E-MAIL em: Quarta-feira, 03 de outubro de 2018 10:27H
 
Oie bom dia Rodrigo,
 
Acabei de ler seu post , mas se n me engano é de 2016 , mas procurando na internet sobre o assunto de homens que maltratam mulheres achei o que vc esclareceu sobre misógino. 
Venho em uma relação a 7 anos, ele 10 anos mais velho do que eu, e durante esses cansados anos, venho em uma luta sem fim, até que engravidei, meu filho já tem 3 anos e agora presencia as nossas brigas, e fala para o pai n brigar com a mamãe, sempre achei que podia mudar a relação, porque ele foi uma pessoa muito legal pra mim no começo, fazia tantas coisas que eu n acreditava, olhava ele como um homem tão diferente, mas ele começou a me excluir das conversas e chamava mais pessoas pra sair com a gente e ficava conversando com estas outras pessoas e não mais comigo, eu não achava normal, mas gostava que ele estava sendo atencioso com minhas amigas meus familiares então deixava pra lá, até que ele começou a gritar comigo por qualquer coisa na frente das pessoas em churrasco, festas e esse motivo ficava o tempo todo sem direcionar qualquer palavra pra mim, e eu ficava lá , eu n sei como cheguei a esse ponto, fui dominada de uma certa forma que não sinto mais o que eu era, minha fisionomia envelheceu e eu perdi todos os meus vinte anos ao lado dele, pq queria continuar sempre de idas e voltas, eu me sentia culpada pelas brigas  e voltava, quando eu pensava que iria mudar voltava tudo novamente, eu acho que tenho que aceitar certas coisas dele porque, na verdade eu n sei o motivo só acho que tenho que aceitar, vivo procurando o que falar pra ele n começar a gritar, ele fica até um mês sem falar comigo dentro da mesma casa, as vezes ele parece que vai voltar a ser aquele cara legal, mas depois por qualquer coisa começa a gritaria, e eu entrei na onda dele agora grito também, e aqui em casa se dura uma semana de paz é muito, fico tão mal, pq parece que ia ficar tudo bem, mas não fica e me sinto culpada parece que fui eu que causei tudo novamente! 
Estava procurando um lugar para fazer terapia de casal, mas li q vc escreveu que isso não vai resolver o caráter de um homem com essa índole, não consigo separar dele quando penso que ele é legal com todos e prestativo, ae penso que vou perder esse homem e continuo na relação, mas quanto a minha pessoa ele n muda, n me trata com amor, ele trata melhor as pessoas de fora, nada que eu faça está bom o suficiente pra ele, não recebo um elogio, coisa que já vi ele falando para outras pessoas, as vezes acho que eu sou a culpada por tudo isso, eu queria ajuda pq ainda estou muito ligada à ele, mesmo depois de tantas humilhações e xingamentos, queria arrancar esse sentimento de mim para poder viver em paz, pq eu n sei mas acho que ele n vai mudar, e agora como mãe estou muito preocupada com o meu filho presenciar essa relação!
 
E-MAIL em: Quinta-feira, 04 de outubro de 2018 06:41H
 
Bom dia XXXXXX, bom dia. Ânimo!
Li todo seu texto e gostaria de respondê-lo no blog, camuflando seu nome, para que sua experiência e minha resposta possa servir não só a você, mas para outras mulheres que passam pela mesma situação.
Cordialmente,
Rodrigo Caldeira
 
E-MAIL em: Quinta-feira, 04 de outubro de 2018 08:43H 
 
Bom dia! Sim pode postar, avisar-me quando responder para que eu possa acompanhar! Desde já agradeço!!
Resumi mto minha história pois são muitas coisas! 
Inclusive vi um comentário de uma moça em que o rapaz não fazia sexo com ela, ela n entendia, mas depois entendeu que era uma forma de punição, e isso tbm acontece comigo, ele já me rejeitou muitas vezes, eu parei de procurar, isso começou no namoro mas eu tbm n entendia! Vai minando nossa autoestima.
 
Em resposta:
Uma vez, uma menina linda, de beleza esculpida à mão, dócil que não tinha mais espaço para tanta doçura, conheceu um cidadão alemão. O cara simplesmente foi um príncipe pra ela, estando no Brasil, na cidade dela, foi cortês, amoroso e muito gentil. Então ela se casou com ele e foi para a Alemanha. Estando lá, a verdadeira face de um misógino começou a aparecer. Pra agravar a situação ela engravidou e teve uma criança saudável. O cara foi se tornando irritado, ausente e agessivo. Ela me procurou aqui no blog e conversamos muito. Depois de algumas orientações ela conseguiu a separação, passou a estudar e aproveitar as benesses do país. Passou a se posicionar diante do agressivo e desprezível ex-marido. E por um momento meu de indignação, a fim de abrir-lhe um pouco mais os olhos em relação à forma como ela foi exposta dessa maneira para um estranho, ainda mais de fora do país, ela cortou a conversa comigo. Tudo bem, meu papel já havia sido cumprido, ela estava seguindo a vida e livre (até aquele momento) do maldito marido. Não sei como está hoje, espero que esteja bem. Minha indignação foi com a mãe dela se pronunciar preocupada nos dias atuais, na situação atual, mas deveria ter se preocupado antes de permitir que uma menina de 20 anos fosse embora de vez para um país, com um cara que mal se sabia de seu histórico pessoal ou familiar. Minha intenção era abrir-lhe os olhos para se tornar mais independente do sentimento emocional com sua família, principalmente sua mãe, pois estava sozinha num país que não costuma ser caloroso como são os brasileiros. Precisava se fortalecer se autoblindando, mas, enfim, não consegui o objetivo e o diálogo encerrou-se. Algum tempo depois, conheci uma mulher de 40 anos, mais ou menos, numa relação conjugal de 10 anos, em que o marido transava com ela no máximo 3 vezes por ano. Já no namoro, quando completaram 2 anos de relação, o cara já manifestava desinteresse por ela, mesmo magra, bonita e bem jovem - além de manifestar também certa agressividade verbal, principalmente por ser chefe dela. Ainda assim, ela deixou seguir a relação. Em 2017 ela mal conheceu a sexualidade e foi quando a conheci, obesa, bem diferente da moça magra e sorridente, muito embora seus sorrisos atuais tentassem disfarçar uma frustração terrível por ser uma mulher invisível. Durante nossos diálogos ela sempre dizia horrores da relação, mas no fim a culpa era dela. Tolerava ser tratada como uma mobília da casa, parecida com aquela robô da família Jetsons (desenho animado), em que ela ouvia tudo o que ele tinha para contar - como se estivesse fazendo terapia, e quando ela se pronunciava, ou ele a rechaçava ou dormia enquanto ela falava. Sem dirigir, tendo ela por motorista, também o servia com qualquer coisa que ele quisesse, como água, comida etc. Procurava escolher as palavras para que ele não se irritasse com ela e mais tarde se disse assexuado, para justificar o desinteresse sexual. Uma criança adulta, se relacionava com os filhos de 8 a 12 anos nos churrascos entre amigos, colecionador nesse universo geek (de bonecos e pôsteres de super-heróis), dizia pra ela que não queria ter filho, pois temia perdê-la para a criança. Esse tipo de argumento é básico de misógino, que faz com que a mulher acredite que ela é importante, é uma joia preciosa e que o cara a ama muito. Mas é mentira. Misógino é uma raça desgraçada, maldita, impostor. Misóginos são vergonhosos, machistas, indecentes e enganadores. Dominam naturalmente a arte da ilusão, escravizam a mente feminina, tiram delas todas as suas forças, toda a energia vital, sugam a beleza, a jovialidade, a vontade de se manterem lúcidas e saudáveis. Por fim, essa mulher teve coágulo no cérebro, enxaquecas fortíssimas passando a ser internada várias vezes. O marido enviava mensagens no whatsapp manifestando-se triste, sozinho, perguntando-se como ia sobreviver sem ela, sentia fome e frio. E numa dessas, ela me contou toda feliz sobre fotos em que ele se fantasiou de cachorro, espalhando pela casa objetos pelo chão, dizendo que está se sentindo sozinho e abandonado, e por isso estava bagunçando tudo, que precisava dela. Foi quando eu dei-lhe um chacoalho para a realidade, falei o sermão da montanha, e toda minha indignação e revolta ela parece ter, ali, acordado pra vida. Percebido o quanto tinha um marido retardado, um cara escroto, persuasivo, perverso, manipulador, um filho de uma puta, infame, um cara problemático, e ela, já contaminada, já dominada, simplesmente entrava na onda infantil e controladora desse misógino vil. Separou-se assim que saiu do hospital, estava fortalecida, a mente pegou no tranco, havia percebido que precisava radicalizar a vida, não pensar muito, ser estratégica, porém fria e calculista. Oras, mulheres não precisam ser frias e calculistas com seus companheiros, jamais. Mas com misóginos, sim! Precisam ser extremamente frias, calculistas e estratégicas. Não devem acreditar no sentimento desse tipo de gente, eles são perigosos e não têm conserto. Então o que fazer agora, que a vida está uma merda, o cara se torna uma ameaça eminente e constante em casa, tudo é motivo para o verme se manifestar irritado e agressivo? Primeiro passo é tomar o entendimento de que 50% da culpa é sua e 50% da culpa é dele (clique no link para entender isso). Geralmente, as mulheres absorvem 150% da culpa, e isso já é além dos 100% da relação, então têm que assumir dentro de si que você tem sim culpa, mas é até 50% e os outros 50% é dele, e fim de papo. Isso é um processo lento, então para ajudar nessa consciência recomendo que você comece a observar melhor o cara (poderia dizer seu companheiro, mas companheiro não pratica a misoginia, então vamos tratá-lo como merece, um cara), tudo o que ele manifestar e você sente o impulso de resolver para aliviar seu desgaste físico ou emocional, tentando ser psicóloga do sujeito ou se prontificando em atendê-lo como a garçonete da cantina, comece a repetir em sua mente: "-Isso não é da minha conta", e deixe-o se virar para resolver isso. Mas como fazer isso em voz para um sujeito dessa natureza? Oras, pode ser sutil dizendo: "-Meu amor, olha não sei como posso te ajudar" ou "-Complicado isso hein..." e pronto, continua na sua, fazendo o que está fazendo. Misóginos adoram "conversar", falar de seus problemas, seus sofrimentos, suas angústias, principalmente das coisas que aconteceram no trabalho. Entenda uma coisa, ele está falando pra você, mas não com você, ou seja, você é só a coisa que está disponível para ele falar, mas poderia, ele, falar com a porta ou com a geladeira. Mas misógino não é doido, então ele prefere falar com você, só que ele não quer saber sua opinião. Nessas horas, você, mulher, entre no seu campo de anulação de voz (toda mulher tem isso), e pense na unha que você tem que fazer, naquela conta sua que precisa pagar, naquele vestido que viu na vitrine, enfim, pense em você, nas suas coisas e deixe ele lá mexendo a boca. Pode olhar pra ele, vai parecer que está prestando atenção em tudo, mas sua mente está lá longe. Um exercício bom para você não se envolver nas patifarias da vida inútil do misógino. Se quiser treinar sua frieza pessoal com esse ser inanimado, olhe diretamente no seu olho direito. Ele vai se iludir que você está prestando atenção, muito embora não esteja interessado em qualquer manifesto seu e suas opiniões - principalmente se for dizer que ele está errado. Bom, então você começa a pronunciar na sua mente que "isso não é da sua conta" e deixa o sujeito mexendo a boca, simplesmente clicando no "mudo", passando a pensar em si, nas coisas que lhe interessa. Pode acionar as respostas automáticas, como: "hum...", "certo...", "humm.. entendi...", "sei...", "caramba..." e quando o artista acabar de falar, certamente irá sair de perto de você, mas não terá deixado seu lixo pessoal dentro da sua mente, que estará vazia, tranquila e serena. Se ele disser, num ímpeto de interesse por sua opinião - o que será uma outra mentira, pois misógino não quer saber como você pensa - responda algo como "...bom, acho que você está certo", ou "...é... precisa ficar atento como as pessoas interpretam né...". Seja lá o que você disser, não queira dar sua opinião de fato, até porque você estará pensando em outras coisas e gradativamente a voz dele irá sumindo para seus ouvidos, apesar que você o ouvirá numa ou outra palavra - que é uma questão de defesa do seu cérebro, porque vai que ele diz algo grave né?! Outra coisa é você voltar a cuidar da sua beleza facial, seu corpo, sua energia vital. Não pense em entrar em sites de relacionamentos com o papo de "sou casada e estou aqui para fazer amizades, pois me sinto sozinha", isso é muito vulgar e ao fazer esse tipo de coisa mostra que você merece o misógino que tem. Estrategicamente, você precisa cuidar do seu corpo, para que isso se reflita em sua autoestima. Depois cuide dos seus recursos pessoais, e ao invés de ficar gastando, economize para se preparar para sair da relação. Estando com a autoestima melhor, passe a buscar informações jurídicas dos seus direitos para um possível divórcio, faça contatos com pessoas amigas e confiáveis perguntando se poderá conseguir abrigo por alguns dias, no dia que você dar um fôda-se geral. Se não for para ficar na casa dessa pessoa, se essa ou mais pessoas poderão ficar na sua casa com você. Esteja com tudo estrategicamente preparado para você se dar sua carta de alforria. Nesse período você estará se blindando das encenações do misógino e ficando cada vez menos interessada em tentar compreendê-lo, e até mesmo assisti-lo. É um processo lento, mas funciona. Não se preocupe, pois homem para querer te comer não faltará, o que você precisa fazer é cuidar de sua mente, do seu corpo, sentir-se bonita de novo, para que os elogios aconteçam (não elogio do misógino, porque essa raça não sabe valorizar a mulher que tem), se tiver que voltar a estudar, volte sem resistência, mesmo se o misógino disser algo para destruir sua autoconfiança, lembre-se, deixe-o mexendo a boca, a opinião dele não interessa mais. Brinque mais com seu filho, principalmente quando ele - o misógino - estiver em casa, ocupe-se com a criança, ela vai agradecer e você não se dará ao trabalho de ter que dar atenção exclusiva ao sujeito. Tudo o que você fizer por si mesma, como ficar mais bonita, cuidar do seu corpo, de sua pele, ficar mais cheirosa, mais leve será por você e para você. Quando já estiver mais leve, mais otimista, mais bonita, mais livre do domínio do misógino em sua vida, mais inteirada dos seus direitos, inclusive com o contato da delegacia de polícia mais próxima de sua casa, sabendo quem poderá ser acionado para te dar cobertura no dia D, então você poderá tomar a frente de tudo radicalizando sem medo se a vizinhança vai ficar sabendo ou se passará na TV alguma fofoca. Seu fôda-se deverá ser geral e sem medo. Misóginos não gostam de se sentirem expostos, são covardes e quando a mulher passa a não estar mais preocupada com o que os outros dirão, aí o misógino passa a tentar disfarçar. São covardes, bundões, inúteis. Obviamente não queira desenvolver em você a androgenia, que é o sentimento do misógino, só que contra os homens, porque se isso acontecer, você será tão infame quanto ele. No mais é isso, espero ter ajudado e precisando falar, pode comentar aqui no blog que sempre estou acompanhando tudo e a todos. E não esqueça de praticar sua fé, principalmente se tiver filhos. Boa sorte!
Publicado por Rodrih às 12:50 | Link do post

Narciso
"Homens, sejam homens antes de tudo" significa que sejam responsáveis, honestos, inteligentes e interessantes. Homens serem homens antes de tudo não significa que ele seja macho, opressor, comedor e sacana. Que não seja irresponsável, promíscuo e infiel a qualquer pessoa (sócio, relação amorosa, na família etc). Na carta abaixo, que encontrei por acaso no facebook, é de um grupo católico apostólico romano, de uma mulher de pseudônimo #ElayneMoura (que não faço ideia quem seja, já procurei e não tem um perfil real), cujo texto me incomodou pela condição indutiva aos homens católicos, repreendendo-os de manifestarem-se nas paqueras, simplesmente como homens naturais. Em seguida ao texto de #ElayneMoura segui com meu pensamento sobre seu texto e minha reflexão. Achei muito audacioso uma mulher escrever um texto ensinando como o homem deve ser homem nas relações. Nota-se claramente sua postura repressora, feminista e controladora. Procurei ser o mais cauteloso possível, controlando e escolhendo as palavras, já que se trata de um grupo cristão-católico que, acredito eu, seja seguido por seguidores devotos. Não fosse a referência cristã-católica, meu manifesto seria natural do homem que sou diante uma castração geral, da qual repudio. O conselho final é agradável aos olhos sociais, é coerente, é correto e vai de encontro à fé, e nisso não entro em detalhes, até porque cada doutrina tem seu ensinamento benevolente.

CONSELHO AOS MOÇOS CATÓLICOS.

Analisando a galerinha que participa dos grupos de ''busca de namoro católico no Facebook'': o rapaz que se diz um bom católico entra no grupo, seleciona de 4 a 5 perfis de moças católicas que lá estão e começa a cantar cada uma delas e o que vier para ele será ''lucro'' , para todas ele diz que visitou o perfil, se apaixonou, viu nela a ''mulher que ele pediu em oração''. Enfim, age igual aos homens mundanos que entram em salas de bate papo em busca de alguma mulher para ele '' passar o tempo''.

Rapazes, não façam isto. Se vocês são realmente católicos, devem saber que o namoro católico não vem de uma ''cantada barata'', ele inicia com uma oração, uma boa amizade e, se houver compatibilidade, esta amizade tornar-se - a um namoro e enfim, um casamento mas, tudo é processo e questão de tempo, discernimento, oração, temperança.

Reveja seus comportamentos nas redes sociais pois, de nada adianta na vida real usar a máscara de um rapaz de oração, que assiste as missas, estuda o catecismo, reza o Rosário mas, no mundo virtual banca o '' galanteador boêmio'' . Isto é dar um falso testemunho da fé que professa.

#ElayneMoura

 

Oi Elayne Moura, bom dia. Respeitosamente me manifesto sobre seu texto um tanto opressor, no qual, se me permitir, gostaria de elencar alguns fatores importantes sobre este assunto. Antes que me tolha por não constar foto neste meu perfil, posso fornecê-lhe meu perfil no qual migrei as amizades reais, do dia a dia, sem problemas. 
Primeiro, antes de abordar o que realmente quero, o teor do seu texto me faz lembrar uma observação, quase uma denúncia, de uma repórter dinamarquesa sobre os homens europeus, que estão ficando afeminados, medrosos e perdendo o teor masculino deixando as mulheres em perigo. Se procurar na internet encontrará a entrevista. Isso foi causado pela força feminista, que castra os homens de sua natureza masculina, não de opressão, mas de posicionamento social. Pois bem, quando em seu texto se vê uma repreensão como: "e começa a cantar cada uma delas e o que vier para ele será ''lucro'' [sic], como também "age igual aos homens mundanos que entram em salas de bate papo em busca de alguma mulher para ele '' passar o tempo'' [sic] e "Se vocês são realmente católicos, devem saber que o namoro católico não vem de uma ''cantada barata'' [sic] percebo uma repressão feminista perigosa, na qual precisamos ter o devido cuidado sobre o que se pretende com esse texto. Desde os primórdios da humanidade, Elayne Moura, na Pré-história os homens foram homens por natureza. Eles caçavam e as mulheres colhiam frutos, cuidavam dos filhos e da criação. Muitos morriam durante as caças. Depois da descoberta do ferro veio a Era Antiga e os homens guerreavam entre si e não havia guerreiros mulheres, em 476 a.C. Com isso a morte de homens era numerosa e inevitável. Na Era Cristã havia os gladiadores, todos homens. Na Idade Média havia os Templários, também homens. Na Era Moderna tivemos as revoluções e as descobertas de novas terras, todas feitas por homens, que morriam ou em batalhas ou doenças. Veio a Era Contemporânea e depois a Revolução Industrial, sempre com o homem batendo de frente com sua natureza masculina, para que hoje os homens atuais pudessem existir. Esse aconselhamento permeia dois tipos de situações, a meu ver, repressoras e que pode refletir no homem do futuro, tal qual está sendo refletido nos homens da Europa atual. Não condeno o ato de rezar, pelo contrário, o homem sem Deus não é nada senão um ser vivente sem direção na vida. Contudo, um homem tolhido de sua masculinidade natural perde sua essência de conquista e capacidade de escolha. Não é sensato usar dessas expressões castradoras aos homens de boa vontade, pois são homens antes de tudo, e agem como homens. Ninguém sabe quem é de fato a "alma gêmea" de si, a "cara-metade", portanto, entre rapazes e moças há sim a necessidade da conquista, do despertar de paixões, do diálogo e também do rompimento de relacionamento. Isso faz com que rapazes e moças se conheçam, despertem em si suas habilidades de sedução (no sentido honesto da palavra), desperta o interesse, a dúvida, a vontade de conversar mais, e desenvolver a paixão. Na mitologia grega (1.100 a.C), já se fazia a referência dos sátiros, que eram rapazes travessos e namoradores. Em toda história, nunca se teve uma repressão do homem para que deixasse de agir como tal. E as moças preferem conhecer aquele que se mostra inteligente, sensato, que saiba conversar e se torna interessante. Sendo assim, já pedindo desculpas pelo tamanho do texto, se em sua contextualização houvesse ponderações, ao invés de repressões, certamente seria benéfico e coerente para ser seguido pelos homens católicos, levantando neles não só o interesse de paquerar e conquistar, como também a responsabilidade de cuidar da paixão decidida. Pense nisso, afinal não queremos meninos se envolvendo com mulheres, já que as meninas amadurecem emancipadamente, isto é, primeiro que os homens. Atenciosamente,
Rodrigo M Caldeira - Brasília - DF
Publicado por Rodrih às 04:02 | Link do post

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Quando a cumplicidade acaba você não tem muito o que fazer na relação que está com a pessoa querida. Quando você percebe que não há mais cumplicidade, significa que isso já aconteceu há mais tempo e você só está se dando conta agora. Quando sua relação desmorona, é porque ela já estava ruindo há semanas e você não percebeu porque estava com medo de enxergar a verdade dos fatos, que se percebe bem no comportamento de enfrentamento da outra parte nas pequenas coisas que você comenta. Pare de se iludir alimentando-se das migalhas de um sentimento barato e pequeno, porque nem o sexo sobrevive à essa traição. Quando a outra parte chega a tocar no assunto de que a relação não está legal, acredite, essa pessoa agiu em silêncio por muito mais tempo, o quanto você poderá imaginar. Já matutava, enquanto você sorria sinceramente, ainda que um sorriso sofrido ou cansado, porque a atuação da outra pessoa emana uma energia pesada, que suga a sua e deposita em você o pior dela. Tudo isso sem você saber de nada, só consumindo o veneno energético dado silenciosamente para você inalar, engolir, digerir. Quando a cumplicidade acaba, o desejo se abala, o coração se fecha, a cabeça raciocina e o corpo fica letárgico. São sinais para você perceber que algo está errado ou caminhando para um fim irreversível. Quando a cumplicidade acaba, a outra parte é seu opositor em tudo, e não há nada o que você fale ou defenda que vá convencer de que sua opinião está certa, porque essas pessoas são letais em seus julgamentos e em suas mentes não cabe mais a parceria nem o querer compreender você. Sua razão nada vale, suas experiências de vida, sua opinião, sua capacidade intelectual, sua inteligência e sua maturidade. Nada disso tem peso e disso nada se aproveita, porque a outra parte já destruiu a gôndola de cristal que protegia vocês. Quando a cumplicidade acaba, a relação já acabou há um certo tempo, resta apenas o desejo de atribuir culpas e fazer apontamentos. A hipocrisia está naquela parte que se diz ser calma e não estar proferindo palavras cruéis, nem que está sendo agressiva ou nervosa, que fala baixo e não esboça revolta, não agride nem ofende. É lógico, isso já é de se esperar, porque essa pessoa teve tempo para refletir com calma, agir sorrateiramente, enquanto você a acolhia em seus braços, em seu beijos e em seu colo. Então é normal que, quando você se dá conta da cilada armada, sua reação não seja diferente, que sua resposta seja repulsiva, que a raiva transpareça, que a voz se altere e que a alma se incendeie, se revolte. Você pode, pois não teve tempo para refletir, não pôde pensar sorrateira e silenciosamente, recebeu o baque da situação e ainda tem que bancar a parte isenta de sentimentos e reações para manter o nível. Não, você pode sim explodir, pode sim falar alto, pode sim xingar e vomitar toda sua raiva. Você pode, porque você não é a parte desonesta, capciosa que espreita nas sombras das colunas da casa te observando em sua covardia. Quando a cumplicidade acaba, vai junto a parceria, a amizade, o bem querer e todos os seus projetos, vão as surpresas que não aconteceram e os pensamentos de futuro. Não há outra alternativa, pois essa parte já traiu sua confiança, não merece sua consideração e tampouco seus sentimentos. Age por conta própria, não se aconselha mais com você, ignora sua importância e pouco se importa com suas palavras. Quando você se exaltar com indignação, a outra parte dirá calmamente que fez isso pensando em te poupar, evitando outros aborrecimentos, no seu cinismo destrutivo como se você fosse a parte maluca, que estivesse agindo com devaneio. Não se iluda, quando a cumplicidade acaba, você já está refém da hipocrisia, da dissimulação e da falta de vergonha na cara da outra parte. Se posicione, mostre sua capacidade de percepção, mas não seja covarde se humilhando ou fingindo que não está te atingindo, se afaste, se determine parar ali mesmo e não venda sua alma para quem não a merece ter para zelar por ela, pois já não zelou uma vez, já não zelou outras vezes, não zelará agora principalmente. Quando a cumplicidade acaba, com ela se vão os momentos alegres, as experiências feitas, as opiniões construídas e toda a matemática de vocês. A paixão é souvenir, a consideração é pinduricalho, nada mais tem valor, então se honre, derrube o pilar central da tenda e deixe a lona vir ao chão. Deixe que o tempo limpe, purifique, equalize, amenize e organize o depois. Confie no tempo, se permita nele e não olhe para trás. Não fique esperando as condolências da outra parte, não alimente com sua energia quem não merece sua atenção. Encoraje-se e saia, derrube a ponte que ficar para trás e siga em frente, porque melhor do que estar com alguém que tráia em pensamentos, é andar só em seus silêncios de cada dia. Quando a cumplicidade acaba, acaba consigo tudo o que foi bom, e ficam somente as lembranças, que nunca mais voltarão a acontecer. 

Publicado por Rodrih às 00:17 | Link do post

Post redigido no Sábado em 10 de maio de 2014 por Randerson Figueiredo, gentilmente autorizado pelo autor em 16.08.18, sob a referência: http://bit.ly/AVIDAALHEIA-POR-RANDERSONFIGUEIREDO

frases-facebook-nao-fale-mal-da-vida-alheia - Jung 

Saber lidar com situações desagradáveis não é nada fácil quando se está em questão a nossa vida. A vida alheia é um prato cheio para os desocupados de plantão, ô se é hein? Principalmente quando essa vida é repleta de fartura de bons momentos. Como este é um blog sério, não quero aqui demonstrar recalque e nem citar nomes até mesmo porque as pessoas que iria citar não teriam tempo de ler o blog, justamente ocupando seu tempo com a vida dos outros. Agora cito uma denominação junguiana: projeção. A prática da fofoca, que contamina lares, ambiente de trabalho, esporte, enfim é uma tremenda prática da projeção. A fofoca é uma projeção nociva a quem quer que seja, pois a pessoa que fofoca projeta suas frustrações no outro. Ela não se sente realizada com aquilo que tem e procura de alguma maneira se satisfazer com detalhes efêmeros e desgastantes. E por falar em desgastante vem à tona outra palavra recorrente chamada inveja, mas depois aprofundo este tema. E também tem o outro lado da moeda que pessoas fazem de tudo para aparecer, querem estar na mídia a todo instante, já essas fazem questão que a sua vida seja espalhada aos quatro cantos do mundo. E dizem que os outros estão com inveja, mas é sabido que a inveja que o invejado tanto diz sofrer parte de sua projeção com o olhar do outro. E muitos até confessam que falam da vida alheia porque não tem nada de interessante para fazer e que suas vidas são monótonas e maçantes, e completam que a vida do outro é mais interessante que a sua. Na grande maioria dos casos (para não dizer sempre, para não ficar deselegante) são pessoas vazias e sem a menor noção de civilidade com o direito de privacidade alheia. Essa sensação de insatisfação com a própria vida é um sinal que tudo vai de mal a pior quando o foco é o outro. O filósofo austríaco Wittgenstein nas suas aulas na universidade dizia sempre aos seus alunos que se cada um cuidasse da sua vida o mundo não estaria a m**** que está, bem ele não disse com estas palavras, mas foi mais ou menos isso. O que quero dizer é que ao cuidarmos de nossas vidas estamos corroborando a ideia de que somos donos do nosso próprio destino e não meros ventríloquos. É sensato afirmar que o filósofo citado acima e Jung estão cobertos de razão, agora vale ressaltar que por mais que a vida do outro seja algo interessante, procurar uma ocupação também não é nada mal.

 

Publicado por Rodrih às 20:04 | Link do post

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Umas das coisas que mais me intrigou durante muitos anos foi a tal curiosidade que eu tinha, mas que muitas pessoas ao meu redor não tinham. Me sentia um extraterrestre, o patinho feio, porque eu parava para observá-las e nem tchum, nada, simplesmente tocavam suas vidas pré-programadas sem questionar, refletir, perguntar ou curiar alguma coisa. Isso me incomodava muito, porque quanto mais eu curiava, quanto mais eu buscava saber de coisas que não estavam nas páginas dos livros - muito embora e certamente alguém deveria já ter dito sobre tal, mais eu via que sabia menos, conhecia menos e entendia menos os viés da vida, dos sentidos e das coisas. Me senti verdadeiramente o Neo na Matrix, sendo Morpheus no papel de minha consciência. Eu realmente perdi muito tempo, praticamente dez anos sofrendo por culpa de uma coisa que eu não entendia, e essa culpa me roubou oportunidades maravilhosas de conhecer, aprimorar, pôr em prática, fortalecer, prosperar e inovar minha vida. Quando acordei desse sono do consciente e vi que havia se passado quase dez anos num coma inconsciente, nossa!!!, eu quis correr atrás do que já tinha passado, mas ninguém consegue voltar no tempo para recuperar um minuto que seja. Daí veio uma frustração limitante, que me amputou pernas e braços me deixando sem condições de correr nem de alcançar coisas e abraçá-las. Tive que regenerar pernas e braços para que se desenvolvessem gradativamente à medida que minha curiosidade se expandia e eu conseguia me alimentar do conhecimento. Eu não sei o porquê a vida fez isso comigo, também não vou dizer que estou grato de ter acontecido assim, mas fiz o meu melhor, penso. A curiosidade faz a pessoa ser mais, fortalece e empodera, permite enxergar o invisível aos olhos da maioria, arrebata e eleva a consciência para planos extrafísicos difíceis de explicar. Ao mesmo tempo que mergulha no infinito oceano das possibilidades, nos mostrando quão lindo é o universo que poucos vêem. A curiosidade também traz consigo um sentimendo de solidão - e eu que já vivo nessa solidão há quase dez anos então, quem o diga o quanto gostei de saber desse ônus, mas não fechei-me à ela, solidão por solidão, por mim tanto faz, é tudo uma coisa só, porque as pessoas não estão abertas para o novo, querem a rotina ou querem alguém que as banquem. Têm medo de assumir os prejuízos de suas escolhas mal feitas, e procuram se acomodar numa relação limitada, para não terem o trabalho de pensar ou decidir as coisas. Vivem de migalhas de atenção, quer seja de marido, pai, irmão ou amigo, e mesmo que alguém diga que estão vivendo da maneira mais medíocre possível, ainda assim preferem esse tipo de vida pelo medo de tentar, porque terão que assumir as consequências de suas escolhas. A notícia que vou dar a quem tem a curiosidade despertada em si, é a de que não adianta fugir, disfarçar, se enganar, pois seu subconsciente vai levá-lo a buscar saber mais e mais sobre as coisas, sobre a vida e tudo o que vir nessa energia da busca. Se não for hoje, será amanhã, daqui uma semana, um mês, cinco anos, vinte anos. Você foi despertado e procurar não curiar é gasto de energia desnecessário. Einstein já dizia: A curiosidade é mais importante do que o conhecimento. Se o gênio disse isso, quem somos nós para dizer o contrário?! A curiosidade levará você para os assuntos que seu ego e sua essência mais se adequam, pode ser sobre plantas, rochas e natureza, tanto pode ser sobre relacionamentos, sexualidade e sensualidade. Quiçá poderá ser sobre tecnologias ou mesmo sobre culinária. Você poderá ser um físico e desenvolver um vasto conhecimento em moda, como poderá ser um médico e se encontrar no universo da jardinagem. A curiosidade é um mecanismo de ajustamento cerebral com o espiritual, em que você pode até escolher o que fazer para sua sobrevivência, mas o seu destino em sua missão de vida será revelado pela energia dispensada na curiosidade que você se permitir levar. 

Publicado por Rodrih às 13:39 | Link do post

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2017 foi um ano cansativo, tumultuado, cheio de acontecimentos atípicos ou, muitas vezes, repetitivos. I will survive!!! Todos nós sobrevivemos! Hoje são 19/12 e faço o fechamento de minha conta deste ano. Comecei sozinho e estou terminando sozinho, muito embora venho observando o momento certo para permitir que alguém faça parte de minha vida como eu preciso que seja, mas isso também ficará para o futuro. Uma das coisas que aprendi em 2017 foi com a liberdade em suas duas significâncias: a liberdade que se dá para que alguém entre em sua vida, muitas vezes sem pedir licença e faça bom uso de seus momentos, às vezes bagunçando ainda mais o que já está difícil de organizar, e a liberdade de me sentir livre, independente, desprovido da responsabilidade de dar satisfação e "andar na linha" - muito embora ando muito mais em linha reta do que muito homem comprometido. Em 2017 exagerei na minha carência e dei liberdade, aliás, extrapolei a cota de dar liberdade às pessoas à minha volta. O resultado disso foi que gerou um conflito de interesses e a quem dei um pouco mais de liberdade - por sentir-me confortável, simplesmente pirou o cabeção e veio com tudo pra cima de mim como se eu fosse inculto, inocente ou influenciável. Essas pessoas perderam todo acesso comigo, pois se não têm capacidade de manterem-se em harmonia e no equilíbrio com a liberdade que dei, certamente não conseguiria manter a relação comigo de forma saudável. Ainda mais eu, que tenho um instinto de liderança na vida social e sou dominador nas relações pessoais. E foi o que aconteceu, aquelas pessoas que se arriscaram no palpite de que estaria eu menos resistente e mais benevolente e se puseram a me testar com enfrentamentos ou jogos psicológicos de dramatização, achando que com isso me tomariam por refém de culpas, arrependimentos e considerações devedoras se surpreenderam com minha capacidade de me posicionar sem delongas. É uma pena, quando se dá liberdade para estreitar a relação com alguém, e percebe que algumas pessoas não estão preparadas para administrarem isso. Geralmente extrapolam e detonam a amizade por besteira. Não há muito tempo um grupo de novas amizades extrapolou da liberdade que dei, e novamente tive que me posicionar a contragosto de muitos. Dar liberdade não significa que me tornei mais retardado ou bem bobo, não quer dizer que perdi meu senso crítico e desaprendi a formar opiniões. Dar liberdade é uma oportunidade da outra parte mostrar o seu melhor do melhor, pois está quase conseguindo um acesso restrito em mim. Todos nós somos assim, mas não é todo mundo que percebe o limite de uma liberdade. E o que fazer quando se ganha liberdade com alguém? Oras, é simples! Continue sendo quem já é e isso ficará cada vez melhor e mais liberto ainda. É como uma criança, que, se você der um bombom por ter estudado e tirado notas boas, num dado momento você diz que ela poderá pegar o bombom no porta-bombons que está sob a cristaleira da sala. Bom, a criança poderá ir e pegar apenas um, ou se ela não entender o significado de liberdade, marcará bem o local onde estará a bomboniere para voltar sorrateiramente mais tarde. Assim são as pessoas imaturas, que confundem a liberdade que recebem de presente, gratuitamente, e se tornam obsessivas e tentam jogar com apostas mais altas. Vão perder, sempre perdem! Estou aberto a ter alguém, mas é engraçado que depois de me desfazer das pessoas que tentaram me tomar por refém de seus interesses próprios (tudo o que não é natural se torna incômodo), estou sem muita expectativa para tal. Mas há aquelas pessoas que souberam cultivar a relação comigo - que sei desde muito tempo não ser um cara fácil de lidar, muito embora eu seja facílimo. Essas pessoas detêm meu interesse e minha atenção em vê-las bem, de que possam viver melhor e com mais alegria seus dias, do que eu , por exemplo. Faço tudo o que posso para as ver animadas, perseverantes e realizadas. Então 2018 está aí, e sinceramente não espero nada de novo, apesar que somos nós quem fazemos isso acontecer, desde que nos permitamos sair de nossa zona de conforto. Então é sensato seguir adiante, não exagerar na liberdade que a Vida me dá para viver novas experiências. Quando você age comedidamente, sua vida passa a ser menos visada e os olhares da inveja não conseguem te ver. 

Publicado por Rodrih às 17:27 | Link do post

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Há um bom tempo venho refletindo às duras penas sobre ser um resgatador em minha vida, e percebi o quanto isso é nocivo e se torna um atraso de vida absurdo para quem se permite carregar essa sina. Antes de tudo vamos entender o que significa ser resgatador e depois discorrerei essa reflexão. Ser resgatador é se tornar aquela pessoa 100% atenta em compreender e se antecipar em socorrer, atender, ajudar, auxiliar, prestar assistência a outrem, sem que o socorrido mal tenha solicitado seu socorro, porém - e geralmente, costuma colar em seu salvador sugando-o o máximo de sua energia gratuita e altruísta. Para entender o quanto ser um resgatador é uma sina maldita se não for dosada com cautela, haja visto que prestar socorro ou assistência não é de todo ruim, mas fazer disso uma bandeira de sua existência no planeta é mais do que burrice, é masoquismo ou uma tremenda falta de amor-próprio, sem falar que é um grande conflito interno não resolvido. Um típico exemplo de resgatador que conhecemos é o salva-vidas, principalmente daqueles de praia. Pois bem, vamos explorar esse exemplo para visualizar o quão ser um resgatador é um risco muito grande e precisa ser evitado. Um salva-vidas de praia está lá em sua cadeira observando que praia linda, sol lindo, mar lindo, pessoas por todo canto, mulheres lindas e tá beleza. Tudo na paz. Daí ele olha um pouco mais concentrado para um sujeito que avança contra as ondas, e de repente o infeliz desaparece na quebrada de uma onda, em que somente seu braço se vê pedindo socorro. Rapidamente e sem pensar muito (o que é uma reação de todo resgatador) o salva-vidas salta de sua cadeira, pega sua prancha e parte em direção do infeliz que está se afogando. Ao chegar perto do sujeito sem noção, que já está desesperado na luta de tentar respirar e não afundar, o salva-vidas tem que se lançar em direção do cara desesperado para salvá-lo. É aí onde começa a saga do salva-vidas para que ele, principalmente ele, não morra afogado, porque o sujeito que está se debatendo sozinho, ao sentir um corpo firme por perto - neste caso será o corpo do salva-vidas, inconscientemente e irracionalmente tentará usá-lo como apoio para emergir-se da água e respirar aliviado de seu afogamento. Mas acontece que o salva-vidas não tem nada para se apoiar sob seus pés, está tão ferrado na situação quanto o cara imbecil que está se afogando, e tem que fazer dois salvamentos agora, isto é, salvar o banhista sem noção que está se afogando e salvar-se a si mesmo, lutando corpo a corpo contra o desesperado banhista que se debate para se apoiar sobre o salva-vidas para se manter respirando. Na mente do banhista durante o afogamento é que só ele tem pulmão para encher de ar e o salva-vidas é um apoio apenas. Na mente do salva-vidas o banhista não está de todo errado, mas não está certo e menos ainda racional de suas ideias, pois está desesperado e vai tentar se agarrar nele fazendo-o afundar sem conseguir voltar à superfície para respirar também. Então são duas vidas a serem salvas. Ao dominar o banhista Zé Roela, o salva-vidas vai conduzi-lo até à margem onde prestará os primeiros socorros, ou seja, além de tirar o sujeito de um afogamento em que ele também poderia estar se afogando pelo desespero alheio, tem que salvá-lo prestando os primeiros socorros - como se ele não estivesse cansado e botando os bofes pra fora também, já que é uma vida leiga (e tapada) que está em risco e em choque psicológico estirado na areia. Bom, depois de reanimar o banhista e salvá-lo de uma morte bem aguada, o banhista segue a vida e o salva-vidas volta para sua cadeira em seu posto de observação. O que ganhou o banhista? A sua vida de volta. O que ganhou o salva-vidas? Absolutamente nada, no máximo um obrigado, tapinha nas costas e até mais nunca. Assim somos nós, quando nos tornamos resgatadores de um monte de gente por aí. E isso tem me tirado do sério absurdamente, justamente porque eu sempre fui resgatador em todas as fases de minha vida. Isso dá para mensurar que eu tenho sido brutalmente sugado de minhas energias, e nada de bom veio de retorno pra mim. Ser resgatador gasta dinheiro - e muito! Gasta seu tempo, arrebenta seus compromissos, te expõe ao ridículo e acaba com seu sono também. Hoje eu vivenciei o olho do furacão formado a partir dos meus resgates, que poderiam ter sido evitados se eu me amasse mais ou se eu respeitasse meus limites. Já comecei o dia atolado de coisas pra fazer, entretanto já estava desgastado dos resgates que tenho feito há dias, em que não houve trégua nem no final de semana para que, assim como o salva-vidas, eu pudesse também respirar e me poupar de sucumbir nos salvamentos. Meu dia ficou atolado porque fiquei resgatando uma pá de gente por todos os lados, sendo que eu poderia me calar e deixar com que essa ou aquela pessoa se virasse para conseguir resolver seus problemas, mas não, lá estava eu, o super-herói solitário me oferecendo para resolver mais um problema que não era da minha conta e nem poderia dar conta, já que começava a anular minhas obrigações e atividades para o problema ou deficiência ou incapacidade dessas outras pessoas terem mais atenção e espaço em minha vida, minha agenda, meu relógio e até em minha respiração. Já comecei errado. Meu pai, muito embora não consiga uma linha tênue de uma boa comunicação com ele, não por eu não ter tentado - sempre tento e engulo meu orgulho quando consigo, disse-me uma vez que para resolver um problema tem-se que identificar sua origem, então tudo passará a se tornar mais lógico e mais "resolvível". Uma racionalidade que faz todo sentido, quando se tem diante de si um problema que só piora. Então eu assumi um compromisso de consultoria em marketing de algumas clientes conhecidas, mas por algum motivo resgatador não me posicionei profissionalmente, montando um contrato de prestação de serviços, termo de responsabilidade e confidencialidade só para começar. O que dá raiva é que sei de tudo isso, mas... enfim... não fiz nada disso por me achar melhor do que elas (clientes) e deixá-las desenvolver as decisões, leigas e sem experiência. Deveria também montar um cronograma para que tudo fosse feito no seu devido tempo, para que no dia do evento delas tudo pudesse ser feito sem correria. Então resgatei-as como se grande coisa eu fosse e passados alguns dias os afazeres se encavalaram e formou-se um tufão de necessidades, que veio voraz para cima de mim. Já na ultra-mega correria meu celular que é novo, novinho em folha, deu pau, já tinha dado pau antes, já tinha sido levado para a assistência técnica e até entrei no Procon contra a Samsung e tal. Demorei outros tantos dias para levar o celular para a assistência técnica, agora sob uma reclamação aberta a um órgão oficial de denúncias, o Procon. Indo para a origem do problema, poderia ter feito isso quando estava mais tranquilo, mas não, deixei para fazer justamente hoje, o dia em que eu estava ensandecido, louco, correndo desesperado para dar conta dos compromissos acumulados, já que eu estava resgatando que nem precisava tanto assim de mim. Mesmo sem tempo sobrando, lá fui eu para a assistência técnica entregar o aparelho para análise. Nisso me dei conta que um tablet que levei comigo, num modelo antigo, não tinha nada configurado para eu continuar usando a internet, o telefone e outros aplicativos. Na origem do problema eu deveria ter feito isso quando estava coçando o saco em casa, à toa no domingo. Mas não, deixei para fazer em cima da hora, porque estava resgatando pessoas em algum lugar e nessa semana. Sem acreditar que o que já estava ruim poderia piorar, me liga uma amiga linda me cobrando a ajuda que prometi atendê-la, ou seja, resgatá-la, de um evento que ela estaria fazendo para uma comunidade infantil carente, sei lá, e no meu desespero disse que depositaria o dinheiro como doação e estaria tudo resolvido. Mas não, a moçoila resolve apostar no meu ímpeto salva-vidas e me pede para comprar coisas ao invés de doar. Eu, no meu tesão resgatador aceitei a contra-oferta e lá estava eu atolado até a testa de obrigações me gritando pedindo urgência, desviando meu carro para ir até uma atacadista comprar as benditas sobremesas. Tive que estacionar o carro, correr para encher o carrinho das sobremesas, pegar fila, passar no caixa, carregar o carro e ainda levar até ela - que não tem culpa de eu ser uma besta resgatadora. Estava indo para a direita do planeta e tive que encarar um mega-engarrafamento para ira à esquerda entregá-la as compras. Enlouquecido com o tempo estourado, lembrando que indo para a origem, seu eu dissesse me posicionando que iria depositar o dinheiro, evitando esse estresse, teria resolvido rapidamente e conseguido concluir outras obrigações. Saí de lá desesperado, quando poderia nem precisar ter ido às compras para doar. Minha agenda ficou incompleta, perdi tempo, perdi compromissos, tudo por ter sido resgatador. Se isso bastasse estava bom, mas satanás me escolheu para me infernizar, não bastasse o calor infernal que essa cidade está fazendo, resolvi pegar uma mega-fila para abastecer o meu carro num posto de combustíveis barato. Trocentos carros na minha frente e mais adiante vejo pelo retrovisor duas senhoras já de idade empurrando o carro em que estavam. Era falta de bateria. Engraçado que ontem passei pelo mesmo problema e ninguém se dispôs em me ajudar, ou me resgatar. Tive que largar o carro aberto num determinado local, sob um sol desgraçado, uma sede absurda, com gente trabalhando num galpão de leilões, como se eu fosse invisível, não me prestaram socorro ou perguntaram se eu precisava de ajuda. Chamei o Uber, fui até uma loja comprar um cabo para fazer extenção da bateria de um carro em funcionamento, para a bateria do carro em que eu estava, conhecida pela famosa "chupeta", em que um carro passa a energia de 12 volts para a bateria morta, ressuscitando-a. Tive que me virar sozinho para resolver um problema técnico igual dessas duas senhoras no posto de gasolina. De tanto resgatá-las o tempo foi passando, a bateria do celular substituto foi findando e lá estava eu solicitando um Uber para que as senhoras pudessem voltar pra casa em segurança. Meu ego estava me fazendo sentir um super-heroi, mas na verdade eu estava mais ferrado do que caberia nesse blog. Daí o compromisso que eu tinha às 22h foi-se para o espaço, já que eram 21:57h e eu ainda estava com as duas senhoras, que aceitaram meu resgate completo. Então tenho percebido que não adianta se você é do bem, altruísta e boa gente. O certo é se posicionar, não assumir pesos que você não tem capacidade de carregar, respeitar seus limites, seus horários, seus compromissos e saber dizer "não", sem a necessidade de ser hostil com os outros. Mas que bom que digito sobre isso e reflito ao mesmo tempo, estou cansado de ser resgatador e já vou repensar meus conceitos, valores e princípios. Se você identificou-se nesse post, faça o mesmo, repense seus conceitos e pise no freio de seu ímpeto resgatador, lhe garanto que sua vida será muito melhor. 

Publicado por Rodrih às 23:40 | Link do post

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Do post: Mulheres vítimas de misóginos, reajam!, em: 23/06/2017 - 00:03h

Capri L.D

Oi Rodrigo, boa noite. Estou escrevendo aqui super down pq sinto um vazio imenso na minha alma e contraditoriamente estou com mais um dentro de mim. Eu e meu namorado nos dávamos tão bem que acabou acontecendo uma gravidez. Tomei todos os cuidados possíveis com pílula e mesmo assim aconteceu. Nunca faltei com isso, e mesmo assim aconteceu. Fiquei em estado de choque por um tempo e acho que ainda estou em estado de choque duplo, pq meu namorado assim que soube desapareceu, então eu olho no espelho meu corpo está igual ao que sempre esteve e isso será uma questão de tempo para mudar também. Minha cabeça não cansa de perguntar pq pq pq pq pq???? Fiz tudo certo, tomeri o anticonceptivo diariamente, colei cartela e o que pode ter havido de errado eu não sei. Estou me sentindo perdida, acho que minha ficha não caiu por completo, ou deve ter uma segunda ficha pra cair, não sei. Qualquer coisa que vc disser eu preciso. Obrigada. Capri.

Em: 14/10/2017 - 07h

Capri, meu lamentar pelo o que você está passando não te ajudará em nada. O que eu disser também não. Mas eu posso dizer para outras moças e rapazes que transam à revelia da segurança pelo capricho do prazer e da sorte. A gravidez inesperada é, por si só, indesejada também. O humano que há de vir não tem culpa do vacilo de vocês, pois a natureza é essa e não há outra maneira de ser, senão assim. Formar casal para namorar e transar é uma grande jogada, mas gozar dentro confiando na sorte ou nas promessas de um contraceptivo é mais do que uma aventura, é um jogo de azar - em que, geralmente, o azar sempre acontece. O impacto de uma notícia de gravidez para um cara que não espera uma notícia dessas causa um estrago emocional, mental, psicológico e físico de tal magnitude, que se ele pudesse escolher tomar um chute no saco todos os dias pela manhã, certamente ele se adaptaria à tal tortura, tamanho é o desespero que isso se reflete na mente do sujeito. Esvaem-se entre os dedos de sua vida sua liberdade pessoal e sexual, principalmente sexual, como também seu dinheiro para seus gastos pessoais. Seu futuro ficará ligado a duas vidas: dele com a mulher e mais o rebento advindo. Se ele pretendia ficar transando com sua bela namorada por muitos anos, então isso cái por terra. Pior será se em sua mente secreta seus planos fossem o de sair fora dessa relação e se mergulhar no mar de mulheres carentes e desamparadas disponíveis mundo a fora. De repente ouviu seus amigos dizerem que estão comendo a torto e à direita das novinhas às maduras, pois a quantidade de gays espalhados por aí cresceu e as mulheres se vêem desamparadas, a demanda é maior do que o que os remanescentes da casta masculina heterossexual consegue dar conta. Então, por mais que adore transar com sua namorada fiel, leal, linda e gostosa, seus planos sórdidos de pular a cerca ou findar a relação vão por água abaixo e ele se vê definitivamente pai. As pernas amolecem, os braços pesam, os pensamentos se misturam entre "estou sonhando, acorde! Acorde!" e "MEU DEUS!!! MEEEEEUUUUU DEUS!!!!!". Outros pensamentos o faz rir e ficar sério ao mesmo tempo, fazendo-o parecer um louco. Ele começa a falar sozinho, conversar com um Eu imaginário e a ouvi-lo dizendo sarcasmos de si. Ele olha para seus DVDs, pendrive de músicas, seu tênis, seu notebook, tantos contatos de mulheres no whatsapp e sente como se fosse morrer em algumas horas. Tudo perdido. Num momento de lucidez ele lembra que terá que contar à sua família, então começa tudo outra vez, e o cara entra em parafuso dobrado, ensaia várias caras para representar-se diante dos familiares, sua alma já está gelada e seus pensamentos parecem letárgicos. Seus olhos enxergam tudo em câmera lenta, igualmente seu raciocínio e sua audição. Quando o chamam, seus ouvidos ouvem: "Fuuuuu....laaaannoooo, veeeeeemmmmm aaaa....quiiiiiiiii" e em seguida a repetição de forma natural "Fulano, vem aqui", como se ele estivesse andando na lua, feito um astronauta (se é que alguem de fato foi à lua, enfim). Sexo é uma palavra que ele não quer ouvir de jeito nenhum, nem se lembra que tem um pênis - que nessas horas tá retraído fisicamente e menor do que nunca viu igual na vida (em que realmente se acredita que ele (o pinto) tem vida própria e a cabeça de baixo realmente pensa independente da de cima). Esse impacto irá demorar de sete a quinze dias, e se a adorável e belíssima namorada não se manifestar (que é o que geralmente acontece), isso poderá se estender para trinta dia a três meses ou mais. A mulher, por sua vez, não tem muito o que fazer, suas emoções são várias bombas atômicas caindo por minuto na sua mente, até o momento em que ela se autoanestesia, e de tão zen começa a ver a nova realidade com mais calma, numa reação de proteção ao ser que está se formando dentro dela. Enquanto o viril namorado está em queda livre em seus pensamentos insanos e desesperados, ela, por sua vez, está levitando num poder de defesa pela vida, em que não importa o mundo à sua volta, as guerras, os conflitos, as dívidas ou mesmo as consequências dessa gravidez inesperada. Até porque ela nada poderá fazer, a menos que tenha um ímpeto egoísta e frio o suficiente para eliminar o conjunto de moléculas e átomos que se juntam para formar o ser. Sendo assim, meu conselho é para que tenham consciência e transem com camisinha, preservativo, condom, seja lá o nome que for. Existe no mercado preservativos tão finos que parece que não se está usando nada, além de preservativos feitos à base de outros materiais antialérgicos, orgânicos. Ou pelo menos fiquem de olho no período fértil, mesmo que estejam tomando anticonceptivos, nessa fase usem os preservativos, se não quiserem dar asas à imaginação como futuros pais. E entendam, Deus não tem nada a ver com isso, não será castigo, nem lição de moral. A função de Deus é gerar a vida, pois Deus é Vida, ele construiu o mecanismo do ser vivo para procriar e preservar as espécies, sendo assim, a natureza das coisas segue seu curso sem domínio humano sobre ela, então tenham consciência de que as chances de haver uma gravidez inesperada são de 90% em qualquer fase do namoro, por menos sério que seja o ideal da relação. A menos que o homem seja maduro o suficiente e esteja muito envolvido com sua parceira, em que uma gravidez o deixará tranquilo de assumir o papel que lho caberá muito bem, conviver em beijos e transas sem o devido cuidado anticonceptivo é um jogo masoquista e extremamente irresponsável. Então, Capri, dê a ele um tempo para passar por esse impacto indesejado e inesperado, mas não deixe de conscientizá-lo, depois de uma ou duas semanas de que vocês dois têm uma responsabilidade a ser assumida, independentemente que o tesão tenha acabado. Depois de algumas semanas você perceber que ele não deu as caras, bom, é hora de enviar uma carta para seus pais explicando a situação e dizendo que independente do que pensarem, você estará fazendo sua parte nessa responsabilidade, e espera que ele assuma a parte dele, quer seja presencial, quer seja financeiramente. E não se preocupe, a família dele te culpará, ainda que não haja culpados únicos, nem mesmo culpa, e sim a fatalidade de advir uma natalidade.

 

Publicado por Rodrih às 10:47 | Link do post

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Uma das coisas mais assustadoras que tem numa relação amorosa é a total falta de previsão entre as partes. Já havia dito aqui sobre o quanto a mulher é a parte que se arrebenta quando uma relação desmorona depois de muitos anos com a parte amada. No meu post "A demora que se vive na pressa que se tem" eu disse o quanto a mulher sai descompensada das relações amorosas demoradas. Os homens convivem com a parte amada, bombardeiam-na com seus costumes, devaneios, ciúme, irracionalidade, machismo e toda porcaria que só os homens conseguem fazer na vida de suas mulheres. Certamente eles não têm 100% da culpa, justamente porque elas patrocinam parte disso tudo, o que é normal, muito embora seja algo feito inconscientemente na maior parte das vezes. Então estava pensando aqui com meus botões nessa madrugada de segunda feira, sobre ter uma relação previsível poderá salvar muitas pessoas de uma vida sem futuro ao lado da outra. Eu, por exemplo, que estou só há quase dez anos desde que aconteceu meu divórcio, acredito que encontrei uma maneira de parar de perder tempo com outra pessoa numa relação com ela.Não tenho me envolvido, justamente porque não conseguia pensar que teria que viver e conviver a eternidade com a mulher, mesmo que me frustrasse em minhas expectativas com ela. Hoje tive um insight sobre isso e irei compartilhar uma postura, senão salvadora, talvez então libertadora. É lógico que tudo que envolve sexo e intimidade torna mais difícil de refazer o projeto de vida com a outra parte, mas este conceito que trago aqui é para as pessoas que estão extremamente desgastadas com relacionamentos difíceis, ou pessoas que já apanharam muito na vida amorosa, ou mesmo pessoas que perderam tempo demais ao lado de alguém sem futudo para elas. Ter uma relação previsível é determinar um dia para fazer um balanço da relação e a partir de seus resultados, aliás, da métrica estabelecida passa-se a tomar decisões libertadoras, a fim de não se perder mais tempo e ter tempo de encontrar alguém no mesmo objetivo que se tem. Há mulheres que se vêem sem rumo depois de relações de cinco, oito, dez anos e, de repente, estão sozinhas, solteiras e... mais velhas, totalmente adestradas pelas manias de seus relacionados e, consequentemente, enfraquecidas, talvez com outra forma física, outra aparência e, com certeza, frustradas, tristes e com autoestima baixa. Com isso, a outra parte, masculina, ainda que esteja mais velho e com suas formas irregulares conseguem mais rapidamente um novo relacionamento, não sentindo o mesmo impacto que sentem as mulheres nessa situação. Ter uma relação previsível significa que se possa prever seu andamento até o casamento ou a união consumada civil e socialmente. É conversar nos primeiros dias da relação os parâmetros para que se possa se relacionar minimizando o risco do impacto de uma relação demorada e sem resultados. Primeiramente não apresente a pessoa para sua família até que a relação tenha completado quatro meses. Estabeleça datas e horários futuros para uma reavaliação da relação. Marque e agende uma data de meio de semana, fora de casa, preferivelmente num restaurante ou numa praça de alimentação de um shopping, para que nem um e nem outro esteja em sua zona de conforto como casa, carro ou outro local particular. E pontue o tema de avaliação deste encontro. Por exemplo, Luísa conhece Alfredo e os dois resolvem ter uma relação amorosa. Luísa alinha e combina com Alfredo que ambos se encontrarão na praça de alimentação do shopping "Tal" para avaliarem a relação em seu sentido de "projeto de vida" na data X daqui a quatro meses. A pergunta base é: "Como estamos um com o outro, o que já crescemos  até aqui, estamos com olhos voltados para vivermos juntos, daqui a quanto tempo exatamente, tem algo que precisa ser ajustado no comportamento ou forma de se relacionarem?". Então, se dentre a resposta tiver algo como "não sei", ou "estamos nos conhecendo e precisamos de mais tempo", ou "tenho uns projetos pessoais para alcançar antes de poder te responder", então encha o peito de ar e encerre a relação, pois terá identificado um relacionamento oco, gorado, natimorto, sem futuro. Sexo pelo sexo se encontra aos montes, mas alguém com projeto de vida que inclua a parte relacionada, isso tem que ser harmônico entre as partes. Após essa conversa Luísa ouve do namorado - que ainda não foi apresentado à familia, muito embora todos saibam quem ele é, já o viram, até trocaram um cumprimento, mas nada dele jantar com os familiares dela, nem participar de eventos, festas familiares etc. - que ele está interessado em montar um projeto a dois com ela, que precisam por na ponta do lápis o papel de cada um para que tudo dê certo, as dificuldades que cada um possui na execução desse projeto e fazer uma previsão supositiva para daqui há quatro meses, para novo diálogo, num outro local de encontro. Em seguida Luísa combina com sua família e Alfredo combina com a família dele que ambos apresentarão a parte relacionada. Não necessariamente necessite que famílias se conheçam, mas que um começe a frequentar o recinto familiar do outro para absorver seus costumes, tratamento entre eles, até mesmo o comportamento do pet de estimação. Suas manias, seus valores familiares, pessoais e espirituais, etc.. Quatro meses depois se encontram com a mesma pergunta base e definem até o próximo encontro os resultados do projeto, ou, simplesmente, munido de força e muito amor-próprio encerra-se a relação para ter tempo de se curar emocional e psicologicamente do fiasco que estava se metendo, e partir para novas oportunidades futuras. Parece que é fácil, mas não é, entretanto, quando se trata de não perder tempo e tampouco não se tornar vítima de si mesmo, ter conversas francas e com a cabeça de cima poderá fazer toda a diferença. Isso é parte de um compotamenteEntão fica a observação que seguirei e recomendo que tente também, principalmente porque a vida é breve e ficar à mercê de quem não desempata nem sai do lugar é uma tremenda autossabotagem com requintes de burrice. Não tenha medo de encerrar a relação assim que perceber que não terá definições nos próximos quatro meses, dos oito meses que já se passaram, pode acreditar. E você terá perdido apenas doze meses, ou seja, um ano, sem se iludir nem se autossabotar ao lado de alguém sem perspecitiva de futuro com você. 

Publicado por Rodrih às 09:04 | Link do post

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B BCB a 03 de Agosto de 2017 às 11:01

Em: Tenho muitas, mas só posso ficar com uma(s).

Rodrigo bom dia

Eu nunca falei isso com ninguém, ngm mesmo viu e senti que posso confiar em ti. Peço que só me responda pelo 1o nome e o resto peço que deixe em siglas por favor. 

é o seguinte: eu traio meu marido! Mas eu faço isso por um monte de questões e não acho que tu irás me julgar, motivo este que me traz aqui para falar contigo e ouvir teus insights. 

Gosto de meu casamento, não dependo de meu marido pra nada, apesar que ele está sempre fazendo as coisas, poque acho que li no teu blog tu comentando algo do tipo num outro post, se não estou enganada.

Também não quero me separar, obvio. Mas assim, eu tipo casei há 8 anos e tenho 30 anos, ele foi meu primeiro e único homem e ele sempre me vigiou muito, por eu ser bonita em todos os sentidos, delicada e calma. Sei que ele já pulou a cerca várias vezes no começo e acho que foi porque eu era inocente de tudo, não sabia fazer as coisas como uma mulher sexy fazia e até relevei, assisti videos e li a respeito de como fazer bem feito. À medida que fui desenvolvendo a coisa toda ele permaneceu mais comigo, eu acho. Estudei e me qualifiquei como coordenadora de uma grande equipe numa multinacional, o que me dá bom salário e ótimos benefícios. Mas o jeito dele fazer as coisas sempre foi igual, eu já estava transando no automático e me sentia perdida na cama me perguntando o que eu estava fazendo ou porque eu tinha que estar fazendo aquilo todas as vezes que ele queria? Era minha sentença? Então ele só me procurava uma vez por semana, às vezes duas e se eu não me engano já me procurou três vezes e fiquei tão impressionada de estar sendo "útil" que quase tive um orgasmo quando ele me procurou. 

Outra coisa é que ele tem me ofendido dizendo coisas a meu respeito para umas cunhadas nossas, também andou dizendo que não sabe como posso ser uma coordenadora sequer de uma diarista em nossa casa, quanto mais de uma equipe numa multinacional. E depois sai rindo me deixando falando sozinha. Isso me irrita muito.

Então é isso e gostaria que me respondasse no blogue mesmo sobre sua opinião a respeito do que eu disse e do que optei ter na minha vida. Obrigada por ter esse blogue seu.

Bhia

 

Respondendo em 23/09/2017 às 03:09h

Oi Bhia, obrigado por enviar e-mail contando sua experiência e autorizando publicar no meu blog. Isso melhora ainda mais a qualidade dele e o torna mais interessante para outras pessoas, podendo servir de base, direção ou mesmo formação de opinião muitas vezes. Não estou (e ninguém está) aqui para julgar quem quer que seja, até porque Deus deu a vida para que cada um cuide da sua. O propósito da vida é que saibamos compreendê-la conforme ela nos é colocada, e torná-la melhor à medida que aprendemos vivê-la. Sobre sua questão eu sempre penso na frase bíblica, que diz que você pode tudo, mas nem tudo lhe convém. Não diz que lhe é proibido, só que não convém, e isso você já tanto sabe que começa seu e-mail dizendo "eu traio meu marido", oras, se disse o verbo trair na primeira pessoa, certamente sabe o que isso significa. Talvez se você pensasse diferente, que mantem uma relação paralela ou que tem uma relação extraconjugal, provavelmente você não seria a primeira a lançar pedras sobre sua própria cabeça. Sobre a frequência com que têm relações, isso não depende só da parte dele a iniciativa, isto é, se você for bonita, interessante, asseada, vaidosa, tiver bom gosto por lingeries, for sensual e atraente, acredito que seria ele um retardado ou estaria (também) tendo uma relação extraconjugal. Mas se você chega em casa, toma um banho, põe a touca e o pijama e fica andando pela casa parecendo a irmã mais velha dele, aí ele estaria reagindo ao que vê, já que homem é muito visual e ele precisa ter um estímulo cinestésico para sentir tesão. Considerando que não seja esta segunda e sim a primeira, ele pode estar vacilando pelo próprio jeito de ser. Há homens que vivem muito bem sem sexo, e eu não entendo, mas compreendo, como há mulheres lindas que não gostam de sexo tanto quanto gostam de dormir ou de academia. Ou seja, malham para ficarem lindas e postarem suas fotos no facebook (e mais nada, sendo tão inúteis quanto são atraentes). Quanto ao ensaio de misoginia que ele tem feito com você, isso não é saudável na relação e certamente só piora as coisas. Mas digo a você que se tudo que está fazendo é consciente dos riscos, e se isso lhe traz um benefício íntimo, sentimental e psicológico, então não sou eu quem vou julgá-la, apenas direi para não se expor ao ridículo, nem expor seu cônjuge, principalmente ele, pois já não seria legal estar se envolvendo com outra pessoa, e ainda por cima o expõe ao ridículo, isso seria injusto de sua parte. Tudo que se faz com consciência e tira-se das experiências um conhecimento restaurador de si mesma ou até mesmo de sua relação é benéfico, porque nunca poderemos julgar a maneira como o campeão venceu, apenas aplaudiremos quando ele subir no podium alcançando o primeiro lugar.

Publicado por Rodrih às 03:59 | Link do post
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Funciona  isso ai
Olá já li essa resposta umas três vezes e poderia ...
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