...e a verdade vos libertará... (Jesus Cristo)

 

Você certamente já viveu uma situação em que estando num ambiente com muitas pessoas sentiu necessidade de olhar para o lado, e sem querer, isto é, sem premeditar nenhuma ação você olha dentro dos olhos de uma pessoa que já olhava para você. E essa pessoa fica tão sem graça, que tenta disfarçar, despistando o olhar, olhando para outro lado. Você provavelmente já ouviu dizer que sua fofoca, juntamente com outra pessoa deve estar fazendo a orelha de alguém "pegar fogo". Você já esteve numa situação em que pensava numa pessoa e seu celular toca, para sua surpresa é a mesma pessoa de quem você pensava há pouco, e você diz que "ela não morrerá tão cedo". Você provavelmente já teve a sensação de que alguém estivesse pensando em você, quando em suas conversas escapuliu o nome de alguém que não tinha nada a ver com o assunto nem a ocasião, e você deve ter pensado que "essa pessoa deve estar falando de você naquele momento". Quando num grupo de oração, ou mesmo num momento de exaltação espiritual você ouviu alguém dizer "exatamente" uma enfermidade sua e que Deus estava curando naquele momento, no meio de uma multidão. E também ficou em estado de atenção quando um espiritualista diz coisas suas relacionadas ao ente querido falecido, sabendo-se que esse espiritualista nunca viu você na vida, e você entende que é o espírito do seu ente querido se manifestando através do médium. Não bastasse tudo isso, você pode já ter visto espíritos, pessoas ou animais "fantasmas" surgirem onde você está e sumirem assim que você se concentra no medo, faz orações e se encolhe inteiramente. E além de tanta coisa você já percebeu pessoas tendo chiliques nas igrejas e templos porque algum demônio possuiu o corpo daquela pessoa. Sem dúvida alguma você já atraiu a paixão de outra pessoa, estando ela longe de você, perto porém pelo monitor do computador. Pode ter sentido profunda ou mera vontade de ter ou se entregar para alguém que conheceu a pouco tempo, ainda que por breves ou intensos momentos, e se assustou pensando que você perdeu o juízo. Percebeu que andando na rua os pedintes ou as cartomantes ciganas sempre param você para ler a sua mão ou pedir dinheiro, e geralmente conseguem sua atenção ou seu dinheiro que completaria o seu lanche logo mais adiante, mas não completará mais porque você ficou sem o dinheiro certo da compra, e em todo lugar que você vai sempre tem um vendedor tentando te empurrar alguma coisa para comprar e você geralmente compra só para se ver livre da situação. Pois'é, tudo isso são eventos que acontecem naturalmente produzidos por seu cérebro, apenas. Sim, e não adianta espernear, e por mais que seria uma fantasia real que toda essa mágica acontecesse, é você autor de todos esses fenômenos. Terá morrido em vão por acreditar nas coisas do além, quando este além, na verdade, está no quintal de sua casa. Mas não se desespere nem se irrite, porque vou explanar um entendimento para essas coisas e, quem sabe, te livrar de ter sua mente e suas ações manipuladas por gente muito esperta, que aproveita para levar você a crer no incrível. Bom, para começar a abrir sua mente e limpar as cataratas da visão de sua consciência vou exemplificar algumas coisas, assim você poderá ir construindo com imagens as metáforas que pretendo dizer, de modo que minhas reflexões se tornem melhores de serem absorvidas. Pois bem, você lembra que os aparelhos móveis, isto é, os celulares tinham antenas compridas, daquelas que a gente até puxava com os dentes para atender uma chamada? Veja a antena, percebe que é uma vareta com o tamanho aproximado do aparelho, e que, na época, comentava-se que usar muito esse celular causava dores de cabeça no usuário. Mas todos os celulares nessa época eram assim, não existia alternativas melhores. Tinha até quem dizia que causava câncer.

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Com o passar dos anos este celular foi perdendo espaço para os que vinham com antenas menores. E por que as antenas ficavam menores? Seria por causa da alta tecnologia, que tornava a recepção mais apurada no próprio aparelho? Será?! 

E cada vez mais os aparelhos vinham com antenas menores...

Até que as antenas desapareceram, não se vê mais antena no seu celular hoje em dia, a ponto de até ter melhorado os sinais de captação...  

E por que isso aconteceu? Bom, Lembra quando eu disse que você certamente já viveu uma situação em que estando num ambiente com muitas pessoas sentiu necessidade de olhar para o lado, e sem querer, isto é, sem premeditar nenhuma ação você olha dentro dos olhos de uma pessoa que já olhava para você à distância, talvez admirando ou apreciando você, ou simplesmente te olhando sem estar te vendo. E essa pessoa fica tão sem graça, que tenta disfarçar, despistando o olhar, olhando para outro lado. Pois'é, a sua cabeça funciona como um radar de antena parabólica, e sabe-se que toda antena emite sinais numa direção. Preste bem atenção no que eu acabei de dizer e no que direi a seguir, é importante. Assim que outra antena capta esses sinais, ela faz um giro rotacional e se posiciona apontada para a direção em que vem o sinal, isto é, as ondas eletromagnéticas. Para entender um pouco sobre o electromagnetismo, no estudo da Física, este é o nome da teoria unificada para explicar a relação entre a eletricidade e o magnetismo. Esta teoria baseia-se no conceito de campo eletromagnético, que é o resultado do movimento de cargas elétricas, ou seja, é resultado de corrente elétrica. O campo magnético pode resultar em uma força eletromagnética quando associada a ímãs. A variação do fluxo magnético resulta em um campo elétrico. Semelhantemente, a variação de um campo elétrico gera um campo magnético. 

Bom, com isso você percebe que se sua cabeça já funciona como uma antena parabólica, então para que você precisaria de um celular com outra antena colada do lado da sua cabeça? 

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As ondas eletromagnéticas eram ampliadas pelas antenas dos celulares e muita gente sentia sérios incômodos ao usar o aparelho daquela época. Dores de cabeça era comum nos usuários e para a sorte das fábricas de celulares poucos foram os que processaram requerendo indenizações. Com o tempo as antenas dos celulares diminuíram até não existirem mais, porque os cientistas em tecnologia perceberam que a própria cabeça faria a função da antena. Pois bem, vamos a outro exemplo sobre a potência de radiofrequência aliada à sua cabeça. Pegue um controle remoto, preferencialmente a chave de um carro com alarme e teste acioná-lo à uma distância que o sinal emitido pela chave não consiga destravar o carro. Então, assim que você identificar a distância em que o sinal já não chega no carro, experimente isso: ponha o controle sob o queixo e acione novamente o botão da chave do carro. Provavelmente o alarme será ativado e você se surpreenderá como a sua cabeça tem realmente o poder de emanar e amplificar a energia, seja ela eletromagnética ou de rádio. Sua cabeça é uma antena, e isso é fato. Ok, com isso esta reflexão começa a ganhar sentido e você já consegue visualizar e começar a montar um entendimento. Venho observando esse processo há anos, fazendo minhas experiências e percebendo o sentido das coisas que estou dizendo aqui. E a coisa mais interessante sobre sua cabeça ser uma antena do tipo parabólica é a de que a energia só é emanada pela frente do seu rosto, ou seja, por trás de sua cabeça é como os fundos de uma antena parabólica, não emana sinal, muito embora capte. Isso se explica quando você está sentado assistindo à uma palestra e na sua frente tem dezenas de pessoas com suas caras voltadas para o palco. Você só vê nucas, somente a parte de trás das cabeças das pessoas. E não sente nenhuma pressão.

Entretanto, se você for convidado pelo palestrante para ir até o palco, é imensamente notório que seu conforto mental fica incomodado e você mal consegue responder as perguntas ou mesmo fazer alguma graça lá no palco. Isso acontece porque, de repente, antes você estava posicionado atrás das "antenas", e de repente você passa a ficar exatamente na frente delas, como radares aos montes apontados em sua direção, mirando somente em você, na sua roupa, no seu estilo, tamanho, beleza e comportamento. Antes eram só nucas, agora são pares e mais pares de olhos voltados para você, emanando energias que te intimidam e incomodam. 

Já quando você volta para sua cadeira, mesmo depois de se sentar ainda sente o incômodo, porque algumas cabeças ainda olham para você e emanam a energia de atenção. Do momento em que todos passam a direcionar seus olhares para o palestrante, toda aquela energia deixa você em paz e é atirada como raios invisíveis para o palco. Daí então você se sente mais à vontade e até mais confortável. Mas por que o palestrante não se abala com tantos radares voltados para ele? Justamente porque ele, que também tem a sua própria antena, está ávido pela atenção de todos, isto é, a mente dele está receptiva, sedenta de atenção e prestígio, e com isso quanto mais cabeças olhando para ele, melhor. Ok, estamos indo bem, continuemos o raciocínio. Essa energia que é emanada da cabeça de uma pessoa que aprecia olhando fixamente para outra pessoa pode ser entendida como energia sensorial. Ela é invisível, mas tem um poder de alcance imenso. Provavelmente alcança de 30 a 600 metros de diâmetro ou 300 metros de raio. Essa energia é tão poderosa que numa caça, até os animais se põem em estado de alerta e alguns até conseguem olhar para o caçador ou predador. A coisa é tão interessante que a sua reação, que é a de quem recebe a energia sensorial, faz com que você vire (em movimento rotacional) a cabeça, pondo-a em direção e alinhamento perfeitos aos olhos daquela pessoa que se fixa em te olhar. E mesmo que você olhe nos olhos do observador sua reação é passiva, isto é, você não tem reação nenhuma nos primeiros segundos de flerte. Bem como os animais caçados, que é quando o caçador dá o tiro. No caso do observador, ele não está caçando você, não está querendo chamar sua atenção, mas está simplesmente te olhando, talvez admirando sua beleza ou sua aparência exótica e por isso a reação deste é de susto, pois você terá flagrado-o em sua total distração. 

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Com isso você entende que se é possível sentir quando uma pessoa fixa o olhar em sua direção, também entenderá que se você estiver pensando em alguém, ou falando de alguma pessoa, muito provavelmente essa pessoa sentirá sua energia sensorial, tanto emitida diretamente de você num canal livre, quanto através de obstáculos repetidores de energia como as próprias antenas, o monitor do computador, ou mesmo outra pessoa que capta sua intenção e sem intenção alguma leva adiante a mensagem até a pessoa que você está pensando, com o detalhe de que essa pessoa poderá não ter dito nada. E acontece até de uma pessoa dizer que estava justamente pensando em tal pessoa, quando ouviu dizer seu nome num acaso desses quaisquer. Sim, é a energia sensorial sendo emanada e pegando carona em tudo o que reflete a energia. Uma vez entendido isso, vamos para a parte mais instigante dessa reflexão. Para visualizarmos o próximo entendimento vou falar da psicologia sistêmica, conhecida como constelações familiares e transgeracionalidade. Há nesse tipo de terapia o uso de outras pessoas, todas desconhecidas daquela que requer a dinâmica da constelação familiar para si. Supondo que a requerente queira resolver angústias mal resolvidas em sua vida, mas que não consegue se libertar desse passado ou mesmo se desprender do vício de errar, que leva ao sofrimento contínuo e constante por anos, então ela procura o constelador, que é, geralmente um psicólogo ou um terapeuta sistêmico e pede sua "ajuda". Este mediador, por sua vez, se dirige ao público que assiste ao workshop e busca por pessoas de diferentes aparências e gêneros para se dirigirem ao centro, onde ele se encontra e também a requerente. Esta, por sua vez, só diz algumas informações limitadas e abstratas ao constelador, como por exemplo, que seu "tema" é sobre a dificuldade de conseguir ser fiel no casamento. Então as informações básicas são se os pais da requerente estão vivos ou não, se são separados, e alguma coisa superficial. Ao trazer cada pessoa ao centro da sala o terapeuta pensa numa função que ele deseja que aquela pessoa escolhida represente em relação à requerente. Pode ser que o terapeuta imagine em seus pensamentos que essa pessoa tirada da "platéia" aleatoriamente represente o pai, e outra pessoa também trazida ao centro da sala represente a mãe. Fará isso algumas vezes, trazendo outras pessoas para representarem, por exemplo, a infidelidade, a angústia, o amor, a perda, o trabalho etc.. Digamos que há no centro da sala cerca de oito pessoas, cada uma representando sem saberem de seus papéis algum personagem da família ou da própria requerente. O terapeuta pede para que cada pessoa manifeste-se tranquilamente qualquer coisa, como dar passos para trás, virar-se contra a pessoa que está à sua frente, se aproximar de alguma pessoa a quem se sente mais confortável e por aí vai. Começa a seção de constelação familiar e o terapeuta deixa as pessoas em pé, no centro da sala, e se afasta para observar o movimento de cada uma. Cada movimento, cada reação, ou mesmo um bocejo sequer é percebido pelo terapeuta, que começará a montar o quebra-cabeças da requerente, para entender por que ela sofre desse incômodo, a fim de que ele possa "consertar" o sistema mental da requerente e ela seguir a vida mais em paz e a caminho da sua cura psicológica e emocional. Então você perceberá que as pessoas sem saber que papel estão representando com referência à requerente agem conforme o sentimento e as sensações físicas das pessoas sugeridas mentalmente pelo terapeuta, como por exemplo se uma pessoa sente um incômodo na perna direita, o terapeuta pergunta se o pai dela (já que essa pessoa estaria representando seu pai) tem algum problema na perna, e incrivelmente a requerente confirma dizendo que o pai sofreu de um acidente de carro e quebrou a perna direita. Assim acontece se uma outra pessoa olha para o chão e o terapeuta pergunta se a mãe (já que essa pessoa estaria representando a mãe da requerente) teve algum filho morto, e a requerente tanto pode dizer que sim, algum aborto ou pode dizer que não sabe. E assim cada pessoa vai reagindo conforme representa as pessoas da família ou mesmo as situações da requerente. Com isso eu venho dizer que essas pessoas que atuaram representando pessoas ou coisas da requerente, simplesmente captaram através da energia sensorial da mesma suas angústias e informações contidas no subconsciente, mais precisamente no inconsciente dela. Se está no inconsciente, nem ela mesma se dava conta de certas informações. Seriam todos os representantes voluntários mediúnicos? Seriam mágicos? Seriam profetas? Não! Simplesmente a "antena parabólica", que era a cabeça da requerente estava emanando a energia sensorial para todos os que ali estavam representando alguma coisa referente à ela. Como essas pessoas estavam no papel de representação, então elas estavam receptivas, assim como o palestrante fica ao estar diante das pessoas apresentando-se. E as demais pessoas que assistiam à constaleção familiar acontecer não estavam receptivas às mensagens subconscientes ou inconscientes da requerente. Dessa forma, ninguém se envolvia no contexto e apenas assistia o mecanismo e o resultado do processo sistêmico. 

Agora é que a reflexão começa a ganhar sentido e você poderá tanto gostar de saber desse discernimento, como poderá se sentir incomodado, o que poderá lhe causar algum conflito naquilo que você sempre acreditou ou foi levado a acreditar por pura inocência. Bom, continuando. Uma vez que você entendeu que sua cabeça é uma antena parabólica, que emana energia como uma radar e outra cabeça se volta para você para receber e localizar de onde partiu a emissão das ondas de energia, e que essa força se chama energia sensorial, que pode ser captada por outra pessoa, desde que ela esteja com sua mente receptiva voltada para você, então vamos para uma seção espiritualista em que uma pessoa aflita chega à outra pessoa, esta espiritualista ou espírita, em busca de contatos com o espírito de um ente querido. Acontece exatamente a mesma coisa da constelação familiar, ou seja, a pessoa aflita, isto é, a requerente está emanando sinais mais fortes de seu emocional mental, subconsciente e inconsciente, e o receptor, isto é, o espiritualista está aberto mentalmente para receber os sinais da requerente e sugerir situações tais que podem ser confirmadas pela pessoa aflita, fazendo-a se confundir que o espírito do ente querido (já falecido) está fazendo contato com ela. Mas não está, infelizmente. Ia ser interessante se estivesse, mas são os pensamentos e as informações inconscientes armazenadas no subconsciente da requerente que são emanadas pela sua cabeça (antena parabólica) para a antena parabólica (cabeça) do espiritualista, que acostumado a captar a energia sensorial das pessoas faz uso do desespero alheio para se fazer como alguém especial e dotado de poderes espirituais divinos. Eu mesmo já fui admirado por prever situações às amigas com quem antevi sinistros. Eu mesmo pensava que dominava algo um tanto sem noção, como mediunidade, muito embora eu nunca, em momento algum me declarei especial ou mediúnico. Mas até que tudo se tornasse um arquétipo e o insight não acontecia pensei que eu era de outro planeta. E foi durante um banho que tive um estalo de tudo e minha mente disparou no entendimento que discorro aqui neste post. Obviamente, quase acabei com a água da caixa-d'água de tanto filosofar debaixo do chuveiro e enquanto não terminei de montar o quebra-cabeças não saí do banho. Seguindo o raciocínio vamos para um grupo de oração de uma igreja cristã, por exemplo, quer seja católica ou protestante (crente, evangélica) e você pode deparar com aquela pessoa que diz em alta voz que "Jesus está curando uma pessoa que bebe antes de dirigir". Oras bolas, considere que há realmente uma pessoa que beba antes de dirigir e se sente culpada por isso, então essa pessoa que anuncia a graça em alto e bom tom está simplesmente com a mente aberta para captar qualquer energia sensorial daquele grupo de pessoas, e aquela pessoa que estiver mais ansiosa em seus pensamentos estará emitindo sinais de suas informações inconscientes pelo subconsciente. Assim, tanto a pessoa que manifestou a tal "cura espiritual" se beneficia pelo status social de ser uma pessoa abençoada, quando na verdade ela é uma oportunista e ainda põe o nome de Jesus no meio, como a pessoa requerente, que se sente exposta, mas ao mesmo tempo liberta porque Jesus olhou pra ela. Mas, cá pra nós, sendo Jesus Cristo o nosso Deus, consubstancial ao Pai. A consubstancialidade é um termo que significa, portanto, que o Filho é da mesma substância do Pai. Além disso, esclarece de que modo se pode entender a relação mútua entre as duas Pessoas. O Filho é gerado pelo Pai, o que equivale a dizer que não se trata da produção de algo distinto de Deus, como sucede na criação, em que Deus é causa eficiente (gerado, não criado, afirma o Credo). Por outro lado, não se pode entender esta geração divina de modo material, como se o Filho fosse parte do Pai ou tivesse havido uma divisão da substância divina. E sendo Deus, como também o Filho de Deus e imediatamente o Espírito Santo de Deus, precisaria Jesus de expor o requerente antes de dá-lo a cura? Necessitaria o Cristo de uma intérprete para anunciar sua cura? Não bastasse que a própria pessoa sentisse a cura por si mesma e viesse testemunhar sua fé em outra oportunidade? A energia sensorial está presente o tempo todo. E mesmo eu sendo Católico Apostólico Romano venho questionar esses atos da própria Igreja a qual pertenço e professo minha fé, então não estou pegando no pé de ninguém, apenas refletindo o óbvio, cabe a cada pessoa que adquire esse conhecimento ou essa reflexão decidir se continuará se iludindo ou tomará novos rumos em sua fé e comportamentos humanos. No raciocínio sobre a energia sensorial, você certamente já deparou com uma grande missa de curas (ou culto de milagres), onde centenas ou milhares de pessoas se concentram numa igreja ou templo para rezar (orar). E já reparou numa ou algumas pessoas que se destacam no palco anunciando curas específicas, que incrivelmente alguém no meio da multidão se manifesta como dono do problema e toma para si a cura como certa. Às vezes acontece de mais de uma pessoa se manifestar dona da aflição. Pois'é, é a energia sensorial levada a pico e captada pela pessoa lá no palco ou altar, que mais uma vez usa o nome de Deus para anunciar curas, prodígios e milagres. Seria uma atitude correta? Cada um julga segundo seu discernimento e ética pessoal. Eu penso que se realmente houvesse um manifesto de Deus para a cura de alguém, não seria necessário o anunciante dizer, como por exemplo: "Há aqui uma pessoa com um problema de pedra no rim, são duas pedras grandes e uma pequena, e recentemente ela também teve um problema gastrointestinal chamado retocolite ulcerativa". Veja bem, quantas pessoas há no local? Centenas ou milhares? Não acha estranho o anunciante dizer: "Há aqui uma pessoa...", pois se este estiver realmente instuído por Deus com tanto privilégio, por que não se dirige diretamente à pessoa levando-a para o palco (altar) e fazendo a revelação? Não faz isso porque o anunciante só está recebendo a emissão da energia sensorial da platéia, não tem como saber de onde vem a mensagem inconsciente pelo subconsciente de alguém entre tantas cabeças (antenas parabólicas). Por isso arrisca o palpite com tanta segurança, o anunciante. 

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 Outra coisa que acontece muito é o tal do exorcismo durante uma missa, dentro da igreja ou num culto dentro do templo. Se a Palavra em São Mateus 18 diz: "Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". Se há mais de duas pessoas reunidas em nome de Deus, estando o próprio Cristo presente em meio a todos, como pode então conseguir o demônio adentrar na Casa do Senhor e ainda mais "entrar" no corpo de um cristão que lá está orando junto aos demais? Como pode uma pessoa entrar em estado de chiliques quando o celebrante anuncia a expulsão dos demônios, mesmo que Deus esteja presente na assembléia dos orantes? E outra, o que opõe a um demônio deve ser um anjo, já que ambos têm asas, voariam etc., como pode um ser do inferno conseguir entrar no corpo de um orante, logo do cidadão que está lá em oração na fé e em busca de paz espiritual? E como é que nunca ninguém disse que uma pessoa está possuída por um anjo? Ué, claro! Se na personificação um demônio se assemelha ao anjo, então o anjo também poderia entrar no corpo e possuir uma pessoa, por que não? Mas o que se diz é que o anjo permanece ao lado da pessoa. Então querem dizer que o demônio é mais forte do que o anjo? Não, é claro que não! Nem anjo nem demônio entram no corpo de ninguém. E muito menos o demônio permaneceria dentro da Casa do Criador, nem se ele fosse doido da cabeça, já que a presença de Deus fulminaria a existência do demo. Logo se vê que a energia sensorial emanada pelo inconsciente das pessoas como o requerente (e dono do chilique), quanto o celebrante se encontram e acontece o trimilique. A auto-sugestão faz com que a pessoa se manifeste num distúrbio de consciência, inflamada pela carência psicoafetiva e a faz dar um show à parte para ser acolhida e, digamos, amada. O que aconteceria se deixassem o requerente em seu trimilique se chacoalhando no chão e ficasse só observando-o pagar o mico gratuitamente? Será que ele voltaria ao seu normal pelo cansaço de tanto se debater contra o chão e os móveis do local, já cansado e provavelmente estourado? Pois'é, a energia sensorial foi a coisa da vez, associada à emoção ou carência do indivíduo, e até o encardido levou a culpa. Para esses manifestos existem o gardenal, valium, zoloft e até mesmo o rivotril pode ajudar. Ou uma bela surra de vara verde na bunda para criar vergonha na cara e parar de trazer a carência ao extremo de seu limite. Não estou dizendo que o exorcismo é algo inexistente, mas dentro de uma igreja com dois ou mais reunidos em nome de Deus está na cara que é teatro barato. Então foi isso que eu quis passar para você. Se achar interessante compartilhe com outra pessoa, principalmente aquelas inocentes que acreditam em tudo, que sabe você estará livrando-a de emboscadas psicológicas futuras?! Vai saber... 

Publicado por Rodrih às 23:43 | Link do post
Estado de Espírito: COM SONO
Boa noite! 
Estou estudando o comportamento humano (rsrsrs) 
aqui na net de madrugada como sempre faço!! 
Gostei de seu post, confesso que como católica fiquei assustada, mas sou bióloga e achei interessante lendo até o final.
Gostaria se possível que me tirasse 2 duvidas (não com intuito de confrontar suas idéias descritas) mas, são duvidas que sempre tive e nunca encontrei alguém com conhecimento suficiente para saná-las. Nem mesmo meu prof. de Física da Universidade.
Sou católica, não acredito em espiritismo (e tb nao tenho pré conceitos com isso), geralmente acredito na Ciências Físicas, Químicas e Biológicas. 


1- Em uma Constelação Familiar Sistêmica: 
Se um pessoa abre espaço para uma "transmissão" sensorial, o "receptor" receberá algumas informações... OK. 
Mas, durante esse processo um sinestésico ("sensitivo") (confirmado o fenômeno neurológico e genético) poderia ter acesso a essa linha energética atômica (as ondas de energia sensorial?)? Popularmente conhecida como "áurea"? E se ele "visse'' apenas a situação atônica energética dos dois indivíduos em questão, mas não essa canalização entre eles? Isso seria uma falha do agente visualizador ou um indício de charlatanismo, ou de que o fenômeno de auto sugestão não estaria realmente alcançando os 2 indivíduos em questão?
Devemos considerar que esse agente visualizador sinestésico é uma das pessoas que eventualmente estaria assistindo o evento.


2- Para acessar a linha de raciocínio de um indivíduo através das ondas de energia sensorial é necessário o consentimento do mesmo? Digamos que um elemento X, fosse facilmente capaz de receber informações de qualquer indivíduo Y por meio de treinamentos, considerando que são fenômenos físicos, químicos e biológicos. Sem utilizar-se do princípio da auto sugestão? Ou o processo somente ocorre por meio desta? 


-> Enfim, estou em dúvida quanto a veracidade da Constelação Sistêmica. Mas ao mesmo tempo acredito por ser um fenômeno considerado científico. Mas para comprovação científica desse trabalho, qual foi o meio utilizado? A interferência da auto sugestão? 
Qualquer pessoa encenando mesmo que sem trocar energias poderia levar o indivíduo a cura de determinados problemas?
Como no caso do charlatanismo? Sei que há troca constante de energias, mas e se essa canalização não for visualizada (apesar de não se poder muito bem comprovar essa suposta visualização)?


Por Favor não ignore meu comentário, é minha primeira passagem aqui, gostaria muito de que me esclarecesse essas dúvidas.
Muito obrigada, abraços! 
Juliana a 27 de Julho de 2017 às 05:27
Oi Juh, obrigado por acessar o blog e buscar nele ideias e ideais elementares para construir sua opinião e seu conhecimento. Me sinto lisonjeado com sua participação, seus questionamentos e pela oportunidade que me oferece para elucidar meu ponto de vista sobre as coisas invisíveis aos olhos (sqn). Vou respondê-la sim, só que farei quando estiver mais acordado, já que estou levantando muito cedo e por agora estou capotando de sono. Não estou fugindo de respondê-la e farei isso como tema do próximo post. Peço apenas que acompanhe de vez em quando. É um compromisso meu com você, está bem?! Abraços, Rodrigo Caldeira
Rodrih a 27 de Julho de 2017 às 05:49
Oi Ju, boa noite, vou procurar responder seus questionamentos hoje - não os esqueci, mas não estava inspirado ou pelo menos descansado para fazê-lo (e se de repente me bater o cansaço mental durante minha resposta irei parar e continuar outro dia). Isso acontece porque penso muito, reflito constantemente muitas coisas, e meu estresse mental é bem grande, talvez por isso meus cabelos não estejam resistindo ao calor no cérebro e os folículos capilares acabam soltando o bulbo capilar, eu acho. Continua estudando o comportamento humano? Faz isso por profissão ou por prazer mesmo? Espero que seja pelo segundo! Obrigado por ter lido todo o conteúdo do post, antes disso, obrigado por ter vindo ao blog, e agradeço por deixar seu rico conteúdo, suas observações e questionamentos! Adoro isso, ainda que eu demore um pouco para responder, pelos motivos que já disse, né.. 

A título de respondê-la sobre o que busca saber, já se antecipando, antecipo-me também, dizendo que sou católico e não abro mão de seguir outra doutrina, muito embora respeite a todas elas e as admire. 

1. Antes de falar sobre essa pontuação é bom lembrar que há uma diferença entre "sinestesia" e "cinestesia". A primeira se refere à percepção criativa, em que o sujeito assimila uma coisa à outra. Eu, por exemplo, sinestésico que sou, todas as vezes que me falam o nome Débora, minha mente produz a imagem de uma banda de beterraba cortada, como se fosse 1/4 de maçã (só que é de beterraba). Quando um carro na autoestrada lança o farol alto vindo na faixa contrária, minha mente emite um barulho como se fosse um chiado alto. Já cinestesia é o sentimento físico que se sente, como o arrepio, por exemplo. Entendendo isso, vamos ao que você pontuou.

Durante o processo de constelação familiar, um sinestésico (confirmado o fenômenos neurológico, mas não genético, já que ninguém nasce com algo desenvolvido a ponto de ser provado num exame de sangue ou numa biópsia) pode ter acesso à linha energética, mas é um pouco difícil disso acontecer, porque o campo atômico por onde essa energia sensorial percorre é pontual, isto é, ele tem endereço certo, que é a mente daquele a quem está direcionada a atenção para a energia dispensada, no mote em que está sendo trabalhado. Então entende-se que a energia não se dispersa como ondas de calor expansivas, mas como laser que sai de um ponto e vai a outro, e volta, e reflete-se noutro dentro daquele campo sensorial. Se este expectador conseguir visualizar, isto é, interagir no processo estaria ele invadindo o campo não autorizado e poderia ser envolvido no enredo, podendo se perder e até desfalecer, como se ele entrasse num trem bala em movimento, o cérebro não teria tempo para acompanhar a mudança brusca de ambientes, quando estar fora do trem bala estaria vendo tudo parado ao seu redor e o trem estaria em movimento, mas saltando para dentro do trem em sua super velocidade a percepção seria um colapso, pois dentro do trem estaria tudo parado e o ambiente externo estaria em super velocidade. Até mesmo para um sensitivo seria um risco fazer esse salto. Sobre a questão dele conseguir ver, seria um fenômeno de autossugestão, como quem vê almas e conversa com elas. O cérebro cria o cenário e os personagem de dissociam o autor da imaginação de sua realidade. Eu, por exemplo, via a tal da aura ao redor das pessoas, quando passava por um momento crítico e muito, muito infeliz de minha vida - que foi na separação de meu casório, foi punk demais, minha mente parecia um caleidoscópio e depois de uns meses passei a enxergar cores de energia ao redor de todas as pessoas. Era um saco, mas não tinha como evitar. Até que depois de cerca de 5 anos parei de ver. Isso foi a autossugestão que meu cérebro encontrou para suprimir meu sofrimento de perda e dor, em que me dava estrutura emocional para seguir em frente sem me sucumbir à loucura nem ao desespero emocional.

Vou responder o item 2 depois, tá, rsrs... quando estiver mais descansado. Beijos e obrigado pela paciência!
Rodrigo Caldeira
Rodrih a 21 de Agosto de 2017 às 03:15
Texto muito interessante, e acredito que muitas coisas  acontecem dessa forma, inclusive nas igrejas e centros, mas nem tudo, existe manifestações que vão além da nossa energia sistêmica, a bíblia o livro milenar explica isso, pena que você generalizou, pense nisso. 
Anônimo(a) a 27 de Dezembro de 2017 às 12:59
Olá Anônimo, boa noite, obrigado por comentar, mas, caso volte a comentar algum outro post, deixe seu nome ou codinome, é tão bom saber que alguém se manifestou em suas ideias, até porque são tantos nomes no mundo, certamente o seu não será o único nesse universo quântico e físico né?! =) 

Sim, como você disse, a bíblia explica isso, mas outros livros tão milenares também têm sua cota de entendimento. Mas não generalizei, apenas disse até onde eu conseguia enxergar, mas certamente há mais coisas e muito mais profundas.
Rodrih a 28 de Dezembro de 2017 às 02:57
No final embaralhou tudo, ficou tonto.
Anônimo(a) a 12 de Fevereiro de 2018 às 19:25
No final, eu também não entendi o que você quis dizer.
Rodrih a 15 de Fevereiro de 2018 às 02:25
Pontos vermelhos = acessos no mundo!
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