAMENTO, mas cabe a você tomar posse da liberdade, então desapega desse sentimento de gostar desse cara, porque você, na verdade, não está gostando, mas está condicionada a se autossabotar e com isso achar que gosta desse projeto de matador de mulheres. Esse cara não tem futuro, não se iluda, Luanna. Leia esse meu post: http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt/60459.html, pode ser que lhe sirva para esse momento.
Meu blog tem muitas coisas que falam sobre relacionamentos, não perca tempo, vasculhe-o! Lá em cima tem uma lacuna, digite um tema e pode ser que encontre alguma coisa que lhe dê uma direção.
Conheci um cara, um advogado da mesma idade desse agressor de mulheres com quem você se envolveu, e ele se encaixa nas características que você disse na sua triste história. Um cara podre, agressivo, que se acha, protegido da mamãe, um verdadeiro bocó que tem certeza que o mundo se dobra diante dele, aFF, um animal (da mesma espécie desse ex namorado seu) e o cara foi ficando sozinho, sozinho e ao invés de reconhecer suas atitudes grosseiras fez foi julgar as pessoas segundo sua ignorância. Até que eu também me afastei. Não dava mais, havia suportado por anos. Então, Luanna, se dê uma chance para ficar só, voltar a viver uma vida sua, resgatar seus valores e se distanciar desse agressor "no sense". A menos que você goste de ser humilhada, então fique com ele. Mas certamente você só quer ser amada, então se dê para quem vale a pena viver a vida (a única que você tem neste planeta) ao lado de alguém, no mínimo, que te respeite e queira o seu bem. Aproveite o livramento e desapareça da vida desse cara. E lembre-se: Todo crápula é artista e sabe encenar, como já fez com você, e fará quantas vezes precisar para iludir e dominar você. Sai fora, e entenda que sua alma gêmea pode estar dentre 3 a cada 100.000 pessoas. Então, só aqui em Brasília (como exemplo), você corre o risco de conhecer, amar e ser amada por pelo menos 12 almas gêmeas! Então se perdoe pelo erro de se entregar para um MISÓGINO e vai ser feliz menina!!!
Rodrih a 25 de Março de 2013 às 06:32
Meu pai é misógino, e só fui descobrir o nome do problema dele anos depois, depois de muito sofrimento, lá para os meus vinte e seis anos.
Depois de descobrir eu senti um alívio imenso, pois ele sempre me fez sentir culpada, e atribuía a mim características horrorosas, me fazia passar vergonha na família, e sempre que ele brigava comigo ele me estapeava o rosto, me carregava pela roupa e jogava em algum canto, ameaçava me dar um soco, gritava, cuspia e até já enfiou o dedo na minha boca.
Sofri muito, não consigo considerá-lo meu pai, para mim é um estranho.
O bom é que fui forte e não tenho nenhuma depressão, nenhum transtorno, nada.
Descobri que meu avô paterno também foi rude com minha avó, e descobri que o meu bisavô também foi assim - ou seja, estava passando de geração para geração.
Mas eu digo: seja marido, seja pai, é a pior coisa do mundo ter uma pessoa dessa ao lado. A gente pensa sempre em fugir de perto.
Menina a 21 de Abril de 2013 às 22:06
Rodrigo, gostei do post, sensato, esclarecedor e escrito por um homem significa que nem tudo esta perdido. parabens.
Re a 22 de Abril de 2013 às 02:43
Obrigado Re, também acredito nisso, apesar que a humanidade está cada vez mais artificial. No entanto, parafraseando Confúcio, é de pequenos montes que carregas, que erguerás uma montanha. Sendo assim, é com pequenas conscientizações que surgirão homens conscientes da maravilha que é ter na mulher o abrigo, o refúgio e o descanso.
Rodrih a 22 de Julho de 2013 às 05:30
Menina, bom dia! 
Se por acaso você voltar aqui e ver essa mensagem recomendo fazer um genograma de sua família. Um psicólogo poderá fazer isso para você. Caso não encontre poderá ver com essa psicóloga se ela poderá fazer por e-mail e quanto ela cobraria para fazer isso. O email dela é teresinhamc42@gmail.com
Rodrih a 12 de Janeiro de 2015 às 14:23
Acabei de ler! E sempre quis saber se o ciumes e o controle q meu namorado tem/quer ter sobre mim era normal e realizei que nao!! Meu namorado me xinga desde puta ate burra, meu corpo nunca esta bom pra ele, meu cabelo menos ainda, ele quer mudar meu jeito de ser, nao posso ir almoçar com alguma amiga que ele fala que fui dar pra outro cara! Fora as roupas que sao \"feias\" ou curtas demais pra ele :( Nao sei o que fazer! Gosto muito dele mas ele é completamente louco!!!
Gabi a 18 de Julho de 2013 às 20:14

Gabi, se a maneira dele ser com você lhe der tesão e sentido na vida, então ambos estão se completando. Porém, se isso tudo o que ele faz está lhe causando um sentimento ruim, você precisa reavaliar sua postura como pessoa que existe neste planeta.

Imagine que você veio ao planeta, mas você veio de uma família, que veio de outra família, e de outra, e outra. Foram muitas famílias que tiveram muitas histórias de amor e ódio para chegar até seu tempo de vir. Imagine que ele também veio de muitas famílias, muitas histórias no passado. Daí vocês se encontram e se apaixonam, mas ele começa a insultar você. Do momento que você permite isso acontecer e está lhe fazendo sentir mal, ele não está só insultando você, está insultando toda sua geração, como se você fosse o lixo da junção de todo lixo acumulado. Então eu pergunto: Até quando você viverá de migalhas? Você merece as migalhas que você recebe? Veja bem, eu faço esse questionamento se, e somente se os atos dele sobre você lhe fazem sentir mal, menor, inferior, desvalida.

Tem pessoas que gostam disso, dá tesão, dá alegria. Mas essas coisas têm que ser consentidas pela parte que se inferioriza. Faz isso por prazer sexual, que reflete no prazer pessoal. E a parte que domina, também tem consciência que a parte dominada permite e aprova isso. Daí seguem felizes, pois é fetiche. Já com você seria a mesma coisa?

Aqui no blog falo de muitas coisas sobre relacionamentos, explore-o e encontrará posts que podem ser úteis para você. Em todo caso, experimente procurar algo sobre "Constelações Familiares" e se inteire de buscar resolver isso na sua vida. Isso o que eu sugeri faz parte da psicologia, amplamente divulgada pelo seu criador Berth Hellinger. Se em todo caso você também quiser mais potência nessa busca do seu valor pessoal, procure sobre a microfisioterapia com Rodrigo Rabbottini.

Desejo que você encontre o seu valor e encontre alguém que lhe dê esse valor também, daí você vai gostar tanto que quando lembrar desse cara que hoje lhe trata como um nada, você vai rir e ficar indignada. Mas sua indignação será com você mesma, por se permitir tanto por tão pouco!

Rodrigo Caldeira
Rodrih a 22 de Julho de 2013 às 05:45
Meu Deus!!!!! achei que era só comigo que acontecia isso.
Estava me sentindo a pior pessoa do mundo feia, gorda, incompetente, improdutiva em todos os aspectos.
Agora vejo que não sou a desequilibrada que me fazem crer que sou, buscarei reunir forças para procurar um psicanalista e com base nesses depoimentos tenho fé que me livrarei desse mal que padeço a mais de dez anos.
Tem dias que a dor do desprezo e desdenho por parte de meu marido me consome, me refugio com antidepressivos e hoje graças a Deus encontrei uma resposta. Rezem por mim, preciso reunir forças.
Obrigada a todos pelos depoimentos.
Anônimo(a) a 30 de Julho de 2013 às 22:20
Existem comentarios interessantes e lucidos, mas em alguns vejo muita vontade de se fazer de vitima...nuuuuuu...

Em uma hisotoria lembrem que sempre existem duas versoes....
Beto a 6 de Novembro de 2013 às 23:38
Beto, bom dia...
Desde o dia em que li seu comentário, em novembro de 2013 venho evitando respondê-lo. O motivo é que eu dizia para mim que não ia me envolver em sua opinião/crítica, mais crítica do que opinião. Demorei quase 1 ano para ceder à condição de não me envolver, mas hoje me sinto maduro para fazê-lo. O que tenho a dizer sobre seu comentário é que você está certo do ponto de vista masculino agressor, e está errado do ponto de vista agredido. Como há uma segmentação de valores, isto é, quem é racista apoia opiniões racistas, quem é apático aos apáticos, omissos aos negligentes e por aí vai. Muito embora você deu uma opinião lógica e se apresentou - o que foi louvável - sua postura depõe contra você quando o assunto é "Homem que despreza os sentimentos de uma mulher", e nesse caso você se enquadra bem.
Não está obrigado a entender ou a aceitar o que eu digo, apesar que também sou homem, mas quando um homem diz friamente uma opinião igual a sua percebe-se o quanto você não se importa com o sofrimento alheio, mais precisamente o sofrimento da mulher.
O mundo está clamando por espaço e respeito, consideração e valor às mulheres. Meninas, moças e mulheres são estupradas, deformadas e mortas na Índia, que tem por cultura social o estupro coletivo. Isso já está mudando, as pessoas não suportam mais tanta selvageria em nome de sabe-se lá o que. No oriente médio as mulheres são penalizadas com castigos a surras, até morte por desobediência, ou coisas menores como dirigir um carro, mostrar parte do corpo (braço, perna), olhar para um homem qualquer e o marido (misógino) entender que foi traído, podendo matá-la por questões de honra e propriedade sobre ela. Isso também está sendo confrontado. Aqui no nordeste do Brasil, meninas pobres são aliciadas à prostituição para estrangeiros. E longe do terrorismo contra as mulheres estão essas pessoas, mulheres que aqui tiram uma coragem quase aniquilada para falar do terror que vêm sofrendo em suas relações conjugais. Elas encontram aqui refúgio e informação para tentarem entender o que se passa, muitas querem restaurar o amor e a relação! Veja só, não há um motim ou uma revolução de mulheres querendo aniquilar seus companheiros perversos, não! Há uma busca, uma vontade de melhorar ou pelo menos salvar a própria vida - há muito e lentamente destruída por seus parceiros machistas.
Daí vem você com seu comentário pálido, crítico-machista e até defensivo - talvez você também seja um misógino e não aceita essa verdade, como o bêbado não aceita que é alcoólatra ou o fumante que o cigarro não o matará, já que todos morrerão um dia.
De todo modo, agradeço sua participação, porque mesmo sendo de forma ponderada para julgar quem fala sua verdade na dor ou quem fala a mesma verdade exagerando a dor, você ousou falar e levantar o questionamento de que além de termos o misógino declarado, ativo, temos também aqueles que ainda não saíram do armário e são ponderados e críticos. Ou, em outras palavras, "misóginos em encubação".
Rodrih a 13 de Setembro de 2014 às 16:37
Descobri a pouco tempo que meu marido é assim. Mas já superei muita coisa e nunca cheguei ao ponto de me humilhar para ele.Tenho minha autoestima ótima. Ele é um bom marido,mas quando dá os "ataques" dele coloca tudo a perder.Nossa relação está insustentável,mas como ele não se dá conta do problema que tem,fica como se eu fosse sempre a errada.O pior de tudo é que ele se mostra bem agressivo quando falo em separação.Tenho receio de não ter paz nunca se me separa dele. Preciso de ajuda. Obrigada
Virgínia a 11 de Novembro de 2013 às 18:17

Virgínia, obrigado por compartilhar sua experiência e conflito aqui conosco. Dar um conselho em que implicará na separação de um casal é algo muito sério e complexo. Se eu dissesse como se separar, não estaria ajudando em nada, e sim atrapalhando. Vou digitar um post sobre algumas reações que ouvi de algumas mulheres que se impuseram com esse tipo de homem. Em breve eu monto e deixarei no blog. No mais, dê um pulinho na Delegacia da Mulher só para ser orientada, não é nada de mais.
Até breve.
Rodrih a 12 de Novembro de 2013 às 03:39
E o que fazer à respeito disto? É melhor acabar com o relacionamento ou tentar "mudá-lo"? E quanto à segunda opção, como reverter este quadro?
Li a 1 de Dezembro de 2013 às 15:46
Nossa falou tudo ...
Anônimo(a) a 5 de Janeiro de 2014 às 15:50
Pontos vermelhos = acessos no mundo!
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Comentários
Oi Bruno, eaê brow, situação complicada essa hein....
Dúvida muito pertinente :)
Eai irmão,Acontece comigo em meu trabalho, tenho n...
Vivo o mesmo que você.. 14 anos! Desejo que ele mo...
No final, eu também não entendi o que você quis di...
No final embaralhou tudo, ficou tonto.
Priscilla Vicente, obrigado por compartilhar sua f...
Rodrigo vivi 10 anos de tortura com um misógino,ma...
Obrigado por comentar e interagir! É mágico quando...
Muita coisa faz sentido né, muita coisa não perceb...
O-bri-ga-do por comentar e fico feliz por ter gost...
Obrigado gatinha pelo comentário, por ler constant...
Caro Fulanão, obrigado por ler e apreciar o post s...
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Ops, dedo nervoso clicou em aprovar e pluft, foi-s...
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Texto muito interessante, e acredito que muitas co...
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Pois eu desejo a você, Rodrigo das Águas mais limp...
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