Uma coisa que eu aprendi com o tempo em solidão é que se você sente necessidade de trair a pessoa que está assumindo um compromisso de futuro com você, como um longo namoro, noivado ou casamento, por favor, não jogue sujo com essa pessoa. A traição é um mal que estragará a sua vida, entristecerá a sua alma e esvaziará o seu espírito. É como um vírus que infecta sua essência, danifica suas defesas e potrifica suas qualidades. Não traz paz, nem glória, tampouco orgulho ou mesmo honra à sua vida. Talvez as pessoas apodrecidas por chafurdarem os escrementos da vida sorriam e aplaudam seu ato insano e patético, mas as pessoas de bem, as sãs, as conscientes não te apoiarão em seus deslizes. Não venha com o escárnio de que o desejo e o tesão falam mais alto, porque eu te garanto que não é isso que conta, mas sua integridade moral, sua reputação íntima, isto é, aquela que ninguém fica sabendo, mas sua consciência sabe do mal que você está fazendo consigo primeiramente. Trair e coçar é só começar. Mas a coceira é na consciência, na mente e no coração. Uma coceira danosa, irritante e que inflama. Há um sujeito que perdeu a consciência honesta e íntegra a ponto de vir a público, mesmo como anônimo, dizer no post sobre o ato de brochar que está casado há 6 anos e traiu a esposa SÓ quatro vezes. Eu acredito que um deslize é até tolerável, dependendo do universo que a pessoa está vivendo, as pressões, desavenças ou mesmo incertezas, mas mais do que isso, isto é, uma sequência de deslizes já tem outro nome, chama-se "maucaratice", além de burrice e extrema ausência de compromisso com a pessoa que deveria ser a parte amada. Trair não é legal, não é honroso, não é coisa de gente adulta e tampouco responsável. Mas é atitude de gente que merece sofrer os remorsos e agonizar a oportunidade jogada no lixo. Assim a história nos conta e nos ensina que trair não vale a pena, como não valeu a Judas, traidor de Jesus. A pessoa que se envolve com outra sabendo que vai trair merece todo o mal do mundo, toda a dor e toda a humilhação possível e imaginável. A traição não é para os fortes, mas para os fracos, absolutamente medíocres, o tipo de gente que não é digna de pena. A esse tipo de pessoa toda a má sorte por muito tempo. A traição não é só a infidelidade física e sexual, mas também são os pensamentos longínquos, as armações contra a pessoa que confia e acredita em suas atitudes com ela, ou que planeja um golpe conjugal esperando o melhor momento para aplicar o plano de destruir a relação. Pessoas que traem olhando na sua cara e se fazendo de vítima para a família, parentes e amigos. A essa laia de gente toda sorte ruim e negativa por toda geração de sua vida, pois merece. Se sabe que vai trair, por favor, não se envolva, não conquiste a confiança e muito menos iluda a parte que confia em você. Tenha um mínimo de amor próprio e se afaste das pessoas que poderiam gostar de você. Mais honroso viver só, a ter que viver com alguém e ser uma pessoa podre por dentro.  21/05/2016 - Gato Felix BR respondeu-me a meu feedback sobre sua postura de esposo infiel: Caro Rodrigo, perdoe-me...não sabia que o tema infidelidade fosse algo tão repugnante assim pra vc...certamente vc nunca foi casado, ou se foi deve ter sido por período curtíssimo...concordo que infidelidade não é correto, mas se vc já traiu uma namorada é infidelidade, se vc já traiu sua noiva é infidelidade da mesma forma que o é a traição conjugal...na "minha" opinião é utópico achar que por vc ter feito um enlace matrimonial vc conseguirá ter somente sua esposa como parceira por toda a vida...da mesma forma o contrário...quando vc tiver muitos anos de casado vc se lembrará desse bate papo...falar que uma pulada de cerca transforma o cara automaticamente em um mau esposo ou mau pai "ao meu ver" é hipocrisia"...pra mim soa piór o cara que abandona a família pelo primeiro par de seios voluposos que lhe é insinuado...Mas enfim, não sabia que uma simples pulada de cerca soaria tão perverso que não merecesse nem respondida minha demanda...mas mesmo assim obrigado por expor sua opinião!👍Anônimo (Gato Felix BR) a 21 de Maio de 2016 às 05:38 Respondendo: Caro "Gato Felix BR", obrigado por responder novamente e por suas conjecturas expostas ante minha opinião coerente sobre homens (ou garotos) que são infiéis em seus casamentos. Infelizmente não sei seu nome, já o meu está aqui, bem como minha cara e minha opinião - sinal de que eu defendo um conceito sem medo de que seja conhecido. Já quem se diz tão correto no que faz, o faz sob um codinome apenas, o que torna mais fácil discorrer tantas palavras em sua defesa. Bom, sim, fui casado e não deu certo. Houve traições de ambas as partes e resultou num fim ruim, amargo. Justamente por acreditar em opinião como a sua é que não encontrei a felicidade na "pulada de cerca". Hipocrisia é se envolver com alguém com esse conceito superficial de que "...é utópico achar que por vc ter feito um enlace matrimonial vc conseguirá ter somente sua esposa como parceira por toda a vida..."[sic]. Isso é tão hipócrita quanto aquele que abandona a esposa com filho no colo ou filhos em casa - não há diferença entre você e este que foge, pois ambos estão negligenciando o caráter e omitindo-se da responsabilidade adquirida. Ao que você, Anônimo, diz: "...quando vc tiver muitos anos de casado vc se lembrará desse bate papo..." [sic] eu, sinceramente, te respondo não apenas como homem mais velho, mais maduro e mais consciente, mas como homem mais experiente do que você: Meu caro, você é quem se lembrará desse nosso papo e dirá: "Pôxa, ele tentou me avisar, mas orgulhoso de mim não dei trela e ainda quis provar que era inocente", pois é isso que acontecerá, cedo ou tarde, pode acreditar, nenhum adúltero escapa desse julgamento de consciência e com você não será diferente. Mas a vida é feita de escolhas, não é mesmo?! Você está fazendo sua escolha, ainda que seu pau broche com outras - um claro aviso de que sua consciência não admite sua postura antiética (o que é algo positivo, pois daria para dizer que alguma coisa em você ainda estende a mão em pedido de socorro), e é por isso que você não consegue ter uma boa ereção com suas amantes. A consciência, meu brother, a consciência brocha e vai além, ela não te salvará de si mesmo nem de suas péssimas escolhas. Então é isso, se você está pensando em se envolver com alguém e ter o conceito do tal Gato Felix BR, pare onde está, pense muito bem e não cometa o mesmo devaneio que ele. Não se iluda com esse conceito egoísta e estupidamente machista, você não é um touro que precisa ter várias vacas para copular. Os animais fazem isso para manter a espécie com a melhor linhagem, mas você, como um homem, seja correto no que faz e não cometa a infeliz ideia de se envolver para poder ser infiel. A infidelidade, ainda que a outra parte não saiba, é toda sua e sempre existirá. Você nunca estará isento dessa culpa e dizer que sexo liberta será uma estupidez acreditar que isso enquadra o sexo infiel, pois não enquadra. A única coisa que enquadra para um infiel é o título de imbecil do ano. E não há nada que justifique o conceito imaturo e imprudente do tal Gato Felix BR, um filósofo de botequim da boemia paulistana, em outras palavras, um tolo. Esse tipo de gente nunca saberá o que é ser feliz, porque o pau que possui é a razão da alegria abstrata que sentem, mas dentro do peito um coração vazio, frio e inseguro, desconfiado, imaturo, sujo. Se você, que é mulher, pensar em casar-se ou unir-se com um cara para traí-lo, saiba que você não merece o título de mulher, nem de puta, de de vadia ou piranha, adjetivos sensatos para a mulher insensata em você. Até os atores e atrizes pornôs entram em depressão por tanta encenação sexual, porque a vida perde sentido, o sexo perde o encanto - justamente o sexo, um fenômeno que liberta. Se quem trepa por dinheiro se sente um lixo num dado momento da vida, imagine você, que se aventura em vadiar por sexo... Por isso que Gato Felix BR é o tipo de homem que terá curta carreira afetiva, justamente porque é vaidoso e acredita que seu pau é a razão de sua existência. Está dito, acontecerá, e se ele tiver hombridade um dia virá aqui dizer que foi uma besta em pensar como pensou e pensa hoje.

Publicado por Rodrih às 03:16 | Link do post

Postado em 08.05.2011 / Revisado em 20.11.2015

Misandria é a repulsa, desprezo ou ódio contra o sexo masculino. Esta é uma forma de aversão patológica aos homens, enquanto gênero sexual, sendo considerada o oposto da misoginia, que é o sentimento de repulsa e ódio pelo sexo feminino. Etimologicamente, o termo "misandria" surgiu do grego misosandrosia, composto pela junção das partículas misos, que quer dizer "ódio", e andros que significa "homem". Atualmente, o termo "androfobia" também pode ser considerado sinônimo de misandria. Já o oposto, ou seja, a admiração e paixão pelo sexo masculino é conhecido por filandria. Muitas pessoas associam o feminismo como um propagador do discurso misândrico, no entanto, o feminismo, ao contrário do machismo é um movimento político, social e filosófico que defende a igualdade de direitos e deveres entre o sexo masculino e feminino. A misandria é propagada pelo chamado "feminismo radical", também conhecido por femismo, que é considerado o sinômino do machismo (ao mesmo tempo que é o seu oposto), pois trata-se de uma ideologia de superioridade da mulher sobre o homem. O femismo, assim como o machismo, prega a construção de uma sociedade hierarquizada a partir do gênero sexual; baseada em um regime matriarcal. Feminismo e femismo são conceitos completamente diferentes. A misoginia é o sentimento extremo de repulsa, desprezo e ódio contra às mulheres, enquanto que a misandria é o nome dado ao sentimento de raiva ou aversão praticado contra o sexo masculino. Existe um debate que questiona o posicionamento da misandria perante a misoginia, devido a importante carga histórica que carrega o preconceito sofrido pelas mulheres ao longo dos séculos. Algumas pessoas acreditam que a misandria surgiu como uma forma de "defesa" das mulheres atacadas por misóginos. Mas também possuem características misândricas, podendo desenvolver a misandria, mulheres no começo da idade madura, 28 anos, até a idade "da loba", 45 anos. Algumas características são: Falta de desejo sexual por motivos de que os homens não sabem valorizar a mulher que ela é. Necessidade de apontar o homem como a causa de sua exclusão social. Vitimismo constante. Gostar de textos, gravuras e charges que denotam o homem como ser grosseiro, infiel, desonesto ou mentiroso em comparação à mulher como ser decidido, fiel, delicado, honesto e verdadeiro. Dificuldade de se relacionar sem antes fazer uma sabatina na vida do pretendente (a sexo ou a relacionamento). Romantismo exagerado se pondo como a mais delicada das mulheres na Terra. Defender a ideia de que todos os homens são promíscuos. Geralmente, mulheres com misandria são sozinhas, muito embora se comuniquem normalmente com os homens passando uma impressão de serem resolvidas, interessantes e sexys, costumam atribuir toda sua infelicidade e a desgraça do mundo ao sexo masculino. Dissimulações, em que o homem passa a ser apontado por amigos e parentes como o responsável por seus dissabores. Se você está com uma mulher dessa na sua vida entenda que: 1. Você não terá sexo com ela (e prefira não ter, se não quiser amargar com uma cobradora na sua cola, com cobranças de mais presença, mais entrega, mais confiança etc). 2. Você não conseguirá convencê-la de que ela possui a misandria, e ela te odiará mais ainda depois que disser isso. 3. Evite estar perto dela, aliás, evite-a sempre que puder, pois é o tipo de mulher que não vale a pena o menor dos esforços para estar junto ou próximo.

Publicado por Rodrih às 15:20 | Link do post

blog flores na janela.jpg

 

Este post que farei agora é um daqueles raros momentos que nós homens temos coragem de fazer, porque é algo estritamente íntimo, muito embora possa vir a ser libertador refletir sobre cada ato vivido. Flores na janela, vasos ao chão é uma autobiografia amorosa na qual pretendo lembrar das flores que enfeitaram a janela da minha vida, como também dos vasos que caíram ao chão, cujas flores tive que vê-las morrer sem nada poder fazer para salvá-las. Também agradecer por cada perfume que exalou na janela atraíndo toda sorte de beleza, e também de experiências. E é assim que vou começar essa história... com a Ana Rita, em 1982, uma das meninas mais lindas que meus olhos puderam ver em São Paulo. Eu tinha 12 anos, quando o filme E.T estava no auge e eu passava uns dias no apartamento de luxo no Itaím Bibi em São Paulo, na casa do Yuri, um dos eternos e raros amigos que tive, e este tinha uma vida dos sonhos que eu nunca poderia ter nem se eu quisesse ou nascesse de novo. Foi minha primeira manifestação de paixão que me rendeu a maior vergonha de todos os tempos na minha vida. Eu, um moleque que nunca tinha beijado na boca (nem no rosto) de uma menina falei ao Yuri que estava apaixonado ou que queria beijar Ana Rita. Yuri prontamente se desdobrou para buscar a menina mais bela daquele condomínio, e ele, o Yuri era não só o riquinho mais afortunado do prédio, mas era um garoto de rara beleza. Por um momento eu me iludi que conseguiria um beijo da menina dos meus sonhos, e um beijo na boca, logo eu, um garoto de doze anos que mal tinha uma bicicleta BMX, que comprei lavando o carro do meu pai e de alguns vizinhos do bairro de Santo Amaro, no Brooklin em SP. Enquanto eu tinha 8 carrinhos de ferro, o Yuri tinha 360 de todos os tipos e cores. Enquanto eu nem sabia o que era um video-cassete, o Yuri tinha games eletrônicos que nunca vi nem nas lojas, e enquanto eu só conhecia a cidade de Paracatu-MG e Brasília-DF, locais de meus familiares, ele fazia dos Estados Unidos seu quintal. Foi no apartamento de mais de 200 metros quadrados de seus pais que conheci o sabor de uma pêra madura. Um sonho! Toda vez que mordo uma pêra sou arremessado para dentro do apartamento do Yuri. E lá vinha Ana Rita, linda, maravilhosa com o Yuri e uma penca de colegas querendo ver a cena do beijo. Então a minha ficha caiu, vi que eu não tinha cacife para uma menina tão linda, e corri. Passei horas debaixo de um carro na garagem escondido de tanto medo de estar frente a frente com Ana Rita. Foi terrível, eles me caçaram por todo o condomínio e quando desistiram de me procurar já estava escurecendo. Foi o primeiro vaso de flor que tentei pôr na minha janela e eu nem sei se iria ficar por muitos minutos enfeitando minha vidraça, e logo soltei-a ao chão sem ter coragem de olhar para baixo. Foi aos doze anos que eu aprendi a lição de que para eu ter uma menina bonita comigo teria que ser mais do que gente, e sim teria que ser comunicativo, envolvente e inteligente. Meninas bonitas não suportam meninos burros e muito menos medrosos. E agradeço à Ana Rita por me dar um pingo de esperança ainda que fulgaz. Depois de 1982 eu só vim ter coragem novamente de tentar alguma coisa com alguma garota em 1985, aos 15 anos. Não lembro o nome da garota que me lascou um beijo de língua na casa de minha vó paterna, uma morena que trabalhava na casa dela e não sei se fui eu que pedi ou se ela que me atacou, foi uma experiência desesperadora, perdi o rumo da vida e, de novo, desapareci pela cidade pacata de Paracatu-MG. Lavei a boca com sabão, pasta de dentes e álcool. Foi tão envasivo que me senti violentado, ainda mais que a menina me enfiou a língua com tanta certeza dentro da minha boca que eu não sabia o que fazia com a minha própria língua. Eram duas línguas dentro de uma só boca, foi traumático. Mas agradeço à essa menina que me estreou e por mais que eu não lembre o nome dela (amnésia do pânico, certamente), sou grato por ela ter visto em mim um cara interessante e atraente, coisa que eu não via. Aprendi com ela que posso ser interessante também e que para querer algo com alguém é importante que haja consentimento de outra parte e que aconteça de maneira sutil e cuidadosa, justamente para não assustar nem traumatizar a pessoa desejada, principalmente se essa pessoa for inexperiente. Em 1986 estava com minha mãe fazendo um curso com o então Padre Lauro Trevizan, no bairro Paraíso, em SP, sobre poder da mente e tive uma experiência extraordinária num dos exercícios de meditação ministrada pelo padre, e vi o rosto perfeitamente como se fosse um vídeo, a cor dos olhos, os cabelos e ouvi a voz da garota que seria a minha alma gêmea. Aqui no blog devo ter algo sendo falado dessa experiência. De 86 para 1989, com 19 anos a Renata, uma menina alta de olhos azuis esverdeados, cabelos cacheados se interessou por mim, e lá estou eu numa festa junina na 315 Norte, em Brasília, num momento de descontração dos paroquianos da São Francisco de Assis quando sou abordado por colegas que me anunciaram o interesse da moça. Eu vivia um amor platônico pela Paula, uma guia do escotismo do qual eu era escoteiro e meu coração palpitava por essa menina. Situação embaraçosa, a Renata, uma linda moça com espinhas no rosto, alta, me aguardando para iniciarmos uns beijos na quadra sob os blocos residenciais. Havia acabado de ver a Paula, meu coração acelerou, mas não tinha coragem de falar com ela. Fui falar com a Renata meio que sem saber o que realmente encontraria. Ganhei um beijo da Renata e a Paula passou e me viu. Meu universo com todas as constelações e via-láctea desmoronou, me perdi todo com a Renata, paguei mico, constrangi a moça e acabei ficando sem esta e aquela. Sou muito grato à Renata por ter me mostrado que eu deveria confiar mais no meu potencial de sedução e principalmente que deveria aparecer ao encontro quando somente tivesse certeza do que estaria buscando. Agradeço à Paula por ter sido a minha inspiração e minha frustração. Pela Paula cheguei a fazer os maiores e mais badalados Luais na casa em construção de meus pais no Park Way só para ter a chance de ter a menina dos meus sonhos por lá, talvez eu conseguiria me aproximar dela, mas daria certo se ela não fosse acompanhada de um garoto muito mais esperto do que eu. Fiquei com a fama de festeiro, se ao menos tivesse conquistado a Paula, mas nem isso. E sou grato pela Renata ter me rejeitado depois, me fazendo esperá-la sentado num banco de cisne branco sob seu bloco por mais de cinco horas. Aprendi que devemos esperar pela presença da moça por trinta minutos, e passou disso já está caracterizado o bolo e a rejeição. Em 1990 namorei a Alessandra, linda de tudo, morava com a avó e inventou que beijar ao som da rádio Antena 1 não era o suficiente, então quis ir ao motel comigo e lá amarelei. Eu realmente perdi a maior oportunidade de ser pai naquela época, pois ela terminou meio que sumiu do mapa e meses depois apareceu grávida. Não muito distante desse tempo conheci a Carla Patrícia, com quem pude entender que quanto mais linda a garota, mais esforço você precisará fazer, principalmente se ela é crente e faz você frequentar os cultos também. Fui assistir ao filme Filadélfia, que na verdade não sei nem do que se tratava, e foi a primeira vez que ousei comer alguém no cinema, mas aprendi a lição de que não se come ninguém no cinema, e também não se deve sair mal intencionado com uma garota que sai de meia calça sob a saia, porque jamais conseguirá muito acesso com essa peça colada na moça. Não durou mais do que três meses, aliás, só o período que ela terminou o cursinho e eu ia buscá-la todas as noites depois da minha faculdade. Sou grato à Carla Patrícia por me mostrar que as mulheres gostam mesmo é de homens que possuem estatus e dinheiro. Então em 1991 conheci a Valéria, com seu 1,54m, uma loirinha linda, hiperativa, com 16 anos acreditou que eu poderia ser um cara interessante para beijar. E rolou, graças a Deus! Tomei gosto pelo beijo e pelo sentimento de desejo, paixão e namoro. Durou até 1993, quando o pai dela viu que estávamos muito apaixonados e resolveu acabar com a minha alegria. Como eu havia dado um porco de pelúcia cor-de-rosa para ela de presente, o pai dela disse-me que nem se a casa dele ficasse rosa o namoro ia continuar. Por isso não, roubei uma lata de 18 litros de Coralatex branco neve, comprei tinta vermelha para rejunte, misturei deixando a tinta cor-de-rosa e às 4 horas da madrugada levei a lata com o rolo para até a casa da Valéria e fiz a loucura de amor mais arriscada de minha vida. Pintei o portão, a calçada e o enorme caminhão Mercedes Benz 1313, de caçamba do pai dela, que ficava estacionado na frente da casa. É... pintar o portão e a calçada de rosa não foi inteligente, mas pintar o caminhão foi irracional. O ex-sogro, pai da agora eternamente ex-namorada, me procurou por Brasília inteira e segundo os relatos ele estava armado de um revólver calibre 32. Semanas depois vi a Valéria aos beijos com um rapaz na boate London London, e ali eu vi que tinha arriscado minha vida para provar um amor que eu não podia ter. Tive que ir morar com meu tio padre em São Paulo, no Convento do Carmo no bairro da Liberdade, do contrário o pai da Valéria me passava fogo. Sou grato à Valéria pelo amor que ela me ensinou a sentir ao som dos Engenheiros do Hawaí. Virgem namoramos, virgem eu continuei. E anos depois ela se casou com um cara da minha altura, chamado Rodrigo, cuja a mãe dele tinha o mesmo nome da minha mãe. Vai entender... Depois, em 1995, de volta à Brasília, conheci a Natalia, com quem perdi a virgindade e namorei por cinco anos. Depois casei e depois fui abandonado por uma série de fatores ruins. Eu era empresário e assediado por funcionárias, e uma dessas cismou que eu era o homem da vida dela. Meu celular recebia cerca de 50 sms por dia dela enviando seus mais profundos manifestos de amor e desejo por mim, e isso minou meu casamento. Até pensei em matar a ex-funcionária, porque a situação estava fora de controle, e numa dessas situações em que os problemas dos trabalho te engolem eu surtei numa síndrome do pânico, que foi a oportunidade da esposa me deixar depois de se estabilizar na vida num cargo de confiança na Presidência da República. Padeci o dobro, desesperei e ter sido o mantenedor da família da amada por anos, me endividando ao máximo não serviu de abono para o momento de crise conjugal. Fui ao inferno e fiquei lá por longos anos. Hoje sou grato à Natalia e compreendo o que ela fez, talvez não tivesse estrutura para o casamento, talvez eu não estivesse pronto para ser amado e resgatado. Antes da cerimônia de casamento com Ntl tive uma experiência extraordinária no campo sei lá, quântico ou espiritual. Tive uma espécie de filme passando num telão bem à minha frente, como se o telão tivesse 2 metros de altura por 3 metros de largura e eu tipo que estivesse dentro das cenas, sem estar exatamente. Vi a cena da Natalia me deixando para trás, e eu ajoelhado implorando para ela não fazer isso. Tentei atrasar os preparativos do casamento, quando tive a segunda amostra da mesma cena. Não sei explicar muito bem quanto tempo demorou a cena, mas foi coisa de segundos. Fui um noivo que não parava de chorar na frente do padre, porque do nada a cena apareceu na minha frente e nada podia ser feito naquela ocasião com a igreja cheia, meus saudosos avós na primeira fileira e a futura esposa ao meu lado. Incrivelmente a cena d'eu ajoelhar aconteceu e dela sorrir dizendo que eu devesse esquecê-la também. Foi humilhante, mas eu meio que já tinha visto aquela cena antes. Sou grato à Natalia por ter existido na minha vida, ela me trouxe os melhores conhecimentos de minha virilidade, e foi uma grande companheira, apesar dos pesares. Uma guerreira que perdoei, muito embora eu também precisasse do seu perdão. Então fui para SP trabalhar como diretor administrativo e financeiro de uma OSCIP, lá conheci a Daniela, uma linda vizinha no bairro do Morumbi, onde eu havia alugado uma mini-mansão para receber autoridades. Recebi mais a Daniela do que pessoas de trabalho. Foi maravilhoso e sou grato à moça que me afagou na solidão que eu sentia naquele lugar. Também era empresário em Brasília e quando fui para lá em 2005 conheci uma das mais belas moças de toda minha vida, uma loira alta de olhos azuis e uma voz macia. Foi amor à primeira vista e por ela abri mão do trabalho de diretor em SP, voltando para Brasília com quem me casaria dois meses depois, de um namoro de três meses. A cena da visão aconteceu de novo, e de novo eu chorei diante a juíza de paz na cerimônia de casamento. É uma sentença você ter avisos desse tipo, isso desgasta e faz você duvidar da existência de que seja possível encontrar a pessoa certa para uma vida perfeita ao lado de quem se deseja. Mas a beleza da Adn era hipnótica, eu estava orgulhoso com a esposa que tinha conquistado, fazia questão de mostrar a aliança que usava e era maravilhoso olhar para ela. Eu não me cansava de olhar pra ela. A relação aconteceu na velocidade de um meteoro em queda livre pelo espaço e fui ao inferno pela segunda vez quando o sonho de ter uma família com uma linda esposa caiu por terra. Ainda mês passado a tive nos meus sonhos, onde sempre conversamos muito, trocamos carinhos tímidos, somos muito cúmplices e afáveis. Ela se tornou um fantasma que ronda minhas mais profundas memórias e mesmo da maneira agressiva e profundamente cruel como findou a relação sou grato por ter tido a oportunidade de ter convivido com ela. A dor ainda está no meu peito, principalmente porque muito do que aconteceu foi uma arquitetura maestrada com antecipação, no qual eu caí como um pato. Mas mesmo assim eu a perdôo (eu acho), ainda que necessite ser mais perdoado ainda. Depois conheci a Walquíria de outro estado, acho que era de BH, não cheguei a estar com ela pessoalmente, mas tive a visão e nem me dei ao trabalho de ir conhecê-la. Magoei a moça, mas eu não podia teimar de novo com um fenômeno que me acontecia e sempre dava certo de acontecer. Ela superou a minha ausência e meses depois se casou feliz da vida. Depois conheci a Jln Mendes, com quem sustentei doces momentos de paixão e desejo, cumplicidade e carinho. Uma bela moça alta, de 1,75m, super carinhosa, o afeto em pessoa, mas a visão veio e eu me afastei. A Jln se casou e tem uma família feliz com a Laura, sua princesinha. Depois conheci a menina que tinha visto nos exercícios de meditação em 1986, a Lrn, a quem eu decidi me disprover de toda cautela do coração, me joguei no sentimento de entrega de tal maneira que arrisquei na estrada minha vida para revê-la a 1680km de distância em Maringá-PR. Eu nem tive tempo de mostrar para ela a minha carta que escrevi para o Padre Lauro Trevisan naquela época, ainda com lapizeira 0,7mm num papel de caderno, já que não existia computador doméstico em 86. Tive o azar de não ser bem quisto por sua família, não importasse o meu esforço por ir visitá-la, mas 20 anos de diferença fazia com que eu era mal visto por eles. Logo depois a relação acabaria com uma tragédia na confiança e fui ao inferno pela terceira vez. Padeci o horror de 24 anos de espera e busca pelo rosto da menina que vi em 86. Ali eu perdi a esperança no amor. Sou grato à ela pelas melhores memórias que minha mente consegue  ainda resgatar, seu sorriso e chamego. A perdoo (eu acho), e se eu tiver que ser perdoado será pelas mil e uma palavras de ódio e raiva, um terror que fiz falando coisas que meu mais terrível sentimento de horror poderia dizer, e minhas palavras que proferi mataram a mim ainda muito mais, uma verdadeira expressão "beber do próprio veneno", mas foi um manifesto de um homem que via a esperança, a fé, a vida e os sonhos serem desmanchados tão rápido, tão friamente, que dada à espera desde 86 acredito que fui até muito equilibrado. A perdoo e peço perdão pelas palavras cortantes minhas. Logo depois conheci a Andréa, uma gaúcha de Minas Gerais, uma pessoa maravilhosa, dócil e amável, alegre e sofrida. Super religiosa, linda e gostava mais de futebol do que eu poderia gostar. Tive a visão, disfarcei um problema para afastá-la, já que estávamos falando em casamento, e ela se foi. Eu sou grato à ela por ter sido uma luz de esperança na minha vida, e se couber seu perdão por eu ter dificultado as coisas foi porque na visão que tive, como geralmente aconteceu com outras mulheres, as cenas de desastres, doenças, dores profundas etc surgiam como aviso prévio. Não quis arriscar nada disso com a Andréa e minei a relação antes que ficasse mais séria. Depois me envolvi com outra Renata, oposto em altura da Renata de 89, com seus 1,57m sua beleza só podia ser comparada com a da Ana Rita. Extremamente carinhosa, dengosa e amorosa, tudo o que eu podia querer na beleza de uma menina poderia saciar com a Renata. Sou infinitamente grato à ela por ter sido tão amorosa comigo, muito embora sua possessividade sufocava um pouco minha liberdade. Mas à ela minha gratidão de coração. Nesse meio tempo conheci a Maria Araújo, uma menina também pequena, do nordeste, linda de tudo, com uma voz para cantar hipnotizadora, dócil, estudiosa, guerreira, um mimo, uma garota cheia de sonhos e poemas, que tinha o objetivo de me conhecer pessoalmente, apesar da distância e das dificuldades para isso acontecer. À ela agradeço todo seu carinho. Depois conheci a Evelyn, não é alta, mas é linda, tem os olhos verdes, naturalmente loira, maravilhosamente branca e não fosse a visão para me sacanear novamente poderia dizer que de todas as meninas-mulheres que conheci, ela seria a que eu devo minha maior gratidão. Extremamente guerreira, estudiosa, caxias até demais, de uma maturidade de velha numa idade de menina. Decidi driblar a visão de todos os modos e métodos possíveis, mas isso só machucava e condoía os sentimentos dela. Tive mais de dezesseis visões com alertas de toda sorte possível, com cenas chocantes, que pareciam pesadelos, e sempre driblei o local, a data, até a ocasião para poder revê-la. Até que ela mesma se cansou e desistiu de acreditar. Ela está certa, conta com meu apoio e compreensão, pois ela sim mostrou estar disposta ao que desse e viesse, mas eu posso estar sendo hipócrita por dar tanta atenção à visão, só que não sou, e sei que as visões são reais, e por incrível que pareça, ironicamente só não tive a visão com a Leriane, justamente quem... enfim... me foi infiel. E à Evelyn eu dedico essa reflexão, um resgate de considerações e valores que faço para que meu coração possa ficar em paz com todas essas extraordinárias mulheres, que de alguma forma me ensinaram a ser o que sou hoje, modelaram meu coração e tatuaram em minha alma registros de que a vida é muito cara para os desavisados, ainda que seja rara porque amar não é para os covardes. Eu chego a pensar que estou convícto de que gastei todas as minhas fichas e créditos no amor, mas o futuro só a Deus pertence, muito embora eu venha me preparando para terminar sozinho, sem ninguém. Eu sou muito grato a essas maravilhosas mulheres e desejo que Deus aboençoe cada uma delas, em especial aquelas que me fizeram padecer o mais amargo dos sentimentos da perda, que elas nunca sintam o sabor desse fel, mas só a doçura do mel.

Publicado por Rodrih às 23:53 | Link do post
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