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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Como melhorar sua vida com o sexo

19.08.12, Rodrih

 

 

Todos nós estamos sujeitos a enfrentar problemas sexuais. A boa notícia é que a maioria dos casos já pode ser tratada com eficácia. Quem sente dores no estômago costuma correr para o médico, mas quem enfrenta dificuldades sexuais raramente age com a mesma urgência em busca de ajuda. Ao fazer a visita periódica ao ginecologista, boa parte das mulheres esquece de comentar que a vagina não está se lubrificando adequadamente na fase de excitação e que os orgasmos estão cada vez mais raros. Da mesma forma, homens com dificuldade de ereção ou com ejaculação precoce demoram muito para enfrentar o problema. “Grande parte deles espera entre três e cinco anos para consultar um urologista, tempo mais que suficiente para que um relacionamento acabe”, diz o terapeuta sexual Celso Marzano, de São Paulo.

 

Ainda que o conhecimento geral sobre sexo tenha aumentado nas últimas décadas – especialmente entre os jovens, que passaram a ter acesso a um grande volume de informações na escola, pela TV ou via internet –, o tema continua sendo tabu para muita gente, uma herança de décadas de repressão e preconceito. A dimensão real do erotismo humano foi tão menosprezada ao longo da história que o sexo passou a ser tratado como algo doentio, quando é exatamente o oposto: é uma fonte de prazer e de saúde. Estudos científicos já identificaram vários benefícios para quem pratica o sexo regularmente:

 

Melhora da atividade cardíaca

Acredita-se que os hormônios liberados durante o ato sexual, como a testosterona, ajudem a proteger o coração.

 

Aumento da resistência à dor

Durante o clímax feminino são ativados os centros analgésicos do cérebro médio, que ordenam a liberação corporal de endorfinas e corticóides, capazes de atenuar dores de cabeça e na coluna ou as provocadas por artrite.

 

Fortalecimento do sistema imunológico

A atividade sexual regular contribui para a produção de certos anticorpos e imunoglobinas que ajudam a combater as infecções.


Efeito antidepressivo

Pessoas satisfeitas com a vida sexual são menos vulneráveis a sofrer depressão, tanto por razões psicológicas quanto químicas.


Perda de peso

O ato sexual é um exercício anaeróbio que consome 200 calorias, a mesma quantidade que se queima em meia hora de academia.

 

Por mais que o sexo contribua para aumentar a expectativa de vida, a maior parte das pessoas nunca associou sua prática à manutenção da saúde, como se faz em relação aos exercícios em academia ou aos cuidados com a alimentação e o sono. Hoje já é consenso, no entanto, que sexo e qualidade de vida andam juntos, tanto que a divisão de saúde mental da Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a considerar o exercício da sexualidade como um parâmetro para medir a qualidade de vida.

 

Os mecanismos do desejo


Tanto no homem quanto na mulher, o desejo é instigado por estímulos no cérebro que podem ser acionados por diferentes gatilhos, desde os mais sutis, como pensamentos e carícias, até os mais explícitos, como um vídeo pornô. Esses estímulos agem em uma região do cérebro chamada diencéfalo, que, ao mesmo tempo em que inicia o processo de interesse e excitação por intermédio do hipotálamo, convoca o sistema límbico para inibir os impulsos sexuais quando não forem convenientes. Esses mecanismos são, no entanto, apenas a parcela animal e instintiva da sexualidade humana. Quando os estímulos gerados no circuito neurológico arcaico passam ao córtex cerebral, são influenciados por emoções, fantasias, desejos, ritos, medos, censuras, tabus, costumes e condutas aprendidas e impostas ao longo da vida. Os sinais voluptuosos gerados no cérebro viajam então pela medula espinhal para orquestrar uma verdadeira sinfonia erótica. Os hormônios sexuais e um conjunto de neurotransmissores libidinosos acompanham os estímulos elétricos que estão na origem da atração erótica.

 

Não há dúvida de que o sexo muitas vezes é bloqueado diretamente na fonte – ou seja, no cérebro. Determinadas situações relacionadas a experiências do passado podem se integrar à personalidade do indivíduo e influenciar, a médio e longo prazo, a deterioração de sua vida amorosa. Muitos dos problemas do gênero decorrem da falta de educação sexual, tanto dentro de casa como nas escolas, uma situação que contribuiu e ainda contribui para a difusão de mitos perniciosos, como o de que a masturbação é prejudicial (provoca espinhas, emagrece ou até enlouquece), que o tamanho do pênis é decisivo para o grau de prazer na relação, que a mulher nunca deve tomar a iniciativa na paquera e que os homens são infiéis por natureza.

 

Como funcionam os genitais

Os órgãos genitais masculinos e femininos apresentam diferenças marcantes do ponto de vista anatômico e fisiológico por seus diferentes papéis na reprodução. Veja os principais órgãos e para que eles servem.

 

FEMININO

Por baixo dos lábios maiores, que têm a função de proteger a vagina e o canal da uretra contra infecções, estão os lábios menores. Muito sensíveis ao tato, eles inflam durante a excitação erótica. O ponto de encontro dos lábios é o clitóris, pequena protuberância análoga ao pênis masculino que também se põe ereta durante a excitação sexual e é igualmente protegida por um capuz de pele, o prepúcio feminino. O orifício vaginal (que nas virgens está coberto ou rodeado pelo hímen) é a entrada da vagina, um canal úmido e elástico com largura entre 8 e 12 cm que apresenta na parte posterior uma protuberância, o cérvix. Trata-se de um canal por onde flui o líquido menstrual e os espermatozóides chegam ao útero, uma cavidade em forma de pêra que se expande para abrigar o feto. De cada lado do útero saem as trompas de Falópio, que se unem ao correspondente ovário, a fábrica de óvulos e hormônios femininos.

 

MASCULINO

A parte visível dos genitais são o pênis, os testículos e o escroto. Durante a atividade sexual, em função de uma série de impulsos, o pênis se torna rígido e ereto para possibilitar a penetração. No extremo, o formato é de cone para formar a glande, envolta por um capuz de pele chamado prepúcio. Na ponta da glande está a abertura da uretra, o canal que transporta o sêmen e a urina. É nos testículos que são produzidos os espermatozóides. Lançados ao epidídimo, um tubo em espiral onde amadurecem, os espermatozóides chegam à uretra para serem lançados durante a ejaculação em meio ao sêmen, composto na maior parte por um líquido produzido na próstata e nas vesículas seminais..

 

Os maiores medos

O que preocupa os brasileiros quando oassunto é sexo.*
 
*Respostas com alternativas múltiplas

Fonte: Projeto Sexualidade/Universidade de São Paulo (USP)

Teste

Foi bom para você?
 
Muitas pessoas não têm a vida sexual que gostariam. Este teste avalia como está sua saúde sexual. Assinale a opção que se aplica a seu caso, some os pontos e confira o resultado.


Para os HOMENS


Você tem pensamentos, sonhos ou fantasias sexuais?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Com freqüência

 

Com que freqüência você tem vontade de ter uma relação erótica?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Muitas vezes

 

Sente-se tão cansado ou esgotado que evita manter relações sexuais?

( )0Com freqüência

( )1Às vezes

( )2Nunca ou quase nunca

 

Tem ereções espontâneas durante a noite ou ao acordar pela manhã?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Com freqüência

 

Tem dificuldade para que seu pênis fique ereto?

( )0Com freqüência

( )1Às vezes

( )2Nunca ou quase nunca

 

Quando há estímulo, a ereção é suficientemente rígida para a penetração?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Sempre

 

Consegue manter a ereção depois de ter penetrado sua companheira?

( )0Nunca, quase nunca ou nem tento

( )1Às vezes

( )2Geralmente

 

Alcança o orgasmo em seus encontros sexuais?

( )0Nunca

( )1Às vezes

( )2Geralmente

 

Controla a ejaculação?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2 Geralmente

 

Sente dor quando tem uma ereção ou ejacula?

( )0Sempre

( )1Às vezes

( )2Nunca

 

Está satisfeito com sua vida sexual, erótica, sentimental?

( )0Muito insatisfeito

( )1Insatisfeito

( )2Satisfeito

( )3Muito satisfeito

 

Para as MULHERES


Você tem pensamentos, sonhos ou fantasias sexuais?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Com freqüência

 

Com que freqüência você tem vontade de ter uma relação erótica?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Muitas vezes

 

Sente-se tão cansada ou esgotada que evita manter relações sexuais?

( )0Com freqüência

( )1Às vezes

( )2Nunca ou quase nunca

Se excita sexualmente com facilidade?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Geralmente

 

Tem dificuldade para manter a excitação durante o ato sexual?

( )0Geralmente

( ) 1Às vezes

( ) 2 Nunca ou quase nunca

 

Sua vagina se lubrifica durante a excitação e o ato sexual?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Geralmente

 

Sente dor durante a relação sexual?

( )0Geralmente

( )1Às vezes

( )2Nunca ou quase nunca

 

Durante o ato sexual, a vagina se tensiona e se contrai, dificultando a penetração do parceiro?

( )0Geralmente

( )1Às vezes

( )2Nunca ou quase nunca

 

Alcança o orgasmo quando tem relações sexuais?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Geralmente

 

Quando se masturba, chega ao orgasmo?

( )0Nunca ou quase nunca

( )1Às vezes

( )2Geralmente

 

Está satisfeita com sua vida sexual, erótica, sentimental?

( )0Muito insatisfeita

( )1Insatisfeita

( )2Satisfeita

( )3Muito satisfeita

 

RESULTADO

Some os pontos que obteve e verifique em que faixa você se enquadra:

 

MAIS DE 11 PONTOS

Sua vida erótica está dentro do normal e não dá sinais de disfunção sexual. Mas não baixe a guarda.

 

ENTRE 7 E 11 PONTOS

Há indícios de que algo não está funcionando bem em sua vida sexual. Se deseja obter um maior grau de satisfação, converse com o(a) parceiro(a) sobre o assunto. Se não houver progressos apesar do diálogo, procure um especialista.

 

ATÉ 6 PONTOS

É muito provável que você padeça de algum tipo de disfunção sexual. Para detectar e tratá-la, consulte seu médico.



Fonte: Revista Superinteressante 225a, março de 2006, ed. Abril.


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