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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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LIVRO 2: CHAPADA DOS VEADEIROS

27.01.21, Rodrih

Vida que segue, usando um Fiat Strada para o passeio, o utilitário veio a calhar na missão de encarar as estradas de chão. Em algumas horas chegamos em Alto Paraíso de Goiás - GO, e de cara achamos que a cidade era aquela coisa feia que vimos com um posto de gasolina fuleiro e uma lanchonete de quinta à esquerda, mas não é por menos, porque à direita não tinha muita coisa que pudesse fazer menção à uma cidade turística interessante, salvo o portal gigante e horroroso feito de concreto, numa alusão de um disco-voador. Entramos na cidade, e só depois de estarmos numa avenida única, que realmente lembrasse um local turístico com as lojas voltadas para a pista, com seus produtos afins de turismo, esoterismo e lanchonetes. Não é igual a Salvador-BA ou Pirinópolis-GO, em que se vê muitos motes do turismo por quase toda a cidade. Em Alto Paraíso de Goiás é apenas uma avenida e nada mais. Contente-se com isso. Seguimos então para a Vila de São Jorge, logo à frente, uns 30km de distância, numa pista que tem ciclofaixa por longa extensão. Deve ser muito frequentada a ciclofaixa, porque, talvez no período que fui, não havia uma alma pedalando nela, mas tá, não é da minha conta. Até chegarmos em São Jorge, vimos algumas entradas para cachoeiras, decidimos entrar numa lá que tinha umas trilhas e cachoeiras disponíveis, já que algumas se mantinham fechadas por conta da tal pandemia. Penso que o sujeito dono na propriedade que fecha o acesso de uma cachoeira é, no mínimo, um sem noção de marca maior. Uma beleza natural, no meio no mato, e o infeliz fecha o acesso aos visitantes. Tem que ser muito à toa um idiota dessa laia. Numa que tinha uma cachoeira com o nome de Cordovil, entramos, pagamos salgados R$ 80,00 (40 por cabeça), em dinheiro, para andarmos feitos zumbis no meio do cerrado. Já tirei uma boa lição nessa aventura: 1. Nunca vá sem um bom chapéu, que cubra a nuca e boa parte dos ombros. 2. Nunca vá com um tênis que você usa para caminhadas no asfalto, tenha um tênis com solado dentado, específico para trilhas, ou o tal coturno. 3. Nunca vá sem protetor solar fator 50 e sempre passe antes mesmo de sair do carro. 4. Nunca vá sem repelente. 5. Nunca carregue apenas uma mochila, daquela escolar, prefira ter duas mochilinhas ou sacos com alças para dividir o peso. 6. Nunca vá com relógio de pulso, seu celular já fará o serviço de mostrar as horas. 7. Nunca vá com fome. 8. Nunca ande com pressa. 9. Estacione o carro num local com sombra. 10. De preferência, vá com uma calça leve, que seque rápido se molhar, e esteja com short de banho por baixo ou biquini, nunca com roupa íntima. Então tem outros aprendizados que é bom dizer aqui para quem pretende se aventurar nesses passeios (programa de índio):

1. Previra um tipo de saco com alças, que sirva de mochila. Cada um leva a sua bolsa.

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2. Leve apenas o que realmente vai usar: Seu alimento (maçã, banana, miojo já cozido e dentro de uma tupperware), sua água (500ml é o suficiente), uma toalha leve, tipo de criança ou de rosto (é o suficiente), sua carteira dentro de um envelope plástico de zip, o celular com proteção para poder molhar sem preocupação, o bastão para selfie, o repelente, o protetor solar, um saquinho plástico com alguns remédios de primeiros-socorros (para dor muscular, para enjoo, para desinfecção (água oxigenada), esparadrapo e uma atadura) e uma tesourinha (ponta romba) de primeiros-socorros, porque nunca se sabe quando poderá precisar. 

3. Adapte uma corda de nailon fina para ancorar sua mochila numa árvore ou pedra, quando for nadar, se ela cair na água, você não correrá o risco de dar adeus a seus pertences. Também faça isso no celular, adapte um cordão que se prenda no seu pulso, caso ele escape de suas mãos numa selfie ou filmagem. 

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