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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

Você sabe o que é um MISÓGINO?

04.08.12, Rodrih

RELACÕES AMOROSAS TUMULTUADAS: SERÁ QUE VOCÊ CONVIVE COM UM MISÓGINO? 

 

casal-brigando-300x218O termo grego "misógino" é utilizado pelos psicólogos para designar a pessoa que odeia mulheres: miso = odiar e gyne = mulher. Isso, teoricamente falando, porque, na vida real, nem sempre é fácil reconhecer um misógino. Antigamente a palavra que dava o significado de "incomodar" ou "angustiar" era interpretada como "odiar". Tal como "I love you" tanto pode significar "Eu amo você", como "Eu gosto de você" ou "I miss you", que pode ser "Eu preciso de você", como "Eu sinto saudade de você". Não necessariamente o termo "pessoa que odeia mulher" deva ser levado ao pé da letra, mas pode ser entendido como "pessoa que sente angústia com o convívio com a mulher".
 
À primeira vista, ele é muito educado, gentil; e, em geral, considerado um gentleman. Tem muita facilidade em conquistar a mulher por quem está interessado, pois age de maneira extremamente amorosa, o que o torna quase irresistível.
 
Sua atitude demonstra um apaixonamento e uma dedicação tão intensos que, com o decorrer do tempo, fica cada vez mais difícil para a mulher estabelecer limites seguros e ser capaz de atribuir-lhe quaisquer responsabilidades na eventual geração de conflitos ou turbulências no relacionamento.
 
Na verdade, estabelece-se um contrato tácito (sem palavras, mas compreendido por ambos), no qual o homem vai, imperceptivelmente avançando nos limites, a fim de tomar pé de até onde pode ir com seu estilo manipulador e altamente controlador. A mulher, por sua vez, a fim de "preservar" a relação", tenta ser boa todo o tempo e evita confrontá-lo. Com isso, evidentemente, o relacionamento fica assimétrico e ela, naturalmente, fragiliza-se cada vez mais.
 
Esse controle do misógino vai avançando de tal maneira que chega a alcançar as áreas financeira e íntima, prejudicando a sexualidade do casal. Ainda que a mulher faça tudo para evitar desentendimentos, ele acaba sempre convencendo-a de que ela sempre está errada. Com o tempo, ela passa a medir cada palavra que pronuncia, uma vez que, confusa e cada vez mais perplexa, teme que tudo “desmorone” de uma hora para outra. À essa altura, ela já está irreconhecível e a sua auto-estima se encontra totalmente minada. Torna-se difícil tomar qualquer atitude, uma vez que o homem utiliza argumentos que lhe soam tão lógicos para o bem da relação, que ela passa a chafurdar-se num mar de lodo emocional.
 
A única coisa que ele deseja é sentir que ela lhe dê mostras de seu amor incondicional por ele, através de muita compreensão e do atendimento de suas mínimas necessidades, sem demonstrar qualquer tipo de aborrecimento. Algumas vezes, ele estoura e, em seguida se arrepende, voltando a ser o homem maravilhoso do princípio...até que novo estouro aconteça. Vale ressaltar que, a despeito dessa descrição avassaladora da atitude de um misógino, ele está totalmente inconsciente dela e sequer tem noção da dor que sua atitude produz no outro. Seu comportamento é, na verdade, um subproduto de sua história de vida na família de origem, que lhe causou um sofrimento psicológico, o qual não pôde ser evitado. Geralmente, ele é oriundo de um relacionamento conturbado entre seus pais, com o qual aprendeu que oprimir a mulher é a única maneira de controlá-la.
 
Como adulto, ele “atualiza” a vivência sofrida no passado, buscando desesperadamente ser amado, ainda que de uma maneira totalmente deturpada. Pode ter acontecido que este homem passou por mais de uma relação amorosa na qual ele foi alvo de situações humilhantes e constrangedoras, vindas de suas ex-amadas. Essas situações do passado podem salientar ainda mais o problema.
 
Já em relação à mulher que tende a relacionar-se com um misógino; o mais provável é que ela tenha sido infantilizada pela sua família pregressa e, por essa razão, tenta encontrar no parceiro, suporte, apoio e amor, como forma de compensação. Assim sendo, embora pareça que o misógino seja o carrasco e a mulher seja a vítima, a verdade é que existe um conluio entre eles. De uma forma doentia, precisam um do outro.

A solução para esse problema é um dos dois sair do círculo vicioso e começar a agir de uma maneira nova. Geralmente, quando isso acontece, existem três possibilidades:

1. A mulher mantém-se submissa, para conservar consigo o seu homem.
2. Ela prefere separar-se dele.
3. Ela decide investir numa nova relação com o mesmo homem.

As que optam pela última opção terão que elaborar a reconstrução de sua auto-estima, estabelecer limites claros, ser firmes perante o parceiro e assumir o seu lugar dentro da relação. Para isso, com toda probabilidade, elas necessitarão de ajuda terapêutica.
 
O resultado dessa atitude provocará uma solução do problema que provavelmente será: ou o seu misógino desistirá de ser o algoz para ficar a seu lado, ou desistirá da relação. De qualquer forma, ela terá conquistado o resgate de sua auto-estima.
 
Adicional do autor do blog:
 
Após muitos anos acompanhando o sofrimento de mulheres com seus misóginos entendi que o livro Homens que odeiam mulheres & Mulheres que os amam é um livro de nível informativo para profissionais da área de saúde mental, porém, para leigos, este livro é um perigo, pois pode ser interpretado erroneamente e expor a mulher à uma ilusão incorrigível, com um futuro intensamente dominado pelo medo. (26/06/2016)
 

Antônio Tadeu Ayres
Baseado no livro: “Homens que odeiam mulheres & mulheres que os amam “, de Susan Forward e Joan

Bate papo com Rodrigo Caldeira através de rodrigocaldeira.blog@gmail.com (bobagens não serão respondidas)
 

 

4 comentários

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    Cristina

    25.05.14

    Boa Tarde:
    Estou vivendo um problema desse, meu marido quando o conheci era encantador, me tratava como uma rainha, fez com que eu vivesse os melhores momentos da minha vida ao lado dele, parecia um sonho! Hoje vivo um pesadelo, dependo integralmente dele financeiramente, tenho duas filhas, ele me humilha, me ofende, me trata como um lixo, Usa adjetivos como, inútil, incapaz, burra, zero á esquerda, peso morto! Estou com minha auto estima lá embaixo, sempre fui uma mulher que lutei pelo que sonhava, hoje me sinto sem forças até para sair de casa, nem ao mercado vou, ele que faz tudo. Quero me separar, mas temo passar necessidade financeira com minhas filhas, pois elas estudam em uma boa escola e possuem um bom padrão de vida, se formos embora, elas perderão tudo isso e poderá afetar o futuro delas.
    Por outro lado penso que viver nesse inferno é impagável, não somos felizes, ele grita, ofende, meu Deus como me livrar desse dilema? Por favor me ajude, estou perdida, me sinto sozinha, moro longe dos meus familiares, eles também julgam que isso é frescura da minha parte, eu queria trabalhar, reconstruir a minha vida, mas estou sem direção!

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    Rodrih

    26.05.14

    Cristina, boa noite (apesar dos pesares)...
    Você já leu as respostas dadas para a Luanna, e outras moças, mulheres que aqui deixaram seus depoimentos? Se não leu, por favor, leia, pois são respostas interessantes e que podem servir para te ajudar de alguma maneira.
    Uma coisa que tenho percebido é que as mulheres agredidas por um misógino são, geralmente, aliás, não são mais como eram quando conheceram seus companheiros (?) na sua forma física principalmente. Tenho notado que algumas ou muitas se largaram, se abandonaram, deixaram de se cuidar, simplesmente se esqueceram, não progrediram, não se atualizaram, sequer tentaram se instruir de mais conhecimentos. A maior parte dos homens são sinestésicos visuais, e isso implica que eles são atraídos pelo o que vêem, tanto quanto pela importância da mulher na vida deles. No entanto, eles não conseguem se expressar, não sabem como conduzir ou nem se sentem na liberdade de dizer que estão insatisfeitos com a aparência de suas parceiras, ou mesmo com a vida "acomodada" que elas se põem para viver. Eles querem que elas estejam atentas, ativas, sexys, sensuais, interessantes e com iniciativas impressionantes. Fazem assim porque são todos burros, um bando de "machos-alfa" imbecis, retardados, tapados e atrasados mentalmente. Vivem na era da colonização do Brasil, totalmente fora do ar.
    Então o que fazer nesses casos? Pôxa, mulheres, vocês precisam querer se mexer, não dependam desses babacas para serem melhores, ainda que vocês precisem das condições desses estúpidos, se mexam, façam caminhadas, entrem na internet e acessem no Google sites de cursos grátis com certificado (FGV, UnB, USP, e outros sites ainda que particulares oferecem cursos), se atualizem, parem de assistir novela, BBB, Casos de Família etc. Isso não é cultura, mas é prisão cultural, se permitam viver desafios, se olhem, se produzam, façam a depilação total para se sentirem gostosas, mas não para o imbecil que está ao seu lado, porém para você simplesmente. Vá brincar ou interagir com seus filhos, crie um universo só de vocês, deixe o ET do pai das crianças de fora da brincadeira. E quando esses escrotos chamarem vocês de burras e outras ofensas, reajam, não se calem, não engulam as ofensas. Se eles levantarem a mão para agredir, enfrentem! A mesma porrada que o homem se sente capaz de dar, dê de volta com a panela, e denuncie o imbecil para a polícia (há a delegacia da mulher, há a lei Maria da Penha), bota pra lascar em cima dessas bestas, reajam!!! E se a família disser que é frescura sua, então não comente mais nada para os familiares, deixe-os totalmente sem notícias suas. Se perguntarem por que você não mais comenta nada, diga que não vale a pena, porque você não precisa e nem quer saber que o agressor do companheiro (se é que é companheiro mesmo) tem o apoio de sua própria família para te agredir e tirar sua vida aos poucos. Mas, Cristina, reaja! Os mesmos braços que ele tem para te assustar, você também tem, a mesma boca que ele tem para gritar com você, você também tem, e se ele se separar de você, então mete um processo nesse filho da puta de danos morais, cárcere privado, assédio moral, agressão contra a mulher, calúnia e coação, além da própria separação/divórcio e deixe os advogados seus raparem o tacho desse babaca. Será tanto processo que esse inútil vai querer se converter a ser um homem bom e amoroso, mas daí você aproveita e lasca com a raça desse moleque pedindo ao juiz que ele se mantenha longe de você por 300 metros, no mínimo. Pronto, daí você poderá dizer pra ele: "Perdeu, playboy!"
    Bjo e acredite mais na sua capacidade de transformar o seu mundo em sua vida!
  • Sem imagem de perfil

    Cris

    27.09.14

    Muito Bom conselho! Show! Li o livro a que te referes: Homens que odeiam mulheres e mulheres que os amam, da Drª Foster. Quando cheguei até o livro já havia decidido a centrar-me mais em mim, nas minhas buscas e meus projetos. Isso não o demoveu do costume de me agredir, desconstruir, diminuir na frente dos filhos (meus enteados). Fiz isso por amor a mim mesma, devolver-me a mim mesma na frente do espelho: ficar bonita pra mim, maquiar-me pra mim. Aprender a gostar de mim! Tive que lidar com crises de ciúme, com ameaças, agressões físicas - aliás, decidi que não seria mais um dado de estatística de violência doméstica quando isso aconteceu. Preparei-me para dar o troco à altura, legítima defesa. Mas na medida em que passei a me curtir mais, isto decorre do fato de eu centrar-me mais em mim agora, os ataques de visível fobia ao feminino se resumem numa só expressão (da parte dele): eu quero o divórcio. Ok...vou pensar nisso amanhã. Agora, estou meio ocupada aqui com meus botões!
    Deixo aqui uma singela contribuição artística. Um convite pra visitares meu blog http://moendacultural.blogspot.com.br/ e um abraço.
    Ig -no -mí -nia
    Seria necessário o máximo de paciência para aturar um mínimo de obscurantismo gratuito, grosseiro, gravíssimo - e porção extra de decência para não resvalar na lama dos vocábulos torpes (esses que se pronuncia por entre os dentes). Longe de pedantismo: isso é a mais pura indignação! Passa longe de todo esse brilhantismo beatificante e belicoso das ideologias de esquerda... Aliás, onde a esquerda mesmo? Ademais, não é este um discurso do tipo rosaluxemburguês.
    Ignomínia
    Que não me venham com rótulos reducionistas, porque, no meio da agonia, quem foi abatida e mesmo assim se levantou no campo ignorado da misoginia, tem nome e sobrenome. Este é, pois o grito do centro do meu peito de mulher, esmagado com a dor de tantas outras que viveram (e morreram) antes que eu pudesse despertar com o alerta. Que não tardio vem. Não tardio vem.
    Ignomínia
    E chega traspassado dessa dor de só ser do gênero que o respirar já é ofensa a este que agride. Covardia! Por medo: ele agride, e cerceia, e vasculha, e escolhe mil palavras brutas, e grita “vadia” querendo dizer outra, e rebaixa, distorce e humilha – sem sentir o efeito daquilo que provoca na legítima companheira. Esta, que a despeito de tanta fúria, pondera, espera, ora, se revigora. Para se ver novamente cercada de flores e favores. Eu sou do meu amado, diz ela. Mas, no fundo, esses são só vetores por onde se recompõe o amante – que é amado, mas nunca jamais a amará. Porque disso é incapaz. Dentro dele há um tirano, um déspota a odiar continuamente.
    Ignomínia
    Na proporção que esta mulher se levanta do pó da própria ruína, este homem a quer devastada, terra arrasada, com ódio consumidor. Mas ela é fonte que não seca. É água que contorna a pedra. Ela é feita de amor e um ventre. Aí reside toda a sua força. Foi assim que eu fui feita. É, pois do centro do meu peito que sai esse fogo. Que apaga toda a dor.

    Cris Cases
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