Veja. Olhe para fora da janela dos seus olhos e veja. Percebe? O que enxerga? Olha o tamanho desse mundo, é imenso, não tem fim. O que vê? É muita informação. Olhe quantos seres vivos habitam o ecossistema, dos parasitas aos insetos, das aves aos plânctons nos oceanos, dos peixes aos cães. E nós, humanos. Há problemas por todos os lados. Vê? Dos parasitas aos cães, todos têm que lutar para a sobrevivência. Veja, entenda, nada batalha a própria aniquilação. É pela vida que se vive. Não importa como a porra da vida está, simplesmente viva. O que você tem que fazer para ficar vivo, faça! Não é tirando outra vida que a sua será garantida e não é perdendo a sua, que fará os seus problemas se resolverem. Você entendeu. Autocídio é o suicídio. Se matar pra quê? Seus problemas não serão resolvidos assim, simplesmente porque a ideia de se matar é gerar um novo problema para resolver, como se já não tivesse outros tantos e maiores. Escute. A merda da sua vida não significa nada pra merda de ninguém à sua volta, então se matar é uma merda de idéia e sua vida não se acaba assim. Nem pense que você irá para o inferno, porque você não vai. Sei lá pra onde você irá, só sei que seus olhos se fecharão e tudo ficará escuro. Sei porque é óbvio. Sua pele se enrugará de tanto frio e umidade e tudo que está dentro de você ficará podre. Então, se a sua consciência estiver intacta será o momento que você irá pensar: "Que porra de merda que eu fiz? Tô aqui dentro da merda de um caixão, numa escuridão escrota, tudo tá frio e úmido, e não faz 48 horas, e encontrei a porra da solução dos meus problemas". Sim, você terá feito uma grande merda pra não sentir o desconforto de alguns problemas, que a porra da sua mente encontrou uma boa saída 48 horas depois. E agora? Sua carne será consumida nesse escuro maldito, sua boca linda e gostosa de beijar estará azulada, sei lá, esverdeada, seu hálito num fedor desgraçado, seus dentes apodrecendo porque você não pensou em se dar um tempo por 48 horas. Enterrado nesse escuro solitário, em que as únicas coisas que sua mente ouvirá será o ranger das raízes abrindo a terra por debaixo da grama e os vermes se rastejando sobre sua pele para dentro de seus buracos. O que fazer depois de 48 horas que terá percebido a merda que você fez? Não se iluda, ninguém virá te dar uma segunda chance. A morte não tem graça nenhuma. O sorvete de baunilha com chocolate que você poderia estar tomando, o abraço a qualquer filho da puta que quisesse te abraçar, o barulho do vento ou o sabor da água fresca na boca seca nunca mais conseguirá ter pra você, porque teve a imbecilidade de uma cabeça cheia de merda de cometer o autocício. 48 horas é o tempo que você tem que esperar antes de tirar a própria vida. Faça tudo o que puder para valer a pena seus últimos momentos de vida.Mas se, de repente, estiver interessante sentir a vida no seu respirar, na boca cheia de saliva, no sono que sentir, então faça o que puder fazer para sair do meio em que está vivendo. Foda-se se acharem ruim. Foda-se se disserem que você é filho da puta, suma desse lugar, porque melhor do que estar morto e prisioneiro de um caixão meia-boca sob a terra, é deixar tudo pra trás e ir para outra cidade, outro estado ou país. Se vira se não tem dinheiro pra passagem, caminhe, pegue carona, afinal estará se dando uma deliciosa sensação nova de sentir o vento na cara, uma oportunidade diferente de tentar de novo. Pega o rumo, não se chateie, simplesmente vá embora, até porque você já ia embora mesmo, só que agora você continuará respirando e poderá encontrar respostas durante sua caminhada. Não há nada pior do que perder a própria vida, então perca os amigos, os familiares, o emprego, a namorada ou seja lá quem for. Apenas deixe o recado alto e claro: "Fui e não me espere pro jantar". Ou qualquer coisa que essa sua mente confusa queira escrever, só não sacaneie a pessoa que vai ler fazendo-a sentir seu desprezo e sua ignorância. Simplesmente saia deixando a sua vida ruim pra trás. Então vaze e caminhe sem parar. Melhor do que estar morto, é estar vivendo e buscando o autoconhecimento. Não se mate acreditando que a mão carinhosa de Deus virá em sua misericórdia, nem se iluda de que o capeta irá te levar pra longe. Você só ficará num lugar apertado, frio, úmido e fétido, sem poder se mexer nunca mais. Acredite nas 48 horas e se afaste à pé de onde você está vivendo, só não se meta em lugares perigosos, pois poderá encontrar com a morte por lá, o que será extremamente desagradável pra você. 

Publicado por Rodrih às 02:41 | Link do post

 

Há muito tempo eu venho resistindo à ideia de redigitar muitos dos textos que eu monto oriundos de muitas reflexões, porém os textos antigos têm a interferência de mágoas e frustrações pessoais nos convívios dissaborosos com companheiras cruéis, que faziam do meu passado um livro de páginas duras e sofridas. Apesar do objetivo do blog ser praticamente um livro digital baseado nas minhas experiências pessoais, em que eu fazia minhas reflexões de meus erros (ou dos erros alheios) e ensaiava novos conceitos, reinventando os velhos paradigmas, eu notei que algumas coisas acontecidas depois que exprimia minhas reflexões, misturadas com minhas pávidas frustrações, nas experiências do passado observei que sempre uma reflexão era feita com  muita inspiração, muita energia emocional, mas estava calcada de experiências de um passado sofrido, na angústia das relações amorosas e dissaborosas que tive, ainda que tenha sobrevivido; e com isso sentia minha vida mais desconfortável. Esse desconforto provinha da sensação de que "havia feito justiça injustiçando alguém", é como se o meu "desabafo" me condenasse naquilo que não aprovo no outro, muito embora esteja também rejeitando o reflexo de mim. Se eu não gosto da forma como sou tratado não deveria gostar de julgar as pessoas que me fizeram tão mal. E ainda que eu sentisse a necessidade de alguma forma de justiça, esse reconhecimento não deverá vir de quem lê meus argúrios, e sim da Vida, de Deus. Se eu guardo minha dor para Deus, Ele deverá fazer a justiça certa no melhor tempo que aprouver. Se eu exalto minha dor para o mundo, todos lerão e dirão: "Coitado", mas nada acontecerá, porque ninguém tem o poder de curar aquilo que eu mesmo petrifico e impeço que mude dentro de mim, porque se eu não perdôo o mal que recebi estarei cimentando-o dentro de mim, como se eu estivesse cultivando um tumor e este vindo a eclodir se denuncia numa doença no meu organismo, me matando mais depressa. Entretanto, isso o que estou fazendo aqui é parte de um processo de libertação, porque até eu (e por que não eu?) mereço e quero ser feliz de novo, só que sei de uma grande verdade: preciso me perdoar e esquecer essas pessoas que me feriram ao longo da estrada da vida. Não é nada fácil. Isso tem acontecido porque eu permiti, pensei que conseguiria dominar esse escuro e pesado sentimento de sombras. Somos responsáveis por aquilo que cativamos, mesmo que sejam as pessoas devoradoras de nossa luz, nosso brilho e amor próprio, outrossim, nossa fé. Vou redigitar todos os meus posts antigos, enxarcados de dor e lágrimas, refazê-los um a um, relê-los, sem mudar o contexto, mas eliminando a sombra e encontrando um novo desfecho para o que eu preciso dizer, refletir e, quem sabe ajudar a quem realmente necessita de empoderamento. Mas sem a necessidade de apontamentos - o que será difícil em algumas circunstâncias, mas será um exercício de maturidade. E aquilo que não mais couber neste blog será descartado para nunca mais. Chamo de libertação, mas posso dizer também que se trata de maturidade. Queria, com este blog, vomitar minhas angústias e minhas decepções com o intuito de que as pessoas percebessem a maldade e a crueldade, principalmente das mulheres que amei e por elas me matei nas culpas e impotências que senti, assim as pessoas ficariam atentas para não cair no mesmo golpe da vida. Porém se o idealismo fosse interessante, a ideologia estaria errada, por mais que a intenção fosse mais ajudar do que desabafar, seria um risco que me faria sentir mais vazio e mais infeliz. Sim, porque eu mesmo releria minhas tristezas e esse veneno se renovaria dentro de mim constantemente, até que meu subconsciente aceitaria aquelas dores como um dogma para minha vida, me transformando num ímã que atrairia novas relações pequenas, vazias e limitadas de amor, infiéis e egoístas. Hoje eu vejo o quanto mal fiz a mim mesmo com esse blog do jeito que o comecei, mas agora posso refazer com um novo propósito: o de libertar outras pessoas, sobretudo a mim também. Sei que muitas pessoas já foram e continuam sendo guiadas positivamente por esse blog, muitas se permitem ser resgatadas de si mesmas e até já conseguiram melhorar, se libertar com minhas reflexões. Agora que posso ver, posso também apontar melhor para uma saída... a começar de mim mesmo.


Em: 1º de Maio 2014, 05:20:16
Revisado em: 16 de Fevereiro 2015, 20:49:12
De 16/02/2015 - Revisando.
De 20/11/2015 - Revendo e postando.

A difícil tarefa de começar um namoro depois dos quarenta anos

Pois´é, não é fácil. Quando você não tem experiência de vida, tampouco maturidade e conhecimento de causa a paixão fica difícil de ser trabalhada numa relação afetuosa e compartilhada com alguém, geralmente tão imaturo quanto você. Em tempos de uma vida jovem, aparentemente mais novo com bons cabelos na cabeça e um rosto macio se consegue não somente uma pessoa muito bela, mas também um relacionamento interessante. A família, a sociedade e o mundo ao seu redor aceita e apóia sua iniciativa. Mas o tempo para esses novatos passa e geralmente a relação, que começou quando a aparência jovial brilhava mais do que as atitudes maduras pudessem validar as atitudes vêm a confusão e o despertar para os erros. Ainda que eu apóie e acredite piamente na união de um homem de 40 anos com uma mulher de vinte e poucos anos - sabendo que me acharia suspeito demais, a mulher extremamente mais nova tem qualidades que com o passar do tempo vão se perdendo, a menos que ela mantenha o distanciamento de 20 anos de diferença entre ela e seu pretendente, seria quase ideal que as uniões fossem dessa forma, porque a partir dos 40 o homem está apto a exercer o papel de cúmplice de sua companheira, está num grau de maturidade plena, não convícta, em que a moça - que sempre amadurece mais cedo, conseguirá acompanhar sem dificuldades. Depois dos 40 anos temos mais paciência para muitos chiliques da amada, compreendemos sua TPM melhor do que os especialistas, somos mais gulosos e curiosos tanto quanto éramos na idade dela ou aos trinta. Temos mais interesse numa vida saudável, alimentação de qualidade e programas mais interessantes. Nosso diálogo se torna quase um momento único literário. Depois dos 40 anos estamos mais capacitados para cuidar de alguém, expressamos melhor nossos sentimentos e exigimos mais qualidade de relacionamento, principalmente com a família da moça. É depois dos 40 que deixamos a vontade de querer aparecer para a sociedade a fim de mostrar que somos os machões, queremos um relacionamento tranquilo e cheio de atitudes mais entre casal, do que entre amigos. Se a garota falar de casamento, união, juntar as escovas ou de assumir a relação, a reação é branda e sem alardes para não desmotivá-la, muito embora estejamos blefando para não gerar um conflito maior. E ela nem reage à flor da pele depois, porque sabe que é dela essa coisa de sonhar antecipadamente, mas que nós sempre pensaremos em nosso silêncio depois. Não temos vergonha de muita coisa, como tínhamos com vinte ou trinta. Se não aguentamos um certo pique, então falamos, e na próxima oportunidade surpreendemos bem preparados. As músicas passam a ter mais sentido e suas letras significados importantes, o romantismo é moderado à medid que ela for pedindo mais atenção. Ter uma Ferrari não é mais a máquina dos sonhos, mas ter duas bikes ou mesmo um play station para jogar com ela se torna muito mais convidativo... sempre ganhamos! No sexo somos campeões de fôlego e fome. Não fazemos como os garotos de vinte e trinta, que ficam pouco na boca, se dedicam um pouco no peito e botam todo o potencial trepando, como se o mundo fosse acabar nos próximos minutos. Depois dos 40 transamos com qualidade, sabendo o que buscamos e o que queremos, somos mais curiosos e muito mais safados. O gozo feminino é questão de honra e de alguma maneira ele será alcançado nela. Depois dos 40 queremos cozinhar para ela (e para nós principalmente, já que a fome não dá para esperar com que ela leia a receita, linha a linha, parágrafo. Sabemos os macetes de muitas comidas rápidas e se sai uma gororoba não sentimos acanhados, pelo contrário, nos deliciamos com o sabor, já que a beleza do prato deixou a desejar. E geralmente a companheira entra no jogo e se diverte com o prato estranho. É depois dos 40 que não medimos esforços para nada e se tiver ao alcance com facilidade, levantar de madrugada em meio à uma insônia da sua parceira e chamá-la para ir no mercado comprar besteiras é só uma questão de oportunidade. A vida começa para quem começa cedo, mas o casal novo e ainda imaturo perde o melhor de seus investimentos amorosos numa fase em que deveriam viver mais suas vidas pessoais, se divertirem mais, pois essa fase passa precocemente, quando se vê já aconteceu, passou. Ninguém precisa viver de uma aparência social politicamente correta. As moças se deixam levar na fantasia de uma relação conjugal mais ao pé da letra, sustentando projeções utópicas e lisonjeiras herdadas pela própria crença de uma família estacionada no tempo, com uma cultura engessada, onde a realização afetiva e pessoal estaria em segundo plano, já que antes desta a realização social, isto é, um casamento são e salvo, sólido e feliz acontecesse, o valor primordial seria que a união aparentasse felicidade e segurança financeira. Mas não é esse o valor que se tem depois dos 40. O objetivo é uma vida plena, tranquila, mesmo que turbulenta pelo trabalho e estudos. O que se busca é a minima puxação de saco de familiares sem noção, e a máxima alegria de viver com alguém legal e interessante. E realmente os opostos se atraem, a parte mais nova com a parte mais velha, madura. São partes que se completam, pois uma já descobriu o quanto a chuva pode molhar e com isso proteger a parte menos experiente e mais nova de muitas tempestades. Essa conclusão de que os opostos se atraem não tem nada a ver com gostos, nem com atrações. Obviamente não tem como a moça gostar de Code Play e querer que ela se adeque com um homem que goste de sertanejo universitário ou pagode, tampouco é possível que um homem inteligente e que goste de falar bem se envolva em harmonia com uma mulher que faz uso de gírias e diga um monte de palavrões. Isso é impossível, não tem como acontecer, não é esse oposto que atrai. Sendo a mulher bem mais jovem e o homem mais velho já há uma chance de a relação dar certo para ambos, porque se ela na jovialidade que possui se sentir segura e guiada na maturidade daquele, então ambos se completam e tem um no outro a juventude e a maturidade num só momento de vida, porque ela precisa de sua energia juvenil para viver suas descobertas, no entanto, também poderá viver melhor as novidades da vida com a maturidade dele. O homem necessita de sua maturidade pela idade que possui, uma idade maior do que a desta mulher, e terá em sua jovialidade a dose certa para que ele não envelheça mentalmente. Se mantendo jovem mentalmente, seu corpo e todo seu organismo rejuvenesce junto. Pode acontecer o contrário, de a mulher mais nova ser muito madura para sua idade dado ao meio em que foi criada e as exigências que lhe foram feitas na educação familiar, e o sujeito, ainda que mais velho, ser mais jovem, um tanto imaturo. São opostos que se atraem. Isso é tão claro, tão certo, tão óbvio, mas as pessoas, isto é, as famílias estão focadas nas aparências. Não é assim que a banda toca, é muito diferente disso. Não deveria ser culturalmente correto uma pessoa inexperiente casar-se com outra de igual imaturidade. Infelizmente o conceito atrofiado de gestão familiar demanda maior aceitação para que casais incompatíveis sejam formados, e não são só pelas aparências fisionômicas, mas também sociais, financeiras e familiares. Muita coisa muda no decorrer dos anos! Aquele jovem namorado novinho, saradinho se revela no futuro uma espécie de ogro, inchado e pesado, ou mesmo um galã de cabelos ousados e espetados se tornam calvos ou totalmente carecas. Um retrocesso daquilo que foi buscado primeiro, então diz-se que ama, quando muitas vezes tolera, suporta, se anula como se o casamento deixasse de ser algo intensamente saboroso e se tornasse um cálice de mel com fel diário. Tal qual o jovem galã se transforma em algo nada atraente, a sua companheira, descompensada daquilo que é imposta a aceitar dele, passa a se desleixar ficando um casal estranho. E ela se larga porque ele não pode falar nada, já que a iniciativa de ser largado partiria dele. E como já vi casais frustrados, dá até pena. Vi amigos da adolescência e juventude, que eram lindos, verdadeiros galãs de novela e dez, quinze anos depois mal os reconheci nos caminhos da vida. Uns cabeludos totalmente carecas, outros sarados imensamente pesados, meninas lindas numa juventude e imensas ou desgastadas na maturidade, muitas vezes fisicamente também. Casais que eram modelo de juventude para tantos e que, por mais que estejam juntos, hoje se toleram, nem digo que se amam, mas estão juntos mantendo em comum acordo aparências até para eles mesmos, pela total falta de coragem de se inovar, se reinventar. E não digo que devam se separar, não mesmo, mas que se recriem, ponham a mão na consciência e se esforcem juntos para trazer o colorido de volta. Claro que para tudo existem exceções, mas num universo de milhares pode-se tirar pouquíssimas dezenas, quase apenas unidades de casais que se formaram ambos novos, imaturos, mas que se desenvolveram física, intelectual e comportamental de modo que depois de um tempo se mantiveram como sempre foram. É uma raridade e cada vez mais difícil de encontrar. A relação conjugal tem que acontecer sem pressa de fazer tudo correndo, sem a neura da necessidade de ostentar uma grande cerimônia com uma festa de novela, ou mesmo a necessidade de que para assumir a vida a dois precisa mostrar que sua reputação se prova no fato de entrar na igreja solteira e sair casada, porque ninguém, em momento algum e em nenhum tempo futuro lembrará do valor disso nem da festa dada, tampouco das músicas ou da decoração escolhidas com tanto cuidado, pagas com tanto sacrifício. Pura pressa inútil e em vão. A união de amor deveria ser tanto da parte mais nova com a mais madura, como a união deveria acontecer primeiramente num juntar de escovas de dentes, depois um casamento civil, só a nível cartorial, sem festas, sem chamar a atenção, como já é feito no namoro - por isso namoros costumam dar mais certo do que noivados e casamentos, porque quando ninguém fica sabendo, o casal sofre menos atenção social e familiar, menos inveja e menos cobrança. Quando se noiva e sai mostrando pra todo mundo, a pressão aumenta, cria-se expectativa e a cobrança do tipo: "então, quando sai o casamento?", isso é desgastante e estraga muito da beleza do sentimento que está sendo construído. Depois que se casa no mesmo estilo do noivado, chamando pessoas e anunciando a novidades, a pressão aumenta novamente na legítima e insuportável pergunta: "então, quando vêm os filhos?". Mas se o casal tem uma postura de manter a relação discreta e estritamente voltada entre si evitam essa carga negativa e pesada. Uma relação para tornar um casamento realizado com cerimônia religiosa e social, com direito a festas e muita música deveria, na minha humilde experiência, acontecer depois que o casal morasse e convivesse entre si, juntos, por um ou dois anos e sem fazer filhos. Seria uma extensão do namoro, mas com foco no amadurecimento de sentimentos, no aprendizado dos dois com o respeito pelo espaço do outro, ao mesmo tempo a aceitação e aprimoramento da busca pelo melhor que cada um poderia dar. Cerimônias de casamento feitas para mostrar à sociedade uma aparência atrairá o mesmo tipo de gente que estará ali por aparência também, além de uma quantidade de pessoas estarem presentes para desejar que você seja muito infeliz na sua relação conjugal, porque a inveja é um mal destruidor. Não sou contra fazer uma linda festa, pomposa e bem farta. Sou contra fazer isso num momento em que não há a experiência de vida juntos. É muito vacilo fazer isso, é uma loteria cara e desnecessária. A sociedade está pouco se importando para as decisões do casal, suas brigas e acertos, separações e conciliações. Se ambos resolverem não fazer cerimônia nem festa, o mundo não acabará, nem a cara do casal sairá nos jornais no dia seguinte, tampouco deixarão de ser amigos, porque a sociedade é como aqueles colegas de faculdade, se você está na sala de aula conversa-se algum assunto e até dá risada, mas se você não estiver, nem falta fará. É assim a sociedade que vai à uma cerimônia de casamento. Vão para procurar defeitos e comentar depois. Vão para comer e beber de graça na festa. Hipocrisia de quem gasta bancando a situação, e de quem vai como se importasse de fato pela felicidade alheia. Findou a festa é cada um por si, além das despesas remanescentes para o casal, somente. E é depois dos 40 anos que o homem estará preparado para conduzir a amada pela vida plena de atitudes simples e inteligentes. Mas o que tenho visto é que a questão é cultural e a ilusão é grande, generalizada. As mulheres de vinte e poucos anos vivem batendo cabeça com garotões despreparados e imaturos, abrindo mão de oportunidades de uma verdadeira felicidade com um homem bem mais velho e solteiro. E o engraçado é que quando essas mesmas mulheres tão novas não a muito tempo já estão com 30, 35 anos. Sozinhas de tanto desperdiçar oportunidades e momentos iniciam uma correria contra o tempo e se permitem mais aos homens mais velhos. Daí acontece o óbvio, elas assustam e isso os repelem. Se tornam tão entregues na imensa vontade de encontrar alguém logo, pois já estão ficando pra titia acabam se envolvendo com caras indigestos e literalmente mal criados. Se tornam infelizes e ficam à mercê da sorte de um cara legal aceitar a ideia de se envolver com elas. O site Badoo está cheio de mulheres assim, e outros sites são seu reflexo. E as mais novas repetem o mesmo erros das que agora são mais velhas. E isso não pára, por pura falta de usar o cérebro para pensar e perceber a estratégia da vida. Biblicamente falando, José de Arimatéia com aproximadamente quarenta anos casou-se com Maria de Nazaré nos seus 14 a 16 anos, considerando que a expectativa de vida de um homem naquele tempo era de 55 anos. A humanidade sempre seguiu esse conceito, mas a modernidade ditou suas regras e não é de surpreender que atualmente há tantos divórcios. 

Publicado por Rodrih às 22:46 | Link do post
Estado de Espírito:

A Herança tanto pode ser genética, que é referente ao conceito biológico de herança de genes e doenças, também pode ser por herança informática, que é referente ao conceito de informática de orientação a objeto, há a herança no direito, que é referente à herança do ponto de vista jurídico. A herança é um bem, direito ou obrigação transmitidos por disposição testamentária ou por via de sucessão. E legado é tudo aquilo que se pode transmitir às gerações que se seguem. Essas duas palavras são muito interessantes para a reflexão que trago aqui. Herança e legado. Qual a herança você deixará a seus sucessores? E qual o legado deixará para os herdeiros? Sim, porque uma coisa é você deixar um tesouro e outra coisa é você deixar o manual de instruções para que esse patrimônio seja bem usado. Mas não estou me referindo a bens materiais, ainda que fosse, me refiro mais exatamente a valores, seus valores que falarão de você e dos seus feitos. Também não estou dizendo que deva ser algo gigantesco e notado por multidões, mas que seja grandioso e seguido por aqueles que acreditarem no seu modo de pensar e agir. Em 1998 eu construí um portal de estilo romano medindo quinze metros de altura e trinta metros de frente. Só o portão, todo em aço e ferro fundido media dez metros de altura por dois metros e meio de largura, sendo quatro peças dessas que abrem no sentido basculante - desses que usamos para abrir nossas portas de casas e escritórios. Eu pensava ter feito algo grandioso e perpétuo, mas estava enganado. O Coliseu, a Torre de Pisa, as Pirâmides, a Torre Eiffel, o Cristo Redentor e tantos monumentos enormes não fazem com que relembremos dos seus idealizadores e nem porque foram construídos. Há herança, porque é um bem, mas não há legado. Talvez o Cristo Redentor devesse olhar para cima e não para baixo, como se estivesse triste e não olhando para o povo do Rio de Janeiro, já que a Liberdade está olhando para frente, o horizonte, como não se deixasse abater por nada e seu olhar estivesse sempre fixado ao longe, no futuro. Para que a Torre Eiffel? Se há a Liberdade nos Estados Unidos e o Redendor no Brasil, na França poderia ter uma divindade humana, por que não? Pois'é, deixou-se a herança, mas e o legado? Acredito que nem Gustave Eiffel saberia ao certo responder qual legado deixou sua torre. Mas a partir de que momento devemos pensar em construir uma herança e promover nosso legado? Bom, se já não pensou nisso antes de ler este post, quem sabe resolva pensar no assunto e começar a planejar a partir de hoje? Eu me pergunto muito sobre isso: - Qual herança estarei deixando para o mundo, e se um dia eu tiver herdeiros diretos, do meu sangue, ou mesmo adotivos, qual herança os deixarei? E depois disso, qual legado seria deixado para que seguissem com sucesso meus passos? Não confunda legado com costume. Uma coisa não se justifica noutra nem se completam. Assim como costume não pode ser entendido como hábito. Cada coisa no seu lugar. O que é interessante nisso tudo é que as pessoas simplesmente vivem como formigas, sem se preocuparem com suas heranças e seus legados. Uns até vieram ao mundo para gastar a herança de alguém. A herança de um corrupto será uma vida de crimes e desordens no legado. Nada perde seu significado quando estas duas palavras são seguidas seriamente. Você poderá fazer o que bem entender para se dar bem na vida. Poderá até se fazer de vítima, inocente e jogar o mundo contra pessoas que te serviram.

Essa será sua herança, não importa o quanto trabalhe, o quanto prospere, mas aquilo que mudou o curso de sua vida lhe será cobrado através do seu legado. E aqueles que seguirem a sua cabeça, seus exemplos e os seus valores pagarão um alto preço por sua imprudência.

Nada tem mais valor do que o exato momento em que alguém ou alguma coisa, algum acontecimento mudou a sua vida. A vida não alivia para ninguém, e não aliviará para você, portanto pense sobre qual a herança você quer deixar para que os seguidores do seu legado possam ter uma vida plena e feliz depois que resolverem seguir seus passos, suas crenças, orientações, conceitos e valores. 

Publicado por Rodrih às 03:35 | Link do post

Caros homens misóginos, homens no sentido de gênero masculino e não no sentido de referência de maturidade, força intelectual e orgulho humano. A você homem que agride sua companheira psicologicamente, que comete assédio moral, que se acha o bam.bam.bam na relação: seus dias de machão estão contados!

Esse post é para as meninas, moças, mulheres, lobas e leoas que estão sofrendo na relação com seus companheiros sem noção, agressivos, imperdoáveis, estúpidos, grosseiros, nervosos, indelicados, ignorantes, decepcionantes, ingratos, insensíveis, mesquinhos, egoístas, vulgares etc.. Homens que foram um doce um dia, amorosos, sensíveis, amigos, deliciosos, envolventes, bons filhos e caras bem legais. Homens que fazem cara de coitados, que pedem desculpa, que perdoam, que mandam flores, que começam a tratá-las bem, que prometem que irão melhorar, que se dizem mal compreendidos, que contam histórias tristes etc..

Pois bem, vamos jogar limpo aqui e falar a real sem muita embromação e sem enfeitar para não assustar, nem deixar o clima estranho, então entendam uma coisa muito séria e extremamente importante, que poderá salvar sua vida e, principalmente, a dele também, porque ele, num dado momento poderá mudar o estilo de vida que tem e procurar ajuda psicológica, fazer tratamento e ter uma vida mais saudável. 

Ok, então vamos à verdade verdadeira: Mulheres, preparem suas vidas para sair fora de relacionamentos em que seus companheiros são tudo, menos companhia saudável e amável. Se preparem para saírem da relação e recomeçar uma nova vida sem ele comendo o cérebro de vocês, pois é isso que eles são, zumbis famintos e infectados pela maldade, pela insanidade e são vorazes quando o cardápio são vocês como prato principal. Mas não será para sexo, e sim para consumi-las a alegria de viver, destruir em vocês a boa autoestima, minar a segurança psicológica que vocês têm, envenenar a fé e distorcer suas realidades. Não existe relação amorosa nessa coisa que parece que há. Não, não há! Não se iludam, não se martirizem, não se dêem de graça para a desgraça que a sua vida sem graça está. Não se vendam, não se prostituam, não se diminuam e saiam da relação, qualquer que seja ela, namoro, noivado, casamento ou tico-tico no fubá. Saiam fora e reconstruam suas autoestimas, fiquem sozinhas um tempo, tempo suficiente para que vocês quando olharem ou pensarem nesses retrógrados machos desalmados, que vocês não sintam saudade, nem remorso e tampouco pena. Simplesmente sintam desprezo, pois será o mínimo que esses caras merecerão.

E por que estou tão revoltado assim? Não, não estou revoltado, mas estou alertando e dizendo a verdade para vocês! Esses caras não prestam e nunca prestarão, justamente porque eles aprenderam como se faz para ferir vocês. É como a galinha que bota o ovo e aprende a quebrá-lo com o bico, e depois beber a clara e a gema (exemplo dado em "E por falar em Misógino..." 10/12/2013). Essa galinha nunca mais nessa vida terá conserto, ela só terá um destino: ir para a panela! Assim é o misógino, ele quebrou a casca do ovo e bebeu a gema e a clara, ou seja, a casca do ovo é a proteção da relação, a clara é tudo o que alimenta essa relação, isto é, os sentimentos bons, o afeto, o respeito, a lealdade, a gentileza, o carinho, a segurança, a paz, o tesão, a sexualidade, a sensualidade, o desejo e o prazer. E a gema é o bem mais sagrado da relação, isto é, o amor, o valor e a confiança. Então acreditem, a relação acabou e tome uma atitude de proteção radical. E quando eu digo radical estou dizendo para ser impiedosa mesmo, fria e calculista, porque a partir do momento que você tomar essa decisão terá que estar ciente de que declarou guerra contra seu pior adversário, e ele, impulsionado pela piada que você se tornou fará um escândalo para assustá-la e amedrontá-la, ou se fará de vítima, de coitado. Fique firme, chame a polícia, os bombeiros, a segurança pública. Tire os cachorros de sua casa e ponha cachorros do seu vizinho para rondar os espaços enfraquecendo o acesso do misógino até você. E se ele resolver encarar os bichos, deixe ele se rasgar sozinho, porque um homem misógino é um tipo de doente que é capaz de se ferrar todo só para fazê-la sentir-se mal consigo mesma, se arrepender e se culpar. Deixe-o se lascar, apenas chame os bombeiros e o SAMU para carregá-lo depois. Mas não amoleça, não permita que a culpa lhe tome de refém, será esse o objetivo do misógino, fazê-la sentir-se com remorsos. 

Troque a fechadura e segure uma frigideira na mão.

Se por acaso você tiver condições de sair e se virar fora de sua casa, entenda que se você ficar por mais de 30 dias fora de casa ele poderá fazer um anúncio no jornal dizendo que você abandonou o lar. Nesse caso consulte um advogado antes.

Mas não se iluda! O misógino do seu companheiro nunca será aquele cara legal de novo. Poderá tentar ser, poderá até prometer que será, mas não será. Você também pare de se fazer de vítima ou de coitada, cria vergonha na cara e mude seu modo de pensar e de viver. Saiba que 50% exatos da culpa da relação chegar ao ponto que chegou é sua. E outros 50% exatos são dele, mas geralmente a mulher é a parte mais sensível da relação, principalmente com um parceiro misógino, então planeje sua saída e saia! Não olhe para trás, porque sua relação já está morta e enterrada, mas enquanto você fica nesse lenga-lenga de voltar, acreditar nas promessas, se iludir que ele melhorará, sua relação será somente um zumbi zanzando por aí sem futuro nem presente, vivendo só de passados.

Pense com a cabeça de cima e tome as decisões que você gostaria que sua filha tomasse, supondo que você a tivesse e que o parceiro dela fosse também o agressor psicológico, moral e espiritual da moça.

Espero ter ajudado.

Adicional do autor do blog em 26/06/2016:

O disposto a seguir se trata de um e-mail recebido recentemente de uma moça que se envolveu com um misógino e resolveu navegar pelas tormentas da compreensão, a fim de viver uma grande e dolorosa aventura, e seu nome foi excluído para manter sua privacidade:

boa tarde,
me chamo XXXXX e vivo com um misogino a 8 meses, no começo eu nao etendia o que estava acontecendo ele do nada mudava o temperamento, começava a gritar sem motivo, busquei na internet ajuda para entender o que estava acontecendo e ai consegui  entender o que estava acontecendo, li varias publicações com dicas de como agir.
hoje sei que o problema nao é comigo e sim com ele, hoje falo o que penso pra ele, nossa relação mudou muito.
comprei o livro homens que odiam suas mulheres e esta me ajudando muito, mas ainda algumas vezes fico confusa em como me comportar, sempre espero ele ficar mais calmo para dizer o que penso pra ele, acredito que estou fazendo certo.
conversei com a mae dele e ela o convenceu a buscar tratamento.
quero agradecer a publicação que fizeram para mim foi muito importante, e gostaria que fizessem mais publicações com mais orientações,tenho certeza que como eu existem muitas mulheres que estao passando pela mesma situação e nao sabem o que fazer.
grata,
XXXXX

Resposta:

XXXXXX, boa noite, obrigado por entrar em contato e manifestar sua experiência. Li todas as suas colocações e temo que esteja fazendo escolhas erradas ao nutrir e sustentar a esperança de "curar" um misógino. Conheço diversos casos de mulheres que só adiaram o óbvio, isto é, que não houve cura, e sim um tempo maior de convívio delicadamente amistosos. Oito meses é tão pouco tempo para que este se revelasse tão impaciente com você, geralmente é depois de um ano ou mais, e isso é um sinal que me chama a atenção ainda mais sobre sua boa intenção. Todas as mulheres querem que isso seja algo do passado, mas a natureza do homem misógino é clara e não deixa dúvidas. Mulheres que tentam resgatar o amor* desse tipo de homem, geralmente sofrerão por suas escolhas e deverão viver sempre ansiosas para não serem imprudentes com os seus - teria jeito pior de viver com alguém senão o de sempre ficar atenta com o que e quando dirá alguma coisa? - mas não posso convencê-la de algo, que já está sendo administrado por você, e com tanto amor - ainda que, para mim, seja em vão.

Misóginos são como as mulheres misândricas, isto é, aquelas que odeiam os homens, não há solução. Vemos aí as feministas, mas paciência, neste mundo há lugar para todos.

O problema do seu namorado está com a mãe. O misógino é assim por ter um passado mal resolvido com a mãe, e você será o reflexo da mãe que ele odeia, observe com o tempo - já que me parece estar decidida levar isso adiante e ver no que vai dar. Desejo que tenha sorte na sua empreitada, muito embora eu já posso prever um mar instável na relação de vocês dois.
 
Li o livro e o achei uma catequese de como manter a mulher passiva diante um homem cruel, quem conseguirá entender a um lobo estando na sua frente? 
Mas é isso, no ponto de vista literário para os estudos, o livro é interessante, mas no ponto de vista leigo, para mulheres que sofrem com misóginos, este livro é como segurar uma serpente, e o resultado já é o que sempre foi esperado: dor e sofrimento.

Desculpe a sinceridade, mas prefiro jogar limpo a ter que não ser verdadeiro.
Boa sorte e conte comigo se precisar.
Rodrigo Caldeira
 
Bate papo com Rodrigo Caldeira através de umavezildo@gmail.com (bobagens não serão respondidas)
Publicado por Rodrih às 01:31 | Link do post

 

Bom, quem já seguiu meus blogs e conhece um pouco do que me aconteceu, sabe que eu também já pensei em fazer uma besteira. E vou dizer para quem não sabe como é que se passa na mente da pessoa que está prestes a cometer um ato cruel contra sua própria vida. Para a pessoa que está prestes a fazer isso consigo mesma, identificará com o que eu vou relatar em poucas palavras aqui, mas ainda assim, não puxe o gatilho ou não beba o veneno, tente ler até o final desse depoimento/post, talvez você adie sua decisão, talvez você encontre uma saída... mas precisa parar um pouco de raciocinar e ler este texto.

 

É assim, a tristeza é algo sem noção. Existem níveis de tristeza que nos faz reagir de maneiras diferentes. E quanto mais vemos pessoas hipócritas dizerem "Eu sou feliz", mais raiva do mundo e certa frustração sentimos. Isso acontece porque estamos muito sensíveis às mentiras do mundo, estamos frustrados e cansados de tanta conversa fiada, tanta gente usurpando pessoas doces e dóceis, tanta corrupção, maldade, promiscuidade, invasão de privacidade, traições, crueldades. Pessoas que você sabe que estão pior do que você e por algum motivo tolo elas dizem: "Obrigado meu Deus porque eu sou feliz.". Isso irrita tanto que corrobora com a decisão de querer dar fim nesse paranóica vida sem sentido.

 

Sem falar nos problemas que temos, na pessoa amada que perdemos, na humilhação que está lá fora para nos destruir, nas dívidas que arrependemos de ter feito, na briga com quem a gente não queria ter, no assédio que sofremos e não sabemos como lidar com nossas defesas. São problemas que não só nos chateia, mas que nos decepciona e nos dá muita vontade de sumir.

 

O sentimento é um só: Ao me matar eu faço muitas coisas acontecerem em meu favor. Pessoas que eu não tenho força para enfrentar e falar na cara tudo o que eu gostaria passarão a refletir com um "ops!" sobre o que elas fizeram para isso chegar a esse ponto. Pessoas ou mesmo aquela pessoa que amamos tanto, tanto, tanto e ela também perceberá que meu amor era verdadeiro e até terei morrido por ela e com certeza ela carregará o remorso de não ter me amado como eu realmente mereceria. Pessoas que enchem o saco cobrando dinheiro, ameaçando e humilhando... sim, essas perceberão o quanto fizeram mal em serem tão mesquinhas e perversas comigo. 

 

Me matar é a melhor vingança que eu terei contra essas pessoas que não fazem questão de notar que eu existo! Me matar me pouparia de sentir-me humilhado e rebaixado. Ao me matar poderei deixar de ter que encarar essas pessoas que me agridem e ainda deixarei um monte delas arrependidas, frustradas, culpando umas às outras sem encontrar soluções. E todos me acolheriam com amor, saudade e culpa. É a culpa das pessoas que eu preciso sentir para mim. É esse remorso que essas pessoas terão que eu gostarei de sentir.

 

Mas eu digo uma coisa a você que quer se matar, aliás, eu pergunto: - Como é que você acha que vai saber de tudo isso que causou nessas pessoas, se você estiver morto? Tem como saber se as pessoas irão se açoitar por culpa de você ter se matado? Você só atingirá as pessoas que você detesta? Será? Pois'é, eu posso dizer uma coisa certa: - Você só terá morrido e a vida continua. Não a sua, porque você terá morrido, mas a vida das pessoas. Sabe?! Elas vão ter um momento de embriaguez sentimental por você ter partido dessa maneira tão sem noção. Comentarão coisas a seu respeito e certamente não serão coisas boas, sempre comentam como você andava estranho, como estava se isolando e parando de sorrir. Sem falar que terão aqueles que descerão o cacete no que você fez em vida e pior ainda, por ter se matado.

 

Olha, terá sido em vão. Morrer por ter se matado terá sido uma péssima idéia. Mas não será porque você se matará, mas será porque você só escolheu essa atitude pensando que estava se dando bem. Se livrando de um problema.

 

Mas não desista de ler o que estou dizendo, talvez você até se mate, mas vai morrer com consciência de que estará fazendo besteira na real.

Quando se está numa situação dessas de que você tem certeza que não tem outro jeito, que você está literalmente na merda, que não tem jeito mesmo, que não suportará a sensação humilhante de encarar pessoas que você era visto com respeito e admiração é que dá aquela vontade de sumir. 

 

Cara! Então suma! Dê um fôda-se pra todo mundo! Você já está ferrado mesmo, está quase para se matar mesmo, então escolha dar um prejuizo menor, ou seja, pega uma grana sei lá como, saca dinheiro no cheque especial, peça emprestado para nunca mais, venda o seu carro ou as tralhas que você tem e desapareça! Pegue uma direção e se manda! Dá um fôda-se pra todo mundo, vai tocar sua vida noutro lugar, outras pessoas, no meio do mato, vai pra caverna e veja se mudar de ambiente, de pessoas, sair de perto de gente que você não suporta ou mesmo trocar de ares vai melhorar ou piorar sua vida sem noção.

 

Sabe de uma coisa? Eu chorei muito por achar que tinha perdido a pessoa mais amada da minha vida e que nunca mais conseguiria alguém que me amasse tanto quanto. Eu sofri por pensar que não ia mais conseguir uma companheira sarada e gostosa, bonita e sensual. Burrice a minha! Por pouco eu dou cabo na minha vida por uma qualquer que passou por minha vida e fez minha cabeça, fez eu acreditar que a vida dela era mais importante e mais bonita do que a minha. Fez eu acreditar que ela era inocente e eu um cretino, um sem vergonha, um zero à esquerda. Olha, não tem disso não! Você nunca ficará sozinho nessa vida, sempre terá alguém que vai entender você e amá-lo com todas as suas limitações. 

 

Assim é com a conta à pagar, com o financiamento, processos judiciais, fofocas, sei lá, julgamentos de outras pessoas. Dê um fôda-se para essas pessoas e essas coisas. Se você não tem como resolver nesse momento, então não resolva. Deixe que falem, que julguem, que cuspam na sua cara. Fôda-se! Tirar a sua vida é burrice e é o que essas pessoas e coisas querem que você faça, pode acreditar. E você vai fazer isso mesmo? Vai dar o gostinho pra essa corja de se livrarem de você da maneira mais confortável para eles?  Não é nem por questão de você ser desprezível, covarde ou um cuzão, mas é que... já que você tá pensando em chutar o pau da barraca, faça pelo menos alguma coisa que seja mais interessante, como, por exemplo, viver. Vai facilitar a vida dessas pessoas?

 

É claro que não! Você não tem que mostrar que é forte, não tem que mostrar que é melhor,  não tem que mostrar que é mais bonito, simplesmente vaze, se manda, e já que tem coragem suficiente para se matar poderá ter a mesma coragem de deixar de existir na vida dessas pessoas. Muito melhor! Assim você pode até acompanhar o sofrimento e arrependimento de alguns, como pode também cuidar da sua vida em outro lugar, passar a ser uma pessoa diferente da que você foi e se reinventar. Quem sabe, e certamente vai acontecer isso mesmo, você conhece e se apaixona por alguém muito, mas muito melhor do que aquela que faz você querer se matar?! Vai por mim, não se mate!

 

Vai chegar uns dias que você verá coisas que lhe deixará sorridente e você dirá: - Ainda bem que não morri! As coisas estão se resolvendo por si só, e eu estou vivo e tenho novos amigos, nova família ou mesmo vivo sozinho no meu canto do jeito que eu sempre quis viver, mas não tinha condições de mandar uma pá de gente pro inferno, porque elas ficavam arrodeando e enchenco o saco.

 

Então não se mate! Tudo se resolve com o tempo, é sério. Toda essa angústia que você está sentindo agora vai passar e você terá oportunidades de se vingar das coisas que fizeram você sofrer muito. A vingança é simples, se dará simplesmente quando você começar a se reestruturar e ver que viver tem sido uma boa idéia, apesar que muita coisa não será fácil nem confortável no começo.

 

Pensa bem, não se mate, não agora. Experimente se dar nova chance e ver se o que eu digo aqui faz sentido ou não. Se fizer sentido, então me diga um comentário que sirva de prova que eu estava certo. Mas se não faz sentido, então faz um dinheiro como puder e se manda, vai para um lugar de poucas pessoas, um vilarejo, e pelo menos tenta fazer o que eu sugeri aqui. Se fazer dinheiro significar dar uma rasteira em alguém, olha, sinceramente, dê a rasteira, certifique-se do nome e endereço da pessoa, se puder pegue o e-mail, CPF e até o nome e telefone de alguém próximo dessa pessoa, para que quando você se restaurar, estiver melhor e ressuscitado, você junte o valor da grana, multiplica por dois e manda para a pessoa que sofreu por sua rasteira. Se puder, envie uma carta junto pedindo perdão e agradecendo. Isso lhe fará bem. Vai por mim.

 

Ah! E tem mais.. se você se matar, sabe quantos dias as pessoas vão chorar? Cerca de um a três dias, depois, meu chapa, a vida volta ao pique que estava, você já era e ninguém mais vai ficar procunciando seu nome com saudade. Nem irão se lembrar da sua existência. Então não vale a pena se matar.

 

Vale a pena ficar vivo, sinceramente. Bom, agora que você leu até aqui, vá se deitar - não importa que horas sejam agora, vá planejar sua saída até pegar no sono. Se você quiser continuar no seu trabalho até juntar uma grana melhor para sumir, então planeje e siga o plano, mas não se mate. Se você não tem dinheiro, pense numa maneira honesta e bacana de conseguir fazer um troco. Se não conseguir, procure alguém para pedir emprestado, mas não dê preferência para agir na desonestidade. Já que a vida tá uma merda, você pode conseguir se mandar pelo menos com dignidade de não ter passado ninguém para trás. Chega numas pessoas e pede uma grana, pelo menos a grana da passagem, mas não se mate. E onde quer que você vá ou o que quer que você faça, desde que seja honesto e não prejudique ninguém, faça com calma, sem pressa. Seja lá o que estiver fazendo lembre que o único milagre que você conseguirá fazer se chama "ter sucesso". O único e verdadeiro milagre é o sucesso, lava todos os pecados.

 

Agora vá e viva, vá se reinventar. A melhor vingança é ficar bem.

 

 

Publicado por Rodrih às 14:45 | Link do post
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Obg por esclarecer o limpo
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