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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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A culpa é de quem?

08.08.15, Rodrih

Uma das coisas que mais tenho visto - e até já aconteceu comigo - se trata dessa pergunta que gira em torno do comportamento das pessoas, em geral, de uma parte do casal. Se trata da liberdade de uma parte dar às outras de aproximação, elogios, bajulações, propostas e muitas vezes indecorosas. Quando uma garota dá atenção para um cara numa balada, por exemplo, e chega a ficar com o jovem mancebo, a culpa nisso é de quem e por que? É da garota, exclusiva e unicamente. Sim. O cara apenas fez o papel dele, porque ele está numa postura de caçador, numa boate e sozinho. Então ela chega na boate com o olhar aceso olhando para todos os caras, ainda que ela seja namorada ou noiva, quiçá esposa, mas o seu companheiro, por algum motivo maior, esteve impossibilitado de estar com ela. Então ela dá mole, mesmo sabendo que é comprometida e que o seu companheiro confia nela. O papel do cara não é fazer um levantamento da vida da garota, mas simplesmente de conquistá-la, se aproximar, ficar com ela e se der sorte, ter sexo. É atitude natural de todo homem, ser masculino, hétero. Da mesma maneira se a moça disponibiliza de fotos sensuais ou em que ela mostre-se demais nos perfis do facebook. Não dá outra. Vão elogiar, derramar cantadas, propostas, indiretas. E a culpa é de quem, senão só dela? As pessoas estão perdendo a noção do que pode e o que não pode numa relação social, e inclui-se a relação amorosa, afetiva nisso também. "Você pode tudo, mas nem tudo lhe convém", diz o ditado, o que é uma grande verdade essa consideração de Santo Agostinho. Não está dizendo que você pode tudo, mas não pode nada. E sim que você pode tudo, mas que seja uma pessoa sensata e tenha bom senso. Quando a parte que se expõe denigre a imagem e a moral da parte que está com ela, o mínimo que precisa acontecer para que esse evento não ocorra novamente é que ambos tenham uma conversa franca e tomem novas atitudes a partir de então. No entanto, se após essa conversa sincera a parte imprudente voltar a agir na inexatidão de seus atos ou der demonstrações de que não merece mais o crédito de confiança, o melhor a ser feito é encerrar a relação e se afastar, porque quando a pessoa é alguém do bem, será também quando não estiver só. Porém, se a pessoa é alguém do mal, nada dará segurança a parte que segue em retidão, porque não vale a pena se envolver com a vileza da parte errante. Ainda que seja sofrível se afastar desse tipo de gente, a melhor coisa e a mais sensata é romper a relação e permitir que a parte errônea seja alguém que cometa seus crimes sociais sozinha e evite expor a quem não merece e nem precisa disso. Uma relação para dar certo tem que ter consideração acima do respeito. Respeito acima dos desejos, este acima do amor. O amor acima do perdão. Nessa ordem e desse jeito.