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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

Eu? Fútil?!?

13.05.14, Rodrih

Post de 15/07/2009 (07:31':47") - revisado e reeditado.


 

 

 

 

Ser fútil é colocar tudo o que é material em primeiro lugar

...acima das pessoas, dos sentimentos
...da vida em si. Ser fútil é ser feio
...por dentro
...mesmo que sejamos lindos
por fora...

 

É não saber olhar além do que nos aparece à frente dos olhos.

É não saber alargar os horizontes além do que está à mão.

É não saber lutar pelas coisas e esperar que elas aconteçam, simplesmente.

 

É olhar para a imagem reflectida no espelho e ver apenas isso.
Não nascemos fúteis.

A futilidade aprende-se.

Não é inata, mas sim, socialmente apreendida.

 

spalha Brasas



Para mim ser fútil...é julgar as pessoas pela roupa, beleza fisica ou conta bancária e não olhar para o interior delas. Estar sempre a espera que os outros trabalhem e depois é só assinar embaixo, não ter personalidade, não saber impor-se, não ter opinião

...ser fútil é tudo isto e muito mais.

 

homemQama


 

Ser fútil é encantar-se mais com a roupa do que com o interior!...
É adorar a joía e esquecer o beijo...
Ser fútil é não se encantar com as pequenas coisas do dia a dia, o sorriso, o abraço, o beijo, a palavra amiga, a flor roubada no jardim...
ser fútil é estar Linda, mas esquecer a Felicidade!...
jamais alguém vai estar linda se o sorriso não for bonito!

 

Elsa


 

Ser fútil... é olhar para ti.
Alguém sem alma, sem carácter, com milhares de vaidades dentro de si, fazendo de ti uma coisa vazia...

 

Marlene


 
Estamos cercados de coisas fúteis, pessoas e momentos também. A futilidade é uma necessidade, um processo no meio do caminho em que todos nós passamos e com ele aprendemos. Aos que sobrevivem a isso se tornam pessoas melhores, mais nobres e observadoras. Há quem passe por isso e se torne pessoa silenciosa, fechada e anti-social. A futilidade serve para separar bem as coisas, mas não é de todo ruim. Mais fútil do que o smart-phone ou mesmo o facebook, tão mais fúteis são os programas de televisão ou os sites sociais, de relacionamento. O que, aliás, os sites de encontros sexuais são menos fúteis do que os demais, porque, pelo menos estes vão direto ao ponto, objetivos e escancarados, não pegando ninguém de surpresa, não se fazendo de santos. Os sites de encontros, paqueras, namoros e até os de fé todos eles escondem uma grande parte de desejos coibídos, disfarçados, maquiados. Todos querem alguma coisa de todos os demais, quer seja sua admiração, pajelância, dependência psicológica, aprovação e tesão, mas ninguém assume a cara por trás da máscara. Fútil é o carro caro com itens e acessórios mais fúteis ainda, que estão ali para encarecer o produto e dar a sensação de conforto. Mas quem é que vai usar tantos mimos durante uma volta pra casa vindo do trabalho? Talvez nas viagens. E quem é que fica viajando tanto assim de carro, tendo tantos acidentes nas estradas assim? Carro é um item fútil, como o celular, que deveria ter a função de funcionar e servir o usuário, mas vem com muitos apetrechos, que o tornam um produto inútil de tão fútil que é. Todos os que responderam acima têm um quê de futilidade, estão falando o que refletem seus corações combaídos e hipócritas, não resistem às futilidades da vida e falam o que pensam como profetas que pregam a Palavra de Deus às pessoas, mas entre si têm seus questionamentos, suas dúvidas e suas futilidades. Tanto quem se diz pastor protestante, como quem se diz padre, ou ministro de alguma fé. Somos todos iguais, mas com representatividade diferente. Já reparou quanta coisa fútil você tem só no seu quarto? Imagina na sua vida! Ou mesmo na sua mente? Não dá para ser feliz sem ser pelo menos um pouco fútil. Até aquelas pessoas que malham na academia, dia e noite, ou todos os dias, malham para sustentar um conceito fútil, que é o de parecer mais bonito para alguém ou seu meio social, ser aceito ou melhor recepcionado, dar impressão de saúde e mente jovial. Einstein não ia à academia, Amstrong não fazia musculação, Carlos Drummond de Andrade também não, Mandela, Linconl, João Paulo II, nenhum deles. Steve Jobs nem Salvador Dali não se preocuparam com isso e mesmo assim foram pessoas interessantes que deixaram seu legado no mundo. Por que nós não tentamos seguir um caminho próprio, por que precisamos estar imitando as manias e as piadas dos outros, deformando nossos físicos, envenenando nosso organismo para mantermos em forma. Em forma? Em forma de que tipo de referência? Oras, da referência fútil que todos nós adoramos ver, apalpar, consumir... não sejamos hipócritas. Quando se assume sua futilidade você evita gastar energia com desperdício. Sim, eu posso gostar de mulher magra, ou gostar de comer hambúrguer no Mc Donald, gostar de ver novela ou gostar de fofocar, e daí? São futilidades pessoais e que fazem parte do crescimento de cada um, isto é, cedo ou tarde vamos parar de dar tanto valor a isso ou aquilo, mas em tal momento da vida são futilidades necessárias para cada um. O que uma mulher fofinha não pode fazer melhor que uma magrinha? O que um sanduíche natural não pode ser mais saboroso que um do Mc Donald? O que um documentário não pode ser mais interessante do que uma novela? Ou o que eu ganho se não falar mal de alguém com alguém que gosta de ouvir as maldades de outrem? Tem coisa mais fútil do que fumar ou beber, ou os dois? São futilidades necessárias naquele momento na vida daquela pessoa. Pessoas de idade que se assustam ao ver um negrinho vindo pela mesma calçada. Se assustariam se vissem um loirinho no lugar daquele? Claro que não, porque a futilidade está em seus pensamentos, no coração. Moças que querem porque querem se casar na igreja, porque sentem necessidade de serem melhor vistas ou referidas em seu grupo social são fúteis também. Gastos caros com um vestido de um dia, mobiliza um monte de gente só, apenas para ela passar como princesa dos contos de fadas de Walt Disney. Futilidade sim, porque mais vale o cenário montado e mostrado do que o valor e o objetivo da atitude de viver com alguém. Os compromissos não importam senão para constar no vídeo e tornar o espetáculo mais emocionante, mas nenhuma das partes está lá para fazer juramento, mera formalidade. Poderia ser: "Eu, fútil que sou, que gastei R$ 1.200,00 nesse vestido de noiva simbolizando uma moça virgem e pura, apesar que já transamos desde que começamos a namorar, aceito diante  desse monte de gente fútil que está aqui para fazer média e comer de graça o banquete que eu e meus pais iremos pagar". A futilidade está nas maquiagens, porque todos os dias se põe, se tira, põe, tira, põe e tira, sempre escondendo quem se é para mostrar o que gostaria que fosse. Por isso homens necessitam suar dobrado para - fúteis que são, somos - precisam ter patrimônio, bens e condinções financeiras para atrair também, a maquiagem nesse caso está na conta bancária. Conheço amigos, fúteis que são, que estão fodidos na vida, pagando caro para manter namoradinhas parasitas, que por terem dado seus lindos corpinhos mantêm um arsenal de vaidades como celulares, roupas, maquiagens e até carro a apartamento alugado. O fútil mantendo a fútil, mas que se forem perguntados o que é ser fútil vão responder lindamente como todos nós responderíamos. A realidade é cruel e quem não dança conforme a música toca se exclui e se isola. Até eu sou fútil por estar refletindo sobre a futilidade do mundo, já que faço parte desse mundo. O que conforta é que do fútil se torna útil, e com o tempo, pouco a pouco o comportamento amadurece, frescuras são substituídas por aceitações, pré-conceitos por conceitos mais originais e menos hipócritas, e corações mais amorosos pulsando dentro do peito. E não no meio das pernas. Fato.

 

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