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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Desde 2008 - 1.306.000 visualizações em todo o mundo. Diário pessoal aberto, onde se pode ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, vislumbrar reflexões psicológicas, sociais e até pessoais.

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Como pegar uma grande ideia e não fazer nada com ela.

27.11.25, Rodrigo Caldeira

Super-Inteligência filme - Veja onde assistir
Acabei de assistir a um filme na netflix, de comédia, chamado super inteligence... que, sinceramente, foi muito ruim. Meio que banalizou a IA e todo seu potencial analítico da situação mundial, enfim, se tentaram fazer alguma crítica, não funcionou, mas se tentaram zombar do potencial da IA, acertaram em cheio.

Superintelligence tinha potencial para ser algo mais profundo e provocativo, mas acabou indo para um caminho raso demais. A premissa é até interessante: uma IA superavançada escolhendo observar um humano comum para decidir o destino da humanidade. Com esse ponto de partida, dava para explorar temas incríveis: ética das máquinas, singularidade tecnológica, impacto na geopolítica, autonomia humana, segurança algorítmica, filosofia da consciência… mas o filme ignorou quase tudo isso em favor de uma comédia romântica bem simples.

Ele tenta ser leve, mas ao fazer isso diminui o potencial reflexivo do próprio tema. Parece querer brincar com a ideia de uma IA onipotente, mas sem realmente construir algo plausível ou inteligente em cima disso. Quando eu digo "zombar do potencial da IA", é exatamente isso — a superinteligência do título age mais como um assistente trapalhão com humor infantil, do que como uma entidade capaz de alterar o mundo.

E é curioso, porque obras com tema parecido já provaram que dá para equilibrar humor e crítica com muito mais qualidade — como Don’t Look Up, Her, Ex Machina, Black Mirror, ou até animações como Wall-E, que conseguem brincar com a tecnologia sem perder profundidade.

Mas pelo menos fica a parte boa: quando um filme erra assim, ele faz a gente pensar sobre como o tema poderia ter sido tratado — e isso já vale um pouco o tempo gasto, mesmo que seja para concluir que foi ruim.