Post criado em 17/06/2011, às 14:16h, revisado em 23/11/2017, às 23h. 
 

 

Ao longo de minha caminhada solitária que tenho percorrido, tive tempo para refletir minhas falhas de conduta, mas também pude perceber quão rica é minha essência e quão belos são os meus valores. Quando me casei em meados de 2006 vislumbrava uma vida conjugal perfeita, mas as coisas deram uma reviravolta extraordinária em minha vida, me vi num turbilhão giratório de altíssima velocidade esmagando tudo o que eu acreditava e suprimindo para o centro desse furacão, depois expelindo-os para o alto novamente e triturando-os para o centro outra vez. Subestimei as leis da vida e das coisas, mas eu não sabia como isso funcionava. Era totalmente leigo e despreparado para viver meu potencial construtivo e transformador. Nesse deserto em que me vi sozinho me desnudei ao conhecimento sobre muitas coisas e na forma de ver como o mundo gira em torno dos manifestos da vida. Aprendi - e tive tempo para enxergar a vida por um prisma mais profundo do que a maioria das pessoas conseguem perceber, e ainda me sinto pequeno e ignorante diante tanto conhecimento que o Universo propõe. Essas pessoas a que me refiro são aquelas que vivem a vida terrena sem se preocupar com a vida do espírito - as que disseminam desconforto e incerteza na vida de outras pessoas, quer por palavras, atos e omissões, sem perceberem que tudo está conectado em todos e não há nada feito sem ser desfeito ou refeito na linha da vida de todos nós. Refiro às pessoas que perdem tempo murmurando as injustiças que o outro causou nelas, pessoas que não perdoam, não esquecem, não reinventam, não recriam, não dão paz e não agradecem. Eu murmurei muito tempo as injustiças que doeram em mim nessa separação conjugal, alimentei com minha energia as pessoas que me fizeram mal, fiz isso por quase dez anos. Para mim, elas vêem o primeiro patamar da vida, numa visão micro, unifocal, como galinhas que ciscam olhando sempre para o chão, procurando o alimento debaixo dos seus pés. Foi necessário ser sugado para dentro desse furacão nesse lapso temporal da vida para quebrar minhas moléculas teimosas e preguiçosas, para que eu pudesse me transformar de galinha para uma águia, ver de cima e ver o todo de uma só vez, numa visão macro, universal. Controlar meu referencial com o subir ou descer de patamares, entender que se quero ver algo menor, devo descer, e usufruir de uma visão micro; mas entender que mesmo nesse micro universo existe o microcosmos, e se eu quiser posso mergulhar num novo universo macro, expandido dentro desse mínimo conteúdo; mas se algo é maior do que consigo ver, devo subir, distanciar para o alto e tornar os objetos tão pequenos abaixo de mim, de modo que eu possa vê-los por inteiro, ter a visão macro, que dista e mostra um novo microcosmo de imediato. Paguei o preço para aprender isso, paguei com sofrimento, porque nada vem de graça para nós, nem o conhecimento. O preço da malícia causa sofrimento, não porque é mal, mas é porque estamos acomodados em nossa zona de conforto e tudo que nos tira desse berço explêndido nos causa sofrimento. O cérebro humano não é o único lugar onde se guarda a consciência. O cérebro é o microcosmo, mas o espírito é o macrocosmo. No cérebro se guarda a consciência limitante, essencial à vida humana, material. Já na mente, está o macrocosmos, no espírito, na consciência que trasmuta a limitação, expande o horizonte dos pensamentos e eleva a consciência à magnitude do conhecimento pelo novo. Não vejo com frieza essas coisas, pelo contrário, vejo com mais amor, humildade e fé. Sim, a fé é a força motriz dos sentimentos, sem fé não há sentimento. A fé não move montanhas, mas nos move entre elas, sobre elas, nos transpassa por elas, nos eleva a elas e nos soterra nelas, dando a impressão que elas são quem estão se movendo. O amor é o fogo em brasa, que arde e não queima, que queima e não machuca. A humildade é a água que refresca, a paz é o ar para respirar, e a fé... a fé é a essência de tudo isso junto. Há algo mais que precisa ser dito sobre as coisas. Existem as sete principais leis herméticas que se baseiam nos princípios incluídos no livro Caibalion, que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima, DEUS. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Kabbalah, que em hebraico, significa recepção. As leis estão aí, existem para que vivamos em harmonia entre as coisas vivas e não vivas, materiais e imateriais. São leis universais e são imutáveis. Atualmente estamos vivendo a transgressão dessas leis nas ideologias de conceitos, mas isso também não afetará as leis herméticas. Se são herméticas significa que estão vedadas, não possuem escape.

A primeira lei é a lei do mentalismo. 

"O Todo é Mente; o Universo é mental." O universo funciona como um grande pensamento divino. É a mente de um Ser Superior que 'pensa' e assim é tudo que existe. É o todo. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência. A matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que 'pensa'. Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento. 

A segunda lei é a lei da correspondência. 

"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima". Lembro disso num estudo de minha mãe no curso de filosofia na Universidade Católica de Brasília, pois eu era quem digitava os trabalhos dela e assim eu também aprendi sobre filosofia. A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta. Antes de falar sobre o princípio de correspondência preciso esclarecer a diferença entre macrocosmo e microcosmo que, na filosofia que aprendi com o curso de minha mãe têm significados distintos e importantes de serem compreendidos. Primeiro é interessante que se aprenda o significado de uma palavra e não a confunda com algo como misticismo, astrológico ou sei lá, espírita e por aí vai. Nada a ver. Estou me manifestando por algum conhecimento em filosofia, física quântica, física, psicologia e fé - por hora com o que sei de fato ou aprendi, outrora por consulta e pesquisa sobre o mesmo assunto. Afinal ninguém sabe tudo. Cosmo é um termo que designa o universo em seu conjunto, toda a estrutura universal em sua totalidade, desde o microcosmo ao macrocosmo. O cosmo é a totalidade de todas as coisas deste Universo ordenado, desde as estrelas, até as partículas subatômicas. Pode ser estudado na Cosmologia. O astrônomo Carl Sagan define o termo cosmos como sendo "tudo o que já foi, tudo o que é e tudo que será". O macrocosmo é identificado ora com o Universo, o mundo que é um todo orgânico, ora como o mundo das coisas grandes, das leis magnas, das leis da física, dos conjuntos estelares, planetários, galácticos e do que possa ser considerado grande, maior, enorme, aos conjuntos dos conjuntos, livros de referência de referências, aos conjuntos conhecidos de determinada época etc. Sendo exatamente o oposto de microcosmo. Hermético é algo fechado completamente, de modo que não deixe penetrar ou escapar o ar. Ou ainda alguma coisa muito difícil de compreender. O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas. 

A terceira lei é a lei da vibração. 

"Nada está parado, tudo se move, tudo vibra" - parece óbvio, mas as pessoas esquecem disso quando pensam em tomar decisões em suas vidas. É a vibração das ações boas ou ruins que fazemos que gera resultados bons ou ruins no futuro. Se tudo está bem e você cria uma vibração explosiva, como um choque, todas as partículas se movimentam com a intensidade do impacto e vão mudando o curso dos acontecimentos segundo sua ação. É como se você tivesse milhares de bolinhas ocas de cristal dentro de uma grande caixa. No instante que você pressionar com as mãos as primeiras bolinhas da superfície dessa caixa perceberá que elas não se quebrarão em maior quantidade do que as que estiverem mais no fundo. Isso acontece por causa da lei da vibração, devido o resultado da ação, isto é, a reação.  No universo todo movimento é vibratório. Deus, o Todo, se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento. Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento. Quando os cristãos, os messiânicos, os espíritas e tantos humanos que impostam as mãos sobre outros estão emanando a vibração. O conjunto ou a força da intensidade de vibração é que faz com que as partículas moleculares atinjam quem estiver mais aberto para recebê-las. Orar em língüas é uma extensão desse movimento vibratório também, porém mais intenso. Tanto quem emana, como quem recebe a vibração precisa estar livre de bloqueios ou desvios mentais, já que tudo é movido pelo poder da mente, que funciona como uma antena parabólica e todo o corpo seriam as hastes emissoras e receptoras das ondas de energia moleculares - bem como acontece com a televisão e o rádio. Nesse caso, nós emanamos energia de vibração, quer seja por boa ou má vontade o que não deixa de ser a mesma energia e recebemos de volta a intensidade que dispersamos, muito embora podemos dar pouco e receber muito mais. Por isso que as curas de males de todos os tipos costumam acontecer entre multidões, dado que a receptividade é menor do que a quantidade de emissores que vibram com maior tensão de energia.  Em situações que repórteres filmam um colega durante uma transfusão de energia, mas este não emana nada, pois está bloqueado e com desvios de pensamentos, limitado à uma mente racional, também não recebe nada e ainda consegue causar o caos local. Isso se dá pela força de bloqueio que causa interferência na vibração molecular harmônica à sua volta. É como um grão de areia que cai sobre uma poça d'água e formará anéis segundo o impacto de sua vibração. Porém, se ao cair esse grão de areia e formar tais aneis na água também cair em seguida outro grão de areia próximo ao primeiro, os círculos de ondulações formados interferirão nos anéis do primeiro grão, o que poderá impedir que os anéis façam um desenvolvimento completo e harmônico como deveria acontecer sem a interferência do segundo grão. Agora imagine centenas de grãos mergulhando na poça em momentos diferentes, quantas ondas atrapalharão umas as outras? Assim é uma pessoa que não está no meio de tantas outras e não emana nenhuma vibração, tampouco se permite receber. Essa pessoa estará fora do tempo e da sintonia das demais e fará com que o ambiente se desorganize a nível do microcosmos. 

A quarta lei é a lei da polaridade. 

"Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados". Quando você diz que ama intensamente, também está dizendo que pode deixar de amar de repente. Quando a alegria invade seu espírito a tristeza entra pela mesma porta. Tudo está concatenado com um só sentido e por toda sua vida você terá que se equilibrar entre o que acha que é daquilo que sabe o que é. O que você acha é o oposto do que você sabe que é. É no saber que se tem a resposta, mas para que o saber pudesse ter o valor na decisão o achismo precisa existir para confrontar e testar sua resistência naquilo que você acredita de fato. A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo + e o negativo - da corrente elétrica são uma mera convenção. O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o salgado. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento. Quando você diz que é muito diferente daquele que você ama, você está manifestando o lado anverso do seu amor, o ódio de amar. Isso se chama fechar o elo, encontrar os polos, ir de encontro a si próprio no outro em seu sentimento. O que seria se o duro fosse flexível, o doce fosse salgado e o escuro fosse claro? Seria amedrontador. Tal dá o mesmo pavor amar e não amar ao mesmo tempo. É nessa lei que irá prevalescer a lei anterior, a lei da vibração, as bolinhas ocas de cristal. 

A quinta lei é a lei do ritmo. 

"Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação". Nem sempre você terá o que quer e dará o que lhe pedem. Há uma compensação, um alívio entre a sinergia que acontece com você para quem você ama e vice-versa. Não há respostas porque a resposta já foi dada, resta aceitá-la e recebê-la. O entendimento é que toda ação gera reação e que você pode fazer o que quiser, mas não deixará de sentir o retorno das coisas. Exatamente nisso que tanto observo na minha vida: o feedback, o retorno. Tudo tem o seu retorno, sem retorno não há comunicação, entretanto o fluxo e o refluxo acontecerá independentemente se quer ou não. Pode se dizer que o princípio é manifestado pela criação e pela destruição. É o ritmo da ascensão e da queda, da conversão energia cinética para potencial e da potencial para cinética. Os opostos se movem em círculos. Se são opostos, então vão sempre se encontrar. Os pólos do ímã quando são iguais, semelhantes, isto é, se são positivos ou se são ambos negativos, não vão se unir, não se aceitarão. Está aí porque os opostos se atraem. É a expansão até chegar o ponto máximo, e depois que atingir sua maior força, se torna massa inerte, recomeçando novamente um novo ciclo, dessa vez no sentido inverso. A lei do ritmo assegura que cada ciclo busque sua complementação. 

A sexta lei é a lei do gênero. 

"O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação". Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico. Nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros. Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de yin yang. Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno. Da protegida com quem protege. Do escolhido com quem escolhe. Nada está livre do princípio do gênero masculino e feminino. Se há um parafuso, um plugue, uma conexão sempre haverá de se referir à fêmea ou ao macho, faça o teste e peça ao vendedor um conector de som. Observe a resposta e se espante, pois ele irá lhe perguntar: "Macho ou fêmea?".  Tal qual são os conselhos e as dicas, não se recebe bons conselhos de alguém do mesmo gênero que o seu, nem se consegue dar a melhor orientação à pessoa do mesmo sexo, porque vai contra a lei do gênero. A maior influência de uma separação conjugal está na interferência, conselho ou orientação de pessoas do mesmo gênero para aquela que se contorce na dúvida. À mulher, suas amigas geralmente - isso pode incluir todos os tipos de mulheres e em qualquer nível de parentêsco ou não. Ao homem, seus amigos geralmente - isso pode incluir a mesma coisa que para a mulher, tal qual como coisas de homem ou do machismo do homem como o futebol, o happy-hour, o trabalho. 

E a sétima lei é a lei da causa e efeito. 

"Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei". Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos e a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica. Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos. No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como karma. Você não conseguirá fazer nada sem receber o efeito disso, tudo está ligado a você e você está ligado a tudo. Qualquer movimento brusco terá conseqüências bruscas no futuro, qualquer interferência que você fizer na vida de outra pessoa, animal ou coisa refletirá em você de outra forma que seu conhecimento não preverá. Ninguém está livre da responsabilidade da escolha. Nada acontece por acaso, porque o acaso não existe, porque existe um propósito por trás de todas as coisas.

Da Energia Latente no Ser Humano

Algo latente geralmente é referido como algo implícito, que tem um potencial determinado numa ação futura, num 'porvir', no sentido de, num estado anterior, estar em 'repouso'. Por exemplo, diz-se do estado em que permanecem os animais hibernais e as sementes, que durante muito tempo ficam com o metabolismo tão baixo que parecem sem vida. Ser Humano (Ser) é Energia. Essa Energia é força de maior intensidade, de menor intensidade e de zero intensidade. Há quem hiberne na latência de sua energia, há quem viva um quadro sempre sofrível. O Ser ativo, participativo, solidário, ético, optativo e decisivo é um Ser de Energia de intensidade alta, grande, maior. Um Ser inativo, egoísta, passivo, corruptor, inoptativo e indeciso é um Ser de Energia de intensidade baixa, rasa, sofrível. Um Ser doente, em fase terminal, é um Ser de intensidade de Energia igual a zero. Um Ser que faz o mal, vive para o mal, pratica o mal, venera o mal, participa para o mal, tem o pensamento voltado para o mal, ludibria a vontade alheia em proveito próprio, tem uma Energia de intensidade sofrível. Um Ser que é benevolente, que pratica boas ações, que venera o bem, faz o bem sem olhar a quem, ajuda ao próximo, tem o pensamento voltado para a prática do bem, é altruísta, provoca a paz entre os homens, é humanista, tem doçura ou respeito pelos seres viventes à sua volta, tem uma Energia de grande intensidade. O ato sexual, em si, estimula a energia de maior intensidade, porém, será como sua mente processa essa ação, que fará com que a intensidade permaneça alta ou cáia vertiginosamente causando uma experiência de vazio e sentimentos sofridos. A energia sexual é nosso gerador da vida recorrente que nos dá a chance da reinvenção constante, assim também se torna nossa influência na vida de outras pessoas naquilo que emanamos para elas a renovação macrobiológica. Se souber aliar essa energia com as leis herméticas tem-se uma vida altamente produtiva e ricamente favorável. 

Publicado por Rodrih às 14:00 | Link do post
Estado de Espírito: Introspectivo
Ouço ou Leio: sem música

Post de 15/07/2009 (07:31':47") - revisado e reeditado.


 

 

 

 

Ser fútil é colocar tudo o que é material em primeiro lugar

...acima das pessoas, dos sentimentos
...da vida em si. Ser fútil é ser feio
...por dentro
...mesmo que sejamos lindos
por fora...

 

É não saber olhar além do que nos aparece à frente dos olhos.

É não saber alargar os horizontes além do que está à mão.

É não saber lutar pelas coisas e esperar que elas aconteçam, simplesmente.

 

É olhar para a imagem reflectida no espelho e ver apenas isso.
Não nascemos fúteis.

A futilidade aprende-se.

Não é inata, mas sim, socialmente apreendida.

 

spalha Brasas



Para mim ser fútil...é julgar as pessoas pela roupa, beleza fisica ou conta bancária e não olhar para o interior delas. Estar sempre a espera que os outros trabalhem e depois é só assinar embaixo, não ter personalidade, não saber impor-se, não ter opinião

...ser fútil é tudo isto e muito mais.

 

homemQama


 

Ser fútil é encantar-se mais com a roupa do que com o interior!...
É adorar a joía e esquecer o beijo...
Ser fútil é não se encantar com as pequenas coisas do dia a dia, o sorriso, o abraço, o beijo, a palavra amiga, a flor roubada no jardim...
ser fútil é estar Linda, mas esquecer a Felicidade!...
jamais alguém vai estar linda se o sorriso não for bonito!

 

Elsa


 

Ser fútil... é olhar para ti.
Alguém sem alma, sem carácter, com milhares de vaidades dentro de si, fazendo de ti uma coisa vazia...

 

Marlene


 
Estamos cercados de coisas fúteis, pessoas e momentos também. A futilidade é uma necessidade, um processo no meio do caminho em que todos nós passamos e com ele aprendemos. Aos que sobrevivem a isso se tornam pessoas melhores, mais nobres e observadoras. Há quem passe por isso e se torne pessoa silenciosa, fechada e anti-social. A futilidade serve para separar bem as coisas, mas não é de todo ruim. Mais fútil do que o smart-phone ou mesmo o facebook, tão mais fúteis são os programas de televisão ou os sites sociais, de relacionamento. O que, aliás, os sites de encontros sexuais são menos fúteis do que os demais, porque, pelo menos estes vão direto ao ponto, objetivos e escancarados, não pegando ninguém de surpresa, não se fazendo de santos. Os sites de encontros, paqueras, namoros e até os de fé todos eles escondem uma grande parte de desejos coibídos, disfarçados, maquiados. Todos querem alguma coisa de todos os demais, quer seja sua admiração, pajelância, dependência psicológica, aprovação e tesão, mas ninguém assume a cara por trás da máscara. Fútil é o carro caro com itens e acessórios mais fúteis ainda, que estão ali para encarecer o produto e dar a sensação de conforto. Mas quem é que vai usar tantos mimos durante uma volta pra casa vindo do trabalho? Talvez nas viagens. E quem é que fica viajando tanto assim de carro, tendo tantos acidentes nas estradas assim? Carro é um item fútil, como o celular, que deveria ter a função de funcionar e servir o usuário, mas vem com muitos apetrechos, que o tornam um produto inútil de tão fútil que é. Todos os que responderam acima têm um quê de futilidade, estão falando o que refletem seus corações combaídos e hipócritas, não resistem às futilidades da vida e falam o que pensam como profetas que pregam a Palavra de Deus às pessoas, mas entre si têm seus questionamentos, suas dúvidas e suas futilidades. Tanto quem se diz pastor protestante, como quem se diz padre, ou ministro de alguma fé. Somos todos iguais, mas com representatividade diferente. Já reparou quanta coisa fútil você tem só no seu quarto? Imagina na sua vida! Ou mesmo na sua mente? Não dá para ser feliz sem ser pelo menos um pouco fútil. Até aquelas pessoas que malham na academia, dia e noite, ou todos os dias, malham para sustentar um conceito fútil, que é o de parecer mais bonito para alguém ou seu meio social, ser aceito ou melhor recepcionado, dar impressão de saúde e mente jovial. Einstein não ia à academia, Amstrong não fazia musculação, Carlos Drummond de Andrade também não, Mandela, Linconl, João Paulo II, nenhum deles. Steve Jobs nem Salvador Dali não se preocuparam com isso e mesmo assim foram pessoas interessantes que deixaram seu legado no mundo. Por que nós não tentamos seguir um caminho próprio, por que precisamos estar imitando as manias e as piadas dos outros, deformando nossos físicos, envenenando nosso organismo para mantermos em forma. Em forma? Em forma de que tipo de referência? Oras, da referência fútil que todos nós adoramos ver, apalpar, consumir... não sejamos hipócritas. Quando se assume sua futilidade você evita gastar energia com desperdício. Sim, eu posso gostar de mulher magra, ou gostar de comer hambúrguer no Mc Donald, gostar de ver novela ou gostar de fofocar, e daí? São futilidades pessoais e que fazem parte do crescimento de cada um, isto é, cedo ou tarde vamos parar de dar tanto valor a isso ou aquilo, mas em tal momento da vida são futilidades necessárias para cada um. O que uma mulher fofinha não pode fazer melhor que uma magrinha? O que um sanduíche natural não pode ser mais saboroso que um do Mc Donald? O que um documentário não pode ser mais interessante do que uma novela? Ou o que eu ganho se não falar mal de alguém com alguém que gosta de ouvir as maldades de outrem? Tem coisa mais fútil do que fumar ou beber, ou os dois? São futilidades necessárias naquele momento na vida daquela pessoa. Pessoas de idade que se assustam ao ver um negrinho vindo pela mesma calçada. Se assustariam se vissem um loirinho no lugar daquele? Claro que não, porque a futilidade está em seus pensamentos, no coração. Moças que querem porque querem se casar na igreja, porque sentem necessidade de serem melhor vistas ou referidas em seu grupo social são fúteis também. Gastos caros com um vestido de um dia, mobiliza um monte de gente só, apenas para ela passar como princesa dos contos de fadas de Walt Disney. Futilidade sim, porque mais vale o cenário montado e mostrado do que o valor e o objetivo da atitude de viver com alguém. Os compromissos não importam senão para constar no vídeo e tornar o espetáculo mais emocionante, mas nenhuma das partes está lá para fazer juramento, mera formalidade. Poderia ser: "Eu, fútil que sou, que gastei R$ 1.200,00 nesse vestido de noiva simbolizando uma moça virgem e pura, apesar que já transamos desde que começamos a namorar, aceito diante  desse monte de gente fútil que está aqui para fazer média e comer de graça o banquete que eu e meus pais iremos pagar". A futilidade está nas maquiagens, porque todos os dias se põe, se tira, põe, tira, põe e tira, sempre escondendo quem se é para mostrar o que gostaria que fosse. Por isso homens necessitam suar dobrado para - fúteis que são, somos - precisam ter patrimônio, bens e condinções financeiras para atrair também, a maquiagem nesse caso está na conta bancária. Conheço amigos, fúteis que são, que estão fodidos na vida, pagando caro para manter namoradinhas parasitas, que por terem dado seus lindos corpinhos mantêm um arsenal de vaidades como celulares, roupas, maquiagens e até carro a apartamento alugado. O fútil mantendo a fútil, mas que se forem perguntados o que é ser fútil vão responder lindamente como todos nós responderíamos. A realidade é cruel e quem não dança conforme a música toca se exclui e se isola. Até eu sou fútil por estar refletindo sobre a futilidade do mundo, já que faço parte desse mundo. O que conforta é que do fútil se torna útil, e com o tempo, pouco a pouco o comportamento amadurece, frescuras são substituídas por aceitações, pré-conceitos por conceitos mais originais e menos hipócritas, e corações mais amorosos pulsando dentro do peito. E não no meio das pernas. Fato.

 

Publicado por Rodrih às 12:46 | Link do post
Estado de Espírito:

Hoje eu acordei cedo demais, apesar de ter dormido tarde demais também, então, com isso eu dormi pouco demais. Um axioma, "pouco demais", mas é para ser assim mesmo. Acordei e não me mexi, fiquei pensando, olhando para uma costura com linha solta de um dos travesseiros que me fazem companhia durante a noite, aliás, todas as noites. Não consigo dormir sem ver o volume dos dois travesseiros que coloco sempre ao meu lado da cama, como se eu sentisse confortável de saber que não estou tão sozinho. E fiquei pensando sobre a vida. Sim, a vida. A vida?! Como assim? A vida no que ela representa, sua magnitude, seu poder sobre a existência, sua força infinita de ser. A vida é a maior maravilha da existência do universo, nada em lugar algum tem mais força do que a própria vida, nem o sol, nem todo o universo, nada existe para ser maior e mais poderoso do que a vida. As bactérias buscam a vida para existir, os insetos, os crustáceos, os moluscos, os peixes, os mamíferos, os répteis, as aves, as plantas, os fungos, o mofo, o lodo, as cores, tudo busca na vida o sentido para existir e o único ser que tem consciência disso tudo tem a ousadia de tirar de si a própria vida ou tirar a vida dos outros, que somos nós, humanos. A vida é única e não tem volta, e por mais que alguns digam que tem volta sim, eu afirmo que não tem volta não. Por mais que se diga que tem sim, eu digo que pode até ter, mas não ESTA vida que você vive hoje, que eu vivo agora, neste corpo, nesta experiência ímpar. E como eu não sei se já vivi outrora e tampouco sei se realmente viverei noutra circunstância, sinceramente não quero arriscar o palpite e deixar de sentir a vida correndo por dentro de minha existência. Eu vejo a vida se manifestando nos meus pensamentos, nos meus sonhos, o movimento de minhas mãos, meus dedos se articulam de forma tão sincronizada, e com eles consigo pegar todo tipo de objeto. Olho para os dedos dos pés, caramba, como são estranhos e ficam bonitos com uma meia, mas a perfeição não está nisso, mas na forma como os dedos são distribuídos e percebo que o dedo mindinho tem uma função importante, que é de dar equilíbrio à uma fração pequena do meu corpo inteiro, quando estou de pé ou caminhando. Na vida que nós vivemos podemos fazer TUDO o que imaginarmos e queremos fazer, e não digo que podemos ter tudo, até porque TER não é melhor do que PODER, porque para ter você precisa poder primeiro, mas para poder você só precisa querer. E o ter é limitado, é material, já o poder é ilimitado, é maior e vai mais longe. Eu, com meus pensamentos e minha imaginação eu POSSO ir aonde eu bem entender, posso ser rei, posso ser escravo, posso sentir sensações ainda que eu não tenha nada nas minhas mãos, posso sonhar e posso voltar à minha realidade. Posso beijar Marlyn Monroe, posso ir na lua e fincar a bandeira do Brasil ao lado da bandeira dos Estados Unidos. Eu posso! É por isso que a leitura tem tanto poder, porque é através do que lemos que PODEMOS qualquer coisa, não há limites para isso. O ônus para TER é pesado e chega a ser fútil perto das dádivas do que eu POSSO. Para eu ter uma Ferrari terei que suar meus mais ínfimos nervos para levantar um milhão de dinheiro, mas depois que estou com a Ferrari nas minhas mãos vou sentir que tanto sacrifício me levou à uma frustrante situação: "Tá, e daí? Estou com a Ferrari e agora? O que isso me faz bem?". Terei a Ferrari e toda vez que eu precisar sentir que eu a tenho terei que andar nela. Tá, e daí? As pessoas só poderão saber que eu tenho uma Ferrari se elas me verem andando nela ou se me verem entrando nela num estacionamento. Cada pessoa que me ver dentro da Ferrari será um olhar tão caro que terei pago, que não terá compensado tanto sacrifício. Se por um milhão de dinheiro eu tiver a admiração (ou a inveja) de quinhentas pessoas, terei pago dois mil dinheiros por cada olhar dessas pessoas, porque quinhentas pessoas vezes dois mil dinheiros dá um milhão de dinheiro. Serão olhares caros demais, não compensa tanto suor saído de mim. Tive essa sensação quando era dono de um Chevrolet Bel-Air 1954, um belíssimo carro antigomodelo, um clássico americano que me fazia ser parado até por policiais rodoviários, apenas para eles apreciarem o carro, tirar fotos com seus celulares. E nas exposições eu ficava pensando o quanto era fútil aquilo tudo. Eu lá parado, alguns amigos afins, um belíssimo carro clássico todo original e em perfeito estado ali, parado, inútil. Quem gostava de carros chegava e dispensava toda aquela beleza de uma lataria exuberante, e pedia para ver o motor. Ver o motor?! Sim, o motor. Um monte de peças pretas, parafusos pretos, mangueiras pretas, óleo em algumas partes, mas toda a beleza do veículo se destacava naquilo, no motor. E eu? E o que eu tinha feito para conseguir comprar um carro desses? E a beleza da vida neste carro? Não tinha valor. O carro e eu só aparecíamos quando estávamos juntos e zanzando por aí. Ninguém falava do carro se ele estivesse guardado, nem falava de mim com o carro. Então larguei o clássico impecável debaixo de um abacateiro e lá o deixei apodrecer, até abacate começou a nascer debaixo do carro. Fungos, bactérias, insetos, tudo foi cobrindo o carro. Era a vida sendo buscada n'algo que estava abandonado. E quando eu fui tirar o carro daquele lugar, depois de meses que ele estava ao relento, esquecido e largado deparei com uma rápida sensação de que ali ele estava sendo mais útil do que desfilando por aí. Ali a vida estava acontecendo em volta e em torno dele. A vida estava nele nos fungos, no musgo, nos insetos e até no abacate que estava nascendo entre o vão do parachoque. Então deixei-o onde estava, vindo a retira-lo dali quase um ano depois, e o pé de abatace só não cresceu entre o parachoque porque eu o havia desviado e já estava com mais de três metros de altura. A vida continuou, só o carro que se mantinha como sempre foi. Assim é com a gente, não há nada que possamos fazer para parar a vida, ela sempre irá continuar. A vida é de tamanho poder que nela temos tudo para nossa manutenção. Água, ar, alimento. Tudo para continuar nela e com ela na gente. Até as bactérias buscam se manter para sentir a vida pulsar nelas. Os insetos. A vida de um inseto é tão breve e eles vivem como podem, a luta para sobreviver é imensa e tudo simplesmente para nada mais do que se manter com vida. Na vida temos tempo para aprender a sermos bons, sermos maus, sermos imaturos, sermos maduros. A vida nos permite observar a vida de outras vidas, tanto nas plantas como nos animais. A vida acontece o tempo todo à nossa volta e dentro da gente. A mulher que engravida, caramba, é a vida gerando vida! Como pode isso!? A multiplicação da vida! A busca pela vida é tão intensa que faz com que um corpo gere outro corpo para continuar vivendo, tal qual as plantas fazem, até as bactérias quando se multiplicam. O objetivo é manter o dna vivo! E mesmo que não se tenha filhos, mesmo que não se multiplique, nosso dna é assimilado por outras pessoas com nosso sangue, nossa saliva, nosso contato. Senão dna orgânico, quiçá dna intelectual, sim, por que não? Estamos sempre auxiliando na formação de pensamentos de outras pessoas, mudando sua maneira de agir e com isso causando mutação em sua maneira de viver, e alguma coisa isso muda no seu dna orgânico. A vida nos deixa sentir o dia, nos dá descanso à noite, nos dá fome para saborearmos os alimentos, nos dá sede para nos embriagarmos com os líquidos, principalmente com a água, que vem de nenhum lugar específico, mas vem para nos abater a sede e o cansaço, vem para nos limpar e nos divertir. E como tudo que pode nos trazer a vida, a água também pode nos tirá-la. Tudo dependerá de como queremos viver, isto é, sob riscos de perder a vida, ou não. Com a vida podemos ouvir ruídos, palavras e a música. O que é a música senão ruídos também? A música são ruídos organizados que dão vida às nossas inspirações. Como diz Zé Ramalho, "ninguém quer a morte, só saúde e sorte!", e é verdade. Saúde e sorte para continuar sentindo a vida pulsar na gente. E quando chegarmos ao fim dessa viagem chamada Vida só levamos o sentimento de que vivemos os momentos, sentimos todos os sentimentos e vencemos as dores e os lamentos. Enfim, vivemos!

 

Publicado por Rodrih às 10:28 | Link do post
Estado de Espírito:

 

Parado num engarrafamento dias atrás eu me distraí sobre um adesivo que dizia: "Eu sou feliz." Divaguei sobre essa frase e fiquei me perguntando: "-Desde quando eu não sou feliz?". As pessoas usam da hipocrisia até consigo mesmas para que possam acreditar em coisas que não são verdadeiras. Quero dizer, estritamente verdadeiras. Há quem me diga que a felicidade está nas coisas mais simples ou no sorriso de uma criança ou num filhotinho de gato se esfregando no meu sapato e um monte de blablablás que eu, sinceramente, não tenho mais saco para ficar ouvindo e tampouco respondendo com sorriso no rosto - como se tivesse aprovando aquela ladainha toda. Não. Definitivamente eu não me permito viver de ilusões que eu mesmo construa para me alimentar, como uma droga que me obrigasse a obedecer sem questionar. Realmente se sou algo fútil, hipócrita sei que não sou. 

 

E me pus a lembrar quando foi que realmente eu senti a felicidade em minha vida. Me remeti para 1.983 e lembrei que minha irmã mais velha, que era a irmã que me batia ou me castrava psicologicamente em tudo o que eu fizesse, isto é, se eu cutucava meu pinto, era reprimido por ela me dizendo que ia me levar pro médico cortar meu pipi. Que trajédia, minha imaginação criava uma cena terrível sem sangue, mas a de ver um médico cortar meu pinto com uma tesoura e ainda ver meu bilau caindo no chão, feito uma rabicho de lagartixa - que fica mexendo sozinho como se tivesse vida própria. Terrível. Pois é, em 83 minha irmã tinha que descer do apartamento em que morávamos para exigir que os moleques devolvessem minha biclicleta, uma Barra Circular 79, verde e gigante. Ela sim, impunha respeito. Então eu não era feliz nesse tempo.

 

Preferi pensar noutra data e fui para 1.976, morando em São Paulo tomei uma advertência da professora da escola "O pequeno polegar" por não saber ler o que estava escrito no quadro, pois eu estava numa turma um ano mais adiantada do que eu, mas pelo meu tamanho fui posto dentre os mais velhos. Lembro bem aquele dia. Eu estava boiando na aula e a professora me perguntou algo e viajando na maionese eu estava, viajando eu continuei. Os colegas riram, eu respondi os colegas, a professora achou que eu tinha respondido ela e me mandou pra diretoria. Na verdade ela não ia com minha cara ou com meu tamanho. Na diretoria a diretora, Dona Izabel me humilhou, fez com que eu escrevesse frases de redenção, mas eu nem sabia escrever direito e essa querida diretora me deu um tapinha no rosto, estando atrás de mim e não sei bem porque ela fez isso. Pode ter sido um tapinha, mas marcou minha vida como um tapão. Dona Izabel, esposa do senhor Joel... esses nomes, meus fantasmas. Seu Joel era boa pessoa, com sua barba grande e seu jeito paterno. Dona Izabel era severa, todos tínhamos medo dela. Então 76 não foi um tempo legal para eu procurar o meu momento feliz.

 

Fui para 1.985, São Paulo de novo, estudando no Colégio Jesus Maria José, tentando sobreviver em colégio de freiras e driblando os assédios sexuais de gays de plantãos em seus carros oferecendo carona e alisando minha mão. Minha mãe me ensinou bem a não dar moral pra estranhos, também acho que minha cabeça já era hetero desde moleque e eu não era aventureiro, não esse aventureiro sexual, não tinha pré-disposição para ser emo... se bem que naquela época não tinha essa de emo. Ou era punk ou era viadinho mesmo. É, 1.985 não dá pra aproveitar, quem sabe 1.979.

 

1.979, morando em Taguatinga, Distrito Federal, inocente, nunca falava palavrão e não sabia mandar alguém tomar no cu mostrando o dedo obsceno. Não sabia brigar e só sabia rezar o terço e brincar de carrinho, vez outra de "Mamãe da rua" com a molecada.  E no colégio Ave Branca alguns colegas de escola cismaram de que deveriam comer a minha bunda. Esquivei como pude, não sabia brigar de dar porradas e então pedi para minha mãe me tirar da escola. Ahh se eu tivesse a mentalidade e a coragem de hoje naquele tempo.. eu ia quebrar muitas arcadas dentárias de muito moleque emo... Como pude ver, 79 também não tenho muito do que lembrar quanto à felicidade.

 

Vou fuçar 1.993. É.. um ano interessante. Entrei pra faculdade de administração. Saio do banco Bandeirantes onde sou infeliz no trabalho e vou a pé até a faculdade, coisa de 3km aproximadamente. Ganho pouco e parte do dinheiro de muitos meses economizados emprestei a um primo para fazer mais dinheiro com compra e venda de caixas de som. Obviamente ele comprou caixas de som, mas eu nunca mais vi a cor do dinheiro. Umas gurias me chamaram para estudar na casa de uma delas, lembro-me bem do livro-bíblia do Chiavenatto, estava empolgado em fazer amigas e quem sabe comer uma e outra. Começando os estudos (e pensando como eu ia fazer para destacar e conseguir comer uma delas, mesmo sendo virgem aos 23 anos) acontece um incidente na cozinha, donde uma senhora negra alarda um início de incêndio. Fumaça preta saía de lá de dentro e as meninas olhavam pra mim como se eu fosse o superman e não mais uma super vítima como elas. E lá fui eu encarar o fumaceiro e, resumindo, topei com a "Tia Anastácia" (do Sítio do Pica-Pau Amarelo) carregando o incêndio e caminhando rumo a "não sei onde". Era um tacho de cobre desses que cabem duas latas de 18 litros de óleo para fritar bolinhos e salgados que ela vendia. 36 litros de óleo ferventes e em grandes labaredas formadas sobre a superfície do tacho. Não deu outra, a tia parou de repente e todo o peso do líquido fervente e em fogo tombou pra frente. E lá estava eu sendo banhado com uma fervura inimaginável do ombro, braço, ante-braço, mão pra baixo até os pés, derretendo como um boneco de cera e pegando fogo como se tivessem ateado álcool e fogo em meu corpo. Mas não há com o que assustar, pois o que se sente é um banho ultra-mega-gelado, como algo muito gelado banhando o seu corpo, nem é quente e nem arde. Só dez minutos depois... aí é um ardor inimaginável, uma dor insuportável, algo que, sinceramente, não sei como não morri tamanha dor e ardor que senti.

 

Acho melhor deixar esse ano de 93 e pular para 94. Meu pai e eu nunca nos damos como deveria ser. Ele parece que tem um repelente contra mim, a vida inteira foi assim e até hoje é assim. Às vezes sinto-me desconfortável quando estou sozinho com ele em algum lugar. Às vezes não, sempre sinto. Se eu opinar sobre carros, ele me contesta de alguma forma. Se eu falar minha opinião sobre a vida, ele encontra uma maneira de me condenar e me detonar na minha opinião. É incrível. Entretanto, se alguém estiver junto ele dialoga com essa pessoa com tanta alegria, tanto interesse que me faz babar de desejo pela vontade de ver meu pai me tratando com tanto valor. Então ele sempre vira pra mim e me olha, meu corpo endurece e meu sorriso começa a se formar, meus ouvidos se preparam para ouvir atentamente e minha boca se apronta para falar algo que me inclua na conversa de meu pai com outra pessoa naquele local... e meu pai diz: "- Rodrigo, busca pra mim dois copos e uma lata de cerveja que está na porta do congelador." rsrsrs Por um instante eu fico ali pensando o tanto que sou útil. Útil para buscar uma lata de cerveja. Às vezes sou promovido a buscar uma garrafa de vinho à minha escolha. Isso é algo raro, mas acontece.

 

Então com essa afinidade paternal me vejo chegando em São Paulo em 1.994, enviado por meu pai para fazer tratamento psiquiátrico com a Dra. Marluce Muniz de Sousa Pedro e morar com meu tio-padrinho e padre, provincial do Convento de Nossa Senhora do Carmo. Não me recordo o número da clausura que eu ficava.. Lá vivi quase uma parte desse ano aéreo, drogado com um tal Zoloft, que me deixava noiado e lerdão. Meu tio-padrinho e padre fazia a outra parte da tortura, porque ele também era meu segundo psicólogo e fiel delator ao meu pai. Tempos difícieis até conseguir sair do convento e ir morar numa república de crentes. Só a república era de crentes, mas nós os "republicanos" éramos de todo tipo. Lá joguei fora o Zoloft e como represália meu tio-padrinho e padre não me repassava o dinheiro que minha família enviava, passei fome e até pensei em furtar Miojo numa mercearia. Tomava água para dormir com o estômago cheio. Eu e o André Luís, um amigo de república, quase doido de tanto ouvir, ler e seguir a AMWAY. O cara não ganhava nada e gastava o que não tinha em prol dessa AMWAY. Nós dois tomando água para dormir, a fim de enganar a fome. Tempos difíceis. Depois disso fui trabalhar com filmagem, depois com mulheres lindas, modelos, desfiles, fotografia e arte, sempre acompanhando grandes profissionais. O pagamento era algo a ver com comida, vez outra almoço, lanches e tíquetes de refeição até o dinheiro chegar às minhas mãos. É.. 94 não serve para referir momento de felicidade.

 

1.995, perco a virgindade com uma colega que depois virou namorada e mais tarde esposa com casamento na igreja e festa. E eu só queria viver a sexualidade... Casado e trabalhando com festas noturnas de casamento, tudo era uma loucura. Fazia atendimento de manhã, de tarde, à noite, todos os dias, nos fins de semana era para trabalhar nas festas e não conseguia sanar as dívidas já contraídas com a amada e toda sua família, como se eu fosse o mantenedor da casa dela. Aff...

 

2001 eu caso com a garota experiente que tirou minha virgindade e em 2003 ela me deixa, depois que eu surtei quando senti que eu era um grande otário pelo simples fato dela, a esposa amada e amante, ser promovida de auxiliar de atendimento de telefone para um baita cargo de confiança na Presidência da República do Lula. aFF. Um salto de pulga para uma reles auxiliar de call-center. Tinha caroço nesse angu e eu surtei no meu limite humano de desespero e frustração. De uma simples esposa para uma mulher chique e super vaidosa. Isso mata um homem.

 

2006 eu vou pra São Paulo, que porra de cidade que eu sempre estou indo e não encontro nada lá que me alegre! Virei Diretor Financeiro e Administrativo de uma OnG de 42 anos de vida. Assumi despesas e ainda fui taxado de "mão-leve" por parentes próximos. Extorquido e humilhado, passei fome II - o retorno e cheguei a comer uma carne de gado de cor verde azulada, congelada há meses perdida no gelo do freezer da geladeira. Foi o bife mais gostoso que comi na fome e no frio mais desgraçado que senti. Descobri que a ong era um núcleo de encontros para irmãos metralhas, 171, picaretas, vigaristas e candidatos a políticos corruptos que planejavam dar um golpe no Governo do Estado de São Paulo em 240 milhões de reais. Então fui até a delegacia de polícia civil, depois à polícia federal e me entreguei literalmente. Os caras me investigaram por meses e viram minha boa fé em tudo. Não fui preso nem nunca fui intimado, mas me comprometi em fechar a OnG para desmantelar a sede desses malandros, que tinha desde senhores de 45, 55 e 65 anos, como senhoras da mesma idade e estirpe. Convenci cada membro picareta a pedir a demissão, alegando uma novela e até paguei para algumas mulheres do bando para assinarem suas demissões. Voltei para casa aliviado e apaixonado por uma moça que uma cliente armara para ser a mulher da minha vida. 

 

2007 caso de novo e cego de amores. Isso não dura muito. 2008 a amada passa num concurso cobiçado e me deixa também, dizendo friamente que não precisa mais de meu carro, nem do meu apartamento, não precisa mais do meu nome e nem de mim. rsrs Acho que eu tinha problemas com o Governo.. só pode! rsrs Jurei que a próxima mulher, se tivesse, que entrasse em minha vida eu ia me certificar se ela tem vontade de fazer concurso ou se tem interesse de trabalhar para o governo. Se disser que sim, rsrs.. eu nem me daria ao trabalho de conquistá-la e sumia da frente dela... hahaha!

 

De dezembro de 2008 a Junho de 2010 vivi um ostracismo sem igual. Sem dinheiro, sem empresa, sem amigos, sem ninguém, sem coragem de tentar outra vez, como diz Raul Seixas em sua música, sem forças, sem amor próprio, profundamente desabilitado de saúde, energia, vontade e fé. Pensei em suicídios, até arrisquei alguma coisa. Passei uma, duas, três semanas sem almoçar, nem jantar, às vezes sem tomar banho nem dormir, sem sair à rua, só beliscando pão seco e tomando água com Rivotril. 


Em Julho de 2010 conheço uma menina linda, meu coração estraçalhado começa a bater novamente e estou hoje há 7 meses e meio namorando ela à distância. Há 1.200 km de distância. É frustrante, mas ela é o meu alento. Não posso dizer que sou feliz, até porque meu histórico mostra que não tenho motivos para isso. Mas existe uma esperança que nasceu há sete meses, mas prefiro não esperar muito, apenas viver os momentos e deixar que eu me surpreenda. Com 20 anos mais nova do que eu, uma criança com cabeça de moça grande aceitei o desafio e quero ver se passo por essa vida sem conhecer finalmente a tal felicidade plena.

 

Hoje desenvolvo um projeto muito bonito e interessante, tomara que dê certo, pois é para ajudar muitas pessoas que sofrem o revés da vida, situações de infelicidade quase eterna e que fará com que muitas pessoas digam que valeu ter nascido. Tenho fé que se meu projeto vingar eu ficarei feliz definitivamente e somado ao novo amor da menina nova poderei dizer que valeu a pena por cada momento de história que tive no passado e viverei meus dias imensamente grato por ser tão feliz.

Publicado por Rodrih às 03:48 | Link do post
Estado de Espírito:
Ouço ou Leio: Jimmy Cliff - I Can See Clearly Now

 

Sinto tanta saudade daquela sensação de ser amado,
ainda que fosse uma sensação ilusória de momentos

de enganação e exploração, nossa! Como sinto falta
daquela ilusão. Não consigo me adaptar à solidão.

 

Eu dependo de amor para me amar

Eu preciso de amor para me sustentar

Eu me alimento de amor para sonhar

 

Eu preciso de amor

Eu preciso de amar

 

 

Publicado por Rodrih às 09:14 | Link do post
Estado de Espírito:
Pontos vermelhos = acessos no mundo!
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EU ERA UM IDIOTA UTILEU ACHAVA Q TAVA LUTANDO CONT...
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