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http://blogdorodrigocaldeira.blogs.sapo.pt

Se trata de um diário pessoal aberto, onde as pessoas podem ler experiências pessoais de vida, de relacionamentos, reflexões psicológicas, sociais ou pessoais.

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O poder destrutivo do misógino

28.07.20, Rodrih

Ele é um Misógino? Parte 2 (agosto 2020)

Em 2012 conheci uma mulher muito bonita pela internet. A conheci através de um texto que escrevi num site de escritos literários, como poesia, poemas, cartas, contos etc. Ela elogiou meu texto, que não lembro do que eu falava, mas, enfim, me passou seu MSN e começamos a conversar. Não pude esconder meu encantamento por sua beleza na foto do seu perfil neste site, até ficar desapontado com a foto real pelo MSN. Mas como assim? Seria a mesma pessoa? Fiquei bolado. E a conversa fluiu, deixei rolar por dias falando sobre o conteúdo do texto. Então contei à ela que eu escrevia num blog pessoal, este aqui, e na ocasião havia passado o link que abordava sobre homens misóginos, no título: "Você sabe o que é um Misógino?". Ela ficou por quase uma semana sem voltar no MSN, simplesmente sumiu, e de repente ressurge com um "oi Rô, sumi né?", tímido. Conversamos um pouco sobre como ela estava se sentindo e, inevitavelmente, ela entrou no assunto do blog a respeito do post sobre misóginos. Disse que ficou tão assustada, que caiu numa reação de pânico e ansiedade por conta do que "descobriu" ao ler o post.  "Fiquei sem chão", disse, e começou a relatar sua experiência - que cheguei a mencionar em outros posts a respeito desse assunto mais adiante. Ela é de uma família da classe média-alta de 2003, quando conheceu o atual marido, com quem tem dois filhos pequenos. Um cara pobre, sem estudos, com autoestima bem baixa, mas totalmente dedicado em agradá-la. Ela já tinha uma formação acadêmica, trabalhava e, muito bonita, se destacava por onde passava. Não só isso, ela também se tornou defensora do sujeito, rebatendo a críticas de amigos e familiares, elevando sua autoestima e investindo em sua capacidade de ser melhor. O risco de quem escolhe se tornar encantador de serpentes é o de ser picado por elas... Então o sujeito se tornou o braço direito da bela mulher, solteira aos 35 anos, viu uma oportunidade de se dar bem. Ele era a muleta de aprovação dela. Ela era a escada de ascensão dele. E, como já era esperado, o sujeito se tornou um grande companheiro, cuidava dela quando doente, ajudava na limpeza e organização da casa, fazia compras com ela ou até sem ela, tinha iniciativa de administrar suas coisas, até suas roupas para estar sempre bonita e na tendência da moda. Ela tinha acertado no investimento e calado a boca de muita gente. Então se casaram, e o cara começou a estudar numa faculdade pequena e, sem precisar trabalhar, já que ela bancava com o próprio salário e o dinheiro que ganhava dos pais, fazia isso secretamente, óbvio, já que o tal marido maravilhoso estava sendo bancado pela esposa protetora. Se formou, mas não foi trabalhar, e sim estudar para concurso público. Tudo ela bancando e ele estudando o dia inteiro, dormindo cedo, se alimentando bem. Passou no Ministério Público da União, um bom salário passou a receber, e lá conheceu pessoas, conquistou setores usando de sua sutileza, que antes havia usado com a bela esposa. Nesse meio tempo, passou a ser menos presente com a esposa, menos companheiro, menos braço direito, e se posicionou como o balaústre da relação. A convenceu de sair do emprego e ficar em casa, já que estava grávida do segundo filho. E, num dado momento, ela já não era mais a mesma, começou a se empanturrar de comida e guloseimas por causa da carência, da frustração, do tédio... da depressão. Ele pouco se importou com isso, já não precisava mais bajulá-la, e ela ficou uma mulher gorda e mal arrumada, mas que usava as fotos no MSN e perfis online, dos tempos em que era uma mulher muito bonita e psicologicamente saudável. Sem poder, sem forças, com autoestima super baixa e sem coragem de sair dessa realidade, essa mulher se viu vítima e refém de um misógino, que pacientemente a envolveu por 9 anos, e por qualquer coisa que ela o desagradasse tinha dele as reações mais severas e agressivas. Mas o pior de tudo é que ela se sentia culpada por ser má esposa, uma mãe ruim, uma mulher que não merecia um homem tão bom, a ponto de a própria família dela e os familiares gostarem mais dele do que dela. Tentei conversar sobre isso com ela, expandir sua mente, resgatar sua coragem de sair desse emaranhado de confusões, mas não adiantou, ela disse que preferia continuar sendo tratada como um nada, mas pelo menos teria ele perto dela, ainda que ele tivesse amantes por aí, ainda que ele a destratasse, era melhor do que ficar sem o sujeito. Nossa conversa se encerrou naquele dia, ela nunca mais voltou no MSN e hoje nem sei mais, sobre qual paradeiro se deu com ela nisso tudo. Misóginos são covardes, são predadores, e como tal são pacientes até terem a melhor oportunidade de darem o bote de revanche, de mostrarem quem verdadeiramente são, e para que vieram. São caras sem escrúpulos, se fazem de doentes, de fracos para iludir suas parceiras, mas estão tecendo suas teias para prendê-las na dependência de suas incríveis armadilhas sentimentais. É o tipo de gente que não tem pressa para golpear, sentem prazer em se fazer de bom companheiros, são artistas, são cruéis. A mulher que se envolve com um elemento desse tipo, são, geralmente, mulheres de autoestima baixa, mulheres sozinhas ou mimadas demais pela família. Elas permitem minar suas independências psicológicas e viciam em ser exclusivamente dependentes do parceiro. É quando eles percebem que já podem sair por detrás da máscara e revelar quem realmente são, sem medo, porque elas já se auto-condenarão, farão o serviço de se auto-julgarem, facilitando para eles esse árduo papel. Tudo o quanto elas se prostram, se culpam, relembram o quanto ele foi e tem sido bom com elas, se torna um orgasmo psicológico impagável para eles. E elas já estão fragilizadas o suficiente para não quererem outra vida, senão a da humilhação e do desprezo deles, desde que eles fiquem com elas. São mulheres-zumbi e salvá-las é quase impossível, a menos que elas queiram salvar a si mesmas, mas até isso acontecer, elas já perderam toda a dignidade que ainda poderia restar. Se você tem um companheiro com essas características, fique atenta, não se iluda, nunca se acomode, não baixe a guarda. Pode ser que ele não seja misógino, mas ao primeiro sinal de irritação quando contrariado, necessidade de ter uma vida profissional longe ou isolada da esposa e filhos, dentre outras atitudes suspeitas, fique esperta, você pode estar convivendo com um misógino. Entretanto, não foque em ser perseguidora de homens, ávida a encontrar suas fraquezas, para que seu subconsciente não se torne misândrica. Isso mesmo, mulheres que odeiam homens praticam a misandria, pauta ideológica de feministas no Brasil e no mundo. São como os misóginos, porém mais agressivas e violentas no quesito humilhação e destruição do psicológico masculino. 

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