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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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A força que vem de você a 2011-10-26 02:24:10

26.10.11, Rodrih

 

 

Há muito tempo protelo esse texto, que só vem me inspirar quando estou faminto de sono. Então hoje, entristecido com o sumiço de uma amiga me senti tocado de falar da força que vem de cada um de nós. Certa vez li num folder que o amor que mata é o mesmo que cura. Fiquei tocado dessas palavras e passei a prestar mais atenção em coisas que insistimos em fazer vista grossa, que é a força de cada um contra e a favor de si mesmo.

 

Essa força tem muitas faces, mas a que mais me interessa neste momento é falar da força da vontade. É a maior das forças e a mais bonita. Sem a força da vontade você se torna um nada e sem nada para oferecer, com nada para receber. Vai de lugar algum para nenhum lugar. É a vontade que faz tudo acontecer e deixar de existir. Pela vontade respiramos e com ela morremos. Em tudo existe a vontade.

 

A vontade tanto pode salvar ou lesar você. A vontade não tem gênero, nem peso ou valor. É uma só. A vontade é uma energia que gera pela própria vontade, ou seja, ela é o princípio do querer e da realização. A vontade gera o vício, o hábito e costume. Não existe a boa e a má vontade, ambas vêm de uma só origem, dela mesma. 

 

O vício é a vontade acontecendo pelo ilícito, incorreto, fácil e prejudicial. Não existe vício que seja bom e se existir então não será um vício, mas será um hábito. O vício provem da força da vontade de sofrer. Sim, a vontade de sofrer é a mesma vontade de sentir-se bem. Não há diferença de uma para a outra. Tal é o vício, tal é a vontade de padecer para alimentá-lo. Vício se alimenta da vontade de morrer. Sem o vício não se morre na dor, por isso o vício tem a sua importância para quem alimenta a vontade de sofrer. Não fosse assim, o sofredor não teria alcançado seu objetivo maior. Tudo o que prejudica é vício ou vai levar ao vício. Por que a pessoa fuma e se torna viciada? Ou bebe e se torna alcoólica? Ou anda em alta velocidade com o carro e se torna um corredor imprudente? Todos são vícios. São frutos da vontade de sofrer e morrer. Se eu disser para você que fumar cigarros vai matar você, mas mesmo assim continua a fumar dizendo que todos irão morrer um dia, você estará se permitindo sofrer, então o vício é um contrato que você assina com a morte, o sofrimento e a dor. E quem se vicia precisa alcançar seu objetivo, senão não teve peso nem valor para a pessoa. A natureza faz tudo perfeito e exato, então quem se vicia precisa e deve sofrer, estragar e morrer. Este é o plano da ordem da vida. Ninguém em sã consciência quer nutrir algo que mate a si mesmo, apesar que morrer não é a coisa mais temível e sim sofrer, padecer, penar e sentir dor. O vício de ir para baladas, o vício de dormir cedo ou o vício de comer doces. Vício de estudar muito, vício de ver televisão, vício de trair, vício de falar dos outros. Todos vem da vontade. A vontade de sofrer, padecer, adoecer e morrer. Pode observar, não há vício que consiga trazer paz de espírito para a pessoa. Não há.

 

Então temos o oposto do vício que é o hábito, que é a mesma manifestação da vontade para o vício, só que em intensidade mais sofrível. É uma relação estranha, porque quando se alimenta um vício você manifesta uma vontade de menor sofrimento, ainda que o destino seja a dor, o sofrimento e a morte. Já para o destino que leva à vida, à saúde física, psíquica e espiritual que o hábito faz requer altas doses de dor, sofrimento, padecimento e incômodo. Mas o interessante está no resultado de um e de outro. O resultado para quem mantém um hábito é sempre de uma vida longa e saudável. Acordar cedo, dormir na hora certa, estudar aquela matéria insuportável constantemente, se alimentar corretamente, ser fiel, ser honesto, se tornar uma pessoa confiável, se cercear de amigos de vida saudável são alguns dos exemplos do hábito e para conquistá-lo a pessoa precisa ter a melhor das vontades. Para adquirir o hábito é necessário esse sofrimento inicial, que é o período de adaptação do corpo com os propósitos da mente. Acostumar-se com novos horários, novos sabores, novas sensações, novas situações requer um começo com sofrimento e paixão. Isso mesmo, como a Paixão de Cristo, quem se decide a buscar o hábito precisa fazer isso sob uma determinação, perseverança, resiliência absoluta, porque a mesma vontade que lhe convida para a vida é a mesma que pode matar você. E quando você atravessa o período de adaptação na repetição de vontades e movimentos é que você terá o hábito em sua vida. Daí para a frente todos os hábitos serão manifestos da vontade e serão prazerosos de realizá-los. O hábito lhe dará vida nova e mais saudável e isso você verá quando a sua vontade se tornar um hábito, que tanto pode ser de acordar cedo com o propósito de executar uma tarefa. Dizer que estará criando um bom hábito deveria ser um erro aos ouvidos de quem entende do assunto. Não existe criar um hábito. Isso não se cria, mas se adapta. Não existe o bom hábito, pois se é hábito não deveria ser ruim, e é óbvio que é bom. 

 

Ninguém tem o hábito de beber cerveja, mas tem o vício. Ninguém tem o hábito de beber, entornar bebidas alcoólicas, mas sim um vício. Bem como não há a pessoa que tem o vício de acordar cedo para executar uma tarefa ou o vício de estudar. Se os resultados serão bons, então será um hábito. Se forem ruins, será um vício. Procure fazer tudo para que sua vontade se adapte a pensar coisas boas, então você estará se adaptando a um hábito em sua vida e estará direcionando-a para o sucesso.

 

Já o costume é aquilo que se tornará um hábito ou um vício. O costume pode fazer de você uma pessoa fadada a falhar sempre que o hábito se fizer necessário. Sabendo que o hábito é sempre o costume da vontade de fazer algo benéfico (note que não disse que é fazer algo bom). Bom, vou ser mais claro aqui, se o hábito se fizer necessário, certamente você estará agindo no vício, pois se estivesse agindo no hábito (que é o costume bom) seus atos saudáveis não necessitariam da intervenção de mais atos salutares, então pelo raciocínio lógico, quando você está agindo a benefício do seu corpo, da sua vida e da vida das pessoas ao seu redor, o hábito não se faz necessário, porque já é o próbrio hábito que está sendo praticado. Ter o costume de assistir novelas assiduamente, ficar na internet diariamente ou mesmo falar demasiadamente são costumes que podem se tornar hábitos se vierem a beneficiar você e os seus, ou pode se tornar um vício, se forem usados para malefício em geral.